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Mesmo após dá à luz ao pequeno Jorge na manhã desta sexta-feira (12), a deputada estadual Dani Portela (Psol-PE) optou em abrir mão da licença-maternidade e continuará despachando, em sua residência, as demandas do seu mandato na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). A informação foi dada pela assessoria da parlamentar ao LeiaJá.

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Foto: Reprodução/Instagram

Apesar de, atualmente, haver previsão de licença-maternidade no Regimento Interno da Casa, esse direito ainda não é regulamentado. No entanto, já está em tramitação uma iniciativa da deputada estadual Simone Santana (PSB-PE) que visa dispor a licença-maternidade e paternidade aos ocupantes de cargos eletivos em Pernambuco.

Durante os meses de gestação, a psolista foi vista atuando, assiduamente, na agenda do seu mandato, nas atividades da sua sigla e em algumas manifestações de movimentos sociais do estado. Além disso, em dezembro, Dani participou do Congresso Municipal do Psol em Recife, no qual foi anunciada como pré-candidata à prefeitura da capital pernambucana.

O LeiaJá entrou em contato com a Alepe para saber se, na história da Casa, alguma outra parlamentar, assim como Dani, abriu mão da licença-maternidade, porém ainda não obteve respostas.

Nascimento de Jorge

“Nasceu hoje, 12 de janeiro de 2024 às 8:28 da manhã (sim, temos um capricorniano na família), pesando 3,3 kg, medindo 47 cm. Trazendo muito amor e esperança. Quero agradecer a todo mundo pelo carinho e afeição durante a minha gravidez, prometo que depois passo aqui pra contar mais sobre o parto, agora vou ficar agarradinha com ele”. Foram com essas palavras que Dani comunicou, em suas redes sociais, o nascimento do seu filho, Jorge, na manhã nesta sexta-feira (12).

A psolista, que deu à luz ao seu primeiro filho com o advogado sindicalista Jesualdo Campos, já é mãe da jovem Alice, de 20 anos, fruto do seu primeiro casamento. Algumas lideranças políticas do estado comentaram em sua publicação no Instagram, parabenizando o casal pelo nascimento do garoto.

“Que lindooooo e ainda nasceu no dia do aniversário da minha filha Duduzinha. Muita saúde e paz para Jorge e família. Deus abençoe vocês”, elogiou a deputada estadual Gleide Ângelo (PSB-PE). “Felicidades Dani e Jesualdo. Viva a família de vocês”, comentou Vinícius Castello (PT-PE), vereador da cidade de Olinda.

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Quando uma mulher se movimenta, movimenta consigo toda a sociedade. De encontro à estrutura machista que se estende no ambiente político, mães fortalecem umas às outras quando ocupam cargos de poder e levam a luta por direitos aos centros de debate. Mãe de três filhos, Isabella de Roldão lembrou os desafios de tocar uma campanha eleitoral 15 dias após dar à luz e destacou a importância de garantir que a carreira das mulheres não seja prejudicada pelo desejo de ter filhos.

Candidata à vice-governadora de Pernambuco na disputa de 2018, Isabella cumpriu os compromissos de campanha pelo estado 15 dias o nascimento de Nina. Entre um discurso e outro, ela conta que precisava desmamar para seguir com a agenda: "foi um desafio grande". 

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"Eu amamentava exclusivamente. Então, foi um sofrimento para mim muito grande. Além de me desdobrar, de dar conta de fazer as viagens e parar em determinados locais para desmamar, tinha o próprio sofrimento da distância, do querer tá junto da minha filha que ainda era muito bebê. Foi muito desafiador", recordou. 

Pauta dentro e fora da Política

Primeira mulher a ocupar o cargo de vice-prefeita do Recife e um dos quadros mais relevantes do PDT, Isabella já era mãe de Luca e Cléo - atualmente com 19 e 17 anos - quando ingressou como vereadora da capital. Ciente das dificuldades de atuar enquanto mãe e gestora pública, ela cobra um maior amparo para que as mulheres com filho não abandonem a profissão. 

Como se uma condição natural, e muitas vezes um sonho, pudesse ser deixada de lado, o adiamento da maternidade também é discutido entre mulheres do cenário político. “As mulheres têm adiado cada vez mais a maternidade, independentemente de estar na política ou na vida privada. É um processo muito difícil porque muitas mulheres desejam fortemente ser mãe", comentou. 

Para enfrentar o machismo que também recai através da obrigação dos cuidados domésticos, a vice-prefeita ressalta que as discussões sobre a Economia do cuidado - que avalia remunerar quem cuida de familiares, entre outros aspectos – precisam progredir, bem como a ampliação do período de licença-maternidade, acompanhada da possibilidade de compartilhá-la com a família. 

"Todas as vezes que uma mulher ousa sair de um ambiente doméstico, mesmo na maternidade ou não, as dificuldades ficam muito claras. Então, a legislação da licença precisa ser revista. Se a OMS (Organização Mundial da Saúde) preconiza seis meses de aleitamento materno, como essa mulher não tem seis meses de licença?", questionou. 

Contra as estruturas

A participação feminina na política já sofre um processo de invisibilidade antes mesmo das eleições, seja na falta de espaço dentro do partido ou na destinação de recursos. “As mulheres que decidem entrar para a vida pública sentem na pele o peso da sua decisão. Isso não é 'mimimi', como costumam dizer. É uma questão muito real, por que os preconceitos, a resistência, o desrespeito, as interrupções na hora das falas. Tudo fica muito forte”. 

Ver o reconhecimento de um quadro feminino já é um ponto que abala essa dinâmica masculina. Se esse sucesso for de mãe, sem dúvidas, ameaça ainda mais a perpetuação desse ambiente que tenta se fechar para mulheres.

O Currículo Lattes permitirá o registro dos períodos de licença-maternidade de pesquisadoras. A nova seção, que terá preenchimento opcional, entrará em funcionamento na próxima quinta-feira (15). Mantida pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), a plataforma Lattes é o sistema oficial do Brasil para cadastro de cientistas das diversas áreas do conhecimento.

A possibilidade de inclusão da licença é uma demanda de cientistas brasileiras, informou o CNPq ao divulgar a mudança. “Essa evolução tem o objetivo de atender demandas de representantes da comunidade científica e de instituições parceiras desse conselho, sobretudo do Movimento Parent in Science, coordenado pela pesquisadora Fernanda Staniscuaski, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, que havia protocolado a solicitação no CNPq”, diz nota do conselho. 

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O projeto Parent in Science, que luta por equidade para pesquisadores e pesquisadoras com filhos, considera que a chegada dos filhos pode causar impacto significativo na produção dos pesquisadores, especialmente das mulheres, com desaceleração na elaboração de artigos, afetar o currículo e gerar desvantagem em relação a colegas. Em 2019, o Parent in Science apresentou um pedido formal ao CNPq.

Com a possibilidade de sinalizar o período da licença nessa nova versão do Currículo Lattes, recrutadores, universidades e agências de fomento à pesquisa poderão compreender o por quê da queda em sua produção.

No Diretório dos Grupos de Pesquisa do CNPq, 50% do total de pesquisadores cadastrados são mulheres. Nos últimos 15 anos o percentual de mulheres aumentou 7 pontos percentuais. 

Desde 2005, o conselho mantém o programa Mulher e Ciência, em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações  e outros órgãos. A meta do programa é promover a participação de meninas e mulheres na ciência, além de promover pesquisas sobre relações de gênero, mulheres e feminismo.

A Fifa anunciou nesta quinta-feira (19) que vai proteger melhor as jogadoras grávidas e impor aos seus 211 países-membros uma licença-maternidade de "pelo menos 14 semanas", a partir do próximo ano, bem como a proibição de demiti-las.

"Queremos ver mais mulheres jogando futebol e, ao mesmo tempo, terem uma família", disse Sarai Bareman, chefe do futebol feminino da Fifa, a vários jornalistas após uma reunião do comitê.

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A Fifa explicou que vai propor em seu conselho de dezembro uma série de medidas que serão aplicadas imediatamente em suas 211 federações, que no momento oferecem um quadro desigual de acordo com as leis e práticas locais.

A entidade com sede em Zurique não sabia dos "graves problemas" até agora, segundo seu diretor jurídico Emilio García, mas quer "antecipá-los" no momento em que o futebol feminino acelera sua profissionalização.

Os clubes que jogam internacionalmente, portanto sob a jurisdição da Fifa, devem propor uma licença-maternidade de "pelo menos 14 semanas, das quais oito serão após o nascimento", remuneradas "em pelo menos dois terços de seu salário contratual".

Durante este período, os clubes poderão contratar uma jogador para substituir a grávida, ainda que fora do período de transferência, com possibilidade de integração a longo prazo, se ambas as partes concordarem.

É proibido "questionar a validade dos seus contratos pelo fato de as jogadoras engravidarem". Em caso de demissão por este motivo, o clube será sancionado econômica e esportivamente.

Após a licença-maternidade, os clubes deverão "reintegrar as jogadoras e lhes fornecer suporte médico e físico adequado", disse García.

A jogadora poderá "amamentar, ou tirar o leite", em "locais adaptados" pelo seu clube.

Jogadoras profissionais que continuam suas carreiras após a gravidez não costumam ter o mesmo sucesso, com exceção de estrelas americanas como Amy Rodríguez, Sydney Leroux ou a artilheira Alex Morgan, que busca participar dos Jogos de Tóquio em 2021 após o parto de uma menina em maio.

A Fifa quer viabilizar a possibilidade de ter filhos em um momento crucial do futebol feminino, quando ganhou intensidade física e profissionalismo, após o boom planetário que foi a Copa do Mundo da França 2019.

"Tive de recuperar minha saúde de A a Z. Meus músculos derreteram literalmente e ganhei 15 quilos", reconheceu a bicampeã olímpica Amy Rodríguez, mãe de dois filhos, no site da Fifa.

A atacante do Utah Royals, protegida por seu contrato, está entre as poucas jogadoras que conseguiram igualar seu nível.

O desenvolvimento do esporte feminino de alto nível e as aspirações por igualdade profissional estão levando as autoridades a abordarem a questão, como fez a União Ciclista Internacional (UCI) em 2019.

Essa instituição estabeleceu um seguro-maternidade para a prova de rota a contar a partir de 2020, além de um salário mínimo que será igual a partir de 2023 ao das equipes masculinas.

A questão dos patrocinadores permanece. Em maio de 2019, a rainha da velocidade Allyson Felix criticou duramente a redução de seus prêmios imposta pela Nike durante a gravidez, em um artigo de opinião publicado no jornal "The New York Times", o que levou a marca a mudar seus critérios.

O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou, por maioria de votos, uma liminar do ministro Edson Fachin, que estende o período de licença maternidade para mães de bebês prematuros. A decisão havia, liminarmente, acolhido ação do Solidariedade para considerar data da alta da mãe ou do recém-nascido como marco inicial para a concessão do benefício.

As informações foram divulgadas pelo STF.

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Segundo a decisão, a medida deve se restringir aos casos mais graves, como internações que excederem o período de duas semanas. Conforme o relator, não há previsão em lei de extensão da licença em razão da necessidade de internações mais longas, especialmente nos casos de crianças nascidas prematuramente (antes de 37 semanas de gestação), e a medida é forma de suprir essa omissão legislativa.

O ministro afirma que essa omissão resulta em proteção deficiente às mães e às crianças prematuras, que, embora demandem mais atenção ao terem alta, têm o tempo de permanência no hospital descontado do período da licença.

Fachin lembrou que, no período de internação, as famílias são atendidas por uma equipe multidisciplinar, e é na ida para casa que os bebês efetivamente demandarão o cuidado e a atenção integral de seus pais, especialmente da mãe.

Também destacou que não se trata apenas do direito da mãe à licença, mas do direito do recém-nascido, no cumprimento do dever da família e do Estado, à vida, à saúde, à alimentação, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar.

Por maioria de votos, o Plenário acolheu os argumentos apresentados na ação pelo partido Solidariedade para dar interpretação conforme o texto constitucional ao artigo 392, parágrafo 1º, da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e ao artigo 71 da Lei 8.213/1991.

Com uma Câmara mais feminina, onde as mulheres ocupam atualmente 15% das cadeiras da legislatura, foi aprovada, nessa segunda-feira (16), na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), uma proposta para tornar regra a licença-maternidade de seis meses. Atualmente, o prazo é de quatro meses, embora algumas empresas já adotem o período de 180 dias.

A votação foi unânime no colegiado. Mas para se tornar lei, a proposta precisa ainda passar por uma comissão especial, para depois ser votada em dois turnos no plenário da Câmara e, em seguida, ter o aval do Senado.

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Relatora da proposta na CCJ, a deputada Margarete Coelho (PP-PI) disse ainda não ter conversado com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), sobre a criação da comissão especial, mas acredita que a tramitação da proposta não terá entraves. "Várias empresas já utilizam a licença de seis meses e alguns órgãos também. Acho que vai ser algo bem rápido", disse.

Margarete Coelho ressaltou que a proposta teve o apoio também da bancada masculina. "Na CCJ somos poucas, mas os homens votaram massivamente a favor também", disse. Ela afirma, no entanto, que a proposta chegou a sofrer uma resistência inicial de deputados liberalistas e, apesar de ser esse o perfil do governo atual na economia, ela se diz confiante da aprovação da PEC.

A proposta é de autoria de Clarissa Garotinho (PROS-RJ). Ela justifica que a amamentação é um dos fatores mais importantes para o desenvolvimento e crescimento do bebê e se for realizada de maneira exclusiva até os seis meses de idade, os benefícios aumentam tanto para a criança quanto para a mamãe. "Além suprir com os nutrientes necessários ao bebê, amamentar pode prevenir as chances de a mulher contrair alguns tipos de câncer e reduzir riscos de doenças cardiovasculares", diz a deputada na justificativa da proposta.

A medida prevê ainda licença-maternidade de 120 dias às deputadas e senadoras, prorrogáveis por mais 60. O suplente só será convocado se o afastamento for superior a 180 dias. Hoje, a Constituição não prevê esse tipo de licença para as congressistas.

O ministro da Cidadania, Osmar Terra, disse nessa quinta-feira (4) durante audiência pública na Câmara que é necessário aperfeiçoar o marco legal da primeira infância com a ampliação da licença-maternidade para um ano. Segundo ele, os países mais desenvolvidos em educação têm 12 meses de licença-maternidade.

“Os países nórdicos, que são os mais desenvolvidos do mundo na educação, por exemplo, têm licença-maternidade de um ano. O mundo empresarial tem que colaborar também, uma licença-maternidade [de um ano] é uma pauta muito relevante”, disse o ministro, que participou da audiência pública da Frente Parlamentar Mista da Primeira Infância.

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Durante audiência pública, o ministro detalhou o Programa Criança Feliz, que se destina a cuidados domiciliares. “São 600 mil crianças sendo atendidas e cuidadas toda semana, com o agente estimulando essas crianças. É um programa que não tem política partidária ", disse Terra, informando que o programa impacta na redução dos índices de pobreza, melhorando a qualidade de vida.

A deputada Leandre (PV-PR), uma das coordenadoras da frente parlamentar, disse que há um esforço coletivo para a implementação do programa. "Estamos organizando uma série de diálogos com recursos que vamos realizar com o apoio da rede nacional da primeira infância", disse.

O Marco Legal da Primeira Infância (Lei nº 13.257 / 16) fixa políticas públicas para o desenvolvimento de crianças de zero a seis anos de idade.

*Com informações da Agência Câmara

O plenário do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (TCE-RJ) decidiu validar concessão de licença de 30 dias a mães não-gestantes de casais homoafetivos, após o nascimento de filho oriundo de gravidez por inseminação artificial. O tema foi debatido na terça-feira (21) e teve um placar de 4 votos a 3.

No relatório da votação, a conselheira Marianna Montebello Willeman destacou que as uniões estáveis homoafetivas se tornaram, pouco a pouco, uma realidade reconhecida pelo Poder Judiciário e levou em consideração a necessidade de proteção à maternidade, à infâcia e à juventude. Segundo o TCE, a licença de 30 dias corresponde ao mesmo período da licença paternidade no Rio de Janeiro.

Ainda de acordo com o TCE, o voto também considerou fundamentos da atual legislação federal sobre licença-maternidade e adoção, tendo a CLT, a legislação estadual e o regime previdenciário como parâmetro para conceder a uma das mães uma licença mais longa e à outra uma mais curta, além de salário-maternidade por 120 dias.

O presidente Michel Temer aprovou nesta segunda-feira, 12, parecer da Advocacia-Geral da União (AGU) que formaliza a concessão de licença-maternidade similar a concedida às gestantes para mães que adotam criança. Ao acatar o parecer, o governo cria uma regra vinculante válida para toda a Administração Pública Federal.

O parecer será publicado no Diário Oficial da União desta terça-feira, 13. Segundo o parecer da AGU, o período de afastamento remunerado concedido às servidoras públicas que adotam crianças não pode ser inferior ao usufruído pelas gestantes (120 dias prorrogáveis por mais 60).

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A elaboração do parecer foi motivada por decisão do Supremo Tribunal Federal, que em julgamento realizado em março de 2016 (Recurso Extraordinário nº 778.889/PE) já havia reconhecido a inconstitucionalidade de tratar gestantes e adotantes de maneira distinta.

A AGU observa que a licença por prazo igual à concedida às gestantes deve ser dada independentemente da idade da criança adotada. O parecer lembra que entendimento contrário não só afrontaria o princípio da isonomia, como também criaria empecilho adicional à adoção de crianças mais velhas, que já são menos procuradas pelos adotantes.

Sem hora extra

A assessoria do Planalto informou que Temer sancionou nesta segunda-feira, 12, a lei que altera o Regime Jurídico Único (Lei 8112/90) retirando a obrigatoriedade de compensação de horas para o servidor que precisa cuidar de cônjuge, filho ou dependente com deficiência. O texto garante ao servidor remuneração integral.

A lei que estava em vigor diferenciava o servidor com deficiência e o servidor com parente próximo com deficiência. Ela garantia ao servidor com deficiência horário especial de trabalho independente de compensação. No segundo caso, era exigida compensação sob pena de ter corte na remuneração. Com a sanção, os dois casos passam a ser tratados igualmente. A sanção também será publicada no DOU desta terça-feira.

A presidente Dilma Rousseff sancionou a lei 13.109, que estende a militares das Forças Armadas o direito a seis meses de licença-maternidade. A norma também assegura direitos às adotantes e aos militares pais, que têm oficializado a licença de cinco dias corridos a partir do nascimento do filho.

De acordo com o Ministério da Defesa, serão beneficiadas 23 mil mulheres. A lei publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira (26) dá, ainda, 90 dias de licença remunerada aos militares que obtiverem guarda judicial de criança, mas limita a 30 dias no caso de adoções de menores com idade acima de um ano, podendo ser prorrogada pelo período de 15 a 45 dias, dependendo de situações específicas previstas na lei.

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Dessa forma, as militares gestantes também poderão mudar de função quando suas condições de saúde exigirem – se devidamente atestadas pela Junta de Inspeção de Saúde das Forças Armadas -, retornando ao cargo de origem logo após a licença. Outro benefício previsto na legislação garante às militares em amamentação um intervalo de uma hora, que pode ser dividido em dois períodos de 30 minutos, para descanso – até que o bebê complete seis meses.

A lei também diz que em casos de nascimento prematuro, a licença se inicia a partir do nascimento da criança. Além disso, concede 30 dias de licença para as mulheres que sofreram aborto para tratamento de saúde.

 

O plenário do Senado aprovou na quinta-feira, 26, um projeto de lei que amplia para seis meses a licença-maternidade para mulheres que são militares. A proposta, que segue para a sanção presidencial, equipara o benefício já existente para as servidoras públicas civis.

O projeto, enviado pelo governo Lula ao Congresso em agosto de 2009, regulamenta o direito à licença-maternidade nas Forças Armadas e trata ainda da licença-paternidade e licença para adotantes.

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O texto prevê que a licença-maternidade terá 120 dias, prorrogáveis por mais 60. A proposta também assegura o direito à mudança de função quando as condições de saúde da militar gestante, atestadas pela Junta de Inspeção de Saúde das Forças Armadas, o exigirem, bem como o retorno à função anteriormente exercida, logo após o término da licença à gestante.

No caso de nascimento prematuro, a licença terá início a partir do parto e, se for natimorto (feto que nasceu sem vida), a militar será submetida a inspeção de saúde e, se julgada apta, reassumirá o exercício de suas funções. No caso de aborto, atestado pela junta de inspeção, a militar terá direito a 30 dias de licença para tratamento da própria saúde.

O texto prevê ainda que, à militar que adotar ou obtiver a guarda judicial de criança de até um ano de idade, serão concedidos 90 dias de licença remunerada. No caso de adoção ou guarda judicial de criança com mais de um ano de idade, o prazo de que trata o caput deste artigo será de 30 dias.

A proposta ainda contempla, pelo nascimento ou adoção de filhos, o militar com cinco dias consecutivos de direito à licença-paternidade.

A Comissão Especial da Primeira Infância discutiu nesta quarta-feira (19), pela primeira vez, emendas para o Projeto de Lei 6.998/2013, que pretende ser o marco legal da primeira infância. Um dos pontos polêmicos do dispositivo é o aumento do tempo de licença-maternidade para um ano e de licença-paternidade para um mês.

Para o autor do projeto, deputado Osmar Terra (PMDB-RS), este é um ponto importante, mas que ainda está sendo discutido pelos membros da comissão. “Não será um gasto a mais para as empresas, é um investimento que vai prevenir muitos problemas futuros, não só para a família, mas para a sociedade toda”, explicou.

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O projeto foca em um conjunto de ações para o inicio da vida, como ampliar a qualidade do atendimento para crianças até 6 anos, com carreira, capacitação e, inclusive, com a criação de novas funções publicas, que cuidem do início da vida, de modo a valorizar o papel da mãe e do pai junto à criança, bem como criar espaços públicos para garantir que as crianças tenham locais adequados para se desenvolver.

Além disso, o projeto prevê a criação de um sistema de avaliação do desenvolvimento da criança, para verificar se o modelo de cuidado está adequado ou precisa ser alterado. Segundo Terra, a primeira infância começou a ser intensamente pesquisada há cerca de 20 anos. É na primeira infância, segundo ele, que a criança desenvolve as estruturas sociais, afetivas e cognitivas, e por isso a atenção deve ser maior para assegurar condições de desenvolvimento saudável.

Segundo o relator, deputado João Ananias (PCdoB-CE), o projeto deve ser votado no dia 2 de dezembro, na Comissão Especial da Primeira Infância. O dispositivo altera a Lei 8,069 - o Estatuto da Criança e do Adolescente.

Empresas que não concederem licença-maternidade de seis meses a suas funcionárias correm o risco de não poder participar de licitações públicas, caso seja aprovado um novo projeto de lei idealizado pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). A proposta entrou em tramitação no Congresso Nacional e foi anunciada nesta quarta-feira durante o lançamento da Campanha Nacional de Amamentação 2012, que contou com a presença do Ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

A exemplo da lei que garante a licença de seis meses ao funcionalismo público e que também deu origem ao Programa Empresa Cidadã, concedendo compensações por isenção fiscal a empresas que oferecem a licença ampliada, o projeto pretende incentivar um maior número de instituições a conceder esse benefício às trabalhadoras. Atualmente, 10,5 mil empresas já aderiram ao programa. De acordo com o presidente da SBP, Eduardo Vaz, esse tempo é fundamental para que as mulheres possam se dedicar à amamentação. "O grande desafio para que as mães possam amamentar o tempo recomendado é a volta ao trabalho".

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Durante o evento, o ministro da Saúde anunciou que o governo federal vai liberar R$ 45 milhões para serem investidos na qualificação do pré-natal em mais de 2 mil municípios de todo o País. Os recursos serão aplicados em ações que irão orientar as gestantes sobre os benefícios da amamentação e qualificar o atendimento prestado pelo Sistema Único de Saúde. A estratégia faz parte do programa Rede Cegonha, criado no ano passado com objetivo de ampliar o acesso aos serviços de pré-natal e fortalecer o vínculo entre mães e bebês, com medidas como a promoção da amamentação na primeira hora de vida.

Considerado um dos maiores aliados no combate à mortalidade infantil, o leite materno é uma fonte completa de nutrientes durante os seis primeiros meses de vida. A campanha vai mostrar a importância do aleitamento exclusivo até o sexto mês e também vai incentivar as mães brasileiras a amamentarem até os dois anos de idade ou mais. "A intenção desta campanha é acabar com alguns mitos construídos que reduziam a importância do aleitamento materno", disse Padilha.

"Foi uma descoberta na minha vida esse dom, essa doação que é o ato de amamentar", disse a cantora Wanessa, madrinha da campanha deste ano. A dona de casa Inês Dias dos Santos abandonou o emprego de educadora para se dedicar aos dois filhos em tempo integral. Ela amamentou o filho mais velho até os três anos e pretende fazer o mesmo com o caçula, atualmente com dez meses. "Incentivo todas as mães a amamentar. No começo foi difícil, mas é muito bom ver os meninos crescendo fortes e saudáveis".

A nova ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci, quer ampliar a licença-maternidade para seis meses obrigatórios e abrir o debate sobre a ampliação da licença-paternidade no Brasil. A ministra, que assumiu o cargo há alguns dias, está em Genebra para responder a uma sabatina da ONU sobre a situação das mulheres no Brasil. Nessa quinta-feira (16), declarou que a ampliação desses direitos será uma de suas bandeiras no governo.

Pela lei, cada mulher tem direito a quatro meses de licença-maternidade, com a possibilidade de mais dois - o que cada empresa pode ou não adotar. Segundo a ministra, apenas uma em cada três empresas cumpre essa política. "Será um dos pontos que vou defender em meu ministério", disse ela a jornalistas. Atualmente, 148 municípios de 22 Estados aplicam a licença-maternidade de seis meses. As estimativas são de que cerca de 10 mil empresas no País também aderiram aos seis meses de licença facultativa.

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Em 2010, o Senado aprovou a obrigatoriedade da licença-maternidade de seis meses para todos os setores. Mas o projeto está parado desde então na Câmara dos Deputados, que calculou o quanto essa ampliação custaria aos cofres públicos. Em 2010, por exemplo, a estimativa era de que R$ 1,6 bilhão extras teriam de ser gastos pela Previdência Social para arcar com esses dois meses a mais. Mas o valor não chega a 1% dos gastos da Previdência. Para os defensores da ideia, a licença ajudará principalmente às mães mais pobres, que não têm como pagar creche. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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