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Habito comum da cultura espanhola e italiana, a sesta ("siesta"), aquele cochilo após o almoço, pode fazer bem à saúde e melhorar o rendimento no decorrer do dia. Uma pesquisa da faculdade norte-americana Allegheny College recrutou 85 pessoas que foram separadas em dois grupos. Um deles deveria dormir por 45 minutos após o almoço, enquanto o outro permanecia acordado. Todos os participantes foram submetidos a testes de estresse e, após avaliação dos resultados, foi constatada uma baixa pressão arterial no grupo que descansou.

De acordo com Renata Federighi, consultora da Duoflex, o sono depois do almoço possui efeitos reparadores, o que influencia na renovação cerebral. “O objetivo desse cochilo é liberar espaço para armazenar informações e priorizar a absorção de novos conhecimentos. O sono após o almoço oferece alguns benefícios físicos, como o aumento da disposição e a diminuição do cansaço, além de melhorar o desempenho cognitivo”, ressalta.

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O sono após o almoço é fisiologicamente explicado. "É o período em que o corpo está relaxado e o cérebro está trabalhando com maior lentidão, já que durante a digestão parte do fluxo sanguíneo é desviado para o estômago, moderando a capacidade de sangue em outras áreas como o cérebro e os músculos”, explica Federighi.

Porém, aquela preguiça pós-almoço não pode se transformar em um sono profundo. A Sesta tem tempo determinado para trazer os benefícios que promete.“O ideal é que se descanse no período de 30 minutos no caso de adultos e no máximo 2 horas no caso das crianças, já que ultrapassando esse tempo a pessoa pode sofrer com a falta de sono noturno e, consequentemente, com um resultado inverso”, alerta a especialista.

Com informações de assessoria

Pegar no sono em ambientes com temperaturas mais baixas pode ajudar na perda de peso, segundo pesquisa realizada pela US National Institutes of Health, agência de pesquisa médica dos EUA. De acordo com os resultados encontrados, os lugares mais frios provocam a aceleração do metabolismo, para que o corpo se mantenha aquecido. 

Os pesquisadores recrutaram participantes homens para dormir em salas com temperaturas controladas. Durante quatro meses, os voluntários usaram os mesmos lençóis, pijamas e consumiam refeições idênticas, para garantir a igualdade da ingestão de calorias. Durante um mês, a temperatura foi de 18°C. Durante dois meses, o ambiente tinha 23°C e, por mais trinta dias, a temperatura selecionada foi de 27°C. A partir da experiência, foi constatado que os voluntários emagreciam quando dormiam em temperaturas mais baixas. 

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Apesar de ser um fator importante, o metabolismo não é a única variável que pode interferir no emagrecimento durante o sono.  Noites bem dormidas também são essenciais para a perda de peso, já que a má qualidade do sono está relacionada, mesmo que indiretamente, a fatores que levam à obesidade. 

DICAS - Segundo Renata Federighi, consultora do sono, é importante consumir alimentos leves antes de dormir, para equilibrar o metabolismo e facilitar a digestão. Saladas cruas, carboidratos integrais, proteínas magras, frutas frescas e chás de ervas calmantes como camomila e erva cidreira estão liberados; por outro lado, é preciso evitar café, chá-mate e refrigerantes à base de cola e guaraná. O consumo de bebidas alcoólicas durante a noite também deve ser diminuído, pois, apesar de causarem sonolência, as bebidas alcoólicas causam o relaxamento da faringe e, dessa forma, a respiração é comprometida.

Com informações da assessoria

Cientistas anunciaram ter usado uma corrente elétrica inofensiva para modificar o sono de forma que um indivíduo tivesse "sonhos lúcidos", uma forma particularmente poderosa de sonho. A descoberta fornece pistas sobre o mecanismo do sonho - uma área que fascina os pensadores há milênios - e pode, um dia, ajudar a tratar doenças mentais e pesadelos pós-traumáticos, garantiram.

Sonhos lúcidos são considerados por muitos psicólogos um estágio intermediário entre duas formas de consciência. Eles se situam entre os sonhos que ocorrem durante a fase do sono chamada de movimento rápido dos olhos (REM, na sigla em inglês) - que se referem ao presente imediato e não têm acesso a memórias passadas ou a eventos antecipados no futuro - e a vigília, que inclui o pensamento abstrato e outras funções cognitivas.

Nos sonhos lúcidos, um estado que se acredita só acontecer em humanos, elementos de uma consciência secundária combinam-se com os sonhos de REM. Uma característica é que a pessoa se torna consciente que está sonhando e, algumas vezes, consegue controlar o enredo do sonho.

Ela pode, por exemplo, sonhar que afugenta um agressor ou que evita um acidente catastrófico. Pesquisadores chefiados por Ursula Voss, da Universidade J.W. Goethe, de Frankfurt (Alemanha), usaram uma técnica chamada estimulação transcraniana de corrente alternada (tACS) para explorar as causas dos sonhos lúcidos.

O dispositivo consiste de duas caixas pequenas com eletrodos, que são colocados perto do crânio e enviam um sinal elétrico muito fraco, de baixa frequência, através do cérebro. A equipe de cientistas recrutou 15 mulheres e 12 homens com idades entre 18 e 26 anos, que passaram até quatro noites em um laboratório de sono.

Depois que os voluntários experimentaram entre dois e três minutos de sono REM, os cientistas aplicaram ora o procedimento tACS, ora outro "falso", que não produziu corrente, durante cerca de 30 segundos. A corrente se manteve abaixo do limite sensorial, portanto os indivíduos não acordaram. Eles, então, despertaram os voluntários e perguntaram com o que tinham sonhado.

No controle dos sonhos

"Os sonhos reportados foram similares, a maioria dos indivíduos reportou 'ver a mim mesmo do lado de fora' e que o sonho era visto do exterior, como se fosse exibido em uma tela", contou Voss à AFP. "Eles também contaram saber que estavam sonhando", continuou.

Os voluntários foram submetidos a testes nas frequências de 2 Hertz (Hz), 6 Hz, 12 Hz, 25 Hz, 60 Hz e 100 Hz. "O efeito só foi observado em 25 e 40 Hz, ambas na faixa de frequência gama, a de menor amplitude", afirmou Voss. "Esta faixa se vincula à percepção consciente, mas até agora uma relação causal não tinha sido estabelecida. Agora, foi", prosseguiu.

Quando os voluntários foram estimulados a 25 HZ, "tivemos classificações maiores de controle do enredo do sonho, o que significa que eles conseguiram mudar a ação segundo sua vontade", acrescentou.

"Estou dirigindo meu carro por muito tempo", contou um voluntário. "Então, eu chego a este local onde nunca tinha estado antes. Tem muita gente lá. Acho que talvez conheça alguns deles, mas estão todos de mau humor, então eu vou para um quarto diferente, completamente sozinho", revelou o estudo publicado este domingo na revista Nature Neuroscience.

Operado por bateria, o tACS foi aplicado de forma que a corrente fluísse entre as regiões frontal e temporal, situadas, respectivamente, na parte superior dianteira e na lateral do cérebro.O estudo sugere que os tACS frontotemporais podem ajudar a restaurar redes cerebrais disfuncionais que são relacionadas com a esquizofrenia e o distúrbio obsessivo compulsivo.

Aplicado durante o sono REM, também poderia, um dia, ajudar as vítimas de distúrbios de estresse pós-traumático a superar os pesadelos frequentes ao colocá-las no comando do enredo do sonho, prosseguiu o artigo.Sozinho, o dispositivo tACS é uma invenção médica reconhecida, projetada para ser usada apenas para fins de pesquisa.

Voss disse, no entanto, que parece inevitável que um dispositivo similar seja, algum dia, inventado para os consumidores, possibilitando aos sonhadores mergulhar no sonho lúcido, para o bem ou para o mal."Embora isto não seja algo que me interesse pessoalmente, estou certa de que não vai demorar até que dispositivos como este apareçam. Mas o estímulo cerebral deve sempre ser cautelosamente monitorado por um médico", advertiu.

Cientistas uruguaios vão estudar, nos próximos meses, os possíveis efeitos da maconha no sono e na vigília, uma área de estudo que promete aumentar nos próximos anos, graças à regulação do mercado da erva, aprovada em dezembro.

Um grupo multidisciplinar de pesquisadores da Universidade da República Uruguaia (estatal) esperam a regulação da lei que legaliza a produção de maconha para iniciar um estudo sobre quais dos 500 componentes da planta promovem sono e vigília, noticiou o jornal El Observador na edição de domingo. "Temos uma oportunidade histórica interessante porque está o marco legal que o habilita", afirmou Búrix Mechoso, professor de Ciências Biológicas.

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Em dezembro passado, o Uruguai se tornou o primeiro país a aprovar o controle do mercado de maconha e derivados, um projeto inédito promovido pelo presidente de esquerda José Mujica. A regulamentação da polêmica lei - que deve ser concluída em abril - vai determinar as variedades da droga que serão produzidas, o grau de concentração e como serão concedidas as licenças para plantar, inclusive os casos em que a maconha colhida tiver como finalidade a pesquisa ou a industrialização para uso farmacêutico.

"Há usos e efeitos atribuídos à maconha que nos interessam analisar pelas temáticas que trabalhamos", afirmou Atilio Falconi, professor do Laboratório de Neurobiologia do Sono da universidade. A princípio, a pesquisa estará concentrada na ciência básica, mas os cientistas não descartam no futuro repassar as conclusões de seus estudos a interessados da medicina clínica.

A aprovação da norma pôs o país sul-americano no foco da atenção mundial e atraiu laboratórios estrangeiros que consultaram o governo local sobre como será implementada a produção e se poderão adquirir a droga. Laboratórios de Canadá, Israel e Chile são alguns interessados, segundo fontes oficiais. As mesmas consideram que a implantação da produção de maconha atrairá investimentos do setor farmacêutico, em um momento em que os possíveis benefícios da droga com fins medicinais ganhem terreno em nível global.

Após sua regulamentação, os maiores de 18 anos poderão adquirir maconha mediante o cultivo, em clubes de consumidores ou comprando-a em farmácias, em todos os casos com limites e registro prévio junto ao Estado.

Cientistas suecos apresentaram, nesta terça-feira (31), um estudo que esclarece um pouco melhor os danos cerebrais de uma noite sem dormir, o que poderia incentivar as pessoas mais festeiras a ir para cama mais cedo.

Esses pesquisadores em neurologia da Universidade de Uppsala analisaram amostras de ​​sangue colhidas de 15 homens jovens e de boa saúde divididos em dois grupos: entre aqueles que dormiram oito horas e os que não dormiram.

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Entre os que não dormiram, os cientistas constataram um aumento de cerca de 20% de duas moléculas, a enolase específica dos neurônios e a proteína S-100B. "O número de moléculas do cérebro normalmente aumenta no sangue quando ocorrem lesões cerebrais", indicou em um comunicado o coordenador do estudo, Christian Benedict.

"A falta de sono pode promover processos de neurodegeneração", enquanto que, pelo contrário, "uma boa noite de sono poderia ter uma grande importância para a manutenção da saúde do cérebro", acrescentou.

O estudo, que será publicado na revista Sleep, segue a linha de outro estudo publicado em outubro na revista Science, que concluiu que o sono acelera a limpeza de toxinas do cérebro. Entre essas toxinas estão a beta-amilóide que, cumulativamente, promove a doença de Alzheimer, de acordo com pesquisadores da Universidade de Rochester (EUA), que trabalharam com ratos.

São muitas as opções de baladas para os jovens hoje em dia. A tradição da vida boêmia vem de longe, mas, atualmente, a duração das festas chama a atenção. As famosas "raves" chegam a durar até 24h. Todos os dias há opções para todos os gostos. Com tempo esticado, aumenta também o consumo de bebidas, a alimentação é cada vez menos adequada e ainda existem outros fatores prejudiciais, como o cigarro. O que parece uma vida cheia de emoções, pode ser também um grande risco de problemas de saúde, muitas vezes, de forma precoce.

Até mesmo a aparência, tão valorizada nesta fase da vida, pode ser comprometida. Veja abaixo cinco fatores de envelhecimento antes da hora, causados pelo excesso de álcool, tabaco e noites mal dormidas:

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1. Olheiras e bolsas sob os olhos

O primeiro sinal de uma noite mal dormida aparece no rosto. Normalmente, ficam mais evidentes olheiras e bolsas palpebrais. Se essa rotina se repete com alguma regularidade, os efeitos não costumam desaparecer com facilidade – nem quando a pessoa dorme além da conta para compensar. Um estudo da universidade norte-americana Johns Hopkins revela que os fumantes têm uma tendência quatro vezes maior de se sentirem cansados mesmo após terem dormido a noite inteira. Se, além de não dormir bem e fumar, a pessoa também costuma ingerir álcool regularmente, o inchaço poderá ser percebido não apenas nos olhos, mas no rosto todo. Por isso, além de evitar uma vida de excessos, os jovens devem dormir pelo menos sete horas por noite se quiserem evitar o envelhecimento precoce

2. Pele sem brilho e ressecada

O álcool desidrata o organismo, tendo efeito altamente prejudicial sobre o maior órgão do corpo humano: a pele. Com o tempo, ele priva a pele de nutrientes e vitaminas (principalmente a vitamina C) – acelerando o processo de envelhecimento. Já com relação ao fumo, existe até uma expressão para descrever o conjunto de características faciais que incluem rugas, sulcos, falta de brilho e tonalidade acinzentada da pele: ‘rosto de fumante’. O monóxido de carbono presente na fumaça do cigarro atua na redução do fluxo sanguíneo, deixando a pele seca e descolorida

3. Manchas e marcas na pele

O cigarro faz com que manifestações de doenças autoimunes, como a psoríase e a dermatite atópica, ocorram com mais frequência, fazendo com que manchas e marcas estejam cada vez mais presentes e visíveis na pele das pessoas. Isso acaba constrangendo em alguma medida, limitando o uso de saias, bermudas e braços à mostra. Até mesmo as estrias são mais visíveis em pacientes fumantes. Já quem sofre de rosácea e ingere álcool em grandes quantidades costuma ter crises mais frequentes da doença, desencadeando o surgimento de manchas avermelhadas na região central do rosto

4.  Rugas e pés-de-galinha

Jovens fumantes, principalmente aquelas que também fazem uso de álcool e contraceptivos orais, costumam ter a aparência envelhecida antes de suas colegas que levam uma vida saudável. Enquanto, aos 80 anos, as pessoas trazem ‘rugas de sabedoria’, as moças nessas condições demonstram não serem regidas pela sabedoria. O fumo acelera o envelhecimento, prejudicando o suprimento de sangue que mantém o tônus da pele e fazendo com que a menina pareça mais velha que suas amigas não-fumantes da mesma idade. Mas esse quadro pode piorar se a paciente estiver acostumada a virar noites em claro, dormindo menos do que o necessário. A falta de sono, assim como o estresse, leva o corpo a produzir um hormônio chamado cortisol que eleva os níveis de açúcar no sangue. Além dos evidentes danos à saúde – principalmente ao coração – também pode acelerar o processo de envelhecimento, comprometendo o colágeno responsável por uma pele firme e sem rugas

5. Recuperação pós-cirúrgica mais lenta e problemática

A nicotina causa vasoconstrição, que é o estreitamento dos vasos sanguíneos, limitando o fluxo de sangue rico em oxigênio para pequenos vasos no rosto e no corpo. Isso sinaliza que o tempo de cicatrização de um fumante é sempre maior do que o de um não-fumante. Por isso, além de normalmente necessitar recorrer a técnicas de cirurgia plástica antes dos demais, o fumante enfrentará mais problemas na cicatrização. Até mesmo cirurgias odontológicas e procedimentos periodontais acabam impondo mais sofrimento a esses pacientes. O quadro, certamente, será ainda pior se agravado pelo álcool e pela falta recorrente de sono. Os fumantes têm doze vezes mais chances de apresentar complicações em procedimentos cirúrgicos do que os não-fumantes. Por isso, quando o paciente não consegue parar definitivamente de fumar, cortar o cigarro um mês antes da cirurgia e um mês depois contribui ao menos para evitar problemas relacionados a anestesia, trombose e embolias

 

Fonte: Dr. Vitorio Maddarena Junior (CRM 64.301), cirurgião plástico, diretor da Clínica Maddarena (SP), e membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) – www.clinicamaddarena.com.br

Dormir permite ao cérebro limpar os resíduos acumulados no dia anterior graças a um mecanismo descoberto recentemente e que é ativo sobretudo durante o sono, demonstra um estudo publicado esta quinta-feira (17) na revista Science. Como um zelador que varre os corredores depois que as luzes se apagam, no cérebro ocorrem grandes mudanças quando dormimos que lhe permitem tirar o lixo e manter as doenças longe.

A descoberta pode fazer avançar a compreensão das funções biológicas do sono, explicaria porque passamos um terço da vida dormindo e permitiria encontrar tratamentos contra doenças neurológicas como o mal de Alzheimer, afirmam os cientistas autores deste estudo. "Esta pesquisa mostra que o cérebro tem diferentes estados de funcionamento durante os períodos de vigília e de sono", explicou o doutor Maiken Nedergaard, da faculdade de Medicina da Universidade de Rochester (Nova York, nordeste), principal autor do estudo.

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"De fato, a natureza reparadora do sono resultaria da eliminação destes resíduos produzidos pela atividade neuronal que se acumulam no período de vigília", acrescentou. O mecanismo integrado no sistema sanguíneo impulsiona o fluido cérebro-espinhal através dos tecidos e o devolve purificado.

Em experimentos de laboratório feitos em ratos, os cientistas viram como o lixo celular era jogado para fora do cérebro através de vasos sanguíneos para o sistema circulatório do corpo e, finalmente, para o fígado, onde são eliminados. A eliminação das toxinas no cérebro é essencial, visto que seu acúmulo na forma de proteínas tóxicas pode provocar doenças. Segundo os cientistas, quase todas as patologias neurodegenerativas estão vinculadas a um acúmulo de dejetos celulares.

Entre os dejetos eliminados nas cobaias de laboratório estavam a proteína beta amiloide, que quando se acumula é um gatilho para o aparecimento do mal de Alzheimer. O processo é acelerado durante o sono porque as células do cérebro se retraem cerca de 60%, permitindo ao fluxo se mover mais rápido e mais livremente pelo cérebro, permitindo que os dejetos sejam eliminados mais facilmente.

Toda a operação acontece no que os cientistas chamam de 'glinfático', que parece ser 10 vezes mais ativo durante o sono do que durante a vigília e permite limpar a maior parte das toxinas responsáveis pelo mal de Alzheimer e outras doenças neurológicas. "O cérebro tem energia limitada à sua disposição", afirmou Nedergaard. "É como organizar uma festa em casa. Você pode entreter os convidados ou limpar a casa, mas realmente não pode fazer as duas coisas ao mesmo tempo", explicou.

 

Você dorme bem? Sabe quais são os malefícios de não ter uma boa noite de sono? O LeiaJá conversou com o especialista em sono Dr.Sérgio Barros.

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Pós-graduado em Pneumologia e Medicina do Sono, no Hospital Saint Antoine, em Paris e membro da Sociedade Brasileira de Sono, o médico partilha sua experiência com o trabalho desenvolvido com motoristas rodoviários no Grupo Águia Branca, de Belo Horizonte. O projeto é considerado o maior do gênero no mundo. No ano 2000 cada motorista recebeu diagnóstico e tratamento baseado em exames como a polissonografia e avaliação das condições do local de trabalho e de casa.

Confira a entrevista completa com o especialista:

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Além de ser uma necessidade fisiológica de todo ser humano, dormir bem é tão importante quanto se alimentar corretamente, praticar atividades físicas e ter uma boa convivência com as pessoas que participam do seu cotidiano. Entretanto, para alguns é difícil ter uma boa noite de sono devido há vários distúrbios como apneia, insônia e ronco provocados pela própria negligência do ser humano quando não obedece a hora exata de “apagar as luzes”. 

Segundo os dados da Associação Brasileira do Sono (ABS), esses problemas são responsáveis por 30% das mortes e 20% dos acidentes no Brasil. A qualidade do sono interfere muito na vida diária das pessoas, já que os distúrbios aparecem por causa das noites mal dormidas acarretando cansaço, mau humor, dores de cabeça, dificuldade de concentração, entre outros problemas de desgaste físico e psicológico no dia seguinte. 

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O especialista em Medicina do Sono, Dr. Sérgio Barros, já trabalha na área há 13 anos e afirma que as pessoas não respeitam a hora de dormir, e ao invés de estarem descansando ficam se entretendo com a televisão ou computador. “As pessoas ficam na internet ou assistindo o futebol até a madrugada, mas não acordam mais tarde porque elas precisam trabalhar, e isso compromete o rendimento diário delas além de estar pagando um preço alto pela sua longevidade, danificando a qualidade de vida por dormir menos tempo”, explicou. 

Segundo o especialista, o ser humano deve dormir no mínimo 7h em média. “A pessoa que dorme 10h ou mais por dia também está aumentando o risco cardiovascular como infarto, derrame cerebral ou hipertensão”, contou Dr. Sérgio Barros. O sono é o momento de descanso do corpo e para mente. Assim, muitos necessitam de muitas horas outros de poucas, mas o importante é ter uma noite de qualidade.  

“Não precisamos dormir muito, e sim dormir bem. Quanto mais a gente dorme pior a gente fica. É a mesma coisa que acontece com uma bateria de celular quando ela atinge a sua carga máxima: precisamos desconectar da tomada porque senão a vida útil dela diminui”, falou.  Energéticos, cafeína e bebidas alcoólicas também interferem na hora do sono, afirma o especialista que aconselha as pessoas a não exagerar na hora de consumir esses produtos. “Deve-se consumir alimentos de fácil digestão e evitar os chocolates”, enfatizou. 

O especialista Sérgio Barros trouxe pela primeira vez ao Recife a palestra “Sono e Qualidade de Vida”, que será realizada às 10h desta quinta-feira (8), no Interne Soluções em Saúde, situada na Ilha do leite, área central da cidade. O doutor também levará em discussão todas as problemáticas que giram em torno do sono. 

 

A falta de sono está sendo um problema recorrente na vida dos cidadãos, deixando um desgaste intenso ao longo das atividades do dia a dia, fazendo com que mais pessoas durmam menos ou durmam mal. Esse problema pode se constituir, no ronco, que possivelmente pode se transformar no distúrbio do sono, apneia, gerando um alerta preocupante para os médicos.

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De acordo com os especialistas em medicina do sono, o ronco pode evoluir com a idade, assim como o sedentarismo e o sobrepeso, mesmo sendo considerado leve, podendo levar essas paradas respiratórias durante o sono. Ainda segundo eles, as apneias são definidas como interrupções no fluxo de oxigênio com mais de 10 segundos e só são considerados anormais quando se repetem mais de 30 vezes por noite, e com o decorrer dos anos os prejuízos aumentam.

”Muitos pacientes nos chegam por indicação médica. O primeiro passo é fazer um exame de polissonografia, que vai dizer o tipo do ronco e o grau de apneia. Dependendo do caso, há vários tipos de tratamento”, informa a ortopedista funcional dos maxilares, Sandra Jordão.

Algumas doenças como, Obesidade, obstruções nasais, retrognatismo mandibular (queixo retraído), favorecem o ronco e as apneias. O tratamento é multidisciplinar, podendo começar por um neurologista, otorrino, pneumologista ou por um dentista. 

O aparelho intra-oral (AIO), é indicado em casos de apneias menos severas, em que a sua função é trazer a mandíbula para frente e posicionar adequadamente a língua de modo a liberar espaço para a passagem do ar. “O AIO é como um aparelho ortodôntico móvel, e como tal precisa ser individualizado, exclusivo para cada paciente. O tempo de uso varia de pessoa para pessoa”, explica a especialista no assunto e professora da Associação Brasileira de Odontologia (ABO-PE), Vânia Cristina de Santana. 

A eficácia vai depender da precisão do diagnóstico, segundo as especialistas, porque inclui radiografias da face, para indicar se há problemas articulares e se o tipo facial, a posição dos dentes e a musculatura viabilizam o uso do aparelho. Tudo isso para assegurar que ele vai mesmo melhorar a passagem do ar.

Álcool, bebidas cafeinadas e refeições pesadas à noite, ajudam no problema, então a mudança de hábito contribuirá para a boa higiene do sono. Práticas como manter escuro o local de dormir, livre de ruídos e com temperatura agradável, não dormir de dia, com exceção dos idosos, não comer na cama ou trabalhar no computador antes de dormir podem auxiliar na qualidade do sono.

“Os obesos acabam tendo especial propensão para as apneias do sono”, afirma Vânia. Segundo ela quem dorme menos de cinco horas por dia, por muito tempo, ganha 36% de peso em comparação a quem dorme acima de três horas a mais. “Quem tem um ronco mais severo pode gerar apneias capazes de causar hipertensão, favorecer derrames e até levar à morte”, alerta a especialista.  

A atriz holandesa Sylvia Kristel, famosa em todo o mundo como a protagonista do filme erótico "Emmanuelle", de 1974, faleceu durante a noite vítima de câncer, informou a agência que administrava sua carreira.

"Ela morreu durante a noite, durante o sono", disse à AFP Marieke Verharen, da agência Features Creative Management, que representava a atriz, de 60 anos.

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Verharen afirmou que Kristel faleceu "em consequência de um câncer". A atriz havia sido internada em julho em um hospital de Amsterdã.

O objetivo desta última refeição é não ingerir carboidratos nas 3 horas que antecedem o sono, pois durante as primeiras horas do sono, nós secretamos hormônios responsáveis pela regulagem do nosso metabolismo, queima calórica, estocagem de gordura, estrutura da pele e tecidos (o famoso HGH, este é chamado hormônio da beleza), pois ele aumenta o metabolismo, fazendo com que tenhamos uma maior queima calórica e disponibilidade da gordura para queima durante a atividade física, só que para ele ser secretado temos que ter uma baixa circulante de glicose, por isso evitaremos o consumo de carboidratos durante esta refeição.

Coma alguma coisa que tenha gordura boa  e proteína de digestão lenta como a  caseína do leite.A caseína se coagula no intestino, assegurando uma liberação continua de aminoácidos para o músculo, evitando o catabolismo enquanto esta dormindo.Uma ingestão de gordura boa diminuem ainda mais a velocidade da digestão.

Evite carboidratos na última refeição, eles atrapalham a síntese do hormônio do crescimento (HGH) e aumenta o acumulo de gordura.

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