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A jornalista Maju Coutinho se tornou um dos assuntos mais comentados da internet, nesta quarta-feira (17). Durante o Jornal Hoje, a apresentadora afirmou que é a favor do lockdown para combater a aceleração da Covid-19. "Os especialistas são unânimes em dizer que essas são medidas indispensáveis agora para conter a circulação do vírus. O choro é livre, não dá para a gente reclamar, é isso que tem", disse.

Depois de dar sua opinião, Maju dividiu opiniões nas redes sociais. Recebendo concordâncias de uns, ela também foi criticada. O deputado federal Eduardo Bolsonado (PSL-SP) não concordou com a fala da jornalista e a detonou. "Do alto de sua arrogância global e de seu alto salário, Maju Coutinho defendeu lockdowns e debochou de quem precisa trabalhar para não passar fome", escreveu o político.

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"Segundo Maju, se você não pode ficar em casa, "O CHORO É LIVRE, É ISSO QUE TEM". É esse o tipo de gente que nos ataca na GLOBO LIXO", finalizou. Assim como o pai, o presidente Jair Bolsonaro, Eduardo é contrário às medidas restritivas contra o avanço do coronavírus no país.

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De 18 a 28 de março, as Agências do Trabalho de Pernambuco estarão fechadas em razão do lockdown decretado pelo Governo do Estado para conter a Covid-19. A decisão foi divulgada pela assessoria de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação (Seteq), nesta terça-feira (16).

Em nota, a assessoria informou que os trabalhadores que já estavam agendados para fazer atendimento presencial entre essas datas serão remanejados para a primeira semana, assim que as atividades forem retomadas. O representante do Seteq, Alberes Lopes, junto com o secretário executivo, Álvaro Jordão, farão um pronunciamento nesta quarta-feira (17) para esclarecer dúvidas sobre a decisão.

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A ilha de Fernando de Noronha não aderiu ao regime de quarentena estabelecido pelo Governo de Pernambuco, para todo o território estadual, na tarde da última segunda-feira (15). No entanto, as medidas restritivas anteriores foram prorrogadas no arquipélago até o dia 28 de março.

Segundo a administração de Fernando de Noronha, na ilha ainda estão proibidas atividades não essenciais de 22h às 5h, festas, shows, eventos sociais com ou sem comercialização de ingressos. Também não há permissão para a utilização de som na faixa de areia das praias e em bares, lanchonetes e restaurantes.

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O protocolo de entrada de visitantes na ilha também continua. Os turistas precisam apresentar um exame de Covid-19, feito em até 48h, negativo para o vírus.

Na segunda-feira, Fernando de Noronha contabilizou quatro novos casos de Covid-19. Segundo a administração da ilha, 34 pacientes infectados cumprem isolamento domiciliar. Com os novos casos, Noronha contabiliza até agora 580 registros da doença, sendo 498 no arquipélago e 82 casos importados. Desse total, apenas dois óbitos foram confirmados.

Com quase 100% dos leitos ocupados, 12 cidades da região noroeste paulista vão entrar em lockdown a partir da próxima quarta-feira (17). A maior delas, São José do Rio Preto, confirmou nas últimas 24 horas mais 29 mortes e 991 casos de Covid-19.

Além de Rio Preto, Ibirá, Nova Aliança, Nova Granada, Palestina, Mira Estrela, Icém, Guapiaçu, Monte Aprazível, Jales, Bady Bassitt e Sales anunciaram de imediato, em videoconferência coordenada pelo prefeito de Rio Preto, Edinho Araújo (MDB), que vão aderir à medida. Ao todo, 48 prefeitos participaram da reunião virtual e a expectativa é de que o número de adesões aumente nas próximas horas.

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De acordo com Edinho, a minuta do decreto deve ser finalizada nesta terça (16) e vai servir de base para os decretos dos demais municípios. O prefeito de Rio Preto já antecipou que as medidas devem ser mais severas nos cinco primeiros dias (de 17 a 21 de março) prevendo a partir daí a flexibilização gradativa de alguns serviços.

O lockdown foi apontado pelo Comitê de Enfrentamento ao Coronavírus como a "única possibilidade" para conter o avanço da doença. Rio Preto contabiliza, desde o início da pandemia, 51.631 infectados e 1.232 óbitos.

Em uma reunião de emergência na manhã de domingo, 14, o Comitê informou ao chefe do Executivo rio-pretense sobre o agravamento da transmissão do vírus e o colapso iminente no sistema de saúde.

Os técnicos alertaram ainda da necessidade da regionalização do lockdown. Para convencer as cidades vizinhas a seguirem as medidas, Edinho organizou o encontro online.

"Estamos vivendo o pior momento da pandemia, com o sistema de saúde à beira de um colapso, e num momento em que faltam até insumos no mercado para a abertura de novos leitos", declarou Edinho.

O diretor do Hospital de Base, Jorge Fares, afirmou aos prefeitos que o colapso é iminente e que a ocupação chega próxima dos 100% e defendeu medidas restritivas de caráter regional como a única forma de frear o avanço da doença. "O HB atende a 102 municípios da região e não tem como receber mais pacientes graves", frisou Fares.

Para a diretora da Divisão Regional de Saúde de Rio Preto, Silvia Storti, "as medidas anunciadas pelo prefeito Edinho são corajosas e necessárias".

Mercados e postos lotados

Logo nas primeiras horas da manhã, o anúncio do lockdown provocou uma corrida de consumidores a postos de combustíveis, supermercados e hipermercados. A Apas (Associação Paulista de Supermercados) se pronunciou a respeito, afirmando que as pessoas não precisam se desesperar, pois os estabelecimentos vão funcionar em sistema de delivery. A entidade destacou que o aumento inesperado da demanda ocasionou desabastecimento temporário.

"Ninguém esperava essa corrida às compras e por isso alguns estabelecimentos ficaram sem produtos hoje. É uma questão de logística. O planejamento é semanal e fomos surpreendidos. A população não precisa estocar comida em casa, porque a fase mais restritiva do lockdown deve durar cinco dias", destacou o diretor regional da Apas, José Luís Sanches.

Além das filas ao redor dos mercados, o movimento de clientes também foi intenso em postos de combustíveis. Em um deles, com 32 bicos para abastecimento, havia mais de 50 motoristas aguardando atendimento. Muitos levaram galões para ter um estoque extra de etanol ou gasolina.

Mortes à espera de leitos

Pelo menos seis pessoas tiveram as mortes confirmadas hoje na região enquanto esperavam vagas em UTI para tratamento do novo coronavírus. Hipertenso e diabético, Manuel Teixeira, de 83 anos, não resistiu à espera em Nhandeara.

Internada desde o último dia 9, na Santa Casa de Santa Adélia, onde aguardava transferência para UTI de hospital de referência, Leonor Colavite Steani, de 93 anos, não conseguiu esperar. Sem revelar as identidades, a prefeitura de Ouroeste confirmou que quatro pacientes infectados pelo vírus morreram sem terem conseguido leitos.

Nathália Claudino de Oliveira, de 23 anos, é uma das 39 vítimas fatais do novo coronavírus em Guapiaçu, cidade vizinha a Rio Preto, com 21.775 habitantes e que até o último sábado tinha 1.719 casos confirmados da doença. A jovem, que não tinha comorbidades, estava grávida de quatro meses do terceiro filho. Deixou uma menina de oito anos e um garoto de cinco. Seu marido, Danilo de Paula, e outros 11 familiares também foram contaminados pelo vírus.

"Perdi a minha companheira de todas as horas. A saudade vai me torturar todos os dias. Queria te dar um último abraço. Vou cuidar dos nossos filhos e seguir o seu legado a respeito da educação deles", postou Danilo nas redes sociais.

Os primeiros sintomas apareceram no dia 20 de fevereiro e o óbito aconteceu no dia 11 de março, no Hospital de Base (HB) de Rio Preto. Levada à Unidade Básica de Saúde de Guapiaçu, Nathália, que sonhava em voltar a estudar, foi encaminhada para o HCM (Hospital da Criança e Maternidade) rio-pretense, onde recebeu atendimento, sendo liberada em seguida.

Aproximadamente 30 horas mais tarde, voltou a se sentir mal e retornou ao HCM, sendo transferida para o HB, onde ficou internada primeiro na enfermaria e com a piora no seu estado de saúde foi para a UTI.

Com as novas restrições decretadas pelo  governo do Estado, diversos serviços como parques, praias, shoppings, entre outros, serão fechados para o atendimento ao público a partir desta quinta-feira (18). Na coletiva desta segunda, 15, o procurador geral do Estado, Ernani Médicis aproveitou para esclarecer quais serviços seguirão em funcionamento e quais serão fechados durante o lockdown. 

Clinicas e mercados abertos

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O procurador explicou que todos os serviços que forem liberados precisam seguir atentos às normas sanitárias, como quantidade de pessoas por estabelecimento, ele chamou atenção para os serviços de saúde, como os consultórios e clínicas que terá uma portaria divulgada pela secretaria estadual de saúde, com normas específicas para o funcionamento com várias restrições. Farmácias e estabelecimentos de venda de produtos médicos e hospitalares, consultórios médicos, clínicas de saúde, mercados entre outros serviços irão funcionar. 

As clínicas veterinárias e pet shop também, assim como os mercados, padarias, e serviços relacionados a alimentação. Restaurantes e lanchonetes só poderão operar com serviço de delivery ou ponto de coleta. Lojas de informática, comércio atacadistas, bancos, lotéricas, indústrias, construção civil e oficinas mecânicas estão entre os serviços que permanecerão abertos.

Praias e praças fechadas

Atividades físicas de modo geral e competições esportivas estão vedadas, com exceção para o futebol profissional mantendo assim o Campeonato Pernambucano. O mesmo vale para instituições de  escolas e universidades, que só poderão ter aulas de forma remota.

Academias, praias, rios, calçadões, parques, praças, ciclofaixas voltadas para o lazer, estarão fechados e proibidos durante o lockdown. Os shoppings centers poderão funcionar apenas com serviço de entrega a domicílio e o público fica proibido de entrar nos estabelecimentos. O lockdown vai do dia 18 de março até o dia 28 do mesmo mês. O decreto com mais detalhes deve ser divulgado no Diário Oficial nesta terça-feira (16).

Uso da cloroquina, restrições sociais, aborto e armamento foram alguns dos temas abordados na reunião entre o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e a cardiologista Ludhmila Hajjar, convidada para assumir o Ministério da Saúde em uma nova troca na pasta. Durante o encontro, Bolsonaro demonstrou preocupação com novas implementações de quarentena no Nordeste, alegando que as medidas restritivas podem afetar o seu eleitorado na região. “Você não vai fazer lockdown no Nordeste para me foder e eu depois perder a eleição, né?”, perguntou o chefe de Estado à convidada, segundo o site Poder 360.

As informações obtidas nos bastidores mencionam ainda uma participação do ex-ministro interino da Saúde Eduardo Pazuello na conversa. O antigo chefe de ministério havia contraargumentado a médica no assunto distanciamento social e restrições mais rígidas, ao dizer que possui dados divergentes dos apresentados pelos governadores e que os líderes estaduais estariam mentindo sobre a situação de colapso na região.

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Alegando “falta de convergência técnica”, Hajjar declarou ainda nesta segunda-feira (15) que rejeitou o convite. Desde que o seu nome foi cogitado para o cargo, a médica afirma também estar recebendo ameaças de morte.

A cardiologista também foi perguntada sobre o armamento da população, sobre o qual disse ser pessoalmente contra, mas direcionou a competência do assunto às polícias e Forças Armadas do país. Não se sabe qual foi o posicionamento da especialista quanto ao aborto.

Sobre o uso medicamentoso da Cloroquina contra a Covid-19, defendido pelo presidente Jair Bolsonaro, apesar da ausência de comprovação científica, Ludhmila Hajjar disse que é preciso “olhar para a frente”. Bolsonaro defendeu a liberdade dos profissionais da saúde em prescreverem o que quiserem, e nesse tópico também houve divergência entre os dois.

Por conta da situação crítica de ocupação de leitos de UTI e clínicos apontada pela Prefeitura de Belém neste sábado, o governador do Estado, Helder Barbalho, e os prefeitos de Belém, Edmilson Rodrigues; de Ananindeua, Daniel Santos; de Santa Bárbara, Marcão; de Marituba, Patrícia Mendes; e de Benevides, Luziane Solon, decidiram decretar novo Lockdown na Região Metropolitana de Belém (RMB). O bandeiramento preto começa a vigorar a partir das 21 horas desta segunda-feira (15), com validade inicial de 7 dias.

“Se não tomarmos medidas mais rígidas correremos o risco de colapsar o sistema e não mais poder atender às pessoas. E não há nada mais entristecedor do que assistir um irmão paraense lutando pela vida querendo leito e não conseguindo”, afirmou o governador.

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Já o prefeito Edmilson Rodrigues explicou que a Prefeitura de Belém está fazendo um grande esforço no sentido de ampliar leitos, contratar mais profissionais de saúde de forma emergencial, implantar atendimento para pacientes positivos leves em casa e instalar 16 novos pontos de atendimento de Covid-16 refrigerados na capital, a fim de desafogar os atendimentos nas UPAs e hospitais municipais.

Mas as ações têm sido insuficientes para evitar que o sistema de saúde do município chegue próximo a um colapso, frente ao aumento descontrolado de casos registrados nos últimos dias. "Não queremos chegar à situação em que médicos tenham que decidir quem deve viver e quem deve morrer”, constatou o prefeito de Belém.

Edmilson alertou ainda que nem mesmo quem tem recursos financeiros está seguro de obter atendimento em caso de contrair o vírus. “Mesmo quem tem plano de saúde e mesmo aqueles que podem chegar de avião já não têm garantias de leitos nos grandes centros”, alertou. 

Com a mudança do bandeiramento para preto, nos municípios de Belém, Ananindeua, Marituba, Santa Bárbara e Benevides só irão funcionar atividades essenciais, como supermercados, alimentação, bancos, farmácias, casas lotéricas e feiras livres. Somente um membro da família deve fazer as compras e ser atendido por vez nos serviços essenciais.

O decreto também deve fechar os limites dos municípios, exceto para transportes de abastecimento de produtos e trânsito de profissionais essenciais, segundo o governador.

Boletim epidemiológico da Sespa (Secretaria de Estado de Saúde Pública) informa que o Pará já tem 385.536 casos de covid-19 e 9.427 mortes.

Com informações da Sespa e Agência Belém.

 

 

O Governo de Pernambuco anunciou, nesta segunda-feira (15), que em todo o território estadual será adotado mais um lockdown. A decisão vai começar a valer a partir da próxima quinta-feira (18), até o dia 28 deste mês, com intuito de frear o avanço da Covid-19. Devido aos altos índices de infectados pela doença, as UTIs da rede pública do Estado estão com seus leitos ocupados acima dos 95%.

Após o governador Paulo Câmara decretar medidas mais severas em combate ao coronavírus, diversos internautas repercutiram a notícia. Nas redes sociais, muitas pessoas concordaram com a quarentena mais rígida. "Não estou surpreso, acho que 11 dias é pouco. Todos os leitos lotados e a falta de empatia dessa galera mal caráter continua", comentou um dos usuários do Twitter. Quem também opinou sobre o assunto foi o cineasta Kleber Mendonça Filho.

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O diretor dos clássicos 'Aquarius' e 'Bacurau' disse: "Lockdown em Pernambuco já esta semana. Finalmente. É necessário". Com essa determinação do governo, só serão liberados para funcionamento serviços essenciais como farmácias, supermercados, postos de combustíveis, petshop, padarias, clínicas, bancos e lotéricas, transporte público, ambulatórios e similares, construção civil, lojas de materiais e equipamentos agrícolas, oficinas e assistências técnicas, indústrias, atacado e termoelétricas, material de construção, materiais e equipamentos de informática.

Já serviços de bares e restaurantes, shoppings, galerias comerciais, varejo, salões de beleza e similares, academias, clubes sociais, esportivos, ciclofaixas e agremiações, praias, parques e praças, escolas e universidades, salas de cinema e teatro, além de eventos de cultura e lazer, não podem funcionar. "É preciso reverter essa tendência para proteger cada vida e vencer", declarou Paulo Câmara, durante o seu pronunciamento.

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Representantes do setor produtivo de Pernambuco se reuniram em um encontro virtual na tarde desta segunda-feira (15) para discutir o colapso no sistema de saúde do Estado e os impactos sobre o setor produtivo, em maior atenção à indústria e ao comércio. Em apelo, a junta pediu por um assento no comitê de saúde que gerencia a crise causada pela Covid-19, ressaltando o papel que o segmento exerce na dinâmica econômica local. Poucos minutos após o término da reunião, o Governo de Pernambuco decretou quarentena em todo o território pernambucano, entre os dias 18 e 28 de março.

A coletiva foi convocada pelo presidente do Movimento Pró-Pernambuco (MPP), Avelar Loureiro Filho, que também mediou a conversa. Nas palavras do representante, é preciso uma “interlocução única e precisa com o Governo do Estado, em vez de 200 entidades dialogando”.

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“Temos os nossos próprios fóruns, nos organizamos, e pedimos que o governo do estado nos ouça. Nos governem, mas nos ouçam. Na questão do transporte, com certeza, se tivéssemos sido ouvidos antes, estaríamos vendo situações diferentes. Podemos contribuir muito”, acrescentou o presidente.

Estiveram presentes também representantes do Sindicato dos Hospitais, Clínicas, Laboratórios e Demais Estabelecimentos de Saúde do Estado de Pernambuco (Sindhospe), da Associação Pernambucana de Shopping Centers (Apesce), da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Pernambuco (Fecomércio-PE) e da Associação Comercial e Empresarial de Caruaru (Acic).

Os líderes continuaram a questionar a necessidade de uma isenção tributária plena durante o período crítico à economia. Alegando que o setor ainda não se recuperou dos fechamentos em 2020, Bernardo Oliveira, presidente do Fecomércio, diz que essa interlocução não tem a intenção de “bater, mas de ajudar, e que é preciso uma participação das empresas junto às decisões da saúde”.

Além disso, foi mencionado que o governo estadual deve redirecionar os esforços e cobrar mais dos demais setores, para que o produtivo não se sobrecarregue. Os empresários também notam um afrouxamento da verificação do cumprimento das normas de higiene e segurança nas ruas e que, com isso, o trabalho fica mais complicado e o fechamento é inevitável. “Com a indústria parada, vamos acumular CNJPs mortos. O poder público deve saber da nossa participação nisso, pois o ponto comum entre a iniciativa privada e o governo é a geração de renda e emprego”, concluiu Luverson Ferreira, da ACIC.

A partir desta quinta-feira (18), passa a valer o novo decreto estadual que determina quarentena em todo o território de Pernambuco até o dia 28 de março. Avaliada pelo Gabinete de Enfrentamento à Covid-19 do governo estadual, a medida tem o objetivo de conter o novo avanço do vírus, que pressiona o sistema de saúde do estado, próximo ao colapso com 95% dos seus leitos de UTI ocupados. Com isso, estarão fechados bares, restaurantes, parques, praias, escolas, conveniências e todo o comércio não essencial — aquele que não interfere nos serviços de saúde, emergência e locomoção.

O decreto tem a duração de 11 dias e é tido como um momento de “virada” para o estado, em meio à crescente dos casos. Segundo o governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), “será difícil para o estado inteiro, mas precisa ser o nosso movimento realmente coletivo”.

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“Estamos em um novo pico da crise e de ameaça crescente. É preciso reverter essa tendência para proteger cada vida e vencer. Adotamos novas medidas sociais e econômicas buscando reduzir o impacto da pandemia, mesmo diante de uma crise que também atinge o governo", destacou Câmara durante o pronunciamento.

Confira o que funcionará durante o novo lockdown

Proibidos de funcionar:

— Serviços de bares e restaurantes

— Shoppings, galerias comerciais, varejo, salões de beleza e similares;

— Academias, clubes sociais, esportivos, ciclofaixas e agremiações, assim como a prática esportiva nesses locais;

— Praias, parques e praças, assim como a prática esportiva ou reuniões voltadas ao lazer nesses locais

— Escolas e universidades (públicas e privadas)

— Igrejas e templos religiosos (exceto para práticas administrativas e realização de cerimônias remotas, que estão permitidas)

— Salas de cinema e teatro;

— Eventos de cultura e lazer no geral.

Pemanece em funcionamento:

— Supermercados e padarias;

— Farmácias;

— Petshops;

— Postos de combustíveis;

— Hospitais, clínicas, ambulatórios e similares

— Bancos e casas de loteria;

— Indústria, atacado e termoelétricas;

— Construção civil;

— Oficinas e assistências técnicas;

— Lojas de veículos;

— Transporte público.

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Mais de 70% da população da Itália amanheceu nesta segunda-feira (15) sob um novo lockdown para tentar conter a pandemia de Covid-19, que já infectou mais de 3,2 milhões de pessoas e fez mais de 100 mil vítimas no país.

As regiões da Campânia, Emilia-Romagna, Friuli Veneza Giulia, Lazio, Lombardia, Marcas, Molise, Piemonte, Puglia e Vêneto, além da província autônoma de Trento, estão na "faixa vermelha", a mais restritiva da escala de risco epidemiológico do governo.

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Esses 11 territórios reúnem cerca de 42,7 milhões de habitantes, aproximadamente 71,5% da população italiana, e abrigam cidades como Roma, Milão, Nápoles, Turim e Veneza.

Na faixa vermelha, as pessoas podem sair de casa apenas por "comprovados motivos de trabalho, saúde ou necessidade", e restaurantes, bares e o comércio não essencial ficam fechados, a não ser para serviços de retirada ou delivery. É possível fazer caminhadas na rua, porém sempre perto de casa e mantendo ao menos um metro de distância para outras pessoas.

Outras oito regiões estão na faixa laranja: Abruzzo, Basilicata, Calábria, Ligúria, Sicília, Toscana, Úmbria e Vale de Aosta, além da província autônoma de Bolzano. Nesse regime, é permitido se deslocar dentro do próprio município de residência, mas bares e restaurantes continuam fechados para consumo no local.

Contudo, as visitas a outras habitações privadas são limitadas a uma por dia, sempre dentro da própria cidade, entre 5h e 22h. Já a Sardenha é a única região na "faixa branca", que permite a reabertura de academias, atendimento presencial em restaurantes e não precisa respeitar o toque de recolher noturno entre 22h e 5h.

Segundo um decreto aprovado na semana passada pelo governo de Mario Draghi, todas as regiões com índice superior a 250 novos casos semanais para cada 100 mil habitantes vão regredir para a faixa vermelha.

O parâmetro só não valerá na Páscoa, entre 3 e 5 de abril, quando todo o país ficará em regime de lockdown para conter a pandemia. Nesse período, os cidadãos poderão frequentar uma residência diariamente dentro da mesma região, entre 5h e 22h, mas limitando o grupo de visitantes a dois adultos e eventuais filhos menores de 14 anos.

Com cerca de 3,2 milhões de casos e mais de 102 mil mortes, a Itália é um dos países mais atingidos no mundo pela pandemia do novo coronavírus e tem a oitava maior taxa de mortalidade no planeta (169 óbitos/100 mil habitantes), segundo a Universidade Johns Hopkins.

A média móvel de casos em sete dias apresenta crescimento ininterrupto desde 19 de fevereiro, enquanto a de óbitos, apesar de algumas oscilações, tem tendência de alta desde o início de março.

Até o momento, cerca de 4,7 milhões de pessoas foram vacinadas na Itália, sendo que 2 milhões já receberam as duas doses, pouco mais de 3% da população.

Da Ansa

O juiz Rodrigo Yabagata Endo, do Foro Central de Curitiba, proibiu neste domingo, 14, a realização de manifestações em espaços públicos da capital paranaense enquanto durar o lockdown, decretado na sexta, 12, com duração prevista de nove dias.

O magistrado autorizou o emprego da força policial em caso de resistência ao cumprimento da decisão, fixando multa de R$ 1 mil a cada manifestante que desrespeitar a medida.

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A decisão foi assinada após a Procuradoria-Geral de Curitiba listar ameaças de invasão aos prédios da capital e risco de depredação de espaços públicos em manifestações agendadas para este fim de semana. Uma das mensagens apresentadas dizia: "Por mim colocava fogo na prefeitura e na sede do governo, só isso q tenho a dizer [sic]".

Em outras conversas, eram discutidos pontos de encontro de manifestantes, como a casa do prefeito Rafael Greca (DEM).

As convocatórias incluíam também a foto do presidente da República, Jair Bolsonaro, - crítico do lockdown e de medidas preventivas à covid - e pedidos por intervenção militar "com Bolsonaro no poder".

"Gente eles vão continuar..penso q se formo pra frente de prefeitura e invadimos como em algumas cidades já fizeram poderemos ter algum resultado positivo pra nós. Itens esenciais [sic] é um absurdo. Se deixarmos cwb [sic] passará pelo que o rio grande do Sul está passando. Quem tem salário garantido,em boa parte de cwb, é funcionário público ou como já foi citado…professores q em boa parte estão a favor desses atos criminosos pq são esquerdistas. Temos como reverter..por aqui n da [sic]", escreveu outro manifestante em um grupo de WhatsApp.

O diálogo acima foi mantido como o original apresentado pela Procuradoria-Geral à Justiça.

Segundo o juiz Rodrigo Endo, as medidas restritivas adotadas pelo governo municipal são necessárias ao combate à pandemia e que o direito à manifestação não pode colocar em risco os demais direitos constitucionais, como o de acesso à saúde. "A livre manifestação também pode ser exercida sem sair de residência, cumprindo o isolamento e o distanciamento social, como, por exemplo, por meio da internet e redes sociais, das janelas de cada residência, em homenagem aos profissionais de saúde, ou também como os 'panelaços' que representaram a concordância e a discordância de diferentes parcelas da sociedade em relação a temas políticos", apontou.

O lockdown foi decretado por Greca na noite de sexta e deverá valer até o próximo domingo, 21. O anúncio foi feito pelas redes sociais em vídeo gravado pelo prefeito. Ele explicou que supermercados, postos de gasolina, farmácias e outros serviços essenciais continuarão funcionando.

Obras públicas, indústria, comércio e serviços não essenciais, porém, devem parar. "É um esforço imenso para evitar a transmissão. Pela primeira vez, teremos lockdown", afirmou o prefeito.

O jornal O Estado de S. Paulo mostrou que o Paraná tinha uma das situações mais críticas do País em relação à ocupação do seu sistema de saúde. No início desta semana, o Estado possuía a maior fila de pacientes aguardando transferência, com 1.071 pessoas, 519 delas na espera por um leito de UTI.

Estudo divulgado nesta semana prevê que Curitiba vai enfrentar uma nova onda da pandemia com um pico de mortes até quatro vezes maior que os registrados em 2020. As análises da evolução temporal das curvas epidemiológicas de casos expostos, infectados e recuperados apontam crescimento acelerado de mortes previstas para o fim de março e início de abril, com uma média diária entre 80 e 90 óbitos, podendo chegar a 100 mortes por dia.

A partir das 21h desta segunda-feira (15), os cinco municípios da região metropolitana de Belém entrarão em lockdown, com apenas os serviços essenciais funcionando. A medida foi anunciada nesse sábado (14) à noite pelo governador do Pará, Helder Barbalho, e valerá, a princípio, por sete dias.

Com o objetivo de conter a evolução da pandemia de Covid-19 na capital paraense, a medida vale para Belém e os municípios de Ananindeua, Benevides, Marituba e Santa Bárbara. Nesses locais, que passaram para a bandeira preta, apenas um membro de cada família poderá ser atendido nos estabelecimentos comerciais e as cirurgias eletivas foram adiadas até o fim de março.

Durante a bandeira preta, somente funcionarão supermercados, bancos, farmácias, casas lotéricas e feiras livres. O restante do Pará permanece na fase vermelha. O governador também anunciou a suspensão do campeonato paraense de futebol.

Segundo o governo do Pará, a taxa de ocupação dos leitos de UTI no estado chega a 83%. Em Belém, a situação é mais grave, com 98% dos leitos clínicos e 89% dos leitos de UTI ocupados. Somente ontem, segundo o Ministério da Saúde, 46 pessoas morreram no estado, elevando para 9.290 o total de falecidos desde o início da pandemia.

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O prefeito de Curitiba, Rafael Greca (DEM), anunciou na noite desta sexta-feira, 12, que decretará lockdown na cidade a partir deste sábado, 13, com validade nos próximos nove dias, até o próximo domingo, 21. O anúncio foi feito por redes sociais, onde Greca compartilhou um vídeo em que explica a necessidade da medida de combate à covid-19 e pede apoio da população.

A prefeitura lembrou que nos últimos dias abriu 154 UTIs para atendimento de casos de covid-19, fazendo a estrutura chegar a 456 leitos críticos no total. "Mas a situação é grave", reforçou Greca, dizendo ter atendido ao apelo do Conselho Regional de Medicina, do de Enfermagem, além do Ministério Público e do Judiciário. A capital paranaense havia começado a retomar parte das atividades nesta semana após um período de maiores restrições por parte do governo do Estado e agora adota novas medidas no sentido contrário, de restringir a circulação.

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"É um esforço imenso para evitar a transmissão. Pela primeira vez teremos lockdown", declarou Greca. Ele explicou que supermercados, postos de gasolina, farmácias e outros serviços essenciais continuarão funcionando. Mas obras públicas e o funcionamento da indústria, do comércio e dos serviços não essenciais vão parar.

"Não é para gerar desânimo, é para provocar esperança. Vai passar", disse o prefeito, mencionando que agora há vacina, mas "não tanta quanto merecemos ou quanto desejamos". "O Brasil adoeceu de uma nova cepa que é feroz em transmissão, rápida em se agravar e eficaz em matar, inclusive os jovens", acrescentou.

"Só vai passar se todo mundo cooperar. Suplico a todos que obedeçam as normas sanitárias. Mantenham o isolamento social, façam a higienização das mãos e, por favor, usem a máscara. Juntos, vamos vencer!", escreveu o prefeito em suas redes sociais.

Estudo divulgado nesta semana prevê que Curitiba vai enfrentar uma nova onda da pandemia com um pico de mortes até quatro vezes maior que os registrados em 2020. As análises da evolução temporal das curvas epidemiológicas de casos expostos, infectados e recuperados apontam crescimento acelerado de mortes previstas para o fim de março e início de abril, com uma média diária entre 80 e 90 óbitos, podendo chegar a 100 mortes por dia.

O Estadão mostrou que o Paraná tinha uma das situações mais críticas do País em relação à ocupação do seu sistema de saúde. No início desta semana, o Estado possuía a maior fila de pacientes aguardando transferência, com 1.071 pessoas, 519 delas na espera por um leito de UTI.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido), durante sua última transmissão ao vivo na quinta-feira (11), leu a carta de um suposto suicida de Salvador-BA para criticar as medidas restritivas tomadas por governos estaduais no país. O filho do presidente e deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL) compartilhou a foto do suposto corpo nas redes sociais. "Estamos tendo aí casos de suicídio no Brasil por causa de lockdown", disse o presidente antes da leitura. Para especialistas, as posturas do presidente e de seu filho foram equivocadas, pois podem gerar gatilhos para muitas pessoas.

De acordo com a professora de psicologia Rosinha Barbosa, coordenadora do Serviço de Psicologia Aplicada da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), as pessoas que estão em situação de vulnerabilidade psicossocial podem ser influenciadas por outros casos. "Número de suicídios sempre aumenta quando acontece uma coisa assim, porque gera muita ansiedade. Quanto mais fragilizado mais a gente pode se apegar a alternativas que a gente nem questiona", ela avalia. 

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"Não acho adequado se fazer uma coisa dessas. Não estou dizendo que foi de propósito, acho que foi desconhecimento também, mas você tem que ter cuidado com o que você está falando com o outro e não houve este cuidado. No mínimo, foi um equívoco", complementa Barbosa, que recentemente passou 15 dias internada com a Covid-19. "O lockdown realmente prejudica muitas pessoas, mas sem ele a gente tem o crescimento da pandemia", ela diz.

A psicóloga Giedra Hollanda, professora do Centro Universitário Tiradentes (Unit-PE), também criticou a atitude de Bolsonaro. "Extremamente incorreto em todos os sentidos. Pode ser gatilho para que outras pessoas que estejam nessa situação cometam suicídio. Não se pode expor uma carta de pessoa que tem ideação suicida ou que está tentando suicídio. Foi potencialmente perigoso", resumiu.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) criou um documento intitulado "Prevenção do suicídio: um manual para profissionais da mídia". O primeiro tópico da lista do que não fazer do manual diz "não publicar fotografias do falecido ou cartas suicidas". Outro item diz para não atribuir culpas.

A população pode buscar ajuda para prevenir o suícidio nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e unidades básicas de Saúde da cidade, além de Unidades de Pronto Atendimento, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e hospitais. 

No telefone 188, a pessoa pode entrar em contato com um voluntário do Centro de Valorização da Vida, que é treinado para conversar com pessoas que procuram ajuda e apoio emocional. O serviço funciona gratuitamente em todo o território nacional, 24 horas por dia. Também é possível conversar por chat no link: https://www.cvv.org.br/chat/.

A Prefeitura do Recife disponibilizou um canal de teleacolhimento para oferecer apoio emocional a quem atravessa momentos de angústia e tristeza por causa da pandemia. O serviço pode ser acessado por meio do ou site do Atende em Casa: www.atendeemcasa.pe.gov.br. A Coordenação de Saúde Mental está evitando consultas presenciais nos Caps devido à pandemia. Os interessados em buscar um Cap podem entrar em contato com a unidade mais próxima. Horários e telefone podem ser encontrados nesta lista.

Para pressionar pelo fim das medidas restritivas contra a Covid-19 adotadas por governadores, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) leu a carta de despedida de um suposto suicida em sua live dessa quinta-feira (11). Apesar da divulgação ser condenada pela Organização Mundial da Saúde, o deputado federal Eduardo (PSL) repetiu o gesto do pai e ainda publicou a foto da suposta vítima.

Ao comentar sobre o caso que teria ocorrido na Bahia, antes de ler a carta, o presidente disse que "estamos tendo aí casos de suicídio pelo Brasil por causa do lockdown". Ele ainda sugere que outro episódio tenha ocorrido em Fortaleza, no entanto volta a atacar as medidas de controle da pandemia sem provas.

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Para reafirmar que apenas idosos e pacientes com comorbidades devam ficar em casa, Bolsonaro mais uma vez aumentou o tom para desafiar governadores. "O resto, pessoal, toma as medidas ali que estão sendo usadas no momento e vão para o trampo. Vão trabalhar, pô. Eu ando no meio do povo. Eu duvido que este governador da Bahia, do Rio ou do Rio Grande do Sul vá no meio do povo. Ele vai falar 'mas eu não quero contaminar ninguém'. Bota três máscaras e vai para o meio do povo, porr*!", declarou. Posteriormente, o representante do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PSC) foi excluído da lista.

Ainda contra os governadores que criticam a política descoordenada do Governo Federal no enfrentamento à doença, o chefe do Executivo indicou que ficar em casa também mata. "Quem nunca passou necessidade ou nunca esteve no meio do povo pode falar 'fique em casa, estou cuidando da tua saúde'. Está cuidando da saúde? Você está matando o cara", destacou.

A OMS possui um manual voltado à imprensa sobre como cobrir suicídios. A primeira recomendação é não divulgar cartas de despedida, pois pode funcionar como efeito gatilho para potenciais suicidas. O presidente também desrespeitou outras duas orientações ao fazer sensacionalismo cobre o caso e atribuir culpados.

A família Bolsonaro segue sua campanha contra o lockdown no Brasil, em virtude da pandemia do novo coronavírus. Nesta quinta-feira (11), o deputado federal e filho do presidente, Eduardo Bolsonaro, chamou a atenção na redes sociais por um post de extremo mau gosto.

Ele publicou o que seria uma carta de suicídio de um comerciante de Salvador, dizendo que a causa do homem ter tirado a própria vida foram as medidas de isolamento social na capital baiana. A postagem trazia inclusive a foto do corpo.

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"Minhas condolências a família. A crise de 1929 nos EUA é famosa não só pelo "crash" da bolsa de Nova York, mas também por ter mostrado ao mundo que dificuldades econômicas levam ao suicídio. Tem governantes com as mãos sujas de sangue" escreveu Eduardo Bolsonaro.

Vários internautas comparliharam, mas alguns pediram para a postagem ser denunciada. Confira o post, com a foto da vítima ocultada pela nossa reportagem.

A advogada, militante bolsonarista e presidente da secretaria da Mulher do partido Patriota, Doris Denise Neumann, usou um lema nazista para criticar as medidas de isolamento decretadas pelo governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), na última quarta (10). Em 2020, Neumann foi ao Planalto, para visitar o presidente Jair Bolsonaro, quando era candidata a prefeita de Nova Petrópolis, no interior gaúcho.

“Os alemães vão entender a frase que eu vou falar: Arbeit macht frei. Não foi isso que a gente aprendeu? Que o trabalho nos faz ser livre (sic). Pois aqui nós estamos reivindicando o trabalho. Se o governador que foi posto por nós no poder para a decisão não decidir que nós possamos trabalhar, a gente tira ele”, afirmou a bolsonarista, em vídeo que circula nas redes sociais.

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A frase “Arbeit macht frei” (do alemão, “só o trabalho liberta”) foi afixada pelos nazistas em diversos campos de concentração, a exemplo de Auschwitz. Nesses espaços, judeus, opositores da ditadura hitlerista, homossexuais, religiosos, ciganos e negros eram forçados a trabalhar até a morte, privados de água, comida e condições básicas de higiene.

A Polícia Civil informou que abriu procedimento para investigar o caso. Antes de integrar o Patriota, Neumann era do PSL e chegou a trabalhar pela fundação do Aliança Pelo Brasil, partido que Jair Bolsonaro tentou criar.

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), ressaltou que, apesar das medidas mais restritivas anunciadas nesta quinta-feira, 11, para frear o novo coronavírus, "não está sendo feito o 'lockdown'" no Estado. Esta é a última das medidas", reforçou o governador.

Conforme o anúncio, não haverá redução do transporte público no Estado, de ônibus e trilhos, bem como serviços essenciais, como as farmácias ou supermercados, não sofrerão restrição de funcionamento.

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"Não terão restrição nos horários de funcionamento nos supermercados, mercados, minimercados, poderão operar nos seus horários normais, inclusive 24 horas. A restrição é no toque de recolher das pessoas", disse o governador durante entrevista coletiva do Palácio dos Bandeirantes. "Isso é restrição, não é proibição. Repito, não é 'lockdown'", completou.

A presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado, Kátia Abreu (PP-TO), defendeu a presença do Exército nas ruas para cumprir o lockdown decretado por Estados e municípios em função do avanço da Covid-19.

"Por conta da admiração que tem pelas Forças Armadas, o povo brasileiro vai ver o exército e ver que o negócio é sério, que o exército não iria para a rua por qualquer coisa", disse Kátia Abreu durante a sessão do Senado, nesta terça-feira (9).

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A senadora conversou com especialistas e ministros do Supremo Tribunal Federal e sugeriu a apresentação de uma ação no STF para colocar as Forças Armadas nas ruas e também obrigar o governo federal a fazer campanhas publicitárias para que as pessoas façam o isolamento social até a chegada das vacinas.

Na segunda (8), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) criticou as novas medidas de isolamento e descartou a possibilidade de decretar um lockdown nacional. "Alguns querem que eu decrete lockdown, não vou decretar e pode ter certeza de uma coisa, o meu Exército não vai para a rua obrigar o povo a ficar em casa", afirmou Bolsonaro.

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