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O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva tem dois nomes de sua equipe jurídica definidos para compor o primeiro escalão do novo governo. Lula confidenciou a deputados e dirigentes partidários que convidou o advogado Vinicius Marques de Carvalho para chefiar a Controladoria-Geral da União (CGU). Na Advocacia-Geral da União (AGU), o nome escolhido é o do procurador Jorge Messias.

Interlocutores de Lula não garantem que os novos titulares da CGU e da AGU, no entanto, sejam anunciados imediatamente. Segundo eles, algumas condicionantes podem adiar o anúncio, como a pressão pela nomeação de mulheres ministras, que devem figurar na lista que o presidente eleito planeja divulgar nesta terça (13). As duas pastas, porém, não costumam ser alvo de partilha entre partidos da base aliada montada por presidentes e devem ser anunciadas em breve.

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Atuação

Vinícius Marques de Carvalho é ex-presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Atuou no órgão quando foi investigado o cartel de empresas que fraudou licitações no sistema metroferroviário de governos do PSDB, em São Paulo, e do DEM, em Brasília. Ele tem o apoio do Grupo Prerrogativas, coordenado por Marco Aurélio Carvalho, amigo de Lula, também cotado para o cargo.

Ex-filiado ao PT, ele comandou o Cade entre 2012 e 2016 e trabalhou como secretário de Direito Econômico do Ministério da Justiça no governo Dilma Rousseff. No segundo governo de Lula, foi conselheiro do Cade e integrou como chefe de gabinete a equipe da Secretaria Especial de Direitos Humanos. Atualmente, dá aulas na Universidade de São Paulo (USP) e tem um escritório de advocacia.

Um dirigente partidário relatou ao Estadão que ouviu do próprio Lula, na semana passada, que havia formalizado o convite a Marques de Carvalho. Um integrante do grupo da transição que trabalha na Transparência confirmou que o nome dele já tinha sido submetido como sugestão ao presidente eleito.

Outro nome cotado para compor a cúpula da CGU é o de Vânia Vieira, procuradora da AGU e integrante da equipe de transição no grupo temático da Transparência.

'Bessias'

Como mostrou o Estadão, Jorge Messias é desde o início dos trabalhos o nome forte para a pasta da AGU. Ele é procurador da Fazenda Nacional, órgão que faz parte da AGU. Durante a diplomação de Lula, nesta segunda, 12, no TSE, petistas diziam que o cargo seria entregue, necessariamente, a um servidor de carreira da AGU.

Ele foi subchefe de Assuntos Jurídicos na Casa Civil durante o segundo governo de Dilma Rousseff. Na época, ficou famoso por ser envolvido num grampo da Operação Lava Jato. Na conversa entre Lula e Dilma, a então presidente diz que enviaria Messias com o termo de posse como ministro para que Lula assinasse e usasse "em caso de necessidade". A transcrição da gravação chama Messias de "Bessias".

O general da reserva Hamilton Mourão, vice-presidente e senador eleito pelo Republicanos do Rio Grande do Sul, afirmou, nesta terça-feira (29), que o ex-presidente do Tribunal de Contas da União (TCU) José Múcio Monteiro "será um nome positivo" para comandar o Ministério da Defesa.

Como mostrou o Estadão, o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu com Múcio nessa segunda e indicou que vai convidá-lo para chefiar a pasta a partir de 2023. A ideia é que o nome do ministro da Defesa e dos comandantes do Exército, Marinha e Aeronáutica sejam anunciados até a próxima semana.

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"Tenho muito apreço e respeito pelo ministro Múcio, com quem tive excelente relação quando ele estava no TCU. Julgo que será um nome positivo para o cargo", afirmou o vice do presidente Jair Bolsonaro (PL) ao Estadão. O tom do general contraria o discurso agressivo de bolsonaristas radicais, que tem pregado contra a eleição de Lula e pedido intervenção para que o petista não assuma.

Mourão também minimizou o fato de o comando da Defesa ficar pela primeira vez com um civil em mais de quatro anos. A tradição dos governos do PSDB e do PT era que civis comandassem o ministério, mas desde fevereiro de 2018, quando o então presidente Michel Temer (MDB) escolheu o general Joaquim Silva e Luna para a pasta, o ministério sempre foi chefiado por militares. "Tivemos inúmeros civis como ministros", declarou o senador eleito.

Eleito cinco vezes deputado federal por Pernambuco, Múcio foi ministro das Relações Institucionais de 2007 a 2009, no segundo mandato de Lula, e é elogiado pela capacidade de articulação política. Lula enfrenta muitas dificuldades de relacionamento com a cúpula militar e Múcio tem ótimo trânsito nas Forças Armadas.

Os militares ganharam protagonismo político sob Bolsonaro. Além do Ministério da Defesa, integrantes das Forças Armadas chegaram a comandar Saúde e Minas e Energia, sem contar estatais, como Correios e Petrobras.

Desde o fim do período eleitoral, bolsonaristas radicais estão acampados em frente a quartéis pedindo, entre outras coisas, a anulação da eleição do petista e intervenção militar. Em outra frente, mais de mil protestos com bloqueios de estradas foram desfeitos pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). Diante desse quadro, os militares optaram por adotar uma postura dúbia.

Interlocutores do PT com as Forças Armadas têm defendido que a definição do ministro da Defesa seja uma das primeiras a serem anunciadas. A avaliação é que a definição de um porta-voz para a área ajudaria a construir um diálogo com os militares, poderia servir para acalmar os setores mais radicais e jogaria as discussões sobre a área para "o futuro", evitando que os atuais comandantes das três Forças Armadas e o atual ministro da Defesa de Bolsonaro ditassem os rumos.

Paulo Sérgio Domingues e Messod Azulay Neto ocuparão vagas deixadas em aberto após aposentadoria de magistrados indicados em governos do PT.

O Senado sabatinou e aprovou nesta terça-feira, 22, os indicados do presidente Jair Bolsonaro (PL) para duas vagas abertas no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Paulo Sérgio Domingues e Messod Azulay Neto assumem como ministros nos postos em aberto. Além deles, Liana Chaib vai ocupar uma vaga como ministra do Tribunal Superior do Trabalho (TST).

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Paulo Sérgio Domingues é desembargador do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3), de São Paulo, e ocupará a cadeira do ex-ministro Nefi Cordeiro, que se aposentou em março de 2021 e foi indicado pela ex-presidente Dilma Rousseff (PT) em 2014.

Já Messod Azulay Neto é desembargador do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), do Rio de Janeiro, e assumirá a vaga deixada com a aposentadoria de Napoleão Nunes Maia Filho em dezembro de 2020, indicado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2007.

Liana Chaib, por sua vez, é desembargadora do Tribunal Regional do Trabalho da 22ª Região (TRT-22), no Piauí. Ela foi indicada para a vaga aberta com a aposentadoria do ministro Renato de Lacerda Paiva, e integrou uma lista tríplice composta composta ainda pelas desembargadoras Joseane Dantas dos Santos, do TRT-21, e Ana Paula Lockmann, do TRT-15.

Nesta quarta-feira, 23, o Senado deve sabatinar os nomes cotados para as embaixadas brasileiras na África do Sul, Costa Rica, Guatemala, Líbano, Tanzânia e Vietnã. Nesta terça, foram aprovados os nomes dos embaixadores da Guiné Equatorial, Jordânia, Mauritânia, Sudão e Tunísia. Um impasse entre o atual governo e o PT foi formado em torno dos nomes cotados para as representações na Itália, Vaticano e Argentina, deixando as vagas em aberto até o momento.

O coordenador do governo de transição em São Paulo, Guilherme Afif Domingos, anunciou nesta terça-feira, 22, 106 nomes que vão compor a equipe responsável por representar o governador eleito Tarcísio de Freitas (Republicanos) e preparar o terreno da nova gestão paulista. Entre os integrantes, Tarcísio abrigou bolsonaristas em eixos como o de Desenvolvimento Social, Mulheres e Direitos da pessoa com deficiência. Na Infraestrutura, Habitação e Meio Ambiente, escolheu nomes de sua confiança que passaram pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes.

Segundo Afif, a lista contém integrantes com potencial para assumir o secretariado a partir de janeiro, mas os novos representantes das pastas ainda não estão definidos e alguns devem começar a ser anunciados ainda esta semana. Coordenam o grupo o ex-diretor da EPL Arthur de Lima, a assessora de imprensa Lais Vita, a engenheira Priscilla Perdicaris e o economista Nelson Costa.

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Entre os integrantes Tarcísio premiou bolsonaristas como o deputado estadual Frederico d'Avila, que xingou o papa Francisco e o arcebispo de Aparecida de "vagabundos", "safados" em 2021; a deputada estadual Valeria Bolsonaro; a deputada federal Rosana Valle (PL); o presidente da Ceagesp Coronel Mello de Araújo, o deputado federal Guilherme Derrite (PL-SP), o empresário Filipe Sabará e a vereadora Sonaira Fernandes (Republicanos).

Afif informou que o número de secretarias deve se manter similar ao da estrutura atual - que contempla 28 pastas, sendo 4 especiais e a Procuradoria Geral do Estado. No entanto, Tarcísio planeja readequar algumas secretarias, seja desmembrando ou unificando cargos.

"O que vai ter é remanejamento de áreas ou até mudanças de nome. Quem define a estrutura é a missão. Por missões desse governo você tem que ter uma estrutura para fazer cumprir aquela missão. Você tem que remanejar e até ter secretarias, como foi prometido a secretaria da Mulher, mas será outra, transformada", disse.

O grupo está dividido em nove eixos que, segundo Afif, vão corresponder às atuais secretarias de governo. O governo de transição não vai trabalhar com nomeação antecipada, o que significa que não haverá nomeação no Diário Oficial do Estado e os integrantes não serão remunerados pelo governo, disse Afif.

Segundo o coordenador, partidos que compuseram a coligação de Tarcísio, como o PL de Jair Bolsonaro, poderão participar na indicação de nomes para o secretariado, desde que sigam "critério técnico estabelecido pelo governador eleito". Questionado sobre a manutenção de quadros tucanos na administração pública, Afif completou que "não há preconceito nenhum" de manter membros do governo. "Tem muita gente muito boa que merece ser aproveitada". Nomes que compuseram equipes de governo em gestões tucanas, como dos ex-governadores Geraldo Alckmin (hoje no PSB) e João Doria também estão na lista.

O atual secretário da Educação do Paraná, Renato Feder, foi o único nome anunciado e que vai compor a secretaria de Educação. Na transição, essa pasta está unificada com cultura e esportes. Afif informou que outros secretários serão anunciados ainda nesta semana.

De acordo com o coordenador, o ex-assessor especial do Ministério da Fazenda na gestão Paulo Guedes e coordenador econômico do programa de governo de Tarcísio, Samuel Kinoshita, foi destacado no eixo de desenvolvimento e finanças para dialogar com a área de orçamento do Estado. Como antecipou o Broadcast Político, Kinoshita é o favorito para ser o secretário da Fazenda.

Entre outros "secretariáveis" do futuro governador estão o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, e o deputado federal e candidato derrotado pelo Novo ao governo paulista, Vinícius Poit. Kassab não compõe a equipe de transição, enquanto Poit foi direcionado para o eixo de "gestão, desenvolvimento econômico, ciência e tecnologia e finanças".

Confira os eixos e nomes indicados:

 

1) COORDENAÇÃO DE TRANSIÇÃO

Guilherme Afif Domingos (Coordenação geral)

Arthur Luis Pinho de Lima

Priscilla Perdicaris

Nelson Hervey Costa

 

2) AGRICULTURA E ABASTECIMENTO

Coronel Mello de Araújo

Edivaldo Del Grande

Frederico d'Avila

Guilherme Piai

Guilherme Ribeiro

João Sampaio

Ricardo Amadeu Sassi

 

3) DESENVOLVIMENTO SOCIAL, MULHERES E DIREITOS PCD

Ana Maria Velloso

Cezinha de Madureira

Cid Torquato

Cristiane Freitas

Deise Duque-Estrada

Filipe Sabará

Gilberto Nascimento Júnior

Marcone Vinícius Moraes de Souza

Maria Rosa

Rita Passos

Rosana Valle

Simone Marquetto

Sonaira Fernandes

 

4) EDUCAÇÃO, CULTURA E ESPORTES

Aildo Rodrigues

André Simmonds

Filomena Siqueira

Gustavo Souza Garbosa

Jair Ribeiro

José Roberto Walker

Karen Cristina Garcia

Lana Romani

Marcelo Magalhães

Maurreen Maggi

Patrícia Bastos

Paula Trabulsi

Paulo Zuben

Pedro Machado Mastrobueno (saiu no globo esse nome)

Renato Feder

Talmo Oliveira

Thiago Peixoto

Valéria Bolsonaro

Vinícius Mendonça Neiva

 

5) GESTÃO, DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA E FINANÇAS

Anderson Correia

Bruno D'Abadia

Felício Ramuth

Jorge Lima

Lucas Ferraz

Ricardo Britto

Rodrigo de Losso

Rui Gomes

Samuel Kinoshita

Vinicius Poit

 

6) MEIO AMBIENTE, HABITAÇÃO E INFRAESTRUTURA

Bruno Serapião

Claudio Bernardes

Lair Krahenbuhl

Marcelo Branco

Marcelo Coluccini

Marco Aurelio Costa

Marta Lisli Giannichi

Miguel Bucalen

Natália Resende Andrade Ávila

Paulo Ferreira

Rafael Benini

Ricardo Pereira Leite

Sérgio Henrique Codelo Nascimento

 

7) SAÚDE

Chao Lung Wen

Edmundo Baracat

Edson Rogatti

Eleuses Paiva

Esper Kallas

Fabio Jatene

Francisco Assis Cury

Francisco Ballestrin

Giovanni Guido Cerri

Gustavo Pereira Fraga

Helencar Ignacio

Helio Paiva

João Lauro Viana Camargo

José Eduardo Lutaif Dolci

José Luiz Gomes do Amaral

José Osmar Medina Pestana

Olímpio Bittar

Paulo Manoel Pego Fernandes

Sérgio Okane

Tarcísio Eloy Pessoa Barros Filho

 

8) SEGURANÇA PÚBLICA E ADMINISTRAÇÃO PENITENCIÁRIA

Antônio Ferreira Pinto

Artur José Dian

Cássio Araújo de Freitas

Guilherme Muraro Derrite

João Henrique Martins

Nelson Santini

Paulo Maculevicius

Raquel Kobashi Gallinati Lombardi

Rodrigo Garcia Vilardi

 

9) TURISMO

Alain Baldacci

Alessandra Abrão

Alessandro Guiche

Ana Biselli

Armando Arruda Pereira de Campos Mello

Fernando Guinatto

Roberto de Lucena

Sérgio Souza

Virgílio Nelson da Silva Carvalho

O coordenador da equipe de transição do novo governo, o vice-presidente eleito Geraldo Alckmin, definiu a composição da Coordenação do Grupo Técnico de Igualdade Racial do Gabinete de Transição Governamental. Ao todo, são oito integrantes.

Dentre eles, estão: Martivs das Chagas, secretário nacional de Combate ao Racismo do Partido dos Trabalhadores; Douglas Belchior, também conhecido como Negro Belchior, um dos fundadores e integrantes da UneAfro Brasil, movimento voltado para a educação de jovens pobres e negros; Nilma Lino Gomes, ex- ministra das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos de 2015 a 2016; Givânia Maria Silva, educadora e quilombola de Conceição das Crioulas em Salgueiro (PE).

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Também fazem parte do grupo: Ieda Leal de Souza, Janice Ferreira da Silva (Preta Ferreira), Thiago Tobias e Yuri Santos Jesus da Silva.

Os nomes estão formalizados em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) da quinta-feira (17).

Na mesma edição, Alckmin designou ainda sete membros para a Assessoria Especial da Coordenação de Grupos Técnicos do Gabinete de Transição Governamental, com efeitos de requisição: André Augusto Dantas Motta Amaral; André Luís Macagnan Freire; Francisco Alexandre Melo Colares; Gustavo Caldas Guimarães de Campos; Júnior Divino Fideles; Elton Bernardo Bandeira de Melo; e Fernanda Machiaveli Morão de Oliveira.

Coordenador da equipe de transição do futuro governo de Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin, nomeou a ex-ministra Miriam Belchior para exercer cargo especial na equipe de transição, sem ainda especificar qual função assumirá. Como o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) vem informando, porém, a expectativa do setor de infraestrutura é que ela fique à frente dessa área durante o processo de passagem entre o governo atual e o novo.

A nomeação de Miriam Belchior consta de Diário Oficial da União (DOU) extra da quinta-feira (10) à noite.

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Na mesma edição, Alckmin formaliza a participação da presidente do PT, Gleisi Hoffman, do ex-ministro Aloizio Mercadante e do ex-deputado Floriano Pesaro como coordenadores dentro do gabinete de transição. Pesaro será coordenador executivo, Gleisi cuidará da Articulação Política e Mercadante, dos Grupos Técnicos.

De acordo com a publicação, Gleisi e Mercadante irão trabalhar na transição como voluntários, diferentemente dos demais que ganham cargos formais para atuar.

Além de Belchior, Alckmin ainda nomeou na quinta-feira três outros nomes para cargo especial de transição governamental. São eles: Márcio Fernando Elias Rosa, que foi procurador-geral de Justiça de São Paulo; Pedro Henrique Giocondo Guerra; e Fábio Rafael Valente Cabral.

Os nomes anunciados na quinta por Alckmin ainda não foram formalizados no Diário Oficial. Na lista, o coordenador incluiu nomes como os dos ex-ministros Guido Mantega, para o tema Planejamento, Orçamento e Gestão, e Paulo Bernardo, para a área de Comunicação.

Uma lista com anotações manuscritas revela nomes da transição do governo e como a equipe está sendo estruturada. Ela estava nas mãos de Geraldo Alckmin (PSB) e foi fotografada pelo Estadão.

O conteúdo do documento mostra que nomes como o da ex-prefeita Marta Suplicy, do jornalista Franklin Martins e de Eugênio Aragão, ex-ministro da Justiça do governo Dilma, terão participação nesta etapa de transição.

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O ex-chefe da segurança de Lula, general Gonçalves Dias, cuidará de uma área sensível: a inteligência estratégica, que envolve tanto o Gabinete de Segurança Institucional como a Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Outro nome é "D. Andrei", uma referência ao delegado da Polícia Federal Andrei Passos, chefe da segurança de Lula.

Conforme apontam as anotações, está prevista a nomeação de Manoel Caetano, Marco Aurélio e Eugênio Aragão para atuar no tema de "integridade e controle". Jorge Messias, que ficou conhecido como "Bessias", é cotado para ser chefe da Advocacia-Geral da União.

Numa parte do documento que faz referência a "Pesca, Turismo e Juventude", há um questionamento: "Faremos?" Sobre a área de Turismo, há uma seta indicando Marta Suplicy, Márcio França e "Valfrido", provavelmente Walfrido dos Mares Guia.

Também devem ser chamados Paulo Okamoto e Marcio Macedo. Em comunicação, a lista aponta os jornalistas Franklin Martins, Helio Doyle, "Florestan" e "Kenedy".

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) planeja rever as indicações de embaixadores feitas pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) ao Senado. Há pelo menos 15 embaixadores já apresentados formalmente pelo atual chefe do Executivo cujas sabatinas estão travadas desde o início da campanha eleitoral. Com a transição de governo, o ministro das Relações Exteriores, Carlos França, telefonou para o ex-chanceler Celso Amorim, um dos articuladores da equipe petista.

A conversa ocorreu na manhã da sexta-feira passada. Ficou acertado que eles voltarão a discutir detalhes da transição e dos novos representantes do País no exterior a partir da semana que vem, depois que Amorim retomar as atividades - ele passará por uma cirurgia em São Paulo amanhã. Em tom considerado gentil e republicano, França se dispôs inclusive a encontrar o ex-ministro de Lula fora de Brasília.

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"É assunto delicado e teremos que analisar enquanto a transição progride", disse Amorim ao Estadão. "São cargos de confiança. Tudo vai se passar de modo civilizado, as providências que tiverem que ser tomadas serão tomadas, sem espírito persecutório."

Além de rever indicações, o novo governo ainda promoverá uma série de mudanças de titulares que estão em atividade em postos estratégicos. O principal deles é Washington, representação chefiada por Nestor Forster, diplomata identificado com Bolsonaro. Também deverá haver troca em Buenos Aires e na representação da ONU, em Nova York.

CHANCELER

O futuro do atual chanceler e de sua equipe será negociado caso a caso, com o time de Lula, num processo conhecido como "testamento". No fim do mandato, cabe ao titular do Itamaraty conduzir a realocação de embaixadores no rodízio diplomático.

Em reuniões no Itamaraty, França já definiu quem serão os representantes do ministério na transição. O principal nome será o secretário-geral das Relações Exteriores, Fernando Simas Magalhães, o número dois na hierarquia da pasta, auxiliado por seu chefe de gabinete, Gabriel Boff Moreira. O próximo posto de Simas, proposto para a embaixada na Itália, está em jogo.

Em privado, os próprios embaixadores da atual cúpula do Itamaraty reconhecem que as indicações serão revistas. O governo eleito indica que não abrirá mão de ter nomes da estrita confiança de Lula.

Ao Estadão, o Itamaraty disse esperar que as sabatinas ocorram a partir de 21 de novembro. Mas senadores afirmaram que a dança das cadeiras no serviço exterior pode ser postergada. Há cúpulas internacionais que podem atrapalhar as conversas, como a COP-27, no Egito, e o G-20, na Indonésia. O assunto será discutido hoje, em reunião convocada pelo presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

COMISSÃO

A Comissão de Relações Exteriores do Senado está acéfala. Os últimos embaixadores sabatinados foram aprovados em junho. Nesta quinta-feira, haverá eleição do novo presidente. Por acordo, a vaga ficará com o senador Esperidião Amin (PP-SC).

O receio da bancada do PT e de senadores alinhados a Lula era de que parlamentares ligados ao Palácio do Planalto tentassem impor uma aprovação às pressas de nomes alinhados ao bolsonarismo. Isso faria com que Lula fosse obrigado a reverter as nomeações a partir de janeiro, o que implicaria custo político e despesas.

Mas, até no Itamaraty, a expectativa é de mudanças na lista, ainda que parciais. Um embaixador lembrou que, mesmo se aprovados no fim do ano, os novos chefes de missão só chegariam aos postos a partir de janeiro, tendo as cartas credenciais já assinadas por Lula.

Se não houver acordo para retirada de parte dos nomes até o fim de novembro, a bancada do PT no Senado prepara duas ações. A equipe do senador Humberto Costa (PT-PE), integrante da comissão, defende que as sabatinas sejam suspensas temporariamente e pretende apelar a Pacheco para que ele retire de tramitação as mensagens enviadas pelo Planalto.

O foco são embaixadas consideradas estratégicas para a política externa. Da lista que chegou ao Senado, devem ser revistos Buenos Aires, Organização Mundial do Comércio (OMC), Haia, Santa Sé e Roma. Para integrantes do PT, esses cargos são sensíveis e os embaixadores devem estar alinhados ao presidente eleito.

ARGENTINA

Das embaixadas mais sensíveis já indicadas, há uma grande preocupação com Buenos Aires, destino de visita de Lula nas próximas semanas. Atualmente na Itália, o indicado de Bolsonaro é o embaixador Hélio Vitor Ramos Filho, ex-assessor do ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia (PSDB-RJ). Ele substituiria Reinaldo Salgado, indicado para Haia, na Holanda.

"Algumas indicações podem ser revistas, porque são postos estratégicos. É o caso de Buenos Aires, que é eixo estruturante do Mercosul e da integração regional, além da relação bilateral com a Argentina", disse o assessor do PT no Senado e especialista em Relações Internacionais Marcelo Zero, cotado para compor a equipe de transição na política externa.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O magnata Elon Musk teve uma reunião virtual com funcionários do Twitter na quinta-feira (16) e revelou seus planos caso a aquisição de US$ 44 bilhões venha a ser concretizada.

Segundo o New York Times, Musk havia afirmado anteriormente a investidores que planeja cortar cerca de 900 dos 7 mil funcionários da companhia. O assunto surgiu na reunião de quinta, e Musk não desmentiu o plano.

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Ele disse: "No momento, os custos são maiores do que a receita. Essa não é uma situação boa. A empresa precisa ser saudável". A mídia americana reportou que, nas redes internas do Twitter, o clima era de pessimismo sobre o futuro.

Em relação ao plano de receitas, o empresário reforçou a ideia de ter um modelo baseado em anúncios publicitários e assinaturas.

No último mês também surgiram questionamentos sobre o desejo de Musk de manter o modelo da companhia.

Ele, porém, reforçou a necessidade de que os anunciantes sejam de "boa qualidade". Musk revelou o desejo de atingir 1 bilhão de usuários ativos no serviço, quase cinco vezes a marca atual (229 milhões, segundo o balanço mais recente).

Exemplo

Um dos caminhos seria tornar a rede social mais parecida com o TikTok. Segundo o New York Times, Musk elogiou a rede social chinesa por não ser "chata" e manter os usuários "entretidos". "Podemos colocar o Twitter no caminho para ser interessante", disse.

Além do TikTok, Musk citou o WeChat, superapp de comunicação da China. "Não há nada equivalente ao WeChat fora da China. Na China, você basicamente mora no WeChat. Se pudermos recriar isso no Twitter, será um sucesso."

Sobre moderação, o bilionário deu mais pistas. "As pessoas deveriam poder dizer coisas absurdas dentro da lei, mas esses discursos não deveriam necessariamente ser amplificados", disse. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A pouco mais de dois meses para o início das convenções partidárias, o impasse nos principais palanques para o governo paulista abriu um vácuo na disputa pelo Senado. Enquanto os pré-candidatos ao Palácio dos Bandeirantes já mantêm uma intensa agenda de pré-campanha, a definição dos nomes que vão concorrer à única vaga de senador pelo Estado é motivo de desavenças internas.

No campo da centro-direita, o rompimento do apresentador José Luiz Datena com o governador Rodrigo Garcia (PSDB) e sua filiação ao PSC - partido que apoia o ex-ministro bolsonarista Tarcísio de Freitas (Republicanos) - deflagrou uma disputa na ampla coligação formada pelo tucano.

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Como o MDB tem a prerrogativa de indicar o candidato a vice na chapa, o União Brasil reivindica a escolha do postulante ao Senado, mas o PSDB insiste que não abre mão da vaga. O União Brasil, por sua vez, precisa equacionar uma tensão interna antes de partir para esse embate com o PSDB.

A vaga de candidato a senador estaria reservada para o ex-juiz Sérgio Moro, mas o vereador Milton Leite, presidente da Câmara Municipal de São Paulo, reclama a posição. "Moro até agora não pleiteou (o cargo). Se houver o pleito, vamos disputar na convenção", disse.

Há ainda no PSDB um grupo que defende o nome do ex-senador José Aníbal. José Serra, cujo mandato de senador termina neste ano, vai tentar uma vaga de deputado federal.

Na raia bolsonarista, a possibilidade de Datena integrar a chapa de Tarcísio causou um racha. O PTB, que acolheu a ala mais radical da direita paulista, não aceitou a escolha do apresentador, considerado "de esquerda" pela legenda de Roberto Jefferson.

Em resposta, o partido colocou na disputa José Carlos Bernardi, ex-comentarista da Jovem Pan que causou polêmica no ano passado ao dizer que o Brasil enriquecerá como a Alemanha "se a gente matar um monte de judeus e se apropriar do poder econômico deles".

O campo da esquerda também enfrenta um dilema e ainda não anunciou pré-candidatura ao Senado. O PT, que lançou o ex-prefeito Fernando Haddad ao governo, reserva a vaga para o ex-governador Márcio França (PSB), caso ele desista de disputar o Bandeirantes.

Reserva

Como França não dá sinais de que vai recuar, partidos que estão no palanque de Haddad e o próprio PT passaram a pressionar pela indicação. O vereador e ex-senador Eduardo Suplicy (PT) se apresentou e está, nas palavras de petistas, no "banco de reserva".

O PSOL, que caminha para fechar com Haddad, já sinalizou em conversas reservadas que prefere a vaga de senador à de vice. O petista, conforme interlocutores, é simpático à ideia, já que prefere uma mulher com perfil moderado na vice. "Se o Márcio França fizer uma aliança, a prioridade do Senado é dele. Mas, se isso não acontecer, Juliano Medeiros (presidente do PSOL) seria uma boa alternativa", disse o deputado Orlando Silva, do PCdoB, que formou uma federação com o PT e o PV.

No Dia do Amigo (18), é importante lembrar sobre a importância das relações de amizade na vida cotidiana. Uma boa amizade ajuda a manter nosso corpo e mente em forma. Além de uma boa alimentação, rotina de exercícios e sono, ter relações sociais estabilizadas e satisfatórias são componentes essenciais na construção de uma vida saudável.

Um estudo recente de Harvard concluiu que amizades sólidas em nossas vidas ajudam a promover a saúde geral do cérebro. As amizades nos ajudam a lidar com o estresse, fazer escolhas melhores, encontrar um estilo de vida compatível e longevo, além de ajudar na recuperação de doenças.

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Mas além de nos ajudar fisicamente, a amizade também é fonte de muita inspiração e, por vezes, arte! Neste Dia do Amigo, preparamos uma lista com leituras essenciais para descobrir e explorar mais os limites do que é ser um amigo, confira:

Capitães da Areia - Jorge Amado: Este é um dos livros mais aclamados de Jorge Amado. Capitães de Areia narra a vida de um grupo de meninos de rua que, para sobreviver, praticam pequenos delitos em Salvador. O livro acompanha a vida de quatro personagens centrais, são eles: Pedro Bala, o líder do grupo; Professor, o único letrado que ensina os outros; Pirulito, o mais religioso do grupo e, por fim, Gato, o mais galante dos quatro.

Esquecidos pelas autoridades e entregues à própria sorte, os garotos são obrigados a conhecer o lado insalubre da vida enquanto ainda contam com a inocência juvenil, que os une em grupo.

Sociedade dos Poetas Mortos - Nancy H. Kleinbaum: O livro homônimo ao filme conta com reflexões sobre o papel e a existência de cada aluno em sala. O professor cumpre o papel de instigar os mesmos a pensarem sobre a fragilidade do que é viver e também sobre o tempo que cada um tem para realizar seus sonhos. Uma expressão repetida no filme, muito dita nos dias de hoje, é o famoso “Carpe Diem”, ou aproveite a vida/momento. Alguns dos alunos começam a aplicar as filosofias do professor e viver de acordo com os próprios ideais, recriando a “Sociedade dos Poetas Mortos”, grupo que havia sido elaborado pelo próprio professor em sua passagem pela escola.

Ao recriar o grupo, os alunos passam a se encontrar à noite em uma caverna próxima à escola. Com o ressurgimento da Sociedade, cada aluno se vê envolvido e experimenta uma verdadeira revolução em suas vidas, encontrando novos interesses, vocações, amizades e, principalmente, fazendo florescer a juventude através da inspiração poética.

Da Amizade - Montaigne: “Da Amizade” surgiu de um momento sombrio na vida de Montaigne. O ensaio foi redigido após o falecimento de Etienne de la Boétie, melhor amigo do autor. Acontecimento este tão marcante para o autor que ele escreve: “O  mesmo dia trouxe a ruína de ambos”.

No livro, Montaigne busca reaver a consciência de si, dilacerada após o falecimento de Etienne, porém, sua dor e sofrimento são geradoras de um dos textos mais belos sobre o tema. Montaigne diz: “Assim como quem quer contemplar-se olha no espelho, quem quer conhecer-se olha-se no amigo”.

Com o Mar Por Meio. Uma Amizade em Cartas - Jorge Amado e José Saramago:

A amizade de Jorge Amado e José Saramago teve início quando ambos já contavam com uma idade avançada e consolidada carreira literária, porém, tal fato não impediu com que ambos desenvolvessem uma profunda relação de amizade e afeto através de cartas trocadas.

Este livro é uma coletânea de escritos trocados entre 1992 e 1998, conta com bilhetes e cartas que discorrem sobre a vida pessoal, profissional, conselhos etc. Os autores debatem com humor sobre os prêmios recebidos, especulam quem será o próximo a receber um Nobel e, principalmente, mostram uma preocupação geral com o bem-estar do outro e de suas respectivas companheiras.

Por Matheus de Maio

Irritado, o presidente da República, Jair Bolsonaro, deu indicações de que pode fazer uma troca mais rápida de comando da Petrobras. O jornal O Estado de S. Paulo apurou que ganhou tração nesta quarta-feira, 6, a indicação do conselheiro da empresa Márcio Weber para a presidência da Petrobras e de Sonia Villalobos para o Conselho de Administração.

Os dois já são conselheiros e passaram pelo teste de governança da estatal, que na prática acabou inviabilizando os nomes de Adriano Pires e Rodolfo Landim.

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O secretário especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital, Caio Andrade, cotado para o cargo, sofre resistências pela falta de experiência na área. Um dos críticos é o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), cacique do Centrão.

Márcio Weber é atual conselheiro da empresa. Foi membro da Diretoria de Serviços da Petrobras Internacional (Braspetro) e diretor da Petroserv S.A.

Uma das vantagens é que ele pode "descer" do Conselho para a Diretoria Executiva. Já sendo conselheiro, ele poderia ser aprovado como presidente na reunião. Neste caso, contribui o fato de que os conselheiros já passaram pelo crivo da checagem exigida pelas regras de governança.

Nas sondagens, o pouco tempo para a tomada da decisão tem sido um empecilho para a definição dos nomes. O governo tem sido aconselhado por investidores e lideranças do setor a deixar por mais 40 dias o presidente da empresa, Joaquim Silva e Luna, no cargo a tempo de convocar uma nova assembleia.

A posição de Bolsonaro e do ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, no entanto, é resolver o impasse logo. Em nota, o Ministério de Minas e Energia afirmou que trabalha com a realização da assembleia no dia 13, próxima quarta-feira.

Bento vem recebendo críticas do mercado pela condução das negociações que vem trazendo desgaste para a empresa.

Sua assessoria informou apenas que o governo está definindo os profissionais que preencham o perfil para ocupar os cargos de presidente da Petrobras e o de presidente do Conselho de Administração da empresa. "Quando esses nomes forem definidos, eles serão devidamente informados", disse, em nota.

O presidente Jair Bolsonaro encaminhou ao Senado, nessa segunda-feira (4), 21 indicações para agências reguladoras, para destravar um pacote de nomeações. As escolhas de apadrinhados políticos beneficiam integrantes do Centrão e outros aliados do governo no Senado, além de membros do Judiciário.

Com isso, o Planalto tenta dividir o poder das agências com parlamentares, em um movimento para ampliar apoio em ano de eleições. Pré-candidato à reeleição, Bolsonaro enfrenta um vácuo na articulação política no Senado, sem líder de governo desde dezembro.

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O presidente chegou a retirar nomes que já haviam sido enviados para "acomodar" exigências de apoiadores. Como mostrou o Estadão/Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, já existiam antes 46 indicações paradas no Senado em meio às disputas em torno das vagas.

Os novos nomes começarão a ser analisados nesta semana e dependem de aprovação dos senadores. O Senado ainda quer fazer um "pente-fino".

No "pacotão", está a geóloga Ana Carolina Argolo Nascimento de Castro para uma vaga na diretoria da Agência Nacional das Águas (ANA) com salário de cerca de R$ 17 mil. Ela se casou em 2011 com Jônathas Assunção Nery de Castro, secretário executivo da Casa Civil, chefiada pelo ministro Ciro Nogueira (PP). Conforme a assessoria da pasta, eles se separaram em dezembro passado e o ministro não tem participação na indicação.

Divisão

Para agradar a aliados, Bolsonaro mexeu com um "território" do MDB: a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). As novas indicações dividem a agência com outros apoiadores do governo, especialmente o Centrão.

O ministro Ciro Nogueira chancelou a escolha do engenheiro Sandoval de Araújo Feitosa Neto como diretor-geral. Além de contemplar o PP, a indicação não contraria o MDB. O engenheiro chegou à diretoria da Aneel em 2018 pelas mãos do ex-senador e ex-ministro de Minas e Energia Edison Lobão (MDB-MA).

O MDB, liderado pelo ex-ministro de Minas e Energia Eduardo Braga (AM) no Senado, foi beneficiado pela indicação de Hélvio Guerra para ser reconduzido à cúpula da Aneel, ao lado de Fernando Mosna, assessor do senador Marcos Rogério (PL-RR), e Ricardo Lavorato Tili, diretor da Eletronorte, indicados pelo presidente.

Bolsonaro ainda indicou ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) Victor Oliveira Fernandes, chefe de gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, e a advogada Juliana Domingues, assessora do ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres. Ambos nomes foram antecipados pelo Estadão/Broadcast.

Quatro meses depois de receber as indicações do governo, o Senado vai começar a apreciar os dois nomes designados para ocupar as diretorias vagas no Banco Central nesta terça-feira, 5. A sabatina de Diogo Guillen, indicado para a Diretoria de Política Econômica, e de Renato Dias Gomes, para a cadeira de Organização do Sistema Financeiro e Resolução do Banco Central, ocorre dentro de um esforço concentrado do Senado para destravar indicações feitas pelo governo para agências e órgãos reguladores, que têm funcionado desfalcados.

No BC, a diretoria colegiada já sente as ausências desde 31 de dezembro, quando terminou o mandato de Fabio Kanczuk, que chefiava a Diretoria de Política Econômica. Depois, em fevereiro, João Manoel Pinho de Mello, deixou o cargo de diretor de Organização do Sistema Financeiro e Resolução do BC. De lá para cá, já são duas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) "minguadas", o que prejudica o debate, segundo especialistas, em momento delicado para o combate à inflação. As sabatinas foram adiadas duas vezes desde que a mensagem do governo foi enviada, em 6 de dezembro.

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Nesta terça, às 9 horas, a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE) vai avaliar as indicações de Guillen e Dias Gomes, ambos bastante elogiados pelo mercado financeiro. No primeiro adiamento, pesou a ligação de Guillen com o banqueiro Fabio Colletti Barbosa, membro independente do conselho do Itaú Unibanco, que é seu sogro, além de preocupações com o quórum para votação.

Com graduação e mestrado pela PUC-Rio e PhD na Princeton University em Economia, Guillen era economista-chefe da Itaú Asset Management e professor vinculado ao Insper. Gomes também tem graduação e mestrado pela PUC-Rio e PhD por Northwestern University em economia. Ele é professor da Escola de Economia de Toulouse e pesquisador do Centre National de la Recherche Scientifique.

Cade e Anatel

Além das indicações do BC, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) também vai sabatinar amanhã Alexandre Barreto de Souza para a vaga de superintendente-geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Ainda está prevista para amanhã a sabatina de Carlos Manuel Baigorri para o cargo de presidente do Conselho Diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) na Comissão de Infraestrutura a partir de 14 horas.

O esforço concentrado desta semana ainda inclui a análise de indicados para o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Tribunal Superior do Trabalho (TST) e de 11 diplomatas para chefiar embaixadas brasileiras no exterior.

Se aprovados nas comissões, a votação dos nomes no plenário da Casa deve ficar para quarta-feira ou quinta-feira, já que amanhã não haverá sessão deliberativa devido às reuniões nos colegiados para analisar os nomes de autoridades.

Ao todo, são 19 indicações que serão avaliadas pelo Senado esta semana, de um total de ao menos 46 que estão paradas na Casa. Nesta segunda, 4, Bolsonaro engordou ainda mais essa lista com um novo pacote de nomes para cargos vagos em órgãos como a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Cade, entre outras.

O Broadcast vem mostrando que agências e órgãos reguladores têm atuado com diretorias desfalcadas, o que preocupa o mercado por atrasar decisões regulatórias de impacto nos setores regulados. A Agência Nacional de Águas (ANA) hoje é dirigida por interinos, já o Cade tem vagas abertas há quase um ano.

O esforço concentrado no Senado só ocorre depois de o governo selar a reforma ministerial, com a substituição de 10 ministros que deixaram a Esplanada para concorrer às eleições deste ano.

Como mostrou o Broadcast, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), vinha segurando indicações do presidente Jair Bolsonaro (PL) há mais de um ano, com atritos entre "padrinhos", incluindo senadores, ministros, integrantes do Centrão e o entorno de Bolsonaro. Pacheco queria "dividir o bolo" todo de uma vez, para atender de forma "equilibrada" as diversas alas políticas que têm interesse nos cargos.

Hoje, por exemplo, Bolsonaro indicou para ocupar uma vaga na diretoria da ANA a geóloga Ana Carolina Argolo Nascimento de Castro, o que, segundo apurou a reportagem, atende a pedidos do Centrão. Ana Carolina é ex-mulher de Jônathas Assunção Nery de Castro, secretário executivo da Casa Civil, chefiada pelo ministro Ciro Nogueira (PP).

A semana no Senado será de esforço concentrado. Serão 19 sabatinas, nas comissões de Relações Exteriores (CRE), de Infraestrutura (CI), de Assuntos Econômicos (CAE) e de Constituição e Justiça (CCJ). Também estão previstas votações de projetos nas comissões, audiências públicas, sessão de debates temáticos em Plenário e homenagens. Além disso, haverá votações em Plenário, inclusive das indicações votadas no esforço concentrado das comissões.

Na CCJ, estão previstas as sabatinas de três indicados para compor o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e um indicado para ocupar o cargo de ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST). A reunião está marcada para terça-feira (5), às 10h.

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Também há expectativa para a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 110/2019, referente à reforma tributária, ainda não confirmada. A intenção é aproveitar o comparecimento presencial de maior parte dos senadores para a discussão e a deliberação da PEC na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e, na sequência, no Plenário do Senado.

"Há essa sugestão ao presidente da CCJ, senador Davi Alcolumbre [DEM-AP], para que possamos fazer esse debate por ocasião do esforço concentrado, com a presença física, que não só permita a discussão dos senadores no âmbito da CCJ, mas também aquilo que é muito próprio do Parlamento, que é a conversa, as reuniões preparatórias", disse o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, em entrevista na última semana.

Relações Exteriores

Na CRE, serão 11 diplomatas sabatinados na quinta-feira (7). Eles foram indicados pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, para chefiar embaixadas brasileiras no exterior. A reunião está marcada para as 9h e deve se estender até o período da tarde. Um dos sabatinados será o diplomata Bernard Klingl, indicado para a embaixada em Minsk, capital de Belarus (também chamado de Bielorrússia), país atualmente envolvido na guerra da Rússia na Ucrânia.

Os efeitos do conflito entre Ucrânia e Rússia também serão tema presente em audiências públicas na comissão. Na terça-feira (5) a comissão deve ouvir o embaixador da Rússia no Brasil, Alexey Kazimirovitch Labetskiy. Na quarta-feira (6), estão marcadas audiências com o encarregado de negócios da embaixada da Ucrânia no Brasil, Anatoliy Tkach. E com o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Carlos Alberto Franco França.

Assuntos Econômicos

Na CAE, dois indicados do governo para a diretoria do Banco Central devem ser sabatinados na terça-feira (5). Os indicados são os economistas Renato Dias de Brito Gomes e Diogo Abry Guillen. A comissão também vai sabatinar Alexandre Barreto de Souza, indicado ao cargo de superintendente-geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

A comissão também fará audiência pública para discutir o cumprimento de dispositivos do Novo Marco Legal do Saneamento. O debate, marcado para quarta-feira (6), às 9h, deve ser focado na prestação regionalizada de serviços de saneamento.

Infraestrutura

Na CI, está marcada para terça-feira (5) a sabatina de Carlos Manuel Baigorri, indicado para exercer o cargo de presidente do Conselho Diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A reunião está marcada para as 14h. Após a sabatina, está marcada reunião deliberativa da comissão, com cinco projetos na pauta.

Demais comissões

Nas outras comissões, estão marcadas votações de projetos e debates. Na Comissão de Direitos Humanos (CDH) haverá debate sobre Estatuto do Trabalho, com foco na reestruturação do atendimento no INSS. A reunião está marcada para segunda-ferira (4) às 10h. 

A Comissão Temporária Externa de Petrópolis vai debater o diagnóstico, o impacto na cadeia construtiva e os repasses de recursos em audiência pública agendada para a próxima segunda-feira, às 10h30, na Câmara Municipal de Petrópolis.

Na Comissão de Desenvolvimento Regional (CDR), haverá audiência pública sobre "O impulso do setor de cruzeiros à atividade turística: perspectivas e desafios no pós-ômicron". A audiência está marcada para as 18h de segunda-feira.

Na CAS, está marcada reunião deliberativa com 20 itens na pauta. Um deles é o PL 1.057/2019, que estabelece o pagamento de seguro desemprego a pequenos produtores rurais e pescadores que tenham ficado sem condições mínimas de trabalho após serem atingidos por catástrofes naturais ou desastres ambientais. A reunião está prevista para as 11h de terça-feira (5).

Também na terça-feira (5), a Comissão de Educação (CE) deve ouvir o depoimento de nove prefeitos, para prestação de esclarecimentos sobre o aparente beneficiamento indevido na destinação de verbas públicas ao Ministério da Educação. A audiência está marcada para as 9h.

Plenário

A partir de terça-feira, o Plenário deve começar a votar as indicações que forem analisadas pelas comissões. Também haverá sessões na quarta e na quinta-feiras. Entre os projetos que podem ser votados estão PLS 278/2016, que garante apoio aos estudantes com deficiência nas escolas, e o PL 634/2022, que proíbe o juiz de conceder guarda compartilhada ao pai ou à mãe investigados ou processados por crime contra criança ou adolescente ou por violência doméstica.

Também haverá sessão de debates temáticos para discutir o projeto de lei que tipifica mais condutas como atos terroristas (PLS 272/2016), na quinta-feira (7), a partir das 10h. O projeto, do senador Lasier Martins (Podemos-RS), chegou a ser incluído na pauta do Plenário em fevereiro, mas teve votação adiada a pedido do relator, senador Alessandro Vieira (PSDB-SE).

A pauta também prevê sessões de homenagem. O Congresso Nacional fará na segunda-feira (4), às 15h, sessão solene para homenagear a Associação Internacional de Lions Clubs. Na terça-feira (5), haverá sessão solene para promulgação da PEC 18/2021, que inclui na Constituição regras para candidaturas femininas. Já no Senado, haverá sessão especial para comemorar o Dia Internacional do Autismo na sexta-feira (8), às 10h.

*Da Agência Senado

A nova liderança de Linn da Quebrada está movimentando a casa mais vigiada do Brasil. Após ela entrar no tão sonhado quarto, os participantes não falam de outra coisa a não ser votação.

Na companhia de Natália, Eslovênia, Lucas e Jessi, a líder da semana comentou sobre uma possível indicação. Vale pontuar que Pedro Scooby, Paulo André e Douglas Silva desistiram da prova e declararam Linn como a nova líder.

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"Eu acho que seria chato da minha parte indicar um dos meninos, seria até incoerente pro público ver tudo isso, vocês não acham? Depois de um gesto tão bonito, parece quase uma facada nas costas", disse ela.

Os brothers ainda falaram sobre a prova do anjo, que será disputada neste sábado (26). Natália deixou claro que apenas Arthur Aguiar não pode pegar o colar. "Amanhã só uma coisa que não pode acontecer: Arthur não pode ganhar Anjo. Porque, se Arthur ganhar Anjo, a votação vai vir pra gente", disse.

"Mas, se ele ganhar Anjo, vai fazer o quê, mulher?", questionou Linn.

"Se for autoimune, quem você vai indicar? Eli ou Gustavo?", rebateu Natália.

Votação

Quem também falou sobre votação foi Douglas Silva. Na varanda da casa, o ator e Gustavo falaram sobre as possíveis indicações. "Do casal Disney, tem alguém que você não votaria?", perguntou Gustavo.

"Não votaria no Lucas agora, mas a 'Eslova' tá aí. Mas tem que ver, para não queimar voto", respondeu DG.

"Na Eslô votaria eu, você, Jessi, talvez a Nat, não sei. PA também não sei", analisou Gustavo.

Natália revela medo de conversar com Arthur Aguiar

Durante outro bate-papo, Natália revelou aos seus companheiros de jogo que tem vontade de conversar com Arthur Aguiar, mas sente um certo receio.

"Eu tenho medo de conversar com ele, vocês acreditam? Eu sinto vontade, mas eu tenho muito receio. Eu tenho receio de falar as coisas e ele pegar e manipular as minhas palavras, e converter em uma situação em que ele saia como uma vítima", explicou.

A disputa entre senadores e o governo trava ao menos 60 indicações do presidente Jair Bolsonaro para cargos em agências, órgãos e embaixadas. Responsável por aprovar os escolhidos, o Senado bloqueia 46 indicados. Além deles, segundo o Estadão/Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) apurou, pelo menos mais 14 nomes já foram escolhidos e estão na Casa Civil para serem enviados ao Congresso. O impasse tem dificultado o trabalho de órgãos como o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), o Banco Central e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Chamadas de "pacotão" no Planalto, as indicações não avançam porque há atrito entre "padrinhos", incluindo senadores, ministros, integrantes do Centrão e o entorno do presidente. A divisão do "latifúndio" de cargos só deve ser resolvida após a reforma ministerial, no início de abril, e dependerá das escolhas de Bolsonaro para substituir os ministros que deixarão a Esplanada até o dia 2 para concorrer às eleições. O Senado quer indicar integrantes para as pastas.

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De acordo com fontes, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), segura indicações há mais de um ano porque quer "dividir o bolo" de uma vez, para atender de forma "equilibrada" as alas que têm interesses nos cargos. O ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, também defende, segundo apurou a reportagem, a negociação em bloco. Procurados, eles não se manifestaram.

Pacheco, que tenta consolidar apoio para ser reeleito no comando do Congresso, em fevereiro de 2023, é pressionado por senadores a cobrar do Planalto a troca de pessoas já indicadas. Há polêmicas em torno de nomes para a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e o Cade, entre outros.

Interinos no comando

Agências e órgãos reguladores atuam de forma desfalcada por conta da demora do Senado em analisar indicações. Uma das situações mais críticas é a da Agência Nacional de Águas (ANA), que é hoje dirigida por interinos.

A diretoria da agência é formada por quatro diretores e um diretor-presidente. Hoje, porém, a presidência é ocupada interinamente por Victor Saback, que foi nomeado para diretor, e quatro diretorias são ocupadas por servidores da agência que, por lei, assumem os cargos em caso de vacância. O presidente Bolsonaro já enviou quatro nomes para as diretorias da ANA, mas as indicações ainda não começaram a tramitar.

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) também tem vagas abertas há quase um ano. Em fevereiro, com o fim do mandato da conselheira Paula Farani, foi aberta uma segunda vaga no conselho. O Estadão/Broadcast apurou que o mais cotado hoje para ser indicado ao cargo é o advogado Victor Oliveira Fernandes, atual chefe de gabinete do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Outros dois nomes "correm por fora" e são citados por fontes que acompanham as negociações: o do presidente interino da ANA, Victor Saback, e da advogada Juliana Domingues, que foi secretária nacional do Consumidor na gestão de Bolsonaro e é assessora especial do ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres. Outras duas indicações para o Cade já estão no Senado desde meados do ano passado, mas ainda não foram aprovadas.

Já a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) completou em março sete meses com a diretoria incompleta, o que tem causado preocupação no setor regulado pelo órgão. O diretor-geral da agência, Rafael Vitale, não convocou até o momento diretores substitutos para ocupar as duas cadeiras que começaram a vagar em agosto do ano passado, iniciativa que, no entendimento de técnicos, contraria a Lei das Agências Reguladoras.

De agosto até o início de fevereiro, a diretoria realizou votações com apenas quatro diretores, das cinco vagas previstas. Vitale então teve à sua disposição o voto de Minerva nos casos de desempate. Esse poder foi decisivo para o diretor-geral fazer prevalecer seu entendimento em um dos casos de maior repercussão julgados pela ANTT recentemente, sobre as regras do mercado de transporte rodoviário de passageiros.

Dificuldades

Na avaliação da advogada Ana Frazão, ex-conselheira do Cade e especialista em Direito Público, a composição das agências têm como destinatário final o cidadão, "que é o titular do direito de ter uma regulação adequada, rápida e eficiente". "A partir do momento em que os problemas de composição das agências começam a dificultar ou a criar embaraços para o exercício das suas competências legais, a maior prejudicada é a sociedade brasileira", disse Frazão.

Ela lembrou que, em alguns casos, a falta de pessoal nesses órgãos cria problemas dramáticos, como dificuldades para em votações, o que acarreta a necessidade de utilização de mecanismos excepcionais, como voto de desempate.

Para muitos estudantes, janeiro é um período para recarregar as baterias e se preparar para mais um ano de estudo. Também existem aqueles que desejam aproveitar o mês para assistir boas séries e, como a oferta dos diversos serviços de streaming é expressiva, o LeiaJá conversou com o produtor de conteúdo Lucas Alves, conhecido por seus seguidores como Luke, do canal Minha Vida é Uma Série, que deu dicas de cinco seriados para maratonar nas férias.

Aos que buscam por um seriado curto, a primeira indicação de Luke é “Lovecraft Country” (2020), composta por dez episódios, disponíveis na plataforma HBO Max. Segundo o produtor de conteúdo, a narrativa prende o espectador do início ao fim, ao apresentar um mundo fantasioso e abordar diversas questões sociais. “Mas, que fique o alerta pra algumas cenas fortes com bastante sangue”, destaca.

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Outra indicação de Luke, é a série “The Act” (2019), que possui oito episódios, disponíveis no StarzPlay, também acessível pelo Amazon Prime Video. De acordo com o youtuber, a narrativa é baseada em fatos reais e, aborda a história de uma garota saudável, mas que é criada pela mãe como se tivesse diversas doenças, entre elas, leucemia. “A história mostra o quanto isso afetou ela e quais foram as consequências na vida da menina e da mãe”, explica.

Para os que procuram por uma série mais longa, Luke indica “Person of Interest” (2011), com cinco temporadas, disponível no streaming GloboPlay. O seriado policial apresenta uma inteligência artificial que monitora secretamente os moradores dos Estados Unidos, na tentativa de prever ataques terroristas, mas, que acaba por localizar possíveis crimes menores de assassinato.

Em “Person of Interest”, o espectador acompanha uma dupla composta pelo criador da máquina e um ex-militar, que juntos, tentam impedir que os assassinatos ocorram. “É maravilhosa mesmo para quem não está habituado com séries policiais e o desfecho é incrível”, afirma Luke.

O produtor de conteúdo também recomendou a série “The Umbrella Academy” (2019), disponível na Netflix. A história gira em torno de sete irmãos que formavam uma equipe de pequenos heróis na infância e, após se tornarem adultos e tentarem viver de maneira normal, precisaram se reunir para investigar a misteriosa morte do pai. “A gente vê o quanto a vida de heróis mirins afetou a vida deles negativamente. É incrível, tem apenas duas temporadas e a terceira deve sair em breve”, comenta Luke.

Para aquecer os corações, o youtuber indica “Atypical” (2017), também disponível na Netflix. “A gente acompanha o Sam, um menino autista que está na transição da vida adolescente para a adulta e, que tenta enfrentar as barreiras que sua condição - e a sociedade - impõem, além de acompanhar como é a vida das pessoas em volta dele”, descreve Luke. “Aprendemos tanto com essa série, e ela passa tão rápido, que a gente só quer morar dentro dela”, complementa.

Acompanha mais do trabalho de Luke e veja outras indicações e curiosidades sobre as mais diversas séries aqui: https://www.youtube.com/channel/UC6h9hJr_7ubXFCmYxe-vNHw

O presidente Jair Bolsonaro disse que "tem na cabeça" quem seriam seus dois próximos indicados ao Supremo Tribunal Federal (STF), caso seja reeleito neste ano, mas não deu detalhes. Em entrevista à rádio Jovem Pan exibida nesta segunda-feira, 10, o chefe do Executivo também voltou a mencionar a tese do marco temporal para demarcação de terras indígenas.

"Em 2023 têm duas vagas abertas. Eu tenho na minha cabeça quem seriam esses nomes. Os dois nomes meus que estão lá não são perfeitos", afirmou, em referência aos ministros Kassio Nunes Marques e André Mendonça, indicados em 2020 e 2021, respectivamente. "Até o momento esses dois têm liberdade, obviamente. Não conduzo, nem peço voto para eles", acrescentou Bolsonaro.

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Se for reeleito, o presidente poderá nomear os substitutos dos ministros Ricardo Lewandowski e Rosa Weber, que se aposentam em 2023.

Bolsonaro voltou a mencionar o marco temporal para demarcação de terras indígenas, que está em julgamento na Corte. Pelo entendimento da tese, uma terra indígena só pode ser demarcada se ficar comprovado que os índios estavam naquele território na data da promulgação da Constituição, em 5 de outubro de 1988.

Em setembro de 2021, o ministro Alexandre de Moraes pediu a suspensão do julgamento por tempo indeterminado. O placar está empatado em 1 a 1. Kassio Nunes Marques, indicado por Bolsonaro, votou a favor, enquanto Edson Fachin deu voto contrário.

"Agora chegou lá o André Mendonça. Eu não estou antecipando voto, nem pedindo voto, mas ele participou disso tudo enquanto ministro meu na pasta da Justiça e Segurança Pública", disse Bolsonaro.

O cantor canadense Drake pediu que suas duas indicações ao Grammy este ano fossem retiradas, e a Academia de Gravação atendeu seu pedido, informaram várias fontes à AFP nesta segunda-feira (6).

Drake havia sido indicado em duas categorias de rap para a premiação de janeiro, mas seu álbum de sucesso "Certified Lover Boy" não aparece nas categorias gerais do prêmio.

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Os motivos do pedido não foram divulgados pelos representantes de Drake. Uma fonte próxima ao artista disse que ele e seu empresário tomaram a decisão, que foi aceita pelos organizadores do Grammy.

A informação foi confirmada à AFP por uma fonte da Academia. As indicações de Drake foram retiradas do site do Grammy Awards justamente no início da última fase de votação.

Drake, um dos músicos mais influentes do mundo, já ganhou quatro prêmios Grammy, mas também já teve desentendimentos com a Academia.

Em uma entrevista de 2017, ele acusou os organizadores do prêmio de classificá-lo como rapper porque ele é negro. "A única categoria em que me encaixam é o rap, talvez porque já fiz rap no passado ou porque sou negro", declarou ele à rádio Apple's Beats.

Na cerimônia de 2019, Drake voltou a expressar publicamente sua frustração por, segundo ele, artistas negros do hip-hop não receberem crédito suficiente. "Atuamos em um campo dominado por opiniões e não por fatos", lamentou o cantor ao receber o prêmio de Melhor Canção de Rap por "God’s Plan".

"Esta é uma indústria em que às vezes a última palavra recai sobre muitas pessoas que podem não entender o que um garoto de raça mista do Canadá tem a dizer", reclamou.

Outros artistas negros, incluindo The Weeknd, Frank Ocean e Jay-Z, já afirmaram que consideram o Grammy irrelevante nos últimos anos, especialmente pela falta de reconhecimento dos artistas negros.

A cerimônia do 64º Grammy Awards será realizada em 31 de janeiro em Los Angeles.

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