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A Câmara rejeitou todos os destaques (tentativas de alteração do texto-base) à Medida Provisória (MP) da subvenção do ICMS e encerrou a votação da proposta, que vai agora para análise do plenário do Senado. A MP foi aprovada por 335 votos favoráveis a 56 contrários, e é a principal aposta de Haddad para garantir o déficit zero nas contas públicas no ano que vem.

A equipe econômica espera arrecadar em torno de R$ 35 bilhões com a alteração nas tributações de incentivos fiscais.

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A Medida Provisória da Subvenção, além de pôr fim à possibilidade de não tributar as receitas de subvenção para custeio, determina que todos os benefícios fiscais serão tributados, e somente aquilo que for caracterizado como "subvenção para investimento", é que vai gerar um crédito fiscal de imposto de renda.

Como mostrou o Broadcast Político (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), a insatisfação de parlamentares com o ritmo de execução de emendas e o descumprimento de acordos do governo com o Congresso vinha travando a tramitação da MP.

Interlocutores de Lira chegaram a dizer que a proposta não seria votada antes da apreciação dos vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos projetos do arcabouço e da retomada do chamado "voto de qualidade" no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), o que ocorreu na quinta-feira.

A MP foi aprovada na quinta em comissão mista formada por deputados e senadores, no mesmo horário da sessão conjunta do Congresso para análise de vetos. No parecer da medida, o relator, deputado Luiz Fernando Faria (PSD-MG), ampliou os benefícios da proposta para investimentos nos setores de comércio e serviços.

O parlamentar manteve no texto a previsão de que o crédito fiscal ficará restrito a 25% do Imposto de Renda Sobre Pessoa Jurídica (IRPJ). Ou seja, pela proposta, as empresas precisarão recolher IRPJ, CSLL, PIS e Cofins sobre o valor do incentivo, e receberão de volta um crédito apenas imposto de renda.

Faria fixou ainda um prazo de 30 dias para que a Receita Federal habilite a empresa a receber o crédito e reduziu de 48 para 24 meses o período para restituição dos valores. Em relação ao aproveitamento do crédito, o relator determinou que o pedido de ressarcimento e a declaração de compensação serão recebidos após o reconhecimento das receitas de subvenção, e não mais a partir do ano-calendário seguinte.

Outra mudança no projeto foi a retirada do trecho que determinava que o crédito fiscal poderia ser apurado somente em relação a pedidos habilitados até o dia 31 de dezembro de 2028. O relator também excluiu a exigência de que a apuração do crédito só poderá ser realizada após a conclusão da implantação ou expansão do empreendimento econômico.

O relator também propôs outras concessões para apuração da base de cálculo desses créditos, com a inclusão de despesas "de locação ou arrendamento de bens de capital, relativas à implantação ou à expansão do empreendimento econômico".

Em relação ao litígio tributário, o deputado previu um desconto de 80%, em 12 parcelas, nas transações envolvendo o estoque de créditos que já foram abatidos pelas empresas. Inicialmente, o Ministério da Fazenda havia proposto um porcentual de 65%, mas os empresários defenderam um valor maior.

Como alternativa, haverá a opção de pagamento em espécie de, no mínimo, 5% do valor consolidado, sem reduções, em até cinco parcelas mensais e sucessivas. Nesse caso, existirá a possibilidade de pagamento de eventual saldo remanescente parcelado em até 60 parcelas mensais, com redução de 50%; ou parcelado em até 84 vezes, com redução de 35% desse débito remanescente.

Em atendimento à demanda feita pelas bancadas do Norte e Nordeste, o relator preservou no texto a fruição de incentivos fiscais federais relativos ao IRPJ, CSLL, PIS e Cofins concedidos nas áreas de atuação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam).

JCP

Faria também incluiu em seu relatório os ajustes pedidos pelo Ministério da Fazenda no instrumento do Juros sobre Capital Próprio (JCP). Inicialmente, o governo pretendia acabar com o mecanismo, mas foi cedendo nas negociações com os parlamentares: de um meio termo entre a extinção e a manutenção do JCP, a atual proposta ataca apenas o planejamento tributário e deixa mudanças mais bruscas de lado - o que vai reduzir o impacto arrecadatório, originalmente calculado em R$ 10,5 bilhões.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, está confiante na aprovação ainda em 2023 da regulamentação das subvenções estaduais na base de cálculo do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). Ele participou nesta quarta-feira, 8, de uma reunião de mais de duas horas com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e líderes da Casa para explicar o tema e ouvir o que está sendo apurado na base política.

"Vamos aprovar este ano", disse o ministro ao ser indagado sobre a expectativa para aprovação do texto ainda em 2023.

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Haddad estava satisfeito com a reunião. "Fizemos uma boa explicação. Ficou entendido a natureza do problema. Tudo é construção, são matérias técnicas difíceis. Os líderes tiraram muitas dúvidas sobre os propósitos e origem do problema, um jabuti de 2017 que será resolvido agora", afirmou, ao chegar na Fazenda, acompanhado do secretário-executivo, Dario Durigan, que também participou do encontro.

Segundo o ministro, foram apresentadas preocupações e dúvidas do passivo de empresas com a receita, todo um passivo de questões e cada parte ficou com uma "tarefa."

Não houve definições, por exemplo, sobre se esse texto avançará como medida provisória (como foi enviado originalmente em 31 de agosto) ou como projeto de lei. Haddad disse que esse é um tema de mérito do Congresso e que cabe aos parlamentares a decisão. "Vou até o mérito da proposta", disse. Não houve definição sobre cronograma para apreciação da matéria.

Não há data para uma nova reunião, mas a Fazenda tem a tarefa de explorar novas possibilidades para poder conversar com os parlamentares novamente.

Como o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) já mostrou, esse projeto é a prioridade da equipe econômica para o último bimestre de 2023. A estimativa do governo é de que, se o texto não for aprovado neste ano, a base de arrecadação no ano que vem será reduzida em até R$ 200 bilhões, o que representará uma perda de receita de R$ 70 bilhões.

O impacto inviabilizará a meta fiscal zero em 2024 e colocará o País em uma situação fiscal delicada. O cumprimento da meta fiscal enfrenta o ceticismo do mercado financeiro e de alas do Congresso e, recentemente, foi colocado em dúvida pelo próprio presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

Após ato realizado na última terça (5), em frente à Prefeitura do Recife, lideranças e integrantes de diversas nações de maracatu de baque virado conquistaram uma primeira vitória: serem ouvidos pela gestão municipal. Sete representantes da categoria tiveram uma reunião com o Secretário de Governo e Participação Social, Carlos Muniz, e o Secretário de Cultura, Ricardo Mello, para apresentarem suas demandas. Entre elas, o aumento da subvenção paga à categoria no Carnaval e a abertura da Casa do Maracatu. Como resposta, os maracatuzeiros receberam uma data limite para o início de um diálogo mais aprofundado dessas e de outras questões. 

Ao final da reunião, o presidente da Associação de Maracatus Nação de Pernambuco (Amanpe), Fábio Sotero, falou sobre o acordado entre maracatuzeiros e a gestão. Em entrevista ao LeiaJá, Fábio se mostrou confiante com o prazo dado pelo secretariado da prefeitura para que ações concretas comecem a ser realizadas em prol dos maracatus. “Todas as pautas da gente ficaram pra eles começarem a nos dar respostas até o próximo dia 14. Entre elas, a Casa do Maracatu. Eles estão reformando uma casa no Pátio de São Pedro para ser a Casa dos Patrimônios. A gente já tinha solicitado isso e dissemos que tínhamos o interesse em dividir o espaço com outros patrimônios, mas sob nossa administração”, disse.

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O presidente da Amanpe afirmou, ainda, ter dado uma espécie de ultimato à gestão quanto aos valores da subvenção, um auxílio pago pela Prefeitura do Recife para auxiliar nos custeios da produção do Carnaval das agremiações. “Deixei muito claro que se não houver aumento para o Carnaval 2022, nenhuma nação de maracatu vai pra rua”.  

Em ato realizado na última terça (5), representantes das nações de maracatu pediram para serem ouvidos pela gestão. Foto: Júlio Gomes/LeiaJàImagens

Procurada pelo LeiaJá, a Prefeitura do Recife informou, através de sua assessoria de imprensa, estar desenvolvendo ações pelo fomento não só do maracatu, como também de outras manifestações tombadas como patrimônio, e elencou alguns dos auxílios criados durante a pandemia em funçao dos trabalhadores da cultura, entre eles o “AME - auxílio municipal emergencial, voltado para os ciclos carnavalesco e junino".

Além disso, a gestão afirma que “a Comissão do Carnaval, criada pelo executivo municipal, sob coordenação das secretarias de Cultura e de Governo, que receberam a Associação de Maracatus ontem (também recebida em outras oportunidades na Prefeitura), segue trabalhando para organização do evento em 2022, desde que liberado pelas autoridades da saúde”. 

Confira a nota na íntegra.

A Prefeitura do Recife participa da elaboração do Plano de Salvaguarda do Maracatu Nação, que visa pactuar ações conjuntas entre o poder público nas suas diversas esferas e a sociedade civil. Mais do que isso, está em atividade um comitê criado pela administração municipal, envolvendo diversos órgãos como Iphan, Fundarpe e universidades, dedicado ao debate sobre os patrimônios culturais imateriais do Recife, com vistas a definir diretrizes para preservação e fortalecimento dessas expressões. 

Neste ano de 2021, a Prefeitura do Recife realizou o AME - auxílio municipal emergencial, voltado para os ciclos carnavalesco e junino, dando amparo às cadeias produtivas destes eventos, alcançando assim as mais diversas representações da cultura popular. Também foi com olhar para este segmento, que o Recife passou a ter a Lei do Registro do Patrimônio Vivo, outra proposta da gestão municipal aprovada na Câmara e já sancionada pelo prefeito. 

O processo de diálogo com as mais diversas manifestações da cultura recifense vem acontecendo desde o início do ano, por meio do Chama Cultura. Com o MOVE Cultura, outra ação local, a Prefeitura já reabriu a Casa do Carnaval, espaço de pesquisa, formação e memória, com exposição sobre a ciranda, novo patrimônio cultural imaterial do país. Também no Pátio de São Pedro, a prefeitura irá instalar a Casa dos Patrimônios - Centro de Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial do Recife. 

Outra ação pontual que vem ao encontro de todas essas articulações de salvaguarda a longo prazo foi o Edital Sevy Caminha Prêmio de Trajetória, lançado pela Prefeitura do Recife, dentro da programação da nova etapa recifense da Lei Aldir Blanc. O edital premiará mestres e mestras, reconhecendo o mérito cultural de atividades artísticas e culturais ligadas aos saberes tradicionais da cultura popular. As inscrições estão abertas até o próximo dia 18 de outubro. Edital e calendário completo podem ser acessados no site: www.culturarecife.com.br

Somam-se a isto duas linhas específicas para ações nas áreas de Patrimônio Cultural e Cultura Popular no Sistema de Incentivo à Cultura (SIC 2020-2021), retomado este ano. Sobre as demandas relativas aos valores das subvenções, vem acontecendo uma discussão interna, avaliando o cenário em busca de encaminhamentos possíveis, mas o diálogo permanece aberto.

A Comissão do Carnaval, criada pelo executivo municipal, sob coordenação das secretarias de Cultura e de Governo, que receberam a Associação de Maracatus ontem (também recebida em outras oportunidades na Prefeitura), segue trabalhando para organização do evento em 2022, desde que liberado pelas autoridades da saúde. Todas as medidas administrativas serão adotadas. E o diálogo mantido.

Após matéria publicada pelo LeiaJá com denúncias de carnavalescos recifenses sobre o não recebimento da subvenção paga pela Prefeitura do Recife (PCR) para viabilização do Carnaval, o órgão informou, através de nota oficial, uma data para tais pagamentos. Segundo a PCR não há atraso uma vez que este dinheiro deve ser pago até 40 dias antes da festa.Ainda segundo a nota, os pagamentos da primeira parcela da subvenção para o ano de 2019 serão realizados neste mês de janeiro. A PCR também explicou que a prática da atual gestão é repassar o dinheiro às agremiações pouco antes do início do Carnaval. Confira na íntegra.A Prefeitura do Recife informa que a primeira parcela da subvenção será paga aos carnavalescos ainda neste mês de janeiro, mantendo-se o prazo médio de 40 dias de antecedência em relação à data de início da festa, que vem sendo praticado nos últimos anos pela administração municipal. No último Carnaval, por exemplo, a subvenção foi paga no dia 27 de dezembro e a abertura da festa aconteceu já no dia 9 de fevereiro. Considerando-se que o Carnaval deste ano será em março, não há atraso na programação dos pagamentos. Com relação à segunda parcela da subvenção, ela só pode ser paga após a festa, mediante comprovação dos desfiles por parte das agremiações, segundo determinação legal. 

O Carnaval de 2019 começa apenas no mês de março, mas, tão logo entrou o ano, carnavalescos e brincantes já estavam empenhados na produção da festa. A correria pela confecção de fantasias e afinação de instrumentos, no entanto, veio acompanhada de uma preocupação a mais. O repasse da subvenção paga pela Prefeitura do Recife (PCR), para que os grupos viabilizem sua folia, não foi feito até agora.Representantes de algumas agremiações denunciaram ao LeiaJá a falta do compromisso por parte da PCR. Preocupada com o desenvolvimento de sua agremiação na avenida, Maria* lamenta: \"Não recebemos nada. Carnaval já está aí batendo na porta e até agora nada\". Já segundo Leonardo*, a subvenção que costuma ser paga entre os meses de novembro e dezembro do ano anterior, não tem previsão para sair. \"Nenhuma agremiação carnavalesca recebeu parcela nenhuma. A Prefeitura desde setembro, outubro vem conversando, dizendo que queria pagar com o máximo de antecedência; disse que não passaria do dia 10 de dezembro\".O carnavalesco alega, também, que alguns grupos precisaram recorrer a empréstimos para atualizar sua documentação e assim receber a subvenção dentro do prazo estipulado, mas o esforço não deu o resultado esperado, e as promessas continuam no ar: \"Fica um enrolando o outro, dizendo que está esperando alguém autorizar. Esse alguém nunca dizem quem é. Aí, a gente tá nessa, a mercê\".Porém, o atraso no pagamento das subvenções não é uma novidade. Leonardo confirma que o problema vem se repetindo há vários anos e que a cada Carnaval tem sido mais difícil promover a festa. \"Nessa gestão tem atrasado bastante, já teve agremiação que recebeu na semana pré-carnavalesca, alguns já receberam, inclusive, na sexta. Podemos receber um mês, dois meses ou até mesmo dias antes do Carnaval. É complicado\". Procurada pelo LeiaJá, a Prefeitura do Recife não respondeu até o fechamento desta matéria.*Nomes fictícios criados para preservar as identidades a pedidos. 

A Petrobras informou hoje que recebeu R$ 1,776 bilhão em subvenção ao diesel, referente ao período de 31 de agosto a 29 de setembro. O valor somado ao pagamento de R$ 1,04 bilhão aprovado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) em 8 de novembro, referente ao mês de agosto, chega a aproximadamente R$ 2,2 bilhões.

O pagamento por subvenção ao diesel faz parte do programa de subsídio criado em junho pelo governo federal como resposta a greve histórica de caminhoneiros no Brasil.

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Para atender as reivindicações dos manifestantes, o governo estabeleceu limites para os preços do combustível e tem ressarcido as empresas em até 30 centavos por litro, a depender de condições do mercado.

Em seu relatório do terceiro trimestre, a petroleira afirmou ter recebido R$ 3,8 bilhões em receita relativa ao programa, referente as vendas realizadas entre 8 de junho e 30 de setembro.

O relatório apontou ainda que em outubro a ANP indeferiu o pagamento de R$ 63 milhões que a Petrobras espera referentes à subvenção econômica da primeira semana de junho. Na ocisão, a ANP afirmou que a companhia não atendeu aos seus requerimentos.

O prefeito da cidade do Recife Geraldo Julio vetou, nesta quinta-feira (27), o Projeto de Lei Ordinário 249/2015 que defendia o pagamento antecipado, de 50%, para os artistas locais, em festividades culturais. A justificativa apresentada no Diário Oficial da Cidade foi baseada na Constituição Federal.

A gestão municipal alegou que o PL não foi aprovado por inconstitucionalidade. O projeto, que é de autoria de Wanderson Florêncio (PSC), foi apresentado em dezembro de 2015, porém só foi aprovado em março de 2017, seguiu para sanção do prefeito no dia 10 de abril e por fim foi vetado.

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Em entrevista ao LeiaJa.com, o secretario de cultura defendeu que a decisão passou pela Procuradoria Municipal, que identificou irregularidades que vão de encontro à Lei Federal de contratações por licitação. “A Procuradoria analisou o projeto e observou que não compete ao poder Legislativo, nem executivo propor uma mudança na Lei Federal, nas contratações, por isso o projeto foi vetado”, defendeu o gestor da pasta.

O projeto proposto, que versa sobre a antecipação do pagamento de 50%, diz respeito à subvenção e, não cachê. Sendo assim se todas as contratações fossem feitas dessa forma seria possível o adiantamento. Porém, a subvenção só é permitida para uma parcela de artistas, conforme a Lei Municipal 15.627 de 1992.

“A subvenção é permitida para destinadas às agremiações carnavalescas, inclusive escolas de samba filiadas à Federação Carnavalesca de Pernambuco ou não, Associações de moradores e federações, somente serão liberadas após apresentação de Projeto Específico, devidamente aprovado pela Fundação de Cultura Cidade do Recife juntamente com a Comissão Permanente de Carnaval.”

O vereador Ivan Moraes (PSOL) foi um dos parlamentares que votou a favor do projeto, porém, enxerga erros no mesmo. “Aprovei o PL, mas acredito que ele tem falha porque ele dá conta de todas as classes artísticas. Porém, mesmo assim, o veto por inconstitucionalidade me surpreende. Agora é espera voltar para a Câmara para ser reavaliado”, argumenta Moraes.

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A subvenção do Governo Federal para a cana e o etanol e a discussão sobre incentivos fiscais para o setor sucroenergético entram na pauta da Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa nesta terça-feira (26). O colegiado vai debater esses e outros temas, a partir das 10h, com presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool no Estado de Pernambuco (Sindaçúcar-PE), Renato Cunha

Segundo o presidente da comissão, o deputado estadual Miguel Coelho (PSB), a reunião faz parte de uma agenda de encontros com vários segmentos vinculados ao agronegócio no estado. “O setor sucroenergético é um dos mais importantes para nosso estado e gera cerca de 90 mil empregos diretos. Nossa ideia é identificar o que pode ser feito tanto pela Assembleia quanto pelos governos para enfrentar esse cenário de adversidade”, explica o socialista.

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Só neste mês, a Comissão de Agricultura já recebeu representantes dos setores produtivos da bacia leiteira e do Centro de Abastecimento e Logística de Pernambuco (Ceasa). O colegiado ainda promoveu, em Dormentes, na última sexta-feira (22), uma audiência pública para tratar da criação de ovinos e caprinos.

Os presidentes das associações dos produtores de cana do Nordeste se reúnem nesta terça-feira (30), para discutir formas de como agilizar a liberação do pagamento da subvenção para o setor. A reunião será realizada às 10h, na sede da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba, em João Pessoa.

De acordo com a União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida), há dois meses a presidente Dilma Rousseff anunciou a ação, mas a categoria ainda não tem nada de concreto. Os produtores de cana reivindicam também ações hídricas estruturantes do governo federal, com o objetivo de evitar novos prejuízos com secas futuras. 

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Serão tema da reunião, projetos estruturais para evitar os efeitos de novas secas nos canaviais. Cada estado apresentará projetos para serem inseridos numa proposta única que será encaminhada ao governo. 

Com informações da assessoria

O presidente da União Nordestina de Produtores de Cana (Unida), Alexandre Andrade Lima, se reunirá nesta quinta-feira (16) com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, para discutir o veto dado pela presidente Dilma Rousseff (PT) à subvenção dos produtores de cana. O encontro terá ainda a presença dos presidentes do Sindicato dos Cultivadores de Cana de Pernambuco e da Associação dos Plantadores de Cana de Alagoas, Gerson Carneiro Leão e Lourenço Lopes, respectivamente, e ocorrerá às 11h, em Brasília.

O setor está insatisfeito com o veto presidencial ao subsídio econômico, destinado a 21 mil produtores nordestinos de cana atingidos pela seca. Segundo Alexandre Lima, o convite para a reunião partiu do próprio ministro da Fazenda através do deputado governista e autor da emenda Pedro Eugênio (PT-PE). 

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“Dilma vetou algo que conseguimos aprovar na Câmara Federal e no Senado. A proposta é uma continuação da subvenção do ano passado e a presidente com uma insensibilidade tremenda não aprovou essa submissão e atingiu bastante a economia sucroalcooleira. Há produtores que foram altamente atingidos com isso. É uma revolta geral”, inquietou.

O subsídio provém do Ministério da Agricultura e corresponde a R$10 para cada tonelada de cana podendo ser beneficiado o produtor que possua de uma até 10 mil toneladas. “Já faz três anos que tínhamos o recurso. A própria Dilma quanto era ministra foi na nossa sede em Pernambuco aprovar isso. O projeto é uma lei anual e neste ano ele vetado pela presidente”, argumenta.

Lima explicou ainda que o objetivo da reunião desta quinta-feira é tentar sensibilizar o Ministério da Fazenda que fez o veto, e mostrar a necessidade da continuidade do Programa de Subvenção dos Produtores de Cana do Nordeste.

Manifestação - Os canavieiros preparam uma manifestação de repúdio à Dilma Rousseff na inauguração da Arena Pernambuco, marcada para a próxima segunda-feira (20), em São Lourenço da Mata, no Grande Recife. Segundo o presidente da Unida, a expectativa é de reunir três mil fornecedores de toda região. 

De acordo Lima já estão confirmados 80 ônibus que virão da Paraíba, Alagoas, Rio Grande do Norte e do interior de Pernambuco. “Independente da reunião de amanhã, a mobilização na Arena Pernambuco será mantida, não tem como voltar atrás!”, garantiu.

Fornecedores nordestinos de cana prejudicados pela seca podem ser beneficiados através de uma medida provisória que deve ser votada nesta terça-feira (19) na Câmara dos Deputados. Segundo a MP 587, cada pequeno e médio agricultor será beneficiado com R$ 10 por tonelada de cana fornecida às usinas na safra 2011-12.

O setor teve um déficit de 50% no faturamento na última safra por conta da maior seca dos últimos 40 anos. A nova safra poderá ser ainda pior que a última, em função da descapitalização para investir no trato cultural.

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Para o presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida), Alexandre Andrade Lima,  a aprovação da MP é uma questão de justiça com os agricultores e tem sentido socioeconômico. “A economia canavieira regional é responsável por uma significativa parcela do Produto Interno Bruto. A subvenção entrou na MP 587, após uma emenda do deputado pernambucano Pedro Eugênio (PT), solicitada pela Unida. A emenda foi aprovada na Comissão Mista do Congresso", relatou.

Se aprovada na Câmara Federal, a MP segue para apreciação do Senado, e, se favorável, será encaminhada para sanção da presidente Dilma. A medida vai beneficiar 21 mil fornecedores de cana de açúcar no Nordeste.

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