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A campanha Dia Mundial da Limpeza acontece em 18 de setembro e visa unir milhões de pessoas de 180 países diferentes para limpar o planeta de diferentes formas. Para aqueles que desejam ser voluntários para ajudar de alguma forma na cidade de Guarulhos, é possível realizar o cadastro por meio do link, até 12 de setembro: https://forms.gle/7jd16SsPqcGYW5a7A

Existem diversas formas que os voluntários podem ajudar, assim como a limpeza ambiental. A campanha propõe que seja feita a separação de itens para reciclagem, mapeamento de pontos estratégicos onde se acumula lixo, e regiões com água parada, suscetíveis à proliferação da dengue.

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Além deste, é possível realizar a limpeza solidária, que visa separar itens que não servem mais, como roupas e calçados, para doar a alguém que precise. E a limpeza mental, que tem como objetivo meditar, praticar esportes, realizar práticas espiritualistas e tudo relacionado a desintoxicação mental.

No Brasil, a ação é desenvolvida pelas instituições Limpa Brasil – Let’s do It e Teoria Verde. Já em regiões metropolitanas, como Guarulhos (SP), a campanha é promovida pela equipe Lixo Zero, órgão que integra a Secretaria de Serviços Públicos. Na última vez que o Dia Mundial da Limpeza foi realizado, mais de 50 milhões de pessoas participaram, e agora a expectativa é que o número aumente.

 

 

O projeto 'Pré-Vestibular Comunitário da Linha do Tiro' abre chamada de voluntários para profissionais ou estudantes atuarem nas áreas de psicologia, design e redação, além de estudantes ou educadores para as mentorias de espanhol, literatura, física, química, história e sociologia. Os interessados podem se candidatar preenchendo um formulário virtual

Os candidatos selecionados serão contactados para continuar o processo, havendo a possibilidade de ser marcada uma entrevista por meio de plataforma virtual ainda no mês de junho. A iniciativa provê acompanhamento gratuito a estudantes que vão prestar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), por meio de mentoria humanizada.

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Devido à pandemia do novo coronavírus, as atividades estão sendo realizadas exclusivamente de forma remota, por meio de plataforma virtual. Cada mentor ficará responsável por três a cinco estudantes, organizando encontros semanais ou mensais para tirar dúvidas e acompanhar o desenvolvimento dos estudos. Caso o aluno tenha dúvidas específicas relacionadas à alguma disciplina, cabe ao mentor ajudá-lo a entrar em contato com o educador voluntário da área requisitada.

Além disso, o projeto propõe rodas de diálogo para debater temas sociais. Para o estudante de publicidade Antonio Vinícius de Jesus Pequeno, um dos coordenadores do projeto, o objetivo é ir além da resolução de questões para o vestibular. “Nosso formato é pensar não só um ensino para reproduzir o que tem na sala de aula e passar no Enem, mas também para que os alunos reflitam sobre seu entorno, sua sociedade e como, adentrando nas universidades, podem dar seu retorno à região de onde vieram e trabalhar nela de maneira a construir um futuro melhor pro seu lugar”, ele explica.

O projeto surgiu com um grupo de estudantes que davam aulas gratuitas no Alto José Bonifácio, Zona Norte do Recife. O grupo migrou para o bairro da Linha do Tiro, e lá criou o novo cursinho. “No começo éramos de 15 a 20 pessoas no nosso polo, mas no começo da pandemia conseguimos ter apenas uma aula presencial, então nós buscamos recursos para oferecer chips aos alunos através de editais, parcerias com grandes cursinhos on-line e reuniões com os alunos para auxiliar na medida do possível”, Antonio relembra. Atualmente a equipe de coordenadores é composta por outros três jovens, Rafael Silva, com especialização em linguística, Rayanne Carlota, bacharel em direito com especialização em direitos humanos e Jhulia Nelly, formada em medicina e mestranda em saúde pública.

O curso gratuito Luiz Gama (CLG) realiza uma ação solidária voltada para os alunos da rede de ensino particular que querem ter acesso ao material de estudo preparatório. Para participar da ação, os estudantes devem doar 5 kg de alimentos, sendo eles, necessariamente, 2 Kg de arroz, 2 kg de feijão e 1 kg de fubá.

O projeto educacional é realizado por um grupo de jovens da Região Metropolitana do Recife (RMR) que prepara videoaulas, simulados, apostilas, questões de vestibular, entre outros materiais, para estudantes da rede pública de ensino que não tem condições de pagar um cursinho preparatório para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

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As doações serão destinadas às famílias de migrantes venezuelanos assessoradas pelo Projeto RAFA - Rede de Amor, Fraternidade e Amizade. Os estudantes da rede privada interessados em participar da ação, podem deixar suas doações em pontos estratégicos informados pelos voluntários do CLG nos bairros da Torre, Casa Forte ou no Rosarinho, nos horários das 8h às 11h.

O idealizador do Projeto RAFA, Luiz Marcos, comemora a ação do cursinho preparatório. “Nós do Projeto RAFA acreditamos que toda a iniciativa que inspire a solidariedade entre os seres humanos, especialmente para com os migrantes em situação de vulnerabilidade merece nosso apoio e admiração. As ações patrocinadas por esses jovens, nos faz acreditar que a vida é maravilhosa”, declarou, em nota.

Para obter mais detalhes sobre o preparatório ou contribuir para a ação solidária do cursinho, basta entrar em contato com os voluntários pelos perfis no Instagram @cursoluizgama, @projeto_rafa_ e/ou @caritasregionalnordeste2.

A Fiocruz, por intermédio da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP), segue recebendo voluntários para os testes, no Rio de Janeiro, do estudo com a vacina BCG para avaliar o impacto da Covid-19 em trabalhadores de saúde. Intitulada Brace Trial Brasil (BTB), a pesquisa é coordenada pela pneumologista e pesquisadora da Fiocruz Margareth Dalcolmo, e o recrutamento dos voluntários está sendo feito no Centro de Referência Professor Hélio Fraga (CRPHF), em Curicica, e no Centro de Estudos da Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana (Cesteh), no campus Fiocruz Manguinhos. Os voluntários do BTB devem se inscrever pela internet.

A BCG (Bacillus Calmette-Guérin), utilizada para prevenir as formas graves de tuberculose na infância, também é reconhecida por gerar uma resposta imunológica ampla contra outras infecções. Estudos sugeriram que poderia oferecer proteção contra a Covid-19 por suscitar ação celular contra organismos como vírus, bactérias, protozoários intracelulares, por meio da resposta imune inata. 

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Liderada no Brasil pela Fiocruz, a etapa da pesquisa no Rio de Janeiro abarcará mil voluntários. A coordenadora Margareth Dalcolmo convoca os profissionais de saúde que estão na ativa. “No dia 16 de novembro, iniciaremos o estudo de fase III com a vacina BCG para prevenção da Covid-19. Sabemos que essa vacina confere uma proteção imunológica bastante variada, e a hipótese a ser demonstrada é se a BCG poderá nos proteger contra os episódios da Covid ou, pelo menos, atenuar a virulência de cada um deles. Convidados voluntários a fazerem parte da pesquisa inscrevendo-se no link https://is.gd/BRACERJ”. Confira a convocação no vídeo abaixo.

Antes de receber a vacina, os voluntários passarão por entrevista e testagem. Todos serão acompanhados pela equipe de pesquisa por até um ano, por meio de ligações telefônicas semanais. Caso apresentem qualquer sintoma de Covid-19, poderão fazer a coleta do swab nasal para avaliar a presença de Sars-Cov-2. Além disso, retornos trimestrais serão agendados para verificar a presença de possíveis infecções assintomáticas.

Poderão participar do estudo trabalhadores da saúde, tais como enfermeiros, médicos, técnicos, fisioterapeutas, recepcionistas e porteiros, maiores de 18 anos.  Outros critérios para ser voluntário são não ter sido infectado pela Covid-19 e não estar participando de outro ensaio clínico.

Brace Trail

O Brace Trial é um ensaio clínico de fase III, que tem como objetivo avaliar se a vacinação ou revacinação com BCG pode reduzir o impacto da Covid-19 em trabalhadores de saúde, população mais exposta ao novo coronavírus. No total, o estudo irá vacinar 10 mil voluntários na Austrália, Reino Unido, Espanha, Holanda e Brasil. Mundialmente, o projeto é liderado pelo pesquisador australiano Nigel Curtis, do Murdoch Children’s Research Institute, e financiado pela Fundação Bill e Melinda Gates (Gates Foundation).

Vacina BCG

Além de oferecer proteção contra tuberculose, ensaios clínicos realizados em diversos países apontam a ação da vacina BCG em outras infecções. Um ensaio clínico da Activate, na Grécia, de revacinação com BCG em idosos demonstrou uma redução de 79% de infecções respiratórias após um ano de acompanhamento. Na África do Sul, estudos mostraram que a vacina reduziu em 73% nas infecções no nariz, na garganta e nos pulmões.

*Da Fiocruz

Astrônomos franceses fizeram um apelo geral aos fãs para se juntarem neste fim de semana em uma busca para encontrar um meteorito do tamanho de um damasco que caiu na Terra no fim de semana passado, no sudoeste da França.

O meteorito, de um peso estimado de 150 gramas, foi captado pelas câmeras de um centro de ensino de astronomia quando caiu às 22h43 horas (18h43 no horário de Brasília) do sábado passado perto de Aiguillon, a cerca de 100 km de Bourdeaux.

O centro faz parte do projeto Vigie-Ciel (Vigilância do Céu) composto por cerca de 100 câmeras cujo objetivo é detectar e coletar dezenas de meteoritos que caem na França todo ano.

"Os meteoritos são relíquias da criação do sistema solar, com a vantagem de nunca terem sido expostos ao exterior", explica Mickael Wilmart, da associação de educação astronômica A Ciel Ouvert (Céu Aberto), que administra o observatário de Mauraux.

"Um meteorito fresco como este, que caiu há apenas alguns dias, não foi alterado pelo meio ambiente da Terra e, portanto, contém informações muito valiosas para os cientistas", acrescentou.

A busca já está em andamento, mas foram lançados pedidos de ajuda nas redes sociais e colocaram cartazes nas áreas onde é mais provável que a rocha tenha caído.

Wilmart reconhece que as chances de encontrarem são escassas. "É um pouco como procurar uma agulha em um palheiro", disse.

"Contamos que as pessoas procurem em seus jardins ou na beira de alguma estrada, poderiam tropeçar nessa pedra tão desejada".

A Fundação de Hemoterapia de Pernambuco (Hemope) se uniu ao Shopping Guararapes, localizado em Piedade, Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife (RMR), para promover a 3ª campanha de doação de sangue deste ano, a partir desta quinta-feira (19). A queda de cerca de 50% nos estoques provocada pela pandemia preocupa a entidade.

As doações poderão ser feitas entre a quinta (19) e o sábado (21), das 10h às 12h e das 13h30 às 16h, em um espaço montado no mesmo corredor das Lojas Americanas. Todos os tipos sanguíneos podem participar da campanha, que contou com 113 voluntários na última ocasião.

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Os doadores precisam portar documento de identificação original, legível e com foto – RG, CNH (física ou digital), Carteira de Trabalho, Carteira Profissional, Passaporte, Registro Nacional de Estrangeiro, Certificado de Reservista.

“Os interessados devem ter entre 16 e 69 anos e 11 meses (sendo a primeira doação, até 59 anos e 11 meses). Os menores de idade precisam estar acompanhados dos seus responsáveis. Além disso, outras recomendações são ter boa alimentação no dia da doação, evitando gorduras; pesar acima dos 50kg; não doar em jejum; não ultrapassar o tempo de 3h entre a refeição e a doação, e ter dormido, no mínimo, durante 6 horas", explica o Hemope, que disponibilizou o site www.hemope.pe.gov.br para mais informações.

No primeiro dia de retomada dos testes clínicos da Coronavac em alguns centros do estudo em São Paulo, o temor de que haveria queda no número de voluntários interessados em participar não se confirmou. Ao contrário, alguns profissionais de saúde decidiram se inscrever para fazer parte da pesquisa justamente após a controversa suspensão dos testes pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Os testes foram interrompidos pela Anvisa na noite de segunda-feira (9), após o relato do óbito de um voluntário. A agência autorizou o retorno dos testes na manhã de quarta-feira (11), após analisar documentos que comprovaram que a morte - por suicídio - não tinha relação com o imunizante. A vacinação de participantes foi retomada anteontem. A situação provocou atritos entre o governo federal e o estadual.

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No Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo, um dos principais centros da pesquisa, foram 20 novas inscrições durante os dois dias em que a pesquisa ficou pausada. Uma delas foi a da médica infectologista Denise Rodrigues, de 55 anos, que decidiu preencher o formulário de interesse na quarta-feira, pouco antes de a Anvisa autorizar a retomada dos estudos.

"Fiquei preocupada com essa situação de pausa porque é um estudo importante que foi interrompido por um mal-entendido. Tive receio de as pessoas ficarem com medo, falarem inverdades sobre a vacina e achei que eu, como médica, poderia dar essa contribuição para mostrar que confio em estudos sobre vacinas e nas instituições e pessoas envolvidas nessa pesquisa", disse ela.

Denise já foi convocada para comparecer ao instituto nesta sexta-feira, para fazer a triagem e exames e, se cumprir todos os requisitos, tomar a primeira dose da candidata a vacina ou do placebo.

Reagendamento

As agendas do centro tiveram de ser reorganizadas às pressas com a suspensão inesperada, conforme conta Ana Paula Rocha Veiga, coordenadora do estudo de campo da Coronavac no Emílio Ribas. "Tomamos um susto quando a pesquisa foi suspensa, ficamos tristes porque estamos trabalhando muito para concluir logo a inclusão de todos os voluntários necessários. A agenda estava cheia, tivemos de desmarcar às pressas. Mas foi muito interessante ver muitas pessoas ligando querendo participar e se sentindo motivadas a ser voluntárias depois de toda essa situação", conta a médica.

Ela diz que, até agora, não teve conhecimento de desistências no centro. "Muitos nos procuraram para saber se ia demorar a suspensão e como ficaria a situação de quem tinha data certa para tomar a segunda dose. Mas eram mais dúvidas do que inseguranças ou medo", diz.

No centro de estudo da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto, a situação foi parecida. "Até pelo fato de os voluntários serem profissionais de saúde e saberem mais desses processos, não tivemos impacto", conta Maurício Lacerda Nogueira, coordenador do centro do interior.

No Emílio Ribas, Ana Paula conta que, além do recebimento de novos voluntários, foi retomado o atendimento dos participantes que já estavam inscritos e agendados antes da suspensão. O primeiro dia de trabalho após a Anvisa autorizar o retorno dos testes teve 53 voluntários atendidos, entre pessoas que foram tomar uma das doses do imunizante ou do placebo e aqueles que retornavam para consultas de acompanhamento.

O técnico de enfermagem João Carlos de Oliveira Souza, de 42 anos, tomou a primeira dose do produto na quinta-feira (12). Ele já estava inscrito antes da suspensão e disse que o episódio não afetou sua convicção em participar da pesquisa.

"Não tive nenhum receio nem pensei em desistir. Eu partilho da ideia de que a gente está perdendo muito tempo com questões políticas e outras questões que não são importantes. O importante agora é salvar vidas, então me senti mais estimulado a participar e a incentivar colegas meus a participarem também", afirmou.

Busca

O Emílio Ribas já recrutou cerca de mil voluntários, mas continua precisando de mais inscritos. Para participar da pesquisa, é preciso ser profissional de saúde e maior de 18 anos. O formulário para inscrição está disponível no site da instituição.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Quando o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, admitiu pela primeira vez, na quinta-feira, que o fogo no Pantanal tomou "proporção gigantesca", a maior série de queimadas no bioma em décadas tinha alcançado seu ápice. Na avaliação de especialistas, o ritmo das ações do governo federal para conter os incêndios indica demora e uma oferta de recursos e infraestrutura incompatíveis com o tamanho da devastação. Por outro lado, organizações não governamentais e voluntários agem para frear o avanço do fogo na região.

Somente no Parque Estadual Encontro das Águas, que abriga grande concentração de onças-pintadas, a destruição alcançou 85% dos cerca de 108 mil hectares, segundo cálculos do Instituto Centro de Vida, que monitora queimadas no País. Fundamental para a preservação do felino, a área atrai milhares de turistas ao Pantanal todos os anos.

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O descompasso entre Brasília e o fogo estava evidente há semanas para ONGs, especialistas e voluntários. Professor do Instituto de Biociências da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Thadeu Sobral avalia que uma parcela importante do trabalho de contenção não foi assumida pelo poder público. "O que a gente sente é que quem toma a liderança dessas questões são o terceiro setor e as universidades. Temos vários amigos na linha frente de combate ao fogo. Precisamos entender o que ele está causando na biodiversidade e não temos visto os governantes sentados para conversar", reclama.

No Pantanal, ONGs trabalham tanto para conter as chamas quanto para resgatar animais feridos e providenciar alimentos aos que conseguiram sobreviver. A ONG Panthera tem uma fazenda de cerca de 10 mil hectares. Da área, cerca de 6 mil hectares são acessíveis e poderiam ser poupados do fogo para servir de moradia para a fauna. Cerca de metade desta parte foi salva, o que para a entidade foi uma vitória.

"É um pouco complicado avaliar se (o Estado) foi eficiente. Foi um incêndio nunca antes visto. Quanto mais aparato estatal, bombeiros, Exército, ICMbio (órgão do Ministério do Meio Ambiente responsável pelas unidades de conservação), melhor seria. Mas as linhas de fogo de quilômetros eram situação em que não se tinha muito o que fazer", pondera Fernando Tortato, pesquisador da Panthera.

Juntar esforços. Outros integrantes de ONGs são mais enfáticos. "Temos o pior incêndio de todos os tempos e o que o governo faz para mitigar? São as ONGs que precisam construir postos anti-incêndios? Não são, mas, como vemos que não tem apoio, vamos juntar os esforços e criar", afirmou Raquel Facuri, diretora da Ampara Animal.

Entre pantaneiros que buscam minimizar as consequências das queimadas que afetaram 15% do Pantanal, há um argumento de que o bioma é resiliente e, por isso, dentro de um ou dois anos, tudo estará de volta no seu devido lugar. "A quantidade de chuva que veio de julho do ano passado até agora foi muito pouca, colocou pouca água dentro do Pantanal. A gente nunca espera uma coisa (as queimadas) desse tamanho", afirmou Ivan Costa, presidente da Associação de Defesa do Pantanal (Adepan), entidade que reúne os produtores.

Biólogos afirmam que ainda é cedo para descartar impactos e, caso eles ocorram, pode haver severo desequilíbrio no ecossistema. Como exemplo, o professor da UFMT Victor Landeira destaca que o fogo deixa pelo caminho nutrientes que deveriam estar presos à vegetação. Com as chuvas, o material vai parar dentro de rios e alagados, criando outra vegetação que tomará o oxigênio que deveria ser dos peixes. "O Pantanal pode vir a ter uma cara diferente nos próximos anos."

Ação de governo. Desde o primeiro semestre, a falta de chuvas já prenunciava tempos difíceis na região. A fauna e a flora pantaneiras ardem desde julho, mas medidas emergenciais do governo só começaram a aparecer nos últimos dias - quando mais uma vez cresceram as críticas sobre a gestão da crise ambiental. Em 25 de julho, a pedido do governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), o Exército enviou ao Estado um helicóptero e um avião. Na véspera, Azambuja havia declarado estado de emergência por causa de grandes queimadas próximas de Corumbá.

m 18 de agosto, Salles foi ao Pantanal para um rápido sobrevoo. Na ocasião, acompanhou o início do funcionamento de aviões agrícolas que passariam a ajudar no combate às chamas. Foi o primeiro compromisso público do ministro para tratar das queimadas no bioma. Em agosto, o fogo no Pantanal foi quase o dobro do registrado no mesmo mês de 2019. Mas, nesse período, Salles se via às voltas com a polêmica suspensão do combate ao desmate ilegal por causa de bloqueio orçamentário, medida da qual mais tarde o governo recuou, reagindo à pressão interna e externa.

A viagem de Salles não surtiu resultados para o combate aos incêndios. Com a mobilização de entidades ambientais na última semana, o governo mandou o ministro Rogério Marinho, do Desenvolvimento Regional, a Mato Grosso, anunciar recursos. Ao todo, a pasta liberou R$ 13,9 milhões para o enfrentamento das queimadas. As medidas apareceram na esteira de uma série de reportagens do Estadão que mostraram prejuízos à natureza e ao trabalho de pantaneiros e voluntários.

O presidente Jair Bolsonaro chegou a dizer na quinta-feira que o Brasil estava "de parabéns" pela maneira como preserva o meio ambiente, quando a área atingida pelos incêndios no Pantanal se aproximava dos 3 milhões de hectares. Anteontem, avião em que Bolsonaro estava chegou a arremeter na chegada em Mato Grosso por causa da baixa visibilidade causada pela fumaça das queimadas.

Por presidir o Conselho da Amazônia e ser o foco das críticas internacionais à política ambiental brasileira, o vice-presidente Hamilton Mourão é outra autoridade do governo cobrada sobre o tema. Nas entrevistas, o tom usado por Mourão é de que o governo fez o que podia. "É um problema de seca que se arrasta há alguns anos na região. Está queimando de cá, está queimando de lá, na Bolívia, na Argentina."

De julho a agosto, o Ministério da Defesa enviou 200 homens para atuar contra queimadas em cidades como Poconé e Barão de Melgaço (MT). Para comparação, cerca de 100 militares da Força Nacional foram enviados para a Bahia para conter conflitos em assentamentos da reforma agrária no extremo sul do Estado. Em nota enviada na sexta, a Defesa informou que as Forças Armadas coordenam operação que emprega, neste momento, 542 profissionais. Procurado pela reportagem, o Ministério do Meio Ambiente não respondeu. Já o Planalto informou que não se manifestaria.

A Rede foi ao Supremo Tribunal Federal (STF) cobrar uma força-tarefa. "O Pantanal está sendo consumido pelas chamas, mas o governo federal fica de braços cruzados. Solicitamos ao procurador-geral da República que as medidas legais sejam devidamente tomadas", disse o senador Fabiano Contarato (Rede-ES). Uma comissão temporária do Senado foi instalada para acompanhar o problema. Para o presidente Bolsonaro, as queixas têm motivação política.

Eduarda, uma guerreira em defesa das onças

A guia turística Eduarda Fernandes, de 20 anos, tem o rosto de uma onça-pintada tatuado no antebraço esquerdo. É a espécie que apresentava com mais entusiasmo a grupos de viajantes nas margens dos rios do Pantanal. No combate ao incêndio, nos últimos meses, a jovem despontou como uma liderança que traduz a importância do trabalho desempenhado por voluntários na linha de frente da defesa do patrimônio natural.

De Cuiabá, Eduarda vive e acompanha o Pantanal desde os 15. Especializou-se na prestação de serviços a turistas e, neste ano, viu-se obrigada a agir em defesa da região que a conquistou. Ainda em julho, procurou autoridades locais em busca de ajuda para tomar providências em defesa dos animais que começava a ver mortos nas redondezas.

A resposta não foi eficaz. Decidiu, então, agir por conta própria. Começou a acionar ONGs e voluntários de várias partes do País, até perder as contas de quantas organizações e pessoas conseguiu mobilizar.

A pousada do namorado, João Paulo, virou uma base para alojar voluntários e oferecer os primeiros socorros a animais feridos. "O governo precisa de tempo para se organizar, tem muita burocracia. Eu nunca tinha feito isso antes, até porque nunca tinha visto uma situação dessas. Vi os animais queimados e senti que alguém precisava fazer alguma coisa", contou.

Entre pantaneiros que buscam minimizar as consequências das queimadas que afetaram 15% do Pantanal, há um argumento de que o bioma é resiliente e, por isso, dentro de um ou dois anos, tudo estará de volta no seu devido lugar. "A quantidade de chuva que veio de julho do ano passado até agora foi muito pouca, colocou pouca água dentro do Pantanal. A gente nunca espera uma coisa (as queimadas) desse tamanho", afirmou Ivan Costa, presidente da Associação de Defesa do Pantanal (Adepan), entidade que reúne os produtores.

Biólogos afirmam que ainda é cedo para descartar impactos e, caso eles ocorram, pode haver severo desequilíbrio no ecossistema. Como exemplo, o professor da UFMT Victor Landeira destaca que o fogo deixa pelo caminho nutrientes que deveriam estar presos à vegetação. Com as chuvas, o material vai parar dentro de rios e alagados, criando outra vegetação que tomará o oxigênio que deveria ser dos peixes. "O Pantanal pode vir a ter uma cara diferente nos próximos anos."

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a inclusão de mais 5 mil voluntários brasileiros nos estudos da vacina contra a covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com a farmacêutica AstraZeneca.

Originalmente, os testes no País contariam com 5 mil participantes, número ampliado para 10 mil após pedido da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que coordena os estudos no Brasil, e aval da Anvisa.

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Passarão a fazer parte do ensaio clínico voluntários de Natal, Porto Alegre e Santa Maria. Os testes nesses centros serão conduzidos pelo Centro de Pesquisas Clínicas de Natal (CPCLIN), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), respectivamente. Os novos participantes se somarão aos voluntários recrutados em São Paulo, Rio e Salvador.

De acordo com a Unifesp, não haverá uma divisão exata do número de voluntários em cada local. "Será livre recrutamento, até alcançar o número de cinco mil selecionados", disse a instituição, em nota.

A partir de agora, idosos também poderão ser recrutados para o estudo. Inicialmente, somente participantes com menos de 60 anos eram aceitos. Segue valendo a regra de priorizar a inclusão de profissionais de saúde e outros trabalhadores em funções com alto risco de exposição ao coronavírus, como motoristas de ambulância, seguranças de hospitais e agentes de limpeza desses estabelecimentos.

"Isso é extremamente importante porque incluímos nessa fase pessoas que sabidamente têm risco mais elevado de complicações à covid-19 e, assim, o estudo pode refletir ainda mais a realidade. Isso, além de ampliarmos bastante o número de participantes, o que dará ainda mais robustez na análise de dados relacionados à segurança e eficácia da vacina", disse, em nota, a professora Lily Weckx, responsável por liderar o estudo da vacina no Brasil.

A vacina de Oxford está sendo testada ainda no Reino Unido, África do Sul e Estados Unidos. Na semana passada, os estudos foram suspensos globalmente pela AstraZeneca após uma participante britânica apresentar reação adversa grave.

Os testes ficaram interrompidos por quatro dias para que um comitê independente de especialistas avaliasse se a intercorrência tinha relação com a vacina. Ao final da análise, o grupo concluiu que os estudos poderiam ser continuados e tiveram autorização dos órgãos regulatórios do Reino Unido e do Brasil para a retomada.

As autoridades de Moscou anunciaram, nesta quarta-feira (9), que começaram os ensaios da vacina russa contra a Covid-19 em 40.000 habitantes da capital, a última etapa de testes da mesma, anunciada em agosto.

"Os primeiros participantes foram vacinados hoje em estabelecimentos médicos da capital", disse em comunicado a vice-prefeita de Moscou, Anastasia Rakova, saudando um "dia importante não apenas para a cidade, mas para todo o país".

No total, 40.000 habitantes foram convidados a participar neste estudo. Pode ser voluntário qualquer habitante da cidade com nacionalidade russa e cobertura médica vigente.

A Rússia anunciou, no início de agosto, que teria desenvolvido a "primeira" vacina contra a covid-19 por parte do centro de pesquisas Nikolai-Gamaleia. Na ocasião, o presidente russo, Vladimir Putin, informou que uma de suas filhas já havia sido vacinada.

Chamada Sputnik V, em homenagem ao primeiro satélite artificial da história, a vacina russa é vista com ceticismo no mundo, principalmente pela falta de uma fase final dos testes no momento deste anúncio.

Segundo o site oficial da vacina, "a fase 3 de ensaios clínicos na qual participam mais de 2.000 pessoas" em vários países, começou em 12 de agosto, no dia seguinte ao anúncio do registro da Sputnik V.

Mais de 20 países solicitaram a compra de um bilhão de doses desta vacina, de acordo com o fundo soberano russo, que participou de seu financiamento.

Diversos países trabalham atualmente no desenvolvimento de uma vacina contra o coronavírus, que já deixou quase 900.000 mortes em todo o mundo.

Os testes clínicos de uma das vacinas mais avançadas, desenvolvida pela Universidade britânica de Oxford e pelo grupo farmacêutico anglo-sueco AstraZeneca, acabam de ser suspensas para analisar um possível efeito adverso grave em um participante.

Após o fim do cumprimento das penas alternativas em duas entidades sociais vinculadas à Gerência de Penas Alternativas e Integração Social (Gepais), da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH) de Pernambuco, dois homens continuaram nas intituições. Porém, agora com uma finalidade diferente: como vonluntários, com o objetivo de ajudar os que precisam.

Geraldo de Oliveira, de 44 anos, que passou três meses cumprindo a pena alternativa no Abrigo Espírita Lar de Jesus, no Recife, acabou se apegando às idosas que vivem na instituição e se tornou voluntário. Dentro do auxílio que ele presta às 28 pessoas que moram no abrigo, está a orientação sobre como se prevenir contra o novo coronavírus (Covid-19).

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“Foi o amor que eu peguei às avós. Aqui eu esqueço do mundo, elas mudaram meu modo de viver”, conta o voluntário, de acordo com informações do Patronato Penitenciário, da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos do Estado. Para o secretário de Justiça e Direitos Humanos, Pedro Eurico, o empenho dos ex-cumpridores mostra como as penas alternativas são eficientes. "Essas pessoas são exemplos de que a ressocialização é possível, especialmente quando há a colaboração da sociedade e das entidades para tanto, quebrando o preconceito e dando a oportunidade", afirma, segundo o Patronato Penitenciário, 

Outro caso de cumprimento de pena alternativa que se converteu em solidariedade pode ser encontrado na ONG Ajudar, em Petrolina, Sertão de Pernambuco. Há um ano, Epitácio Augusto Barreto, 54, cumpriu pena alternativa na entidade e resolveu ajudar no trabalho dedicado às pessoas acolhidas, entre elas, idosos, deficientes mentais e dependentes químicos.

“Eu vi a necessidade do pessoal e isso despertou em mim a vontade de ajudar. É uma obra que não tem horário, estou disponível a qualquer momento para eles”, conta o voluntário, que realiza recolhimento de doações, transporte para hospitais, entre outras atividades.

Cuba inoculou nesta segunda-feira (24) seu projeto de vacina contra a Covid-19, a "Soberana 01", em um grupo de voluntários, no início de uma fase de testes que deverá dar resultados em meados de fevereiro de 2021.

"Considero que é uma honra poder estar aqui. É uma satisfação pessoal. Estou convencido que há milhares de cubanos que queriam estar aqui", declarou à emissora estatal Baltasar Pérez, de 58 anos, um dos 20 primeiros cubanos recrutados para os testes.

Todos os voluntários foram convocados ao Centro Nacional de Toxicologia (Cenatox), em Havana. Antes, tiveram que assinar um documento de consentimento. Cuba espera submeter a testes um total de 676 pessoas entre 19 e 80 anos.

"Já temos os 20 primeiros voluntários. O teste clínico conta com duas etapas. A primeira será do grupo de 19 a 59 anos de idade", explicou Meiby Rodríguez, diretora de Investigações Clínicas do Instituto Finlay de Vacinas.

Na segunda etapa, será aplicada uma dose a pessoas entre 60 e 80 anos, depois de rigorosa avaliação. Na primeira etapa, espera-se que não mais que 5% dos voluntários apresentem sintomas adversos graves.

No estrangeiro, autoridades russas informaram do avanço na produção de sua vacina, a "Sputnik V". Moscou chegou a expressar o interesse de produzi-la em Cuba, embora a ilha caribenha não tenha se pronunciado oficialmente sobre a proposta.

Pesquisadores ocidentais mostraram ceticismo diante do produto russo e avançam em diversos projetos.

Na América Latina, Argentina e México anunciaram recentemente um acordo para produzir a vacina criada pelo laboratório AztraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford.

Nos Estados Unidos, o laboratório Moderna tem um dos projetos mais avançados, com ensaios clínicos em humanos, assim como o grupo chinês Sinopharm.

Mais de 1 milhão de pessoas se candidataram para serem voluntárias nos testes da Coronavac, vacina chinesa que vem sendo testada no País desde a semana passada e que é fruto de uma parceria do Instituto Butantã e a empresa Sinovac Biotech. A informação foi dada pelo secretário estadual da Saúde, Jean Gorinchteyn.

A vacina começou a ser testada na terça-feira passada em voluntários no Hospital da Clínicas. E a partir desta quinta e sexta-feira, dias 30 e 31, a vacina passará a ser testada em outros quatro centros: Instituto Emílio Ribas, Hospital das Clínicas da Faculdade de Ribeirão Preto da USP, Universidade Municipal de São Caetano do Sul e Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Fármacos da Universidade Federal de Minas Gerais.

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Ao todo, nove mil voluntários, somente profissionais de saúde, vão receber a vacina em 11 centros de pesquisa. Na capital paulista, participam do estudo também o Instituto de Infectologia Emílio Ribas e o Hospital Israelita Albert Einstein. Ainda no Estado de São Paulo, foram selecionadas a Universidade Municipal de São Caetano do Sul, o Hospital das Clínicas da Unicamp (Campinas), a Faculdade de Medicina de Rio Preto e o Centro de Saúde Escola da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto. O estudo também será conduzido em centros em Belo Horizonte (UFMG), Rio de Janeiro (Fiocruz) Brasília (UNB), Curitiba (UFPr) e Porto Alegre (PUC-RS).

Para participar do estudo, o candidato não pode ter contraído o novo coronavírus, nem ter participado de outros estudos. Mulheres não podem estar grávidas ou estarem planejando uma gravidez nos próximos três meses. Outra restrição é não ter doenças que precisem de medicações que alterem a resposta imune. Entre os recrutados, metade recebe duas doses do imunizante num intervalo de 14 dias e a outra metade recebe duas doses de placebo.

O governo estima que o estudo deverá ser concluído até setembro. Se os testes forem bem-sucedidos, a vacina pode começar a ser produzida no início de 2021.

A primeira dose foi aplicada em 890 funcionários do Hospital das Clínicas na terça-feira, 21. Eles receberão uma segunda dose num prazo de 14 dias e serão acompanhados por médicos.

De acordo com o governo estadual, o Instituto Butantã está adaptando uma fábrica para a produção da vacina. A capacidade de produção é de até 100 milhões de doses. O acordo com o laboratório chinês prevê que, se a vacina for efetiva, o Brasil receberá ainda 60 milhões de doses fabricada na China para distribuição.

 O vilarejo de Luserna, no extremo-norte da Itália, está oferecendo apartamentos gratuitos para famílias que queiram morar na cidade durante pelo menos quatro anos.

Em troca, os participantes do projeto "Coliving" deverão se empenhar em atividades de voluntariado no município. O solicitante deve ter entre 18 e 40 anos e ser cidadão da União Europeia, ou então imigrante com permissão de estadia de longo prazo na UE.

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Além disso, o requerente não pode ter condenações na Justiça, e pelo menos um integrante da família deve comprovar renda anual de 15,7 mil e 28,5 mil euros, dependendo do tamanho do núcleo familiar.

"O objetivo é repovoar o território mediante a valorização do patrimônio público imobiliário e criando novas redes nas sociedade", explicou Nicoletta Carbonari, presidente da associação Magnifica Comunità degli Altipiani Cimbri.

Os candidatos poderão visitar os quatro apartamentos disponíveis a partir de 25 de julho. "Luserna foi escolhida como um vilarejo que não conheceu o boom do desenvolvimento econômico nem o turismo de massa, então, enquanto tal, poderia experimentar novos projetos que podem ser exportados a outros municípios semelhantes", disse o prefeito Luca Nicolussi Paolaz.

Luserna fica na região de Trentino Alto-Ádige, extremo-norte da Itália, e viu sua população diminuir de 286 para 261 habitantes entre 2014 e 2019, uma redução de quase 10%, de acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística (Istat).

O vilarejo está situado em uma região montanhosa 240 quilômetros a leste de Milão.

Da Ansa

Nesta segunda-feira (20), voluntários de seis estados brasileiros vão receber doses teste da vacina popularizada como 'CoronaVac', do laboratório chinês Sinovac. A operação é liderada pelo Instituto Butantan, em São Paulo, que não divulgou quantas pessoas vão participar da primeira testagem, mas pretende utilizar o imunizante em cerca de nove mil candidatos, ao todo.

Sem a participação de estados do Norte e Nordeste, os voluntários desta primeira fase residem em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Distrito Federal. A seleção feita por pesquisadores prioriza profissionais da Saúde devido à rotina de alta exposição à Covid-19.

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Metade dos voluntários receberão a vacina e a outra parte ficará com um placebo. Após um mês da dosagem, a reação de cada grupo será analisada. Esta é a terceira fase da CoronaVac. Nas etapas anteriores, cerca de mil chineses receberam o imunizante, que apresentou 90% de eficácia durante 14 dias, sem grandes efeitos colaterais.

O contrato entre o governo de São Paulo e o Sinovac estipula que o laboratório repasse 60 milhões de doses ao Instituto Butantan, que já realiza adaptações em sua fábrica para produzir 100 milhões de doses, caso a eficiência seja comprovada. A meta é oferecer a imunização por meio do Sistema único de Saúde (SES), no início de 2021.

Em resposta à saturação do sistema de saúde boliviano, médicos e outros profissionais trabalham como voluntários no grupo "Anjos contra a Covid", que atende pacientes com enfoque diferente da saúde pública. “Acreditamos que a doença deva ser atacada em seus primeiros níveis. É onde, como país com menos recursos, podemos fazer a diferença", afirma Giorgio Valli, um dos coordenadores da equipe.

Em dois meses, os 350 voluntários, a maioria profissionais da área médica, atenderam gratuitamente 7,2 mil pacientes na cidade de Santa Cruz, que fica na região mais afetada pela pandemia na Bolívia.

Os voluntários contam com um centro principal de atendimento, com capacidade para 80 pessoas, próximo ao aeroporto internacional de Viru Viru. Ele possui uma sala com capacidade para receber simultaneamente 50 pacientes. Suas brigadas de emergência também vão a bairros populares da cidade para atender casos.

O call center do grupo, que chegou a receber mil chamadas em um único dia, encaminha pacientes ao centro de telemedicina, onde estudantes da área prestam atendimento. Em todas estas instâncias, são atendidas diariamente cerca de 450 pessoas.

Custo menor

Segundo Giorgio Valli, nas primeiras etapas da doença, o custo do tratamento é inferior a 15 dólares. Nas fases mais avançadas, o custo pode variar de 2,5 mil a 12 mil dólares, uma vez que são necessários médicos especialistas, hospitais, respiradores, remédios e UTIs.

"Não perdemos tempo fazendo diagnósticos via testes de laboratório. Fazemos diagnóstico médico e ambulatorial. A partir dos sintomas, os médicos detectam em que fase da doença o paciente se encontra", explica o voluntário.

No caso dos pacientes com menos recursos, os próprios voluntários cobrem os custos dos remédios. Aos demais, é administrada gratuitamente apenas a Ivermectina melhorada e eles recebem uma receita para comprar os demais medicamentos. O uso de Ivermectina no tratamento da Covid-19, no entanto, não tem o aval da Organização Pan-Americana de Saúde.

Sem mortos

Giorgio Valli afirma que não foram registrados óbitos em seu centro de atendimento, que também recebe alguns pacientes em fase mais avançada que não conseguem se internar devido à saturação do sistema de saúde.

O voluntário lamenta que o sistema público tenha concentrado seus esforços quase integralmente na fase final da doença, estapa em que são necessários especialistas e equipamento sofisticado. Ele também critica que o rastreio nos bairros seja meramente estatístico, uma vez que o mesmo não é acompanhado da entrega de medicamentos às pessoas infectadas.

Santa Cruz é o epicentro da pandemia na Bolívia e registra mais da metade dos 56.102 casos contabilizados no país, onde o novo coronavírus já matou mais de 2 mil pessoas.

Burocracia

O Anjos contra a Covid compartilha seu modelo de gestão da pandemia com médicos de áreas rurais, a fim de que os mesmos possam reproduzi-lo nas comunidades camponesas. A organização voluntária, ativa nas redes sociais, é mantida com doações de associações culturais, grupos sociais e folclóricos e profissionais.

Giorgio Valli conta que o grupo tentou atuar em coordenação com o sistema público de saúde, mas não obteve sucesso junto aos governos central, estadual e municipal devido à burocracia. Muitos de seus integrantes participaram de outras ações voluntárias, entre elas o combate aos incêndios florestais de 2019 na Amazônia boliviana.

O pré-vestibular 'Gradação', da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), anunciou, nesta segunda-feira (6), que está a procura de voluntários que possam auxiliar uma aluna cega nos estudos. A estudante pretende prestar vestibular para música – bacharelado.

Os interessados devem se inscrever por meio de um formulário eletrônico. A UFPE informa que há preferência por estudantes de música da instituição ou do Conservatório Pernambucano de Música (CPM) que tenham experiência e possam instruir com a prática de Flauta Doce.

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Devido à pandemia da Covid-19, toda monitoria será feita de através de videoconferência. O projeto busca compreender as trajetórias e expectativas de vida escolar de pessoas com deficiência visual que almejam ingressar no ensino superior. Por conta disso, oferece um programa pré-vestibular com Educação Especial, não apenas como forma de contribuir com a formação dos seus voluntários, como também possibilitar o aprendizado de pessoas cegas.

O projeto oferecerá capacitação, em parceria com o Centro de Estudos Inclusivos (CEI) da UFPE, para garantir que haja atendimento adequado à aluna. Mais informações podem ser obtidas através do e-mail projetogradacao@gmail.com

A Diretoria LGBT da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) está recebendo inscrições para a seleção de bolsistas e voluntários para o projeto de extensão “População LGBT, condicionantes de vida e pandemia do novo coronavírus – Sensibilização, redes de apoio e capacitação”. As inscrições devem ser feitas, até amanhã (28), por meio do e-mail diretoria.lgbt@ufpe.br.

Quem deseja participar deve enviar para o endereço eletrônico, os documentos que constam no edital. O projeto de extensão está disponibilizando seis bolsas no valor de R$ 600 por um período de seis meses, começando a partir de junho. Conforme o edital, podem participar apenas estudantes matriculados em qualquer curso de graduação da UFPE. 

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Os candidatos devem ter disponibilidade de 20h semanais para a realização das atividades de forma remota e não devem receber outra bolsa, exceto assistência estudantil da Pró-Reitoria para Assuntos Estudantis (Proaes). 

Os selecionados, segundo o edital, irão realizar atividades que vão desde apoio logístico às ações do projeto à criação de material educativo, levantamento de condicionantes de vida (aspectos econômicos e sociais) e oferta de cursos de curta duração, entre outras.

Outras informações sobre as inscrições e o cronograma do processo seletivo podem ser conferidas através do edital e por meio do telefone (81) 2126.3101 da Diretoria LGBT da UFPE.

A China começou os testes clínicos de uma vacina contra o novo coronavírus com 108 voluntários, enquanto vários países estão em uma corrida contra o tempo para encontrar uma maneira de combater o patógeno, informou a imprensa local.

Os 108 voluntários, divididos em três grupos, receberam as primeiras injeções na sexta-feira (20), indicou o jornal em língua inglesa Global Times.

Com idades que vão dos 18 aos 60 anos, todos são da cidade de Wuhan, onde a COVID-19 foi identificada em dezembro, antes da propagação para o resto do planeta. No domingo (22), uma fonte envolvida nos testes confirmou à AFP, sob a condição de anonimato, o início dos experimentos.

As autoridades do setor de saúde do país autorizaram os testes em humanos no dia 17 de março, dia em que os Estados Unidos anunciaram o primeiro teste de uma vacina contra a COVID-19 em Seattle com 45 voluntários adultos.

Os voluntários chineses serão acompanhados durante seis meses. Atualmente não existe uma vacina ou tratamento aprovado para o vírus, que provocou a morte de mais de 14.000 pessoas em todo o mundo.

O anúncio dos testes com vacinas acontece em meio à escalada de tensões entre Estados Unidos e China pela pandemia. O presidente Donald Trump acusou Pequim de ser parcialmente responsável pela propagação do "vírus chinês", uma expressão que irritou profundamente o gigante asiático.

Em um tom nacionalista, um editorial do Global Times publicado na semana passada afirmou que "desenvolver uma vacina é uma batalha que a China não pode permitir-se perder".

Empresas farmacêuticas multinacionais se comprometeram na quinta-feira a desenvolver uma vacina contra a COVID-19 "em qualquer parte do mundo", em um tempo estimado de 12 a 18 meses no mínimo.

Ao mesmo tempo, a Rússia também anunciou que começou a testar uma vacina em animais. Os primeiros resultados serão conhecidos em junho. O país afirmou em janeiro que iniciaria de maneira imediata o desenvolvimento de uma vacina, depois de ter recebido da China o genoma da COVID-19.

Mais de 15,8 mil estudantes e profissionais de saúde atenderam a um chamado do governo do Rio de Janeiro e se apresentaram como voluntários para atuar no combate ao novo coronavírus nos últimos dois dias. 

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde, 56% são estudantes e 44% são graduados, entre médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos e outras formações na área da saúde. Os voluntários reforçarão as equipes das unidades de assistência a pacientes diagnosticados com Covid-19 em todo o estado. Para o secretário estadual de Saúde, Edmar Santos, a possibilidade de salvar vidas é o que está motivando as pessoas a se candidatar.

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“A solidariedade fará a diferença com os voluntários fortalecendo o combate no atendimento para pacientes com coronavírus. Quanto mais pessoas inscritas, menos mortes. Uma corrente de solidariedade está se formando em todo o estado. Mas reforço que a população deve seguir as medidas de não se deslocar, ficando em casa”, disse Edmar, em nota.

Entre os voluntários está a médica Cristina Quadrat, 56 anos. Com mais de trinta anos de profissão, ela já atuou no voluntariado durante a epidemia de ebola, em 2014.

‘’Nesse momento, toda ajuda é bem-vinda. Sabemos que a crise pode aumentar e eu me sinto feliz e ansiosa em poder auxiliar o máximo de pessoas nesse cenário tão difícil’’, afirmou.

Enquanto alguns voluntários têm muitos anos de experiência, no outro extremo estão estudantes da área de saúde, como Douglas Borges, 19 anos, que cursa enfermagem. Ele e seus colegas de turma souberam do programa de voluntariado por meio das redes sociais

“Não é um medo ficar na linha de frente no combate do novo vírus, porque eu sinto que nasci para ajudar num momento como esse. Por isso, escolhi a profissão. É importante que as pessoas fiquem em casa, porque nós estamos indo pra rua, pros hospitais, para cuidar de quem realmente precisa”, contou.

Para equipar os milhares de voluntários que combaterão o novo coronavírus e os profissionais de saúde, a Secretaria comprou 1,5 milhão de máscaras cirúrgicas, 150 mil máscaras de proteção, 300 mil óculos de proteção e 600 mil aventais, além de gorros cirúrgicos e luvas de proteção.

As inscrições para participar do programa voluntário de combate ao novo coronavírus podem ser feitas pela internet. Ao realizar o cadastro, é importante que o candidato insira seu telefone e e-mail atualizados para contato.

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