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Mais 39 passageiros que estão a bordo do navio de cruzeiro Diamond Princess, atracado num porto no Japão, foram diagnosticados com o novo coronavírus, informou nesta quarta-feira (noite de terça, 11, no Brasil), o ministro da Saúde japonês, Katsunobu Kato.

Agora, o total de infectados é de 174, entre os cerca de 3.700 passageiros e tripulantes que estão na embarcação que chegou na segunda-feira (3) da semana passada ao porto de Yokohama, ao sudoeste de Tóquio.

"Dos 53 novos resultados de testes, 39 pessoas foram consideradas positivas", disse o ministro à imprensa, acrescentando que um membro da equipe de quarentena também havia sido infectado pelo vírus.

"Nesse momento, confirmamos que quatro pessoas, que estão entre as hospitalizadas, estão em estado grave", acrescentou Kato.

O Diamond Princess está em quarentena desde que chegou à costa japonesa, após o vírus ser detectado em um passageiro que desceu do navio no mês passado em Hong Kong.

Quando o barco chegou ao Japão, as autoridades examinaram inicialmente cerca de 300 das 3.711 pessoas a bordo, levando em seguida para hospitais da região aquelas portadoras do vírus.

Nos últimos dias, os exames passaram a ser realizados naqueles com novos sintomas ou que tiveram contato próximo com outros passageiros ou tripulantes infectados.

Os que permanecem no navio foram orientados a permanecer dentro de suas cabines, com permissão apenas para circular brevemente nas áreas abertas, utilizando máscaras de proteção e mantendo distância de outras pessoas.

Além disso, passageiros e tripulantes receberam termômetros para monitorar a temperatura do corpo.

A previsão é que a embarcação siga em quarentena até o dia 19 de fevereiro, 14 dias após o início do período de isolamento.

Os primeiros exames feitos na turista chinesa mantida em isolamento em um navio da Costa Cruzeiros em Civitavecchia, a 80 quilômetros de Roma, capital da Itália, não indicam contaminação pelo novo coronavírus (2019-nCoV).

Segundo a agência AdnKronos, que cita "fontes qualificadas", os resultados das análises são "tranquilizantes". A turista é proveniente de Hong Kong, na China, e apresentou febre e problemas respiratórios, sintomas compatíveis com o coronavírus.

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Seu marido, que a acompanha na viagem, também foi colocado em isolamento, mas por precaução. Os exames foram feitos por especialistas do Instituto Lazzaro Spallanzani, hospital de Roma que é referência em doenças contagiosas.

O casal chinês chegou em Milão no dia 25 de janeiro e embarcou no Costa Smeralda em Savona, no noroeste da Itália. O navio também passou por Marselha, na França, e Barcelona e Palma de Mallorca, na Espanha, antes de atracar em Civitavecchia.

Por conta da suspeita de contaminação pelo 2019-nCoV, cerca de 7 mil pessoas - entre passageiros e tripulantes - estão bloqueadas no transatlântico. "Não temos informações, a internet não funciona no navio. Comemos todos juntos nas áreas comuns, e não sabemos se alguém foi infectado. As televisões só passam propaganda, mas queremos ver os jornais e entender o que está acontecendo", disse o passageiro Liborio Iervolino.

Ainda não se sabe quando os passageiros do Costa Smeralda poderão desembarcar do navio. Cerca de 1,1 mil pessoas que encerram a viagem em Civitavecchia haviam sido autorizadas a descer, mas o prefeito Ernesto Tedesco bloqueou o desembarque enquanto não saírem os resultados definitivos dos exames.

A epidemia do novo coronavírus, que teve início em Wuhan, no centro da China, já contaminou cerca de 7,8 mil indivíduos e matou pelo menos 170. O 2019-nCoV é similar ao coronavírus da Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars), doença que matou quase 800 pessoas no início do milênio, e provoca febre, tosse e dificuldades para respirar.

Da Ansa

A Marinha distribuiu nota descartando a possibilidade levantada pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal) que informou neste domingo (17) ter identificado um navio cargueiro que teria partido da Ásia em direção à África como o responsável pelo derramamento de óleo no litoral brasileiro. O cargueiro não está na lista das cinco embarcações apontadas pela Marinha como as principais suspeitas pelo derramamento.

A negativa foi dada com base em estudos realizados pelo Centro de Hidrografia da Marinha e pela geointeligência do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). De acordo com a nota a Marinha, a hipótese apresentada pelo Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites (Lapis), sobre um eventual derramamento de óleo ocorrido por um navio a 26 km da costa da Paraíba, em 19 de julho, "não geraria o espalhamento de manchas que foi observado em nosso litoral, principalmente no sul do Estado da Bahia e norte do Estado do Espírito Santo".

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Segundo a Marinha, se a embarcação fosse a apontada pela universidade, o óleo apareceria no litoral bem antes de 30 de agosto, data do primeiro registro. A hipótese levantada pelo Lapis foi apresentada pelo coordenador do laboratório, Humberto Barbosa.

"O Ibama, por meio de geointeligência, considerou que não existem elementos científicos para afirmar que a feição linear escura encontrada nas imagens de radar apresentadas pelo Lapis trata-se de vazamento de óleo, sendo provável que seja fenômeno natural formado pelo rastro de um navio", prossegue a nota.

A Marinha também informou que não só ela, mas os demais colaboradores, nacionais e estrangeiros, "permanecerão conduzindo a investigação até que todas as questões envolvidas sejam elucidadas". Ressaltou ainda que "o ineditismo dessa ocorrência exigiu o estabelecimento de protocolo próprio de investigação, demandando a integração e coordenação de diferentes organizações e setores da sociedade, além de ampla troca de informações com organismos internacionais".

A Marinha esclarece que o Grupo de Acompanhamento e Avaliação (GAA), "estabeleceu uma coordenação científica com apoio de mais de 100 pesquisadores e cientistas de Universidades e Institutos de Pesquisa" para investigar o ocorrido e que "o estudos e metas contemplam ações de curto, médio e longo prazo".

Em outro comunicado, a Marinha, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e o Ibama informam que nesta segunda-feira, 18, o navio-patrulha Guanabara encontra-se na região do Delta do Parnaíba-PI, com agentes do ICMBio e Secretaria de Meio Ambiente do Piauí embarcados, de modo a reforçar as ações de busca e recolhimento de resíduos oleosos no mar.

Diz também que na costa do Piauí militares do Exército, da Marinha e da Aeronáutica e todos os equipamentos disponíveis pelas forças estão sendo empregados em ações de limpeza e coleta de vestígios de óleo, assim como os agentes de órgãos estaduais e municipais. Além disso, equipes do Ibama e ICMBio "realizam ações de acompanhamento e avaliação dos possíveis danos causados na região".

A Universidade Federal de Alagoas (Ufal) informou neste domingo, 17, ter identificado um navio que seria responsável pelo vazamento de óleo no litoral do Nordeste. O nome da embarcação e a sua bandeira não foram divulgados, mas não se trata de nenhuma das cinco apontadas pela Marinha como as principais suspeitas pelo derramamento. O cargueiro teria partido da Ásia em direção à África.

O coordenador do Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites (Lapis) da Ufal, Humberto Barbosa, afirmou que os dados coletados serão encaminhados ao Senado Federal no próximo dia 21, quando haverá uma audiência pública da comissão externa que acompanha as investigações.

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Na última sexta-feira, 15, o Lapis conseguiu identificar uma nova imagem do satélite Sentinel-1A, do dia 19 de julho deste ano, que revela uma mancha de óleo com cerca de 25 quilômetros de extensão por 400 metros a 26 quilômetros do litoral da Paraíba.

O Lapis já havia identificado, a partir de imagens de três satélites (Sentinel 1-A, Aqua-Modis e NOAA-20) feitas em 24 de julho, uma grande mancha de óleo a 40 quilômetros do litoral do Rio Grande do Norte.

"Já havíamos definido um padrão, um protocolo, em função da imagem do dia 24 de julho", explicou Humberto Barbosa. "Foi assim que encontramos uma nova mancha no litoral da Paraíba, no dia 19 de julho, que nos levou a definir uma primeira embarcação suspeita."

A partir dessas imagens, o laboratório rastreou todos os navios-tanques que transportavam óleo cru nessas datas e passaram pela costa do Nordeste. No total, os pesquisadores constataram que 111 navios navegaram por lá com esse tipo específico de carga.

De todas as embarcações analisadas, concluiu-se que apenas uma delas apresentava indícios de ter sofrido algum incidente durante o trajeto que justificasse um grande vazamento de óleo como o que atingiu o país.

Segundo as informações levantadas pelo Lapis, o navio costuma fazer o trajeto de um país asiático até a Venezuela, passando pela África do Sul. Normalmente, a embarcação navega com o transponder ligado, indicando sua localização ao longo de todo o percurso. No entanto, entre o dia primeiro de julho e o dia 13 de agosto, a embarcação navegou com o transponder desligado, violando o direito marítimo internacional.

O acompanhamento via satélite mostra que o navio partiu de um país asiático em primeiro de julho. Quando passou pelo Oceano Atlântico, a embarcação seguiu um trajeto incomum e fez uma manobra que indicaria uma mudança de trajetória, justamente na altura do litoral do Nordeste.

"O percurso mostra uma alteração na direção do navio, indicando um comportamento suspeito ou um grande problema mecânico", afirmou Humberto Barbosa. "Mas é claro que ainda será necessário aprofundar essas investigações."

O navio suspeito possui uma capacidade de carga duas vezes maior do que o Bouboulina - o navio grego apontado pelo governo como o principal suspeito do vazamento --, o que justificaria as seis mil toneladas de óleo já retiradas das praias do Nordeste.

A Marinha já havia descartado a imagem do dia 24 de julho como sendo de algas e não de óleo. Sobre a nova imagem encontrada, não foi divulgado ainda um comunicado.

O marco zero da mancha de óleo que atinge as praias do Nordeste brasileiro desde o início de setembro foi localizado entre os dias 23 e 24 de outubro. A mancha original tinha 200 quilômetros de extensão e estava a pouco mais de 700 quilômetros da costa brasileira. O mapeamento do local exato onde o vazamento começou foi feito pela empresa Hex Tecnologias Geoespaciais.

“Nos interessamos por esse tema e começamos a fazer essa investigação. Usamos diversos tipos de imagens provenientes de satélites ópticos e de radar. Fomos montando um exercício dia a dia para o passado, até que nos deparamos com a mancha, o ponto zero”, explicou Leonardo Barros, diretor-executivo da empresa.

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Os técnicos da empresa encontraram o ponto inicial da mancha seguindo o rastro do óleo, utilizando imagens de dias anteriores até chegar à resposta. Em seguida, buscaram o navio que, supostamente, vazou o óleo. Foram feitos cruzamentos de imagens de radar com os sinais Automatic Identification System (AIS) emitidos pelos navios.

“Neste momento nós conseguimos achar uma determinada embarcação que coincidiu a data, localização e trajetória”, disse Barros. Segundo ele, não foi identificado nas imagens de satélite de radar nenhum navio “fantasma”, ou seja, embarcação navegando sem um sinal AIS correspondente.

Nesta sexta-feira (1º), a Polícia Federal anunciou que o navio é proveniente da Grécia. A embarcação grega teria atracado em 15 de julho na Venezuela, onde ficou por três dias antes de seguir para Singapura, via África do Sul.

Barros disse que cessou o monitoramento assim que o navio chegou à África do Sul, mas disse ser possível precisar a localização atual da embarcação com as mesmas técnicas de monitoramento.

Os estudos da Hex foram entregues à Polícia Federal no dia 25 de outubro. As investigações, que começaram no final de setembro de forma espontânea, passaram a ser acompanhadas pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin). “A Abin nos contatou e nos questionou se tínhamos algum know how [para auxiliar nas investigações] e dissemos que já estávamos fazendo essas análises. Quando tivemos a primeira informação da mancha, informamos a Abin e ela nos orientou a destinar todo o resultado desse trabalho para a Polícia Federal”.

Investigações da PF

A Polícia Federal (PF) deflagrou hoje a Operação Mácula, com objetivo de investigar a embarcação suspeita, identificada nos radares. A PF solicitou diligências em outros países, a fim de obter mais dados sobre a embarcação, a tripulação e a empresa.

A PF esteve na sede do escritório da Witt O’Brien's, empresa especializada em gerenciamento de emergências em navios. Em nota, a empresa negou trabalhar para a embarcação grega suspeita do derramamento de óleo. “A Witt O´Brien's informa a todos que, esse navio ou seu armador jamais foi cliente da Witt O’Brien's no Brasil e que o Brasil não exige que navios tenham contratos pré-estabelecidos para combate a emergências. […] A Witt O´Brien´s Brasil afirma que está à disposição das autoridades brasileiras e que contribuirá com todas as informações necessárias”.

A PF informou que está realizando “diversos exames periciais no material oleoso recolhido em todos os estados brasileiros atingidos, bem como exames em animais mortos, já havendo a constatação de asfixia por óleo, assim como a similaridade de origem entre as amostras”.

 

Bouboulina é o nome do navio petroleiro de bandeira grega supostamente responsável pelo derramamento de óleo que atinge a costa nordestina. De propriedade da Delta Tankers, a identificação do navio mercante motivou a Operação Mácula, deflagrada na manhã desta sexta-feira, dia 1º, pela Polícia Federal, por ordem do juiz Francisco Eduardo Guimarães, da 14ª Vara Federal de Natal.

A ação cumpre dois mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro - nos endereços da Lachmann Agência Marítima e da empresa Witt O Brien's. As companhias teriam relação com o navio petroleiro de bandeira grega.

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Segundo o delegado Agostinho Cascardo, um dos responsáveis pela investigação no Rio Grande do Norte, as empresas não são suspeitas em princípio, mas podem ter arquivos, informações e dados que sejam úteis às investigações.

Defesas

A reportagem tenta contato com representantes da Delta Tankers, Lachmann Agência Marítima e Witt o Brien's. O espaço está aberto para as manifestações.

O navio biblioteca Logos Hope vai aportar em Belém no dia 12 de novembro, com mais de 800 mil livros a bordo. A embarcação ficará ancorada até 28 de novembro, na Escadinha do Cais do Porto. São esperados entre dois e cinco mil visitantes por dia. 

“Expressar amor de forma prática a quem precisa promover a paz abraçando a diversidade e orientar as pessoas a uma vida com propósito”, disse Roberto Renger, coordenador e porta-voz do projeto. Renger ainda acrescentou que o objetivo é oferecer leitura de qualidade.

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Os títulos da biblioteca são de esportes, culinária, saúde, ciência, artes, hobbies, literatura cristã, idiomas, literatura infantil, dicionários e atlas nas diversas línguas. A maioria em inglês. Cerca de 20 a 30% das obras estão em Português.

Segundo o coordenador, o principal objetivo dos tripulantes é compartilhar o conhecimento e levar esperança às pessoas. “Seminários sobre temas relevantes como casamento, conscientização sobre HIV/AIDS, higiene e tráfico humano podem fornecer um novo horizonte para mudanças. A vasta gama de literatura a bordo também oferece aos visitantes oportunidades de desenvolvimento pessoal e progressão na carreira”, disse.

Atualmente, a embarcação possui 400 tripulantes. Em seus quase 50 anos, o navio biblioteca já recebeu mais de 46 milhões de visitantes nos 160 países por onde passou.

Renger também acrescenta que depois que o navio passa por um porto a comunidade muda. Mesmo que um retorno da embarcação ao local demore de 10 a 30 anos é comum encontrar pessoas que se lembrem da visita anterior. “Mesmo em Belém, encontramos várias pessoas que se lembram dos Doulos vividamente, uma pessoa até conheceu sua (então futura) esposa a bordo”, finalizou.

O projeto navio biblioteca foi criado em 1973, tendo como primeira embarcação o Gustav Vasa, que se parecia mais com uma balsa e sua primeira rota foi o Atlântico Norte. Ao longo dos anos o projeto teve vários navios, como Logos, Doulos (tendo sido esse a atracar em Belém no ano de 1981), Logos II e atualmente o Logos Hope. 

A GBA Ships (Good Books for All, “Bons livros para todos”) é uma empresa não governamental sediada na Alemanha, que financia o projeto desde o início. A tripulação inteira do Logos Hope é de voluntários. Quem tiver interesse em participar pode se inscrever no site: logoshope.org. Para se candidatar o único requisito é que a pessoa deve ter acima de 18 anos. Não é necessário ter formação acadêmica nem cursos.

O Logos Hope estará aberto a visitas de terça-feira a domingo. No domingo, apenas à tarde e à noite.

Por Bruna Oliveira.

 

Apontada como uma hipótese para o derramamento de óleo nas praias do Nordeste, a circulação de navios fantasmas petroleiros pelo Atlântico pode ser motivada pelas sanções econômicas dos Estados Unidos à Venezuela, segundo especialistas. Análises sobre a mancha de poluição, que atinge 156 localidades de 71 municípios, já indicaram que a substância achada nas praias tem "assinatura" venezuelana, mas a origem do poluente ainda é desconhecida.

Os chamados navios fantasmas do século 21 não são embarcações mal-assombradas, mas aquelas que procuram navegar sem registro oficial. Para isso, trocam de nome e até desligam o transponder. O aparelho, obrigatório em todas as embarcações, registra a localização em tempo real de cada navio.

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"Historicamente, parte do petróleo produzido sempre foi comercializado por canais não oficiais", explica o economista Edmar Almeida, da Universidade Federal do Rio (UFRJ). "Tanto é que nas estatísticas do petróleo há diferença entre o que é declarado como produção e o que é declarado como consumo." Segundo ele, isso pode ocorrer por várias razões, como roubo e tráfico de combustível, guerras e conflitos internacionais ou sanções econômicas.

Coordenador do Grupo de Análise da Conjuntura Internacional da Universidade de São Paulo (USP), Alberto Pfeifer diz que as sanções americanas à Venezuela e a países que comercializem com ela "podem estar estimulando a marginalidade".

Os navios fantasmas costumam usar rotas menos conhecidas. Com isso, ficam mais vulneráveis a contratempos. Um eventual derramamento de óleo pode ocorrer por acidente ou pelo descarte de mercadoria irregular para evitar flagrantes. "O tráfico de combustível é uma das cinco atividades ilícitas mais lucrativas, atrás de drogas, armas, pessoas e animais", diz o especialista venezuelano Rafael Villa, do Instituto de Relações Internacionais da USP. "E sabemos que na Venezuela um dos graves problemas é o contrabando de combustível."

Patrulha

Em nota, a Marinha disse que realiza rotineiramente "patrulhas e inspeções navais", incluindo ações contra delitos ambientais. E lembra ainda que o Brasil participa de grupos de trabalho internacionais que acompanham o tráfego marítimo. "Os pontos considerados mais sensíveis são as 'novas ameaças', como pirataria, terrorismo e acidentes ambientais." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A Polícia Federal em Pernambuco repassou, neste domingo (25), detalhes sobre a morte de um filipino em um navio. Colinares Dominador Badilla, de 56 anos, faleceu a bordo da embarcação cargueira MV AANYA, de bandeira panamenha, que realiza o transporte de minério de ferro.

Com base no relato do diário de bordo, a PF informou que o tripulante começou a se sentir mal na tarde do dia 16 de agosto, com muito frio pelo corpo, dores, febre e vômito. O documento relata que imediatamente foi prestada assistência, com prescrição de medicamentos.

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Dois dias depois, o estado de Saúde de Badilla piorou; ele passou a apresentar fortes dores no corpo e dificuldade para andar e respirar. O comandante da embarcação, com auxílio remoto por médicos e por um centro especializado localizado na Itália, ministrou a medicação indicada e continuou monitorando o quadro do paciente, que apresentava crescente piora.

No dia 21 eles se aproximaram do Porto do Recife. O comandante acionou e informou as autoridades locais sobre a situação de gravidade do paciente. Equipe médica da Marinha do Brasil se deslocou por helicóptero até a embarcação, com objetivo de resgatar o tripulante e transportá-lo até um hospital, porém Badilla já havia falecido.

A Polícia Federal foi acionada para averiguar a ocorrência e proceder às medidas cabíveis. Como as circunstâncias indicam possivelmente morte natural, sem indícios de cometimento de crime, não foi formalizado procedimento de polícia judiciária até que seja apontado o motivo da morte.

O corpo foi recolhido por equipe do Instituto de Medicina Legal, para realização de perícia tanatoscópica e determinação da causa mortis. Caso se confirme o falecimento por causas naturais, a ocorrência registrada pela Polícia Federal se dará por concluída.

Com informações da Polícia Federal

Um tribunal administrativo de Roma decidiu na quarta-feira (14) que um navio de resgate espanhol com cerca de 150 migrantes deve ter permissão para entrar nas águas territoriais da Itália, desafiando uma proibição imposta pelo ministro do Interior, Matteo Salvini, líder do partido de extrema-direita Liga.

Ele respondeu que não permitirá a entrada do navio, independentemente do veredicto, causando outro conflito de grande repercussão sobre a questão imigratória - que se mostrou sua maior angariadora de votos. (Com agências internacionais)

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As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O cargueiro Bavand, um dos dois navios iranianos que ficaram quase dois meses parados no Porto de Paranaguá (PR) por falta de combustível precisou atrasar neste domingo (28) sua saída por causa de um problema mecânico, confirmaram os administradores portuários e a empresa que contratou as embarcações.

Os cargueiros ficaram retidos depois que a Petrobrás se negou a fornecer combustível por medo de violar as sanções americanas contra a República Islâmica.

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Após uma decisão da Suprema Corte, a Petrobrás abasteceu os navios no sábado e a previsão era que deixassem Paranaguá ainda no fim de semana.

Um dos navios, o Termeh, zarpou no sábado para o Porto de Imbituba, Santa Catarina, onde seria carregado com milho antes de voltar para o Irã.

Mas o Bavand, que já estava carregado com 48 mil toneladas de milho e partiria na manhã deste domingo, sofreu um problema mecânico e precisou atrasar sua saída, prevista agora para as 11 horas de hoje. Ele seguirá para o Porto de Bandar Imam Khomeini, no Irã, uma viagem que deve durar 37 dias.

"Foram feitas as primeiras manobras, mas ficou constatado que precisava de uma manutenção porque ficou muito tempo parado sem combustível", informou à AFP um porta-voz da Eleva Química, a empresa brasileira que contratou as embarcações. A administração do porto confirmou a informação.

Na terça-feira, o Irã ameaçou cortar as importações do Brasil, se a Petrobrás não reabastecesse os dois navios. No dia seguinte, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, determinou que a estatal abastecesse os cargueiros ao considerar que as embarcações iranianas estão sob contrato com a empresa brasileira Eleva Química, que não faz parte da lista de agentes sob efeito de sanções dos EUA.

As sanções foram implementadas em novembro, após o presidente Donald Trump abandonar o acordo nuclear com o Irã. Segundo o Departamento do Tesouro dos EUA, empresas ou países negociarem com as entidades podem ser alvos de multas e sanções. (Com agência internacionais).

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira, 26, que espera resolver o "problema" dos navios iranianos parados há quase 50 dias no porto de Paranaguá (PR) "no máximo até segunda-feira (29) e sem criar qualquer rusga" com os Estados Unidos. Ele afirmou que "o governo está alinhado, sim, com o governo de Donald Trump".

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, determinou na noite de quarta-feira, 24, que a Petrobras abasteça os dois navios com bandeira do Irã que estão parados no litoral do Paraná desde junho. Ao recusar-se a fornecer o combustível, a estatal brasileira alegava que poderia ser punida pois as embarcações são alvo de sanções norte-americanas.

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"Nosso governo está alinhado, sim, com o governo Trump. Estamos entrando em contato, temos conversado desde ontem (quinta) com o embaixador do governo americano nessa questão, tem a decisão do Toffoli. Agora, os bancos não querem, outros, né, não querem receber o recurso para esse reabastecimento do navio. Então espero que nas próximas horas, ou até no máximo segunda-feira, a gente resolva esse problema sem criar qualquer rusga com os Estados Unidos", declarou o presidente.

Bolsonaro falou com a imprensa ao deixar o Palácio da Alvorada, no final da manhã. O presidente passará o resto do dia em Goiâni, onde participará do 161º Aniversário da Polícia Militar de Goiás.

As forças paramilitares da Guarda Revolucionária do Irã detiveram um navio-tanque estrangeiro um navio-tanque estrangeiro sob acusação de contrabando de petróleo com 12 tripulantes, relatou a televisão estatal iraniana nesta quinta-feira (18). A alegação sobre a ocorrência vem apenas dias depois que um petroleiro baseado nos Emirados Árabes Unidos desapareceu de radares em águas territoriais iranianas.

O navio-tanque MT Riah, com bandeira do Panamá, parou de transmitir sua localização na madrugada do último domingo, perto da Ilha de Qeshm - onde há uma base da Guarda Revolucionária -, de acordo com dados listados no site de rastreamento Maritime Traffic.

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A televisão estatal iraniana não identificou a embarcação apreendida, mas disse que ela foi interceptada no domingo. Afirmou, também, que o navio-tanque tinha 12 tripulantes estrangeiros a bordo e estava envolvido em contrabando de cerca de um milhão de litros de combustível de contrabandistas iranianos para clientes estrangeiros.

O relato também dava conta de que o navio-tanque teria sido interceptado no sul da Ilha Larak, no Estreito de Ormuz. Fonte: Associated Press.

Um mês após a colisão de um grande navio de cruzeiro contra o cais e uma embarcação em Veneza, uma tragédia foi evitada neste domingo (7) à noite, quando um destes mastodontes do mar perdeu o controle e quase se chocou com um iate turístico.

O navio de cruzeiro "Costa Deliziosa", com quase 300 metros de comprimento e capaz de transportar cerca de 3.000 pessoas, estava prestes a deixar a lagoa veneziana sob uma tempestade e ventos fortes, puxado por rebocadores, segundo um vídeo publicado pelo escritor e artista veneziano Roberto Ferrucci em seu site.

Devido ao mau tempo, perdeu o controle e quase colidiu com o iate que estava ancorado não muito longe da famosa Praça de São Marcos, o que causou pânico a bordo.

Os membros da tripulação do iate, um barco de 50 metros que parece pequeno ao lado do cruzeiro, correram e saltaram no cais, segundo algumas testemunhas. O rebocador do "Costa Deliziosa" conseguiu evitar o acidente e direcioná-lo para a saída da lagoa sem problema.

O incidente voltou a levantar a polêmica em torno dos danos infligidos à cidade italiana - inscrita juntamente com sua lagoa no patrimônio universal da UNESCO - e seu frágil ecossistema dos enormes navios de cruzeiro que navegam pelos canais.

Os ecologistas acusam os cruzeiros de contribuir para a erosão das fundações da cidade, que é regularmente inundada.

Um navio suspeito de levar petróleo para a Síria foi interceptado nesta quinta-feira (4) na costa de Gibraltar, segundo o governo do território britânico. A ação, se comprovada, viola as sanções europeias contra a Síria.

Em um comunicado, o governo disse que tinha motivos razoáveis para acreditar que a embarcação Grace 1 transportava carregamento de petróleo bruto para a refinaria de Banyas, na Síria. "Essa refinaria é propriedade de uma entidade sujeita às sanções da União Europeia contra a Síria", disse o chefe do governo de Gibraltar, Fabian Picardo.

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Segundo ele, com o seu consentimento, as "agências portuárias e de aplicação da lei buscaram a assistência dos fuzileiros navais na realização da operação." O governo publicou regulamentações na quarta-feira, 3, para impor as sanções contra a embarcação e sua carga.

As sanções europeias contra a Síria, adotadas no final de 2011 e prorrogadas em maio até 1º de junho de 2020, incluem um embargo ao petróleo. (Com agências internacionais).

Um juiz italiano decretou, na noite desta terça-feira (2), a libertação da alemã Carola Rackete, capitã do navio humanitário "Sea-Watch", detida no último sábado após atracar e desembarcar 40 imigrantes de forma ilegal na ilha de Lampedusa.

O juiz responsável pelo caso disse à imprensa italiana que um decreto da Itália sobre segurança não é "aplicável às ações de resgate".

O ministro italiano do Interior, Matteo Salvini, que deplorou a decisão do judiciário, disse que a capitã alemã estaria sujeita a uma medida de expulsão para seu país porque é "perigosa para a segurança nacional".

O afastamento do território italiano, com acompanhamento para a fronteira, ainda deve ser confirmado pelas autoridades judiciais, disse Salvini.

"Voltará para a sua Alemanha, onde não seriam tão tolerantes com um italiano se ele tivesse atentado contra a vida de policiais alemães", disse o vice-primeiro-ministro e líder da Liga (extrema-direita).

A ONG Sea-Watch postou no Twitter um comunicado sobre a libertação da alemã: "Estamos aliviados pelo fato da nossa capitã ter sido libertada! Não havia razão para detê-la, porque ela estava engajada na defesa dos direitos humanos no Mediterrâneo e assumiu suas responsabilidades onde nenhum governo europeu se envolveu".

A alemã de 31 anos foi presa na manhã de sábado (29) e colocada sob prisão domiciliar em Lampedusa, depois transferida na segunda-feira para Agrigento, da qual depende a pequena ilha italiana.

A comandante, com experiência de navegar com quebra-gelos no Ártico e na Antártica, sabia que estava se arriscando a prisão.

- ONG Sea-Watch determinada a seguir operações -

A ONG Sea-Watch comunicou na terça-feira que estaria determinada a continuar suas operações para resgatar migrantes no Mediterrâneo "se necessário com um novo navio".

"Vamos seguir fazendo respeitar os direitos humanos no Mediterrâneo e observando de perto a União Europeia, se for necessário com um novo navio, se o nosso (o "Sea-Watch 3") seguir apreendido", garantiu Ruben Neugebauer, um dos dirigentes da organização, à imprensa em Berlim.

A Sea-Watch e outras organizações recolheram "mais de um milhão" de euros graças a varias contribuições feitas pela internet para cobrir os gastos com a defesa de Rackete.

Na audiência, a jovem prestou depoimento por cerca de três horas perante o juiz, de acordo com a imprensa italiana.

Na segunda-feira, o promotor de Agrigento, Luigi Patronaggio, que também abriu uma investigação contra Salvini por sequestro de imigrantes a bordo de um barco da guarda-costeira, solicitou a validação das duas causas de detenção da capitã.

Para ele "o estado de necessidade" invocado pela jovem não era válido, pois "o Sea Watch recebeu nos dias anteriores assistência médica e estava em contato contínuo com as autoridades militares e marítimas para qualquer tipo de assistência".

Por hora, dois barcos humanitários, o "Open Arms" e o "Alan Kurdi", seguem no mar Mediterrâneo.

Toneladas de lixo canadense que ficaram nas Filipinas durante anos voltaram a seu país de origem neste sábado, dando fim a uma disputa diplomática que mostrou que as nações asiáticas se cansaram de ser a lixeira do mundo.

Um navio de carga com 69 contêineres de lixo atracou em um porto nos arredores de Vancouver.

O lixo será incinerado em uma instalação de conversão de resíduos em energia, disseram autoridades locais.

O conflito remonta a 2013 e 2014, quando uma empresa canadense enviou às Filipinas contêineres etiquetados erroneamente como plásticos recicláveis.

Na realidade, continua uma mistura de papel, plásticos, produtos eletrônicos e resíduos domésticos, inclusive fraldas, apesar de a lei filipina proibir a importação de plástico misturado a lixo doméstico.

Alguns dos resíduos foram eliminados nas Filipinas, mas grande parte deles ficou armazenada em portos locais por anos.

O assunto contaminou as relações bilaterais desde então, mas as tensões chegaram a um ponto crítico em abril, quando o presidente filipino, Rodrigo Duterte, ameaçou "declarar guerra" ao Canadá, a menos que Ottawa resgatasse o lixo.

O Canadá não cumpriu a data limite de 15 de maio para repatriar os rejeitos, mas fez arranjos para organizar este traslado.

"Nos comprometemos com as Filipinas e estamos trabalhando de perto com eles", disse na quinta à imprensa a ministra de Meio Ambiente do Canadá, Catherine McKenna.

 Após 17 dias de espera, os 40 migrantes que ainda estavam a bordo do navio da ONG alemã Sea Watch desembarcaram na madrugada deste sábado (29) em Lampedusa, na Itália, depois de a comandante da embarcação, Carola Rackete, ter forçado a entrada no porto da ilha.

O grupo, que inicialmente tinha 53 pessoas (13 desembarcaram antes por motivos médicos), foi resgatado a 47 milhas náuticas da Líbia em 12 de junho. Violando uma proibição imposta pelo ministro do Interior e vice-premier da Itália, Matteo Salvini, o navio entrou em águas territoriais italianas na última quarta-feira (26) e ficou três dias parado na entrada do porto de Lampedusa, sem ter aval para atracar.

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Na madrugada deste sábado, no entanto, Rackete e a ONG decidiram furar o bloqueio e entrar no porto, espremendo contra o cais um barco da Guarda de Finanças italiana. Por conta disso, a capitã foi detida e colocada em prisão domiciliar, acusada de violência contra navio oficial, crime que prevê penas de três a 10 anos de cadeia.

Rackete já era investigada pelo Ministério Público de Agrigento por favorecimento à imigração clandestina, ao entrar sem autorização em águas italianas. "Estamos orgulhosos de nossa capitã, ela fez exatamente a coisa certa. Ela cumpriu as leis marítimas e trouxe as pessoas à segurança", disse o presidente da Sea Watch, Johannes Bayer.

Normas internacionais determinam que pessoas resgatadas no mar sejam levadas ao porto seguro mais próximo. Como a Líbia, de onde partiram os migrantes, não é considerada segura por ONGs, agências humanitárias e até pelo chanceler da Itália, Enzo Moavero, a Sea Watch decidiu navegar até Lampedusa, território mais próximo do local de salvamento.

"Não tínhamos escolha. Não foi dada nenhuma solução para a comandante, ela tinha a responsabilidade de salvar essas pessoas. A violação foi das autoridades, que não ajudaram o navio por 16 dias", declarou uma porta-voz da ONG.

Já Salvini acusou Rackete de ter um "comportamento criminoso" e de "colocar em risco a vida de agentes da Guarda de Finanças". Segundo o ministro, cinco países da União Europeia receberão os migrantes.

O navio da Sea Watch foi sequestrado, e a ONG será multada em 20 mil euros, com base em um novo decreto antimigrantes editado por Salvini.

Apoio

Após a prisão de Rackete, prefeitos de importantes cidades italianas governadas pela centro-esquerda saíram em sua defesa. "Nápoles não é cúmplice do holocausto do terceiro milênio. Queremos testemunhar que o mar é o lugar onde se salvam pessoas", disse o prefeito da capital da Campânia, Luigi de Magistris.

Já o de Milão, Giuseppe Sala, declarou que Rackete "fez o que devia fazer e assumiu os riscos". "Ela fez isso para salvar vidas humanas", declarou. O navio da Sea Watch foi recebido em Lampedusa por dois grupos: um a favor e um contra.

Neste último, algumas pessoas gritaram insultos e ameaças para a alemã, como "espero que te estuprem".

Números

Uma comparação do último relatório do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) com índices populacionais compilados pelo Banco Mundial mostra que a Itália é o 12º Estado-membro da União Europeia que mais abriga deslocados internacionais em termos relativos.

O país acolhe atualmente 294.867 refugiados e solicitantes de refúgio, o que equivale a 0,48% de sua população. Esse índice a deixa atrás de Suécia (2,84%), Malta (2,23%), Áustria (1,88%), Chipre (1,80%), Alemanha (1,73%), Grécia (1,27%), Dinamarca (0,68%), França (0,68%), Holanda (0,66%), Luxemburgo (0,59%) e Bélgica (0,54%).

Apesar de ser uma grande porta de entrada para deslocados internacionais na UE, a Itália acaba servindo apenas de passagem para essas pessoas, que frequentemente tentam seguir viagem para o norte da Europa.

Após um acordo firmado entre o Porto do Recife S.A. e um pool de três empresas, sendo duas de Pernambuco (Mauricéa Alimentos, Notaro Alimentos) e uma da Paraíba (Guaraves Alimentos), para importar cerca de 200 mil toneladas de milho, a expectativa é de aumentar 100% a movimentação de milho no Porto.

Neste sábado (27), atraca no ancoradouro recifense o navio de bandeira brasileira Norsul Crateus, com 32.500 mil toneladas de milho. O grão que normalmente é produzido no Centro-Oeste e em alguns estados do Nordeste do país, e chega a Pernambuco por via rodoviária, neste ano será importado da Argentina e chegará de navio ao Recife. O milho argentino será destinado à avicultura e às fábricas de ração de Pernambuco e Paraíba.

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“No ano passado, movimentamos 59.942 mil toneladas de milho. Fomos procurados pelos avicultores em fevereiro deste ano com a proposta de importação. A negociação avançou e o primeiro navio vindo de Ramallo, na Argentina, já atraca amanhã (27). A programação é que chegue um navio com esse volume (32.500 mil toneladas) a cada 60 dias”, pontua o diretor presidente do Porto do Recife, Carlos do Rêgo Vilar. O navio deve passar seis dias atracados no ancoradouro, descarregando o produto.

No Nordeste o milho é produzido na Bahia, Piauí, Maranhão e Sergipe. De acordo com o Porto do Recife, As safras destes estados representam 85% do milho que abastece o setor avícola em Pernambuco. “São três os principais fatores que nos levam a importar o milho: baixa produção nos estados produtores do Nordeste, o aumento no preço do grão no período da entressafra e a dificuldade de transporte rodoviário que temos no início da safra”, é o que diz Marcondes Farias, dono da Mauricéa Alimentos.

Uma tripulante não sabia que estava grávida e quase deu à luz no navio MSC Seaview, a maior embarcação de cruzeiros da última temporada brasileira. Após os primeiros atendimentos, a brasileira foi retirada de helicóptero e realizou o parto na Espanha. O bebê foi batizado como Giuseppe, uma homenagem ao comandante.

Após realizar a temporada no Brasil, a embarcação saiu de Santos em direção à Barcelona, na Espanha, no último dia 6. Enquanto atravessava o Oceano Atlântico, a tripulante começou a sentir as primeiras contrações, quando recebeu ajuda de outros passageiros. "Eles anunciaram nos alto-falantes que estavam precisando de um médico ginecologista. Depois, de um pediatra. Uma das monitoras falou para a esposa do comandante que eu era doula. Eles ligaram na minha cabine e me pediram auxílio", detalhou ao G1 a doula brasileira Adriana Vieira.

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A grávida foi encaminhada para a área hospitalar, no 4º andar do navio. Mobilizados com a surpresa, diversos ocupantes do navio tentaram ajudar de alguma foram; logo, mães começaram a doar roupas e cobertores para o bebê que estava por vir.

A MSC Cruzeiros informou que realizou exames a bordo e optou por retirar a gestante do navio. Com o auxílio de um helicóptero, ela foi levada para uma unidade de saúde em Las Palmas, na Ilha de Gran Canaria, na Espanha.

A criança nasceu dia 8 de abril, por volta das 22h, no horário espanhol. A mãe e o menininho seguem internados e apresentam um quadro estável. A companhia afirmou que está prestando suporte a nova mamãe e já organiza seu retorno para casa.

Nesta quinta-feira (11), tripulantes e passageiros tiveram notícias do recém-nascido antes de uma apresentação no teatro da embarcação. No telão, a foto do menino foi exibida e todos foram informados que os dois passam bem.  

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