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O suíço Joseph Blatter e o francês Michel Platini, ex-presidentes da Fifa e da Uefa, respectivamente, foram formalmente indiciados pelo Ministério Público da Suíça por fraude, entre outros crimes, por um pagamento ilícito de € 1,8 milhão (aproximadamente R$ 6,58 milhões) em 2011.

Os ex-dirigentes foram afastados de todas as atividades relacionadas ao futebol por seis e por quatro anos, precisamente, pelas suspeitas de corrupção que recaíram sobre eles desde 2015. Agora, aguardam pela decisão do Tribunal Federal de Bellinzona sobre a validação dos indícios e um consequente julgamento.

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Blatter, de 85 anos, presidiu a Fifa entre 1998 e 2015, enquanto o francês Platini esteve no comando da Uefa entre 2007 e 2016. Na investigação, são suspeitos de terem combinado o pagamento ilícito por parte da Fifa ao então dirigente máximo da Uefa.

Platini teria recebido a quantia em 2011, alegando serviços prestados como conselheiro de Blatter entre 1998 e 2002. Ambos justificaram o pagamento tão diluído no tempo como fato de as finanças da Fifa, na altura, não permitirem remunerações tão elevadas como as acordadas entre Blatter e Platini.

"As provas recolhidas pela Procuradoria-Geral da República corroboram que este pagamento à Platini foi efetuado sem base legal. Este pagamento danificou ativos da Fifa e enriqueceu Platini ilegalmente. Na opinião do procurador-geral, os réus cometeram os crimes listados acima", informou o Ministério Público da Suíça.

Michel Platini era o nome mais forte para suceder Blatter na direção da Fifa. Eles ainda estão sob acusações de "gestão danosa, abuso de confiança e falsificação de documentos." De acordo com a legislação suíça, a fraude simples tem uma moldura penal de até cinco anos de prisão ou uma punição pecuniária.

Joseph Blatter, ex-presidente da Fifa que cumpre seis anos de suspensão por "pagamento indevido" ao ex-presidente da Uefa, Michel Platini, revelou que testou positivo para a Covid-19 no mês passado e que já se recuperou da doença. O dirigente de 84 anos contou que passou duas semanas internado num hospital na Suíça.

"Fui infectado pelo vírus, tive resfriado e febre alta, fiquei 14 dias de quarentena e agora estou recuperado, sem sintomas e pronto para lutar novamente", disse Blatter, em entrevista ao jornal norte-americano The Athletic.

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Blatter, que comandou a Fifa por 17 anos até deixar o cargo em junho de 2015, em meio a uma crise de corrupção na entidade máxima do futebol, afirmou que se sentiu mal por uma noite e resolveu visitar seu médico, que o encaminhou a um hospital em Zurique. Como tem 84 anos, ele pertence ao grupo de risco. No entanto, o dirigente garante que está bem e recuperado.

Na entrevista, Blatter reconheceu que tem arrependimentos em relação ao período em que presidiu a Fifa, de 1998 a 2015, mas que não pode "mudar a história".

"Decisões foram tomadas. Essa é a realidade. Você pode se arrepender de tudo, mas não pode mudar isso. Você não pode fazer ensaios para ver o que pode acontecer. É por isso que eu tenho que aceitar, mesmo com todos os arrependimentos que tenho", avaliou.

Banido do futebol, ele foi interrogado recentemente pela Justiça suíça para responder a um inquérito sobre o pagamento de US$ 2 milhões (cerca de R$ 10,3 milhões) que teria feito a Michel Platini na época em que era presidente da Fifa e o francês, mandatário da Uefa.

"Não fiz o suficiente para esclarecer todas as situações. É disso que me arrependo. Para esclarecer as coisas que não fiz. E então fui suspenso e não pude fazer mais nada".

Investigado desde 2015 pela Justiça da Suíça, Joseph Blatter, ex-presidente da Fifa, foi interrogado nesta terça-feira na cidade de Berna, perante a promotoria do governo federal suíço, para responder a um inquérito sobre o pagamento de US$ 2 milhões (cerca de R$ 10,9 milhões) que teria feito ao francês Michel Platini, então presidente da Uefa, em 2011, como pagamento por um trabalho de consultoria completado em 2002.

"Este é o momento em que começamos a falar sobre este dossiê, que dura já há cinco anos e sobre o qual nunca me fizeram perguntas, pelo que fico muito feliz por poder dar explicações", afirmou Blatter, nesta terça-feira, na porta de entrada do edifício do Ministério Público da Suíça.

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Aos 84 anos, Blatter está sob investigação pelo pagamento a Platini desde setembro de 2015, quando a polícia suíça questionou as duas lideranças em uma visita inesperada à sede da Fifa, em Zurique, em um dia em que ambos participavam de uma reunião do Comitê Executivo.

Blatter e Platini foram suspensos provisoriamente e então sancionados pelo Comitê de Ética da Fifa. O caso marcou o fim de um mandato de 18 anos de Blatter à frente do órgão máximo do futebol mundial. Sua punição de seis anos expira em outubro de 2021.

Platini havia dito que estava confiante na volta ao futebol, quando seu veto de quatro anos expirou em outubro passado, meses antes de ele ser apontado como suspeito.

O ex-capitão da seleção francesa foi descrito em 2015 como uma "testemunha" e "acusado" pelo então procurador-geral Michael Lauber. Platini argumentou em 2018 que havia sido inocentado de todas as suspeitas em uma carta do gabinete de um procurador da Suíça.

A denúncia foi retomada quando outro promotor, Thomas Hildbrand, assumiu o comando de várias das causas relacionadas à vasta rede de corrupção no futebol internacional como resultado de uma série de mudanças no estabelecimento judicial.

Tanto Platini quanto Blatter negam ter cometido qualquer crime para o pagamento de US$ 2 milhões. Blatter enfrenta outros processos na Suíça. Platini enviou faturas à Fifa em janeiro de 2011 para cobrar por seus serviços como consultor no primeiro mandato de Blatter, de 1998 a 2002.

O ex-presidente da Fifa, Joseph Blatter, é alvo de uma nova investigação criminal na Suíça por suspeita de má gestão no período em que foi presidente da entidade máxima do futebol. Ele teria efetuado um pagamento indevido de US$ 1 milhão (R$ 5 milhões) com fundos do futebol.

Blatter foi notificado pelos promotores federais suíços de que ele é acusado por um empréstimo concedido pela Fifa em 2010 à Associação de Futebol de Trinidad e Tobago, de acordo com um relatório das autoridades suíças.

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Blatter, de 84 anos, negou qualquer irregularidade durante décadas de escândalos financeiros relacionados à Fifa, apesar de ter sido banido da presidência e ser investigado em outro processo criminal. Agora, o suíço corre o risco de ser julgado em seu país de origem.

O pagamento saiu de uma conta da Fifa em 13 de abril de 2010, foi isento de juros, sem garantia e, posteriormente, dispensado como uma espécie de presente, detalhou o documento.

É a mais recente alegação em investigações federais suíças e americanas que vinculam a Fifa a pagamentos irregulares, beneficiando Jack Warner, ex-vice-presidente da entidade máxima do futebol e ex-presidente da Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe (Concacaf). O documento da promotoria suíça não vincula diretamente o momento do pagamento de US$ 1 milhão da Fifa com as eleições gerais em Trinidad e Tobago.

Warner foi condenado pela Justiça norte-americana em 2019 a pagar uma indenização de US$ 79 milhões (cerca de R$ 297 milhões, na cotação à época) pelo seu envolvimento em um dos vários escândalos de corrupção que estremeceram a Fifa há quatro anos. Ele luta contra um pedido de extradição feito pelos Estados Unidos, que pede que o dirigente deixe Trinidad e Tobago, onde ele negou ter cometido atos ilícitos.

Warner controlou por muito tempo um bloco importante nas eleições da Fifa até deixar o futebol depois de ter subornado os eleitores para se oporem a Blatter em 2011. Ele também foi político em Trinidad e se tornou ministro do governo após uma eleição geral realizada em maio de 2010.

Os nomes de dois ex-funcionários de alto escalão da Fifa - Jérôme Valcke, que foi secretário geral, e Markus Kattner, antigo diretor financeiro - também aparecem no documento, apontando-os como acusados.

A nova investigação data de 13 de maio de 2020, várias semanas depois que o Ministério Público da Suíça disse que encerraria um dos dois processos criminais abertos contra Blatter em 2015. A investigação já encerrada apurava irregularidades em um contrato assinado pelo dirigente suíço referente à venda de direitos de transmissão no Caribe da Copa do Mundo em 2005.

O processo criminal aberto em 2015 fez com que Blatter renunciasse à presidência da Fifa, cargo que ocupou por mais de 17 anos. O dirigente está cumprindo uma suspensão de seis anos do futebol, que expira em outubro de 2021.

Warner tentou vincular as autoridades da Fifa à sua carreira política doméstica em uma aparição na televisão em junho de 2015 em seu país de origem. Isso ocorreu alguns dias depois de Blatter anunciar planos de renunciar à presidência da órgão que controla o futebol mundial, em consequência das investigações federais nos Estados Unidos e na Suíça.

Warner foi um parlamentar da oposição desde 2007. Após uma transição de poder nas eleições de maio de 2010, tornou-se ministro de Obras e Transporte. Ele deixou seu assento no parlamento em 2015 vários meses depois de ser indiciado pelo Departamento de Justiça norte-americano.

As acusações de corrupção contra a Warner incluíram um pedido de suborno de US$ 10 milhões (R$ 50 milhões) em troca de votos para designar a África do Sul como anfitriã da Copa do Mundo de 2010. A nova investigação suíça está sendo supervisionada pelo promotor Thomas Hildbrand, que já havia arquivado a ação criminal sobre os direitos de transmissão da Copa no Caribe.

Hildbrand se juntou no ano passado à equipe federal responsável pelas investigações no futebol, em meio a turbulências no Ministério Público. O principal promotor de crimes financeiros de colarinho branco deixou o cargo em 2018, apesar de ter sido liberado de uma queixa formal sobre sua conduta em casos da Fifa.

Em um escândalo de suborno da Fifa que chegou a um tribunal criminal suíço em 2008, Hildbrand processou executivos da empresa de marketing esportivo ISL, que vendia direitos de transmissão da Copa do Mundo e rotineiramente pagava propinas.

Um segundo processo criminal, este ainda em andamento, foi aberto pela Justiça suíça contra Blatter desde setembro de 2015, relacionado a pagamentos da Fifa ao ex-presidente da Uefa, Michel Platini. Essa alegação levou o comitê de ética da entidade a banir os dois dirigentes do futebol.

O ex-presidente da FIFA Joseph Blatter concedeu uma longa entrevista ao jornalista Jamil Chade do portal UOL. Blatter destrinchou vários temas polêmicos ao longo da sua carreira, mas um trecho da entrevista chamou a atenção. Blatter cravou que o Palmeiras é o primeiro campeão mundial de clubes.

A polêmica é um prato cheio para provocações dos rivais, que salientam o fato do torneio vencido pela equipe alviverde ter o nome de Copa Rio e não mundial de clubes. A provocação é uma febre nas redes sociais. Volta e meia o comentário “Palmeiras não tem mundial” aparece nas páginas esportivas.

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A afirmação do ex-mandatário do órgão regulador do futebol mundial, a FIFA, não tem efeito prático na discussão entre os rivais, mas o fato de ter comandado a FIFA por longos anos e de ter declarado isso servirá como argumento de defesa dos palmeirenses.

Blatter inicialmente foi perguntando se de fato reconheceu o Palmeiras como Campeão mundial. “Sim, nós concordamos em reconhecer o Palmeiras”, respondeu. Em 2013, a FIFA encaminhou um documento comprovando a Copa Rio de 51 como o primeiro Mundial de Clubes. O famoso fax sempre é citado pelos rivais. Em contrapartida, atualmente a FIFA fala que apenas reconhece os mundiais de 2000 para cá.

A mudança de postura da entidade aconteceu justamente após a saída de Blatter do comando. Segundo ele, a mudança tem explicação, “acho que foi porque eu reconheci” e voltou a afirmar: "Devemos reconhecer que o Palmeiras foi o primeiro campeão mundial de clubes e ponto final. Foi o primeiro”, finalizou.

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O ex-presidente da Fifa Joseph Blatter minimizou a declaração do ex-mandatário da Uefa Michel Platini de que a montagem dos grupos da Copa do Mundo de 1998 fora manipulada para que a França só enfrentasse o Brasil na final.

"Não podemos falar de fraude, o termo está errado. O comitê organizador que estabeleceu os critérios do sorteio", afirmou o cartola suíço, que era secretário-geral da Fifa na época do sorteio, em entrevista ao jornal francês "L'Équipe".

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Segundo Platini, Brasil e França, classificados para a Copa de 1998 como último campeão e país sede, foram colocados nos grupos A e C, respectivamente, para que só se enfrentassem na final, desde que as duas seleções terminassem suas chaves em primeiro lugar.

"Em todo caso, para ter a final dos sonhos, é preciso primeiro vencer as partidas", declarou Blatter.

Da Ansa

O ex-presidente da Fifa Joseph Blatter criticou a atitude da Federação de Futebol dos Estados Unidos (USS, na sigla em inglês) de ter diminuído seu status à frente da candidatura para a Copa do Mundo de 2026.

A entidade norte-americana, que estava à frente da candidatura tripla, junto com México e Canadá, deixou os outros dois países com a mesma importância para tomar decisões em relação à possível sede da Copa.

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A decisão diminui a importância do papel do presidente da USS, Sunil Gulati, o norte-americano com maior poder de decisão na Fifa e que esteve à frente do comitê executivo durante a gestão de Blatter. "Deram a impressão de que não estão tão seguros que vão ganhar. Não sei porque eles estão com medo", disse.

O único concorrente à candidatura dos três países até agora é Marrocos. Mas até o dia 16 de março outro candidatos podem manifestar interesse em receber o Mundial. A definição da sede da Copa de 2026 será anunciada em 13 de junho, em Moscou, na Rússia.

Blatter evitou falar em favoritos para receber o evento, mas ele já havia manifestado anteriormente a preferência por realizar a Copa em apenas um país. No entanto, será a primeira edição do Mundial com a presença de 48 seleções e ele também colocou em dúvida a capacidade de Marrocos abrigar um evento de maiores proporções.

A definição da sede, pela primeira vez, não será restrita ao comitê executivo, formado por apenas 22 membros. Para evitar suspeitas de manipulação, como aconteceu nas escolhas da sede da Rússia e do Catar (2022), a votação foi alterada e todos os países passaram a ter direito a voto, em eleição que será aberta.

Afastado de qualquer atividade ligada ao futebol por má conduta financeira, o ex-presidente da Fifa Joseph Blatter declarou nesta quinta-feira o seu apoio à candidatura do Marrocos para sediar a Copa do Mundo de 2026.

"O Marrocos é o anfitrião lógico! E agora é o momento da África novamente!", escreveu Blatter no seu perfil no Twitter, lembrando que o continente africano sediou uma única edição da Copa do Mundo, a de 2010, disputada na África do Sul.

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Blatter também aproveitou para criticar a única adversária do Marrocos no processo de seleção dos organizadores do evento de 2026, a candidatura conjunta de Estados Unidos, Canadá e México. "Sedes conjuntas foram rejeitadas pela Fifa desde 2002", acrescentou.

Depois da Copa de 2002, disputada no Japão e na Coreia do Sul, candidaturas conjuntas não tiveram êxito. Foram os casos de Portugal e Espanha e Bélgica e Holanda, ambas em 2018, e também de 2010, quando Tunísia e Líbia chegaram a se juntar para tentar receber o torneio.

A gestão de 17 anos de Blatter na Fifa acabou em 2015, em meio às acusações de promotores norte-americanos de corrupção, inclusive na votação da definição das sedes da Copa do Mundo. O suíço cumpre suspensão de seis anos de futebol após a descoberta de pagamento não registrado de US$ 2 milhões (aproximadamente R$ 6,5 milhões, na cotação atual) em salários para Michel Platini como conselheiro presidencial.

O Congresso da Fifa, que reúne as 211 federações nacionais, votará em 13 de junho para escolher a sede do evento de 2026, a primeira Copa do Mundo que terá 48 equipes ao invés das atuais 32.

O ex-presidente da Fifa Joseph Blatter garantiu nesta sexta-feira que tem novas provas para apelar contra seu banimento do futebol. O suíço disse que "novos fatos" surgiram e prometeu em breve entrar com ação para interromper os seis anos de suspensão a que foi sentenciado em 2015.

"Como novos fatos apareceram, é hora de questionar a decisão do Comitê de Ética da Fifa sobre minha suspensão de seis anos", escreveu o ex-dirigente em sua página no Twitter. Perguntado sobre os detalhes das possíveis novas evidências, o porta-voz de Blatter, Thomas Renggli, comentou: "Estamos trabalhando nisso".

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Blatter está afastado do futebol até outubro de 2021, depois que a Corte Arbitral do Esporte (CAS, na sigla em inglês) confirmou seu banimento por pagamentos indevidos a Michel Platini. O caso custou a Platini a presidência da Uefa e impediu que ele se candidatasse a suceder Blatter, que também perdeu a presidência da Fifa.

A CAS considerou o suíço "imprudente" por pagar US$ 2 milhões em salários fora de contrato a Platini, mais de oito anos após o francês deixar de trabalhar na Fifa. Blatter também adicionou US$ 1 milhão ao fundo de pensão de Platini de forma ilícita.

Desde sua punição, Blatter se afastou dos holofotes e realizou apenas uma aparição pública, na Rússia, em 2015. A promotoria da Suíça chegou a abrir um inquérito contra o dirigente, mas não houve acusação formal.

A onda de denúncias de assédio ou abusos sexuais chegou ao mundo esportivo. O ex-presidente da Fifa Joseph Blatter foi acusado pela jogadora Hope Solo, de 36 anos, goleira da seleção dos Estados Unidos. Solo, que foi campeã do mundo em 2015 e bicampeã olímpica em 2008 e 2012, contou que foi vítima de assédio sexual de Baltter em 2013, antes da cerimônia de entrega do prêmio Bola de Ouro.

A revelação foi feita durante uma entrevista ao jornal "Expresso", de Portugual, onde a goleira está para participar do evento Web Summit. "Blatter apalpou minhas nádegas", relatou. Diante da surpressa do repórter, a goleira continuou. "O Sepp Blatter. Conhece o Sepp Blatter?", questionou a atleta. "Ele apalpou minhas nádegas. Foi na entrega da Bola de Ouro há uns anos, antes de subir ao palco. É algo que se vulgarizou", contou Solo.

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Na ocasião, em janeiro de 2013, Solo tinha 30 anos de idade e Blatter, 76. Ela subiu ao palco para entregar o prêmio de melhor jogadora do mundo a Abby Wambach, também da seleção dos Estados Unidos. 

Da Ansa

João Havelange não queria que seu reinado no comando da Fifa fosse sucedido por Joseph Blatter. O favorito do brasileiro para ocupar seu cargo era o francês Michel Platini. Quem conta essa nova versão dos acontecimentos nos bastidores da política do futebol é o próprio Blatter. Suas declarações fazem parte de documentos da Corte Arbitral do Esporte (CAS, na sigla em inglês) que, no ano passado, o julgou e o afastou do esporte.

Agora, com a íntegra da sentença publicada pela corte, os documentos revelam como a versão apresentada por Blatter se choca com relatos da aliança entre Havelange e o suíço, que por anos foi o secretário-geral do brasileiro. O cartola que faleceu no ano passado no Rio havia anunciado em 1996 que, sendo presidente desde 1974, ele deixaria o poder em eleições que seriam organizadas em 1998, em Paris durante a Copa do Mundo. O Mundial, naquele ano, tinha Platini como seu presidente do comitê organizador.

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"De acordo com Blatter em sua audiência (diante da corte), Havelange não queria que Blatter concorresse à presidência", apontou o documento da CAS. "A filosofia de Havelange era de que dirigentes que recebiam salários não deveriam servir em comitê", explicou. "Ele tinha dificuldade em entender, como um patriarca, que um de seus empregados poderia ser presidente", disse Blatter diante dos juízes.

"Blatter testemunhou em sua audiência que Havelange desejava que Platini o sucedera como presidente e que Blatter continuasse como secretário-geral", indicam os documentos. Na audiência, o suíço ainda contou que foi alertado pelos europeus de que não teria o seu apoio e que a Uefa tentaria eleger o sueco Lennart Johansson.

Foi nesse contexto que, meses antes da votação de 1998, Blatter e Platini se reuniram para discutir as eleições. O encontro teria ocorrido no último andar do hotel Ritz Carlton, de Cingapura, em janeiro de 1998. "Blatter explicou a ideia de Havelange para Platini e, depois de uma discussão, propôs uma candidatura invertida, com Blatter como presidente e Platini como seu conselheiro especial", indicou a corte. Tal projeto foi concretizado com uma entrevista coletiva, em março de 1998.

Ao escutar o craque francês, a corte ouviu um testemunho parecido. "De acordo com Platini, Blatter explicou que Havelange tinha sugerido Platini como presidente e Blatter como secretário-geral e que isso teria uma certa elegância", afirma o documento da corte.

Platini rejeitou a proposta, alegando que, naquele momento, ele não tinha conhecimento suficiente sobre a Fifa para presidi-la.

Blatter acabou ganhando as eleições de 1998 e se manteve no poder até 2015, quando a Fifa foi abalada por um escândalo de corrupção. Platini, que esperava suceder o suíço, acabou suspenso do futebol depois que foi revelado como Blatter o pagou milhões de reais sem que houvesse um contrato e nove anos depois dos supostos trabalhos realizados pelo francês.

Havelange morreu em plenos Jogos Olímpicos do Rio. Mas seu funeral foi evitado pelo COI, que não organizou qualquer tipo de cerimônia ao ex-membro do movimento olímpico. Blatter, sem poder sair da Suíça sob o risco de ser preso, tampouco esteve no enterro.

Joseph Blatter foi "irresponsável" ao pagar US$ 2 milhões a Michel Platini, uma operação que culminou na suspensão de ambos do esporte, de acordo com o veredicto da Corte Arbitral do Esporte (CAS, na sigla em inglês), que teve seus detalhes divulgados nesta segunda-feira (13).

O ex-presidente da Fifa também ignorou o comitê executivo da entidade ao estender em quatro anos o plano de pagamento de pensão de Platini, adicionando ilegalmente mais US$ 1 milhão para o francês, que era presidente da Uefa.

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Os detalhes da audiência de agosto foram revelados com a publicação do veredicto de 68 páginas escrito pelos juízes da CAS para explicar por que eles rejeitaram em dezembro o recurso de Blatter para reverter a sua suspensão de seis anos.

Como membro do Comitê Executivo da Fifa desde 2002, Platini tinha direito a uma pensão de US$ 1,52 milhão. Mas Blatter aprovou um pedido do francês para que a pensão valesse desde 1998, o que levou a sua compensação a ser de US$ 2,6 milhões. "Foi um presente que não era dele", disseram os três juízes, acrescentando que a suspensão de seis anos imposta a Blatter "não é desproporcional, mas bem razoável e justa".

O relatório final apresenta detalhes que nunca tinham sido revelados pelas comissões de ética e de apelações da Fifa que julgaram Blatter e Platini.

Três painéis diferentes de juízes concordaram que não houve acordo apalavrado ou um contrato válido para que Platini recebesse em 2011 pagamentos atrasados, por seu trabalho como consultor de Blatter, entre 1998 e 2002. As autoridades disseram que havia um consenso para que Platini recebesse 1 milhão de francos suíços (correspondentes a US$ 1 milhão) por ano, mas que mais tarde assinou um contrato de 300 mil francos suíços para não ganhar mais do que o secretário-geral da Fifa.

Platini pediu 2 milhões de francos suíços - não os 2,8 milhões que supostamente lhe deviam, segundo o tribunal -, em 2010 "depois de empreender os arranjos a que haviam chegado (os ex-dirigentes da Fifa) Urs Linsi e Jerome Champagne", de acordo com o veredicto.

"Foi ver o secretário-geral ou o diretor de finanças da Fifa e lhe disse 'a Fifa me deve dinheiro'", acrescentou. "O painel considera a conduta do senhor Blatter como presidente da Fifa irresponsável, ou pelo menos muito descuidada, ao aprovar o pagamento sem verificar o contrato, sem pedir a seus funcionários uma cópia escrita do contrato para revisá-lo ou ter feito qualquer verificação".

Durante as audiências, Platini não parecia ter revisto o contrato antes de pedir o dinheiro que foi pago em 2011, quando Blatter buscava a reeleição. "O senhor Platini disse que ele não sabia que tinha cometido um erro em relação à quantidade de dinheiro que lhe deviam até que o promotor suíço lhe mostrou uma cópia do contrato de agosto de 1999 em setembro de 2015", disse o relatório.

No seu veredicto, a CAS destacou que na Fifa prevalecia uma cultura de bonificações e que dois dias antes da definição das sedes das Copas do Mundo de 2018 e 2022, que serão na Rússia e no Catar, respectivamente, a comissão de finanças aprovou bônus anuais de US$ 200 mil para cada membro do seu comitê executivo para complementar seus salários de US$ 100 mil.

A Corte Arbitral do Esporte (CAS, na sigla em inglês) não aceitou o recurso apresentado pelo ex-presidente da Fifa, Joseph Blatter, e manteve nesta segunda-feira (5) a punição que havia sido aplicada ao ex-dirigente. O tribunal, assim, confirmou que o suíço ficará suspenso de qualquer atividade do futebol por seis anos e não o inocentou.

Para os juízes do tribunal, Blatter, de 80 anos de idade, violou as regras de ética da Fifa ao dar US$ 2 milhões a Michel Platini, em 2011. O dinheiro, segundo os árbitros da CAS, seria um "presente indevido".

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Condenados por "abuso de poder" pela Fifa, Blatter e Platini haviam sido suspensos do futebol por oito anos no final de 2015, numa decisão que havia sido considerada como um divisor de águas na história da entidade que, pela primeira vez, afastou do futebol seu presidente.

A estratégia também era a de demonstrar ao FBI que a Fifa estava virando a página. Pressionada por patrocinadores e pela polícia, a entidade precisa provar que ela é a vítima dos cartolas, e não uma organização criminosa.

No centro do debate estava a transferência de US$ 2 milhões do suíço ao francês, realizada em 2011. O Ministério Público da Suíça também investiga o caso.

Mas, no final de 2015, Blatter adotou um tom desafiador, convocou uma coletiva de imprensa na antiga sede da Fifa e prometeu lutar para reverter a punição, recorrendo a todas as instâncias. "Fui traído", disse.

Blatter apontava de que o dinheiro era um salário atrasado que a Fifa devia para Platini. Mas admitiu que não existe acordo escrito e que se tratava de um "acordo oral de cavalheiros". Para a Fifa, porém, a suspeita era de falsificação do balanço financeiro da entidade. Blatter era presidente e Platini, em 2011, seu vice-presidente. Ambos teriam de ter informado aos demais membros do Comitê Executivo sobre o pagamento, o que não ocorreu.

Segundo o Comitê de Ética da Fifa, portanto, o pagamento de US$ 2 milhões "não tem base legal". A tese de um "acordo de cavalheiros" não foi "convincente" e acabou sendo rejeitada.

O Comitê de Ética também admitiu que as evidências coletadas não foram suficientes para provar que se tratou de um episódio de corrupção envolvendo os ex-dirigentes, mas apontou que a "conduta de Blatter em relação a Platini sem base legal constitui uma violação das regras da Fifa sobre dar e aceitar presentes e outros benefícios".

A decisão apontou que Blatter colocou seus interesses pessoais sobre os da Fifa. "Suas ações não mostraram compromisso com uma atitude ética, demonstrando um uso abusivo de sua posição de presidente da Fifa e violando as regras de conduta".

RECURSO - Num primeiro momento, a própria Fifa optou por uma redução da pena, depois de um primeiro recurso. De oito anos, a suspensão passou a ser e seis.

Agora, na nova decisão, a CAS não reduziu e nem o isentou da irregularidade, mantendo os seis anos de punição. Em uma audiência para se defender em agosto, Blatter e seus advogados passaram 14 horas com os juízes do tribunal. Sua tese era de que houve um erro administrativo. Mas não uma falha ética. "O recurso foi rejeitado", indicou a CAS em um comunicado, que também confirma a multa de US$ 50 mil.

Para os juízes, "o contrato que existia por escrito entre Platini e a Fifa, feito em 1999, invalidava qualquer acordo oral concluído entre Platini e Blatter estabelecendo que ele fosse pago US$ 1 milhão por ano por seus trabalhos na Fifa".

"Portanto, ao dar US$ 2 milhões a Platini em 2011, Blatter violou o Código de Ética da Fifa, já que o pagamento seria um presente indevido, pois não teria qualquer base contratual", explicou o tribunal.

Os juízes ainda concluíram que "Blatter ilegalmente deu contribuições a Platini sob o plano de aposentadoria do Comitê Executivo da Fifa, o que também seria um presente indevido".

De acordo com o tribunal, Blatter não pediu uma redução de sua pena. Mas sim a anulação, mas a mesma foi recusada. "De qualquer forma, os juízes determinaram que as sanções impostas não foram desproporcionais e mantiveram as decisões em sua integralidade", completou a CAS.

Já Platini, numa decisão anunciada em meados do ano, viu sua punição ser reduzida para quatro anos. Em seu caso, o francês não havia solicitado uma anulação da pena. Mas sim sua redução.

FIM DE UMA ERA? - Para pessoas próximas a Blatter, a decisão desta segunda-feira pode colocar um ponto final a uma carreira repleta de polêmicas. Ao lado de João Havelange, Blatter criou um sistema clientelista no qual as federações nacionais recebiam privilégios, dinheiro e torneios em troca de um apoio incondicional aos dois cartolas em Zurique. Suas alianças com multinacionais e pactos com ditadores sanguinários também reforçaram a fundação de seu poder, ao ponto de Havelange o alertar que estava "criando um monstro".

Mas, no dia 27 de maio de 2015, a história de Blatter mudaria de forma profunda. Uma ação policial em Zurique e na sede da entidade fez com que as empresas patrocinadoras exigissem sua saída. Quatro dias depois de vencer as eleições à presidência da Fifa, o suíço foi obrigado a anunciar novas eleições, em fevereiro de 2016.

Ele estava convencido, porém, de que voltaria ao poder e usaria esse tempo para desmascarar e manobrar seus opositores, os eliminando. Assim, em fevereiro de 2016, demonstraria às 209 federações nacionais que apenas ele poderia continuar mandando na Fifa.

O que ele não contava, porém, era com uma ação da polícia de Zurique que, em setembro, entrou na Fifa e o colocou como suspeito por corrupção e gestão desleal.

Blatter, entretanto, havia alertado há três meses que, se não fosse inocentado, poderia recorrer uma vez mais da decisão. Para isso, porém, terá de levar o caso ao Tribunal Federal da Suíça, fora do âmbito esportivo e numa atitude rara. Por anos, foi ele mesmo quem alertava que disputas esportivas não deveriam ser alvo de decisões de tribunais penais. Agora, com a pena, mudou de ideia.

A Corte Arbitral do Esporte (CAS, na sigla em inglês) marcou para a próxima segunda-feira (5) a revelação do seu veredicto sobre o apelo de Joseph Blatter contra a suspensão de seis anos que lhe foi imposta pela Fifa, entidade que presidiu até o ano passado. Nesta sexta, a CAS disse que vai publicar sua decisão às 15h locais de Lausanne (Suíça).

Em agosto, Blatter disse que aceitará o veredicto final da CAS. "Confio que será positivo para mim", assegurou à época o ex-presidente da Fifa. "Meu nome não seria Sepp Blatter se eu não tivesse fé, se eu não fosse otimista. Aceitarei o veredicto porque, no futebol, nós aprendemos a ganhar, o que é fácil, e também aprendemos a perder. Mas isso não é bom, e não gostaria de perder", ponderou.

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Em maio, durante apelação semelhante à do suíço, o ex-presidente da Uefa Michel Platini teve apenas sua pena diminuída de seis para quatro anos. A expectativa é que o veredicto da próxima segunda-feira seja similar.

O suíço de 80 anos é suspeito de ter pago indevidamente US$ 2 milhões a Platini em 2011. Eles foram suspensos por oito anos, mas a pena foi diminuída após julgamento realizado no começo do ano. Blatter, ainda assim, recorreu à CAS, em apelação que começa a ser analisada em agosto.

Os dirigentes argumentam que o pagamento era um salário atrasado por um serviço prestado nove anos antes. Mas os juízes e o Ministério Público da Suíça suspeitam que o dinheiro era um pagamento para que o francês não se apresentasse como candidato nas eleições da Fifa daquele ano.

Suspenso desde o final de 2015, Blatter renunciou à presidência da Fifa e não pôde sequer estar presente na eleição que apontou seu substituto, vencida pelo ex-secretário-geral da Uefa Gianni Infantino, em fevereiro.

Joseph Blatter e seus dois principais assistentes, entre eles Jérôme Valcke, tinham contratos para receber quase R$ 100 milhões em prêmios e bônus pela realização da Copa do Mundo no Brasil, em 2014. Agora, dois anos depois do evento e já afastados da Fifa, todos eles passaram a ser alvo de um inquérito dentro da própria entidade, em um processo aberto pelo seu comitê de ética da entidade, assim como Markus Kattner. A suspeita é de que os pagamentos sejam ilegais e que possam se configurar como propinas.

Os contratos que estão sendo investigados pelo FBI e pela Justiça da Suíça apontam para suspeitas relativas aos critérios estabelecidos para justificar os pagamentos aos dirigentes.

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No total, o que a Fifa deu para Blatter, Valcke e Kattner, ex-vice-secretário-geral da Fifa, chegou a US$ 80 milhões (R$ 257 milhões, na cotação atual) em apenas cinco anos em salários e prêmios. Os pagamentos geraram suspeitas depois que os contratos revelaram que o dinheiro foi garantido ainda em 2010 e previa que os valores seriam distribuídos até 2019, mesmo que Blatter, Valcke e Kattner fossem demitidos por justa causa de seus cargos.

O que surpreende a Fifa é que os valores foram autorizados em contratos assinados pelos próprios beneficiários, sem qualquer consulta. Outra suspeita é de que os contratos foram assinados ainda em 2010, antes mesmo da eleição de Blatter para a presidência da Fifa naquele ano.

Blatter tinha contratos de US$ 12 milhões (R$ 39 milhões) por sua contribuição para realizar a Copa no Brasil em 2014. Valcke, que chegou a sugerir que o Brasil recebesse um "chute no traseiro", recebeu mais US$ 10 milhões (R$ 32 milhões), contra US$ 2 milhões (R$ 6,4 milhões) para Kattner.

A mais rica Copa da história foi realizada com dinheiro público. Mas gerou uma renda recorde para a Fifa, de US$ 5,7 bilhões (R$ 18,33 bilhões). Sem pagar impostos nem no Brasil e nem na Suíça, Blatter insistia que o dinheiro da renda do Mundial seria revertido ao futebol mundial, inclusive o brasileiro.

BUSCA - Esse e outros contratos estão agora sendo investigados. A polícia fez mais uma operação na sede da Fifa para obter informações e documentos sobre pagamentos para Blatter e Valcke. O Ministério Público da Suíça confirmou a operação, realizada na noite de 2 de junho.

A busca se referia aos contratos envolvendo os dois dirigentes, ambos já afastados da entidade por suspeitas de irregularidades. Um ano depois do início do processo contra a entidade e com mais de 41 pessoas afastadas ou indiciadas, a nova operação revela que as investigações continuam e se aproximam cada vez mais da direção da entidade por décadas.

A busca ocorreu nas salas de Markus Kattner, ex-vice-secretário-geral da Fifa até o dia 23 de maio e demitido por Gianni Infantino, presidente da entidade. Ele teria fechado acordos com Blatter e Valcke considerados como suspeitos.

O recurso de Joseph Blatter contra a suspensão de seis anos de afastamento do futebol imposta pela Fifa já tem data para ser avaliado. Nesta sexta-feira, a Corte Arbitral do Esporte (CAS, na sigla em inglês) anunciou que a audiência sobre o caso foi agendada para 25 de agosto.

Blatter foi punido após a descoberta de um pagamento de US$ 2 milhões (aproximadamente R$ 6,7 milhões) a Michel Platini sob a alegação de que o valor repassado ao ex-presidente da Uefa foi por um trabalho de consultor. Agora ele tentará reverter a punição na mais alta corte esportiva, em audiência marcada para Lausanne, sede do tribunal.

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A audiência de Blatter ocorrerá mais de três meses após a CAS impor uma suspensão de quatro anos a Platini por conflito de interesses. O painel da CAS responsável pelo caso do ex-jogador disse, na época, que "não estava convencido da legitimidade" do pagamento a Platini. A alegação era de o valor correspondia ao complemento do salário não contemplado em um contrato por trabalhos como assessor presidencial de Blatter entre 1999 e 2002.

Ambos negam irregularidades e afirmam que eles tinham um contrato verbal para o pagamento adicional, que a Fifa não era obrigada a pagar, de acordo com a legislação suíça.

O Comitê de Ética da Fifa suspendeu anteriormente, em dezembro do ano passado, Blatter e Platini por oito anos. Depois, o comitê de apelações da Fifa reduziu em dois anos as sanções como compensação por seus serviços ao esporte.

Os detalhes sobre o pagamento surgiram em setembro de 2015, depois de Blatter anunciar sua decisão de deixar a Fifa, pressionado pelas investigações de corrupção da Justiça dos Estados Unidos e da Suíça envolvendo vários membros da entidade.

Investigadores foram até a sede da Fifa para interrogar Blatter e Platini depois de uma reunião do comitê executivo, e anunciaram que havia sido aberta uma ação judicial contra o suíço por suspeita de má gestão.

O caso também terminou com as aspirações de Platini de suceder seu antigo mentor como presidente da Fifa. Ele indicou em maio que apelará contra o veredicto da CAS na Suprema Corte da Suíça.

Em entrevista publicada nesta segunda-feira pelo jornal argentino La Nación, Joseph Blatter afirmou ter sido "testemunha de sorteios" em competições organizadas pela Uefa que contaram com manipulação. Ao mesmo tempo, o ex-presidente da Fifa ressaltou que isso nunca ocorreu em sorteios de torneios organizados pela entidade máxima do futebol mundial durante a sua longa gestão no cargo.

Na entrevista ao prestigiado diário argentino, o ex-dirigente suíço afirmou que é possível "sinalizar" as bolinhas que podem ser tiradas dos potes que trazem os nomes dos times em um sorteio, "esquentando-as ou esfriando-as", em suposto mecanismo que teria sido utilizado pela Uefa para armar possíveis confrontos ou determinações de equipes em grupos de uma competição.

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"O sorteio da Fifa era limpo até o último detalhe. Eu jamais toquei nas bolinhas, coisa que outras pessoas faziam. É tecnicamente possível sinalizar (qual bolinha apanhar), esquentando-as ou esfriando-as. Não existe isso na Fifa, mas fui testemunha de sorteios em nível europeu nos quais isso ocorreu", afirmou Blatter ao La Nación.

Blatter presidiu a Fifa entre 1998 e 2015 e disse que "bolinhas eram colocadas antes dos sorteios em geladeiras" e que "a mera comparação entre umas e outras ao tocá-las já determinava as bolas frias e as quentes".

Suspenso pelo Comitê de Ética da Fifa e investigado pelo órgão, assim como também pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, o ex-dirigente acusado de atos de corrupção também afirmou ao diário argentino que a investigação "não vai encontrar violação de lei alguma, seja suíça ou lei penal", assim como garantiu ter a "consciência tranquila".

A polícia faz mais uma operação na sede da Fifa para obter informações e documentos sobre pagamentos para Joseph Blatter e Jérôme Valcke, ex-presidente e ex-secretário-geral da entidade, respectivamente. O Ministério Público da Suíça confirmou a operação, realizada na noite do dia 2 de junho.

A busca se referia aos contratos envolvendo os dois dirigentes, ambos já afastados da entidade por suspeitas de irregularidades. Um ano depois do início do processo contra a entidade e com mais de 41 pessoas afastadas ou indiciadas, a nova operação revela que as investigações continuam e se aproximam cada vez mais da direção da entidade por décadas.

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A busca ocorreu nas salas de Markus Kattner, vice-secretário-geral da Fifa até o dia 23 de maio e demitido por Gianni Infantino, dirigente máximo da Fifa. Ele teria fechado acordos com Blatter e Valcke considerados como suspeitos.

Em 23 de maio, a Fifa anunciou a demissão de Kattner, após investigação interna. O alemão, que também tem nacionalidade suíça, foi secretário-geral interino depois do afastamento de Valcke e havia sido substituído na função provisória pela senegalesa Fatma Samoura, oficializada neste mês.

Sem dar detalhes, a Fifa divulgou em comunicado oficial que a demissão de Kattner se deveu a irregularidades descobertas em investigação interna. De acordo com a agência de notícias The Associated Press (AP), Kattner foi desligado da entidade por receber pagamento irregular de bônus no valor de milhões de dólares. Ele teria recebido estes valores num período de seis anos, entre 2008 e 2014, segundo uma fonte ouvida pela AP. Os pagamentos teriam sido aprovados por Blatter e Valcke.

O suíço Joseph Blatter, o afilhado político de João Havelange, não vai ao aniversário de cem anos do ex-presidente da Fifa, que vai mandar um representante para a festa no Rio de Janeiro. No próximo domingo, o brasileiro completa um século de vida.

Havelange, em 2009, usou seu discurso diante do Comitê Olímpico Internacional (COI) para pedir votos ao Rio de Janeiro para sediar os Jogos de 2016. E lembrou que esse seria um presente para seu centésimo aniversário.

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Desde então, porém, o brasileiro perdeu o cargo de presidente de honra da Fifa por um escândalo de corrupção e foi obrigado a deixar o COI por "razões médicas". Sua saída ocorreu uma semana antes de a entidade se pronunciar por conta do mesmo escândalo de propinas que o levou a deixar a Fifa.

Para a comemoração dos cem anos de Havelange, um dos homens presentes será Walter Gagg, representante do alto escalão da Fifa. "Vou ao Brasil para a festa", confirmou à reportagem.

A jornalistas estrangeiros, porém, Blatter explicou que seus advogados o recomendaram que não deixasse a Suíça enquanto sua situação legal não estivesse resolvida.

O risco era de que, ao deixar o país, ele pudesse ser extraditado aos Estados Unidos. O ex-dirigente da Fifa é suspeito de irregularidades em sua condução da entidade, em investigações tanto nos EUA como na Suíça. "Meus advogados disseram: por favor, enquanto houver algo contra você, fique na Suíça. A Suíça nunca vai ter entregar", explicou.

Desde que o processo começou em maio de 2015, Blatter deixou o país em apenas uma ocasião, para uma visita ao presidente da Rússia, Vladimir Putin. Mas Blatter também alegou que não iria ao Brasil "nessa época perturbada" do País.

Michel Platini compareceu nesta sexta-feira à Corte Arbitral do Esporte (CAS, na sigla em inglês) para apresentar seu recurso contra uma suspensão de seis anos imposta pela Fifa por ter recebido um pagamento de 2 milhões de euros (aproximadamente R$ 7,9 milhões), que foi aprovado por Joseph Blatter.

O presidente da Uefa não falou com os repórteres ao chegar para a audiência fechada, prevista para durar pelo menos oito horas. Um veredicto pode ser apresentado na próxima segunda-feira, quando membros da Uefa se reunirão em Budapeste, Hungria, na véspera do congresso anual das suas 54 federações de futebol.

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"Espero que seja no início da próxima semana, talvez um pouco mais tarde", disse o secretário-geral da CAS, Matthieu Reeb. "O tribunal da CAS irá adaptar-se às necessidades das partes", acrescentou.

O painel de três membros da CAS está julgando o caso de Platini e tem autoridade para até impor um banimento pelo resto da vida por corrupção. Anteriormente, os comitês de ética e apelação da Fifa descartaram a acusação de corrupção e apontaram Platini e Blatter como culpados por conflitos de interesse e deslealdade.

A CAS nomeou o italiano Luigi Fumagelli para presidir a comissão julgadora do caso de Platini. Fumagelli foi membro do painel que confirmou uma suspensão de quatro meses para o atacante uruguaio Suárez, do Barcelona, por morder o italiano Chiellini na Copa do Mundo de 2014. A equipe de defesa de Platini escolheu o francês Jan Paulsson, a partir de uma lista elaborada pela CAS, e a Fifa optou pelo belga Bernard Hanotiau.

Ex-presidente da Fifa, Blatter compareceu ao tribunal como testemunha. Ele empregou Platini como conselheiro presidencial entre 1999 e 2002. "Eu aceitei essa tarefa. Estou em boa forma e feliz em ser uma testemunha nesta matéria", disse.

Platini e seu antigo aliado negam ter cometido qualquer irregularidade e afirmam que eles tinham um contrato verbal para a realização do pagamento. A Fifa repassou o valor ao francês três meses antes de Blatter ser reeleito como presidente em 2011.

Ambos são, efetivamente, a principal testemunha no recurso do outro. O recurso de Blatter contra a sua suspensão de seis anos será ouvido em data posterior, e por um outro painel da CAS. É provável que o veredicto de Platini seja anunciado antes da audiência do caso de Blatter, apesar de seus casos envolverem praticamente as mesmas evidências.

Platini mostrou mais urgência para acionar a CAS, pois ele e a Uefa pretendem esclarecer a situação antes do início da Eurocopa, em 10 de junho, com o ex-jogador esperando estar à frente do torneio, disputado na sua França natal pela primeira vez desde 1984, quando ele foi capitão da seleção anfitriã e campeã.

A Uefa pretende organizar uma eleição presidencial, possivelmente em Paris, em junho, para substituir Platini se ele permanecer suspenso. Um dos potenciais candidatos à sucessão de Platini estava entre as testemunhas nesta sexta-feira. Se trata do espanhol, Angel Maria Villar, vice-presidente da Uefa e da Fifa, que não deu declarações públicas.

Uma terceira testemunha é Jacques Lambert, o diretor da Eurocopa de 2016 e um amigo de longa data de Platini. Lambert e Platini lideraram a organização operacional da Copa do Mundo de 1998, antes do craque passar a trabalhar na Fifa.

Visto por muito tempo como sucessor de Blatter, Platini viu suas chances de se tornar presidente da Fifa se encerrarem com a revelação do pagamento, que se tornou de conhecimento público em setembro de 2015, quando promotores federais suíços abriram uma ação penal contra Blatter por suspeita de má gestão. Blatter foi substituído como presidente da Fifa há dois meses por Gianni Infantino, braço direito de longa data de Platini na Uefa.

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