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O ministro Reynaldo Soares da Fonseca, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), mandou soltar o prefeito de Água Preta, cidade de 26 mil habitantes na Mata Sul de Pernambuco, Noé Magalhães (PSB), que estava preso preventivamente desde agosto na Operação Dilúvio.

O prefeito foi afastado do cargo, pelo prazo inicial de 90 dias, e deverá cumprir uma série de contrapartidas, como entregar armas e passaporte e não se comunicar com outros investigados.

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A Operação Dilúvio investiga crimes contra o sistema financeiro, corrupção, peculato, contratação direta legal, fraude à licitação e lavagem de dinheiro.

A Polícia Federal (PF) afirma que o prefeito estaria por trás de um esquema de agiotagem e ocultação de patrimônio. O inquérito aponta que Noé Magalhães emprestava dinheiro a juros extorsivos e usava familiares como laranjas de seus bens. O investigadores também identificaram irregularidades na contratação, sem licitação, de uma empresa para manutenção de veículos do município.

"À míngua de indícios mais seguros sobre o risco que a liberdade do paciente oferece à instrução processual, entendo que o regular desenvolvimento da investigação pode ser assegurado por meios alternativos à prisão, assegurando a livre manifestação das testemunhas", escreveu.

O prefeito afirma que os contratos questionados foram suspensos e que a investigação tem como base apenas acusações do vice, com quem rompeu, sem provas do que chamou de 'narrativa'.

A PF investiga o caso porque verbas repassadas pelo governo federal para manutenção de veículos usados nas áreas da Saúde, Educação e Assistência Social estariam no montante supostamente desviado.

O craque brasileiro Neymar será intimado pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) a depor como testemunha em uma investigação sobre agiotagem, lavagem de dinheiro e receptação de joias.

A intimação ao craque do Paris Saint-Germain é resultado da Operação Huitaca, que prendeu temporariamente nesta sexta-feira três pessoas associadas ao esquema. Segundo a polícia, o camisa 10 da seleção brasileira adquiriu joias de um dos alvos da ação.

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"A autoridade policial da Corpatri (Coordenação de Repressão aos Crimes Patrimoniais) informa que providenciará a intimação do jogador de futebol brasileiro Neymar da Silva Santos Júnior, 30 anos, para, na condição de testemunha, prestar informações sobre duas joias adquiridas de um dos alvos da operação de hoje", disse a polícia.

De acordo com as apurações, os envolvidos são donos de um cassino de poker em Águas Claras, por meio do qual também realizavam agiotagem, mirando jogadores que se endividaram nas partidas de poker.

"Um dos presos já se envolveu em delitos de extorsão, receptação, furto e homicídio. Um dos alvos, que está cumprindo prisão domiciliar, já é considerado foragido e ainda é procurado por equipes da PCDF", destaca Fernando Cocito, Delegado-Chefe da Divisão de Repressão a Roubos e Furtos.

Foram sequestrados, por ordem judicial, dois veículos importados, da marca Porsche e Land Rover, e uma lancha de 50 pés, avaliados em R$ 2 milhões. Também foi determinado o bloqueio de valores em cinco contas dos investigados, no montante de R$ 16 milhões.

"A lavagem do dinheiro da agiotagem e da receptação das joias e pedras preciosas acontecia por intermédio das contas de seis empresas de fachada, situadas em Brasília e Goiânia, e dá conta de um testa de ferro, que também foi preso. Estima-se que, entre 2019 e 2021, o grupo criminoso lavou R$ 16 milhões", explica Cocito.

Procurada, a assessoria de imprensa de Neymar afirmou que "não tinha conhecimento sobre o assunto" e ficou sabendo sobre o ocorrido somente pela imprensa.

A Polícia Federal (PF) em Pernambuco cumpriu nove mandados de prisão e 14 de busca e apreensão, em uma ação contra suspeitos de agiotagem, pistolagem e lavagem de dinheiro, nesta terça-feira (9). A Operação Curica foi realizada no Recife, Serra Talhada, no Sertão Pernambucano, além de Sorocaba (SP) e Campo Grane (MS). De acordo com a PF, o grupo  movimentou R$ 130 milhões em cinco anos.

Nas ações foram apreendidos armamentos, munições, relógios, bolsas de luxo,  veículos, valores em espécie, cheques bancários e equipamentos de informática. Além disso, a PF informou em nota que a investigação teve início em 2020, com o objetivo de apurar o envolvimento da organização comandada por um “suposto” empresário pernambucano. Na operação desta terça foi descoberto que o envolvido atuava nos setores de hotéis e motéis, bem como em postos de combustíveis.

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De acordo com a PF, os R$ 130 milhões foram movimentados em contas bancárias de seus integrantes e de terceiras pessoas “cooptadas com essa finalidade”. “Também foram identificadas diversas pessoas jurídicas criadas pela organização com a única finalidade de facilitar a lavagem dos valores obtidos com as práticas ilícitas”, informou a PF, no comunicado.

Por fim, os mandados foram cumpridos nos endereços dos envolvidos e todos foram alvos de prisão temporária.

Nesta terça-feira (16), o sargento da Polícia Militar Ronie Peter Fernandes da Silva, de 45 anos, foi preso por suspeita de comandar um esquema de agiotagem no Distrito Federal. Embora seu salário na corporação gire em torno de R$ 8 mil, o militar ostentava uma vida de luxo com viagens ao exterior e teria movimentado R$ 8 milhões em seis meses.

A investigação aponta que o terceiro sargento se apresentava como Ronie Malibu e tinha quatro carros de luxo, avaliados em R$ 3 milhões. Ele costumava gastar em viagens a destinos badalados no exterior, como Dubai e Ilhas Maldivas, onde publicou uma foto há dois dias.

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A fortuna seria mantida através de empréstimos ilegais com juros abusivos, extorsão e ameaças, conforme as informações da Polícia Civil. Outras seis pessoas, entre o pai e o irmão do policial, foram presas na operação.

De acordo com o inquérito, a função de cada integrante da organização criminosa era bem definida. Cinco envolvidos eram operadores financeiros, que movimentavam o dinheiro em empresas fantasma para evitar a suspeita.

Três deles eram responsáveis pela ocultação do montante. Em alguns casos, se o devedor não pagasse no prazo, os suspeitos roubavam seu carro e exigiam a transferência de seus imóveis.

Ao todo 15 mandados foram cumpridos nas cidades de Vicente Pires, Taguatinga e São Paulo. A Justiça também determinou a apreensão de veículos e o bloqueio de sete contas bancárias de pessoas físicas e empresas.

Policiais civis cumprem nesta quinta-feira (16) 65 mandados de prisão preventiva, além de mandados de busca e apreensão, contra acusados de agiotagem e extorsão no Rio de Janeiro. A operação Ábaco está sendo realizada também em Santa Catarina, Ceará, Minas Gerais e Espírito Santo.

Segundo a Polícia Civil do Rio de Janeiro, esse é o maior grupo criminoso de agiotagem do estado. Até as 7h30 de hoje, 24 pessoas já tinham sido presas.

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As investigações, iniciadas há quase um ano, revelaram que a organização criminosa cobrava juros abusivos, que muitas vezes superavam 30% ao mês, além de receber dívidas antigas que já tinham sido pagas.

O grupo ainda praticava extorsão cobrando dívidas relativas a empréstimos que nunca existiram. De posse de dados das vítimas e de parentes delas, a quadrilha também fazia ameaças para provocar medo nas pessoas.

De acordo com a Polícia Civil, a organização criminosa chegou a manter 70 escritórios em várias cidades brasileiras.

Três colombianos foram presos em Petrolina, no Sertão de Pernambuco, durante a Operação Medellin, ocorrida na quarta-feira (25). Eles vão responder pelos crimes de agiotagem e lavagem de dinheiro.

Os presos foram identificados como Wbeimar Guillermo Zuluga Castano, vulgo Francisco; Leon Ospina, vulgo Diego; e Jader Andres Montoya. Eles estavam em posse de US$ 8,4 mil em espécie.

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Além do dinheiro, foram apreendidos cartões de visita voltados para a prática de empréstimo com pagamento diário acrescido de 20% de juros. A Polícia Civil encontrou ainda um caderno com registros de transações. Ao todo, seriam 600 clientes.

O grupo possuía atuação interestadual, agindo nas cidades de Petrolina, Juazeiro-BA, Remanso-BA, Casa Nova-BA e Sobradinho-BA. O trio confessou o crime durante interrogatório, apontando Wbeimar como o líder.

A Operação Medellin faz parte da Operação Nacional #PC27, que teve como objetivo retirar de circulação foragidos da Justiça associados com crimes graves como roubo, homicídio, estupro e participação em crime organizado, entre outros delitos. Em Pernambuco, a #PC27 realizou 88 prisões e 10 apreensões de adolescentes.

A Polícia Civil de Alagoas informou que Suely Amaral e o filho Igor Amaral Casado não serão indiciados por planejarem a morte do empresário Jaetts Ferreira Júnior, marido de Suely. De acordo com o delegado Thiago Prado, mesmo as investigações comprovando que mãe e filho orquestraram o crime, só poderiam ser indiciados se ele fosse executado.

Suely e Igor tiveram prisão temporária de cinco dias decretada, mas pelos crimes de lavagem de dinheiro, agiotagem e organização criminosa, segundo o G1. Eles foram presos na última terça-feira (29).

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A Secretaria de Segurança Pública de Alagoas informou que o empresário havia simulado a própria morte para escapar da trama montada para assassiná-lo. As investigações apontaram que Suely emprestava dinheiro como agiota e havia contratado um homem que fazia a cobrança dessa atividade ilícita para matar o marido por R$ 30 mil. O acerto teria ocorrido em dezembro e a mulher vinha pressionando o cobrador para cumprir o contrato.

O contratado procurou Jaetts e contou tudo, foi então que o empresário simulou a própria morte. O cobrador chegou a entregar uma agenda do Jaetts para Suely como prova de que o havia matado, dizendo que o corpo estaria em um canavial no município de Marechal Deodoro. A polícia obteve as imagens do momento em que a mulher pagava parte do dinheiro ao rapaz.

Estabelecimentos comerciais que atuavam na concessão de empréstimos pessoais e consignados por meio de pagamento via cartão de crédito, no bairro de Prazeres, em Jaboatão dos Guararapes, Grande Recife, tiveram os seus materiais apreendidos nesta quinta-feira (17). Tudo foi enviado pelo Procon do município para a Delegacia do Consumidor. As multas aplicadas pelo órgão chegam a R$ 7 milhões.

"Verificamos que essas empresas realmente estavam praticando agiotagem após a análise dos itens apreendidos. Em uma delas, encontramos cinco CNPJs e outros dois em outra. Como penalidade, cada empresa terá que arcar com uma quantia de R$ 1 milhão por inscrição jurídica, num total de R$ 7 milhões", destacou o gerente de Atendimento do Procon Jaboatão, Rafael Arruda.

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De acordo com o delegado Victor Meira, a prática é considerada exploratória, segundo o Código de Defesa do Consumidor, e caracterizada como crime, previsto nas Leis Federais. Todo o material que foi apreendido será encaminhado para o Instituto de Criminalística, para ser analisado.

“É importante que as prefeituras trabalhem em parceria conosco e estejam atentas a práticas como essas. A situação é tão grave que pode ser enquadrada como crime de agiotagem, e, até mesmo, estelionato. Com os laudos em mãos, os responsáveis pelas empresas serão convocados para um interrogatório", explicou o delegado Victor Meira.

*Com informações da assessoria

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Um dos vereadores da cidade de Escada, na Zona da Mata Sul de Pernambuco, está preso. José Mário do Nascimento foi detido nessa terça-feira (13) suspeito do crime de agiotagem e por posse de armas e munições. 

Segundo a polícia, a abordagem ocorreu no posto de combustíveis às margens da BR 101, no quilômetro 133, em Escada. De posse de um mandado de busca e apreensão domiciliar os agentes seguiram até a casa de José Mário.

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No imóvel, os policiais encontraram uma espingarda calibre 12, de repetição, uma pistola 380, munições, dezenas de cheques, notas promissórias no valor de R$16.742 e várias agendas com anotações de valores referentes aos devedores.

Na mesma ação foi autuada por ocultação de arma de fogo, no caso a pistola, Ana Cleide da Silva, empregada do vereador. A doméstica pagou fiança e foi liberada para responder o processo em liberdade. José Mario foi recolhido à Cadeia Pública de Escada.

Agiotas chineses que atuam através da internet encontraram uma maneira no mínimo inusitada de garantir que suas clientes paguem os empréstimos: estão exigindo fotos com nudes das mulheres que tomam dinheiro emprestado.

O jornal estatal Southern Metropolis Daily fez reportagem esta semana alertando sobre a prática adotada pelos credores privados. Os agiotas estão pedindo as suas clientes mulheres enviem fotos nuas, juntamente com os seus cartões de identificação, alertando que as fotos serão tornadas públicas se os pagamentos não forem feitos.

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Uma dos devedoras disse ao jornal que havia pedido 500 yuans emprestados, cerca de 250 reais, com taxa de juros semanal de 30%. Depois ela voltou a pedir dinheiro e sua dívida já estava em quase 55.000 yuans, algo em torno de 30 mil reais, quando o credor exigiu uma foto dela nua como garantia para novos empréstimos.

As informações são do The Indian Times

Uma quadrilha que extorquia desde pessoas humildes a 'celebridades' na Região Metropolitana do Recife (RMR), foi desarticulada pela polícia. Entre os detidos estão um sargento da Polícia Militar, um soldado do 1° Batalhão de Olinda, um servidor da reitoria da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), um ex-policial civil que hoje é pastor evangélico, e um ex-policial militar que já foi condenado por roubos de carga.

O líder da organização, Marcos Heraldo de Araújo Campos, funcionário da Previdência Social, possui várias casas, galerias e apartamento em Boa Viagem. Segundo as investigações, ele era uma pessoa temida, que andava sempre com seguranças. Um dos suspeitos, o agiota Josemar Lira Batista, teria dito que em seu depoimento que estava morto após ter falado o nome de Marcos.

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De acordo com o delegado Ivaldo Pereira, responsável pelo caso, o grupo era bem organizado e tinha maneiras diferentes de agir. Eles emprestavam a quantia em dinheiro ao cliente e em seguida cobrava com juros. Caso o cliente não fizesse o pagamento, eles tinham integrantes com contatos dentro do banco para conseguirem empréstimos com os documentos da vítima. Por último, se a pessoa tivesse o nome sujo na praça, o núcleo mais violento entrava em ação. “Eles utilizavam de ameaça e agressão para que quitassem a dívida de alguma forma. Pegavam computador, imóvel da vítima, qualquer coisa”, disse Pereira.

Em uma das ações relatadas pelo delegado, o soldado Everaldo Epifânio Lopes encontrou com uma cliente na frente do banco, puxou-a pelo cabelo e ainda a atropelou. Apesar da agressividade, a não há registros de homicídios de autoria do grupo.  

Ao todo foram detidas nove pessoas. O sargento Amaro José Montenegro Correia de Melo também comercializava armamentos e com ele foram apreendidas quase quatro mil munições de diversos calibres. Com os suspeitos também foram confiscados cartões de crédito e cartões do Bolsa Família, aparelhos celulares e R$ 2.300 em dólares e euros.

Um das apreensões que chamou a atenção do delegado foi a de 652 cheques, cerca de 500 na posse de Marcos. “Esta era a garantia mais forte deles, porque conseguiam uma extorsão indireta, tanto com o acionamento na parte cível quanto penal. Com o cheque eles podiam alegar que a vítima era um estelionatário, e aí a vítima que passava a ser o criminoso”, explicou o delegado. Havia cheques com valores de até R$ 60 mil e com data de 1998.

Os integrantes vão responder por agiotagem, extorsão, associação criminosa e venda de munições. Os policiais militares foram levados para o Centro de Reeducação da Polícia Militar (Creed) e os demais para o Centro de Observação e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel). A polícia não divulgou quais seriam as 'celebridades' que recorriam aos agiotas, mas revelou que algumas construtoras também procuravam o serviço. 

A Polícia Civil de Pernambuco prendeu nove pessoas dentro da Operação Usura, deflagrada nesta quinta-feira (3), contra crimes de agiotagem, extorsão e organização criminosa. As diligências ocorreram nos municípios de Paulista, Igarrasu, Olinda e Jaboatão, na Região Metropolitana do Recife (RMR).

As buscas policiais apreenderam centenas de cheques, três armas, mais de 4 mil munições de vários calibres, cartões de banco e cartões do Programa Bolsa Família, além de dinheiro vivo em real e dólar. De acordo com o delegado Ivaldo Pereira, responsável pelo caso, a maior parte dos detidos eram servidores públicos. 

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As investigações tiveram início ainda em fevereiro deste ano. Participaram da operação 80 policiais entre delegados, agentes e escrivães mais oito policiais militares. Maiores detalhes do caso, como o modo de operação da quadrilha, só serão divulgados em coletiva de imprensa, marcada para a próxima sexta-feira (4). 

Um homem foi preso em Igarassu, na Região Metropolitana do Recife, com duas espingardas calibre 12 e 20, um revólver 38 e seis cartões do Programa Bolsa-Família. Josias Manuel de Fonte Irmão, de 54 anos, foi preso em sua casa, na tarde desta quarta-feira (17).

De acordo a polícia, ele é suspeito de agiotagem, o que explicaria a presença dos cartões do programa social em sua casa. Também foram encontrados com Josias R$ 1050,00 em espécie, cheques e algumas promissórias. Ele foi autuado em flagrante por porte ilegal de arma e poderá responder pelo crime de agiotagem, se for comprovado. O filho dele, que não teve o nome divulgado, também será investigado.

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