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Uma das maiores cidades da China impôs barreiras ao tráfego e à atividade fabril devido ao forte aumento da poluição do ar e orientou idosos e crianças a ficarem em locais fechados.

O governo de Tianjin, uma cidade portuária de 15,5 milhões de habitantes a leste de Pequim, informou que a partir deste domingo metade dos carros serão impedidos de transitar nas ruas por dia, com base nos números das placas, se ímpares ou pares.

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As fábricas também receberam ordem para reduzir as emissões em 50%. Jardins de infância e escolas primárias foram convidadas a cancelar atividades ao ar livre.

As principais cidades da China estão entre as mais poluídas do mundo e sofrem regularmente com picos de poluição que provocam medidas de emergência.

Fonte: Associated Press

Um vazamento de minério da empresa Hydro-Alunorte, no município de Barcarena, nordeste do Pará, colocou em alerta as autoridades do Estado para o risco de danos ambientais. Moradores da cidade registraram o acontecido em fotos, após as fortes chuvas do último sábado (17). O Instituto Evandro Chagas (IEC), em testes feitos com a água do rio Pará, confirmou o vazamento de rejeitos de bauxita.

A multinacional norueguesa Hydro-Alunorte é considerada a maior refinaria de alumina do mundo. Fundada em 1995, há 20 anos abastece o mercado nacional e internacional. Em 2009, a empresa foi multada pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (IBAMA) por um incidente parecido. A somatória das multas chega a R$ 17,1 milhões, valor que até hoje não foi pago. A empresa recorreu e faz o monitoramento do caso.

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Laudo do Instituto Evandro Chagas (IEC), com base nas análises, indica alto nível de contaminação do ambiente por chumbo, substância que pode causar câncer. Ainda segundo a perícia, a empresa não tem condições de fazer o tratamento dos seus efluentes. O instituto sugeriu que a produção na Hydro seja reduzida ou suspensa, pois as barragens podem não suportar o volume do material.

O vazamento desta semana afetou as comunidades de Bom Futuro, Vila Nova e Burajuba. Os moradores não estão tendo acesso à água potável. O lençol freático foi afetado. A prefeitura de Barcarena informou que vai fornecer aos moradores água com condições de uso e consumo.

Vistoria - Em visita de inspeção nesta quinta-feira (23), uma comitiva de deputados federais paraenses começou a avaliar a situação. Um representante oficial da Hydro-Alunorte admitiu os danos ao meio ambiente e informou que a empresa prestará os serviços de abastecimento de água às pessoas afetadas.

Outra visita de inspeção já tinha ocorrido no último domingo (18), com representantes do Ministério Público do Pará, onde foi identificado o lançamento irregular de efluentes, com coloração vermelha, da área da empresa para o ambiente externo. A Hydro será notificada pelos órgãos responsáveis.

Medidas - Na manhã desta sexta-feira (23), na sede do Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), em Belém, advogados expuseram medidas que devem ser tomadas de imediato pela Hydro-Alunorte para auxiliar as famílias afetadas pelo vazamento de bauxita. Entre elas estão o embargo das atividades da empresa e um documento que engloba mais de 40 itens, que será encaminhado aos órgãos responsáveis e à mineradora.

Ainda de acordo com documento, é recomendada a suspensão de novos licenciamentos ambientais na região até que sejam detectados os territórios e comunidades tradicionais. Em coletiva para a imprensa, o MPPA não entregou cópias das recomendações aos jornalistas. Outras medidas para apurar o caso já foram tomadas: dois inquéritos no Ministério Público do Pará (MPPA) para averiguar as denúncias e um inquérito civil na Promotoria de Justiça de Barcarena.

OABA presidência da Ordem dos Advogados no Pará (OAB-PA), após tomar conhecimento do laudo feito pelo Instituto Evandro Chagas (IEC), pediu uma ação judicial contra a Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará (Semas) e pelo afastamento do secretário de Meio Ambiente, Thales Belo, e do secretário adjunto de Mineração. A OAB-PA ainda deve pedir a prisão dos fiscais da Semas que atestaram não haver irregularidades na operação da Hydro-Alunorte.

Outro transbordo de rejeitos foi denunciado pelos moradores da região de Barcarena, na última quinta-feira (22), na PA-481, entre os trevos do Peteca e da Vila dos Cabanos, após um acidente com um caminhão de uma empresa subcontratada pela Hydro-Alunorte. O trecho dá acesso ao polo industrial da empresa. De acordo com testemunhas, uma grande quantidade de líquido vermelho foi encontrada na rodovia. Equipes da Secretaria de Meio Ambiente (SEMA) e da Defesa Civil de Barcarena estiveram no local para analisar o caso e notificaram a empresa para prestar esclarecimentos.

AssistênciaO Governo do Estado do Pará criou um Grupo de Trabalho para atuação conjunta e imediata com a Prefeitura de Barcarena nas comunidades do município. Entre as medidas está o cadastramento das famílias para o recebimento de água potável.

O Grupo de Trabalho é composto pelas Secretarias de Saúde Pública (Sespa), de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) e de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), Companhia de Desenvolvimento Econômico (Codec), Defesa Civil do Estado e Procuradoria Geral do Estado (PGE), incluindo peritos do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves.

Por Luiz Antonio Pinto (Com informações da Agência Pará e das agências de notícia).

 

Sob pressão da União Europeia para conter a poluição do ar, o governo da Alemanha confirmou nesta quarta-feira (14) que testará um projeto para tornar gratuito o transporte público com ônibus em cinco cidades até o fim do ano.

A ideia, segundo o porta-voz do governo, Steffen Seibert, é reduzir a emissão de gases poluentes para se adequar aos níveis internacionais, diminuindo o uso de carros particulares e investindo em transporte público.

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"Estamos prontos para fazer os próximos passos", disse Seibert ao ser questionado por um dos jornalistas após rumores na imprensa alemã.

De acordo com três ministros que assinaram uma carta para o bloco econômico, o dos Transportes, Christian Schmidt, do Meio Ambiente, Barbara Hendricks, e pelo chefe do Gabinete de Angela Merkel, Peter Altmaier, o projeto inicial incluirá as cidades de Bonn, Essen, Mannheim, Herrenberg e Reutlingen.

O projeto também deve incluir um aumento nas restrições às emissões de gases poluentes tanto para os carros particulares como para ônibus e táxis do país.

No fim de janeiro, a Alemanha e outros oito países europeus (Itália, Eslováquia, Espanha, França, República Tcheca, Reino Unido, Hungria e Romênia) foram notificados pela comissária europeia para o Meio Ambiente, Karmenu Vella, para se adequarem aos níveis de poluição permitidos.

Caso não cumpram o ultimato, eles podem responder perante à Corte de Justiça Europeia por não promoverem ações que ajudem a diminuir o problema. Todos esses países são acusados, há anos, em não respeitar os índices seguros para a população.

Estima-se que, a cada ano, mais de 400 mil pessoas morram de maneira prematura na União Europeia por problemas ligados à contaminação atmosférica.

Da Ansa

Desde a sexta-feira (20), com a chegada das chuvas, o Rio Capibaribe, no Recife, está repleto de baronesas, plantas comuns em ambientes de pantanal e consideradas exóticas nesta região - ou seja, está fora da área de distribuição natural. O verde na água forma uma bela paisagem, porém, sua propagação é indício também de poluição. 

A conexão com a poluição se deve ao fato de que a espécie se alimenta de matéria orgânica de esgotos. A bióloga Yana Lopes explica que a presença das baronesas não faz bem ao ecossistema. "A propagação delas diminui o oxigênio no ambiente e acaba causando a morte de peixes e outras plantas. Ela não é boa para o ecossistema, causa um desequilíbrio", resume a especialista. 

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Na última terça-feira (6), a Autarquia de Manutenção e Limpeza Urbana (Emlurb) informou ter dado início a mais uma ação de limpeza dos manguezais e margens do Rio Capibaribe. Segundo a empresa, a ação ocorreu durante toda a semana até a última sexta-feira (19). A expectativa era que 20 toneladas de resíduos que poluem os rios fossem retirados. 

Um dos compromissos do governo estadual de São Paulo, a tentativa de despoluição do rio Tietê, completou 25 anos em 2017 e os níveis de contaminação da água continuam praticamente iguais, segundo dados da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). O Projeto Tietê começou a ser desenvolvido durante a gestão Antônio Fleury Filho, após uma campanha popular do Instituto SOS Mata Atlântica e da Rádio Eldorado coletarem 1,2 milhão de assinatura.

O projeto recebeu financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES). Em 1993, o governador prometeu que beberia água limpa do rio em 205, quando terminaria o processo de limpeza. A primeira etapa do projeto consistia na construção das estações de tratamento de água ao longo do trecho urbano do rio, uma vez que a Sabesp apurou que apenas 24% do esgoto doméstico despejado no Tietê era tratado.

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Um dos problemas apontados pelo governo do estado é a falta de integração dos municípios do entorno. A estação de tratamento do Parque Novo Mundo foi construída para fazer o tratamento da água das zonas leste e norte, além de Guarulhos. Como a administração da cidade ficou 13 anos a cargo do PT, não houve entendimento sobre a integração.

De acordo com o SOS Mata Atlântica, a mancha de poluição chegou ao patamar de 71 km porém, a diminuição do investimento fez com que ela dobrasse em 2014, ocasião em que Geraldo Alckmin prometeu despoluir o rio até 2019.

Respirar o ar de São Paulo por duas horas no trânsito é o mesmo que fumar um cigarro. Ao longo de 30 anos na capital, o pulmão dessa pessoa pode ficar igual ao de um fumante leve (que consome menos de dez cigarros por dia).

É o que revelam dados preliminares, obtidos pelo jornal O Estado de S. Paulo, de uma pesquisa inédita que busca comparar a exposição do paulistano durante sua vida à poluição do ar com os impactos do cigarro. O trabalho, liderado pelo médico patologista Paulo Saldiva, analisa corpos que foram levados ao Serviço de Verificação de Óbitos (SVO) e mede a quantidade de carbono no pulmão, ao mesmo tempo em que investiga a vida do paciente.

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"Antigamente, quando em uma necropsia a gente via um pulmão cheio de carbono, preto, o mais provável é que se trataria de um fumante. Hoje não dá para dizer isso. E o que esse estudo está mostrando é o quanto respirar o ar de São Paulo é equivalente a fumar e tem impacto cumulativo", explica a bióloga Mariana Veras, do Laboratório de Poluição do Ar da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

Entrevistas feitas com parentes estão ajudando a compor esse quadro de como se dá a exposição dos paulistanos. São questões como: onde vivia, onde passou a maior parte da vida, qual era a atividade profissional, quanto tempo levava em deslocamentos no trânsito, se fumava ou era fumante passivo. "Um motorista de caminhão ou um guarda de trânsito vai ter um quadro diferente de quem só se expõe de casa ao trabalho e passa o dia inteiro no ar condicionado com janela fechada. Estamos buscando a correlação entre a quantidade de preto no pulmão, o padrão de vida e o tempo em transporte", diz Mariana.

Pelo menos 2 mil pulmões já foram avaliados e cerca de 350 selecionados para compor o estudo - são os que contam com entrevistas mais detalhadas. Os dados ainda estão sendo tabulados e devem ser concluídos nas próximas semanas, mas foram antecipados em razão da Assembleia das Nações Unidas para o Meio Ambiente, que começou ontem e vai até amanhã, e tem como tema a luta antipoluição.

Segundo a ONU Meio Ambiente e a Organização Mundial de Saúde, cerca de 7 milhões de pessoas morrem por ano em decorrência de poluição do ar (e metade é interna, como a de fogões a lenha e aquecimentos caseiros a carvão). Segundo as entidades, mais de 80% das cidades têm níveis de poluição acima dos recomendáveis.

A análise de São Paulo aponta que os níveis de partículas finas inaláveis (material particulado ou MP 2,5) está 90% acima dos níveis seguros, de 10 microgramas/m³. A concentração média anual da cidade é de 19 microgramas/m³. A ONU Meio Ambiente elegeu o combate à poluição como principal ação para se atingir os objetivos do desenvolvimento sustentável e no combate às mudanças climáticas.

"A poluição é o problema que está mais perto das pessoas. Elas sentem, respiram, é imediato. É mais provável ter impacto sobre a vida das pessoas enquanto andam ou fazem compras do que as mudanças climáticas. É uma das coisas que mais matam hoje no mundo", disse ao Erik Solheim, diretor executivo da ONU Meio Ambiente, durante a Conferência do Clima das Nações Unidas, na Alemanha, em novembro. "Por outro lado, tudo o que se faz para reduzir a poluição também é benéfico no combate às mudanças climáticas."

Na prática

Não é de hoje que poluição afeta a rotina dos paulistanos. A gestora ambiental Annabella Andrade, de 50 anos, pedala todos os dias até o trabalho, mas, quando o tempo está seco, usa máscara como as de hospitais para se proteger da fuligem. "Dependendo do lugar, ainda coloco lenço por cima", diz ela, que mora perto do Elevado Presidente João Goulart, o Minhocão, e trabalha na Avenida Paulista, ambos na região central.

Para reduzir o impacto da poluição, Annabella trabalha como voluntária de uma associação que quer transformar o Minhocão em um parque. "Quando o elevado está fechado, podemos abrir as janelas."

Dona de uma banca próxima da Estação Marechal Deodoro do Metrô, Mainara Bortolozzo, de 25 anos, também sente o impacto. "Saio imunda daqui - no rosto, nas mãos", conta.

Obesidade

Pouco relacionada com a poluição, a obesidade, também está sendo observada pelo grupo de pesquisa do laboratório da USP. Já havia a suspeita de que a poluição provoca desarranjo hormonal e estudos epidemiológicos relacionam os poluentes a uma redução do metabolismo. Como isso é muito difícil de isolar e medir no nível individual, os pesquisadores trabalharam com camundongos expostos a uma concentração de MP 2,5 - semelhante à medida em média por dia em São Paulo.

Descobriram que afeta a saciedade. "Os animais, e sugerimos que o mesmo deve ocorrer com humanos, não ficavam saciados mesmo com a quantidade habitual. A poluição diminui a sensibilidade ao hormônio leptina, que regula a saciedade", diz Mariana. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Os homens expostos à poluição do ar por partículas finas correm o risco de ter um esperma menor e de formato anormal, disse um estudo nesta quarta-feira, advertindo que isso "pode ​​resultar em um número significativo de casais com infertilidade".

Uma análise de dados de 2001-2014 de mais de 6.400 homens taiwaneses com entre 15 e 49 anos encontrou "uma associação sólida", disse o estudo, entre um declínio no esperma "normal" e a exposição às partículas PM2.5 (com menos de 2,5 micrômetros de diâmetro).

A associação foi observada para a exposição de curto prazo, de três meses, e para a exposição de longo prazo, de dois anos, de acordo com os resultados do estudo, publicado na revista médica Occupational & Environmental Medicine.

A equipe de pesquisa disse que cada aumento de cinco microgramas por metro cúbico de ar (5 μg/m3) nos níveis de PM 2,5 no período médio de dois anos foi associado a uma "queda significativa" de 1,29% na morfologia normal dos espermatozoides. A exposição à poluição foi medida no endereço residencial de cada participante usando dados de satélite da Nasa.

Paradoxalmente, os cientistas também encontraram uma associação entre o aumento da concentração dos espermatozoides e o aumento do nível de partículas finas, "possivelmente um mecanismo compensatório", descobriram os pesquisadores. Uma correlação semelhante foi observada com a exposição a PM 2,5 por apenas três meses - o tempo que leva para gerar o esperma.

A equipe ressaltou que o vínculo observado é meramente "observacional", o que significa que eles não podem afirmar definitivamente que a poluição do ar foi a causa das modificações no sêmen.

As escolas de Nova Délhi voltaram a abrir nesta segunda-feira (13), após vários dias fechadas em consequência da poluição do ar, que permanece em níveis perigosos, gerando preocupação entre os pais.

Os médicos declararam a capital indiana, que está há quase uma semana tomada por uma nuvem tóxica, em estado de emergência de saúde, o que levou as autoridades locais a decretar o fechamento das escolas, a interrupção das obras e a proibição de caminhões na megalópole.

Mas nesta segunda-feira, os alunos retornaram às aulas porque as autoridades de ensino temiam as consequências de uma interrupção prolongada das aulas, para irritação dos pais.

"Não há nenhuma melhora dos níveis de poluição. Se a situação é a mesma, a política deveria ser a mesma. Por quê as escolas estão abertas agora?", questionou Ashok Agrawal, presidente da All India Parents Association.

Ao meio-dial, o aparelho de medição da embaixada americana na Índia marcava uma concentração de partículas ultrafinas de 509 microgramas por metro cúbico de ar.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda não superar uma taxa de 25 de média em um dia.

Os níveis registrados em Nova Délhi são nocivos para pessoas com boa saúde e as crianças representam uma população especialmente vulnerável.

Todas as escolas de Nova Délhi permanecerão fechadas até domingo (12) para proteger as crianças do forte aumento da poluição do ar, anunciou o governo da capital indiana.

"A deterioração da qualidade do ar em Nova Délhi não pode colocar em risco a saúde das crianças. Ordenamos o fechamento de todas as escolas de Nova Délhi até domingo", anunciou no Twitter Manis Sisodia, vice-ministro chefe da região.

A decisão é uma ampliação do fechamento das escolas do ensino básico anunciado na terça-feira (7).

Nova Délhi registrava nesta quarta-feira (88), pelo segundo dia consecutivo, uma intensa nuvem de poluição, com níveis perigosos para a saúde.

Às 13h locais (5H30 de Brasília), os medidores espalhados pela cidade mostravam níveis perigosos de partículas ultrafinas (PM2,5), entre 400 e 700 microgramas por metro cúbico (μg/m3). A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda não superar 25 μg/m3 de média em 24 horas.

Os episódios de poluição são recorrentes no outono e inverno em Nova Délhi, que a OMS classificou em 2014 como a cidade mais contaminada do mundo.

Situações extremas como a enfrentada pela megalópole indiana provocam questionamentos sobre a sustentabilidade da maneira de viver em zonas tão populosas no momento em que a marca humana no clima está no centro da COP23, que acontece atualmente na Alemanha.

A Organização Meteorológica Mundial (OMM), órgão da ONU que cuida do monitoramento das mudanças na temperatura global, divulgou um estudo que indica que o ano de 2017 pode ser um dos mais quentes já registrado. Segundo a entidade, este ano só não ultrapassará 2016 por conta do fenômeno El Niño, que aconteceu no ano passado e altera periodicamente as temperaturas em diversos locais do mundo.

O estudo vai integrar a “Declaração sobre o Estado do Clima Mundial”, que será elaborado pela OMM para exemplificar a influência humana nas mudanças climáticas que provocam furacões e inundações, por exemplo. "Os últimos três anos estiveram entre os três mais quentes quanto a registros de temperaturas, ultrapassando os 50 graus na Ásia, furacões sem precedentes no Caribe e no Atlântico que chegaram até a Irlanda, devastadoras inundações de monção que afetaram milhões de pessoas, e uma seca implacável na África oriental", disse o secretário-geral da OMM, Petteri Taalas.

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A OMM ainda estuda o impacto direto do aquecimento global nos furacões. O relatório aborda também as recentes tempestades que provocaram deslizamentos de terra e inundações em países como África do Sul, Colômbia, Peru, Índia, Bangladesh e Nepal. Ao todo, foram contabilizadas 2048 mortes nessas catástrofes.

Grande parte do Paquistão e da Índia foi envolvida por neblina tóxica, provocada por poluição, que causou acidentes rodoviários e problemas respiratórios, forçando muitos moradores a ficarem em casa, informaram autoridades dos dois países.

O meteorologista paquistanês Mohammad Hanif disse que a poluição, causada pela poeira, queima de plantações e emissões de fábricas e de fornos de tijolos no Paquistão e na vizinha Índia, deve permanecer até meados deste mês. Ele aconselhou o uso de máscaras faciais para se proteção contra doenças respiratórias.

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O policial rodoviário Mohammad Arshad disse que pelo menos 10 pessoas morreram e 25 ficaram feridas em acidentes rodoviários ligados à baixa visibilidade em várias partes da província de Punjab desde segunda-feira. As autoridades aconselharam as pessoas a limitar as viagens.

A poluição atmosférica média nas principais cidades do Paquistão é cerca de quatro vezes maior do que os limites da Organização Mundial da Saúde.

Problemas semelhantes foram relatados na capital indiana, Nova Deli, onde a qualidade do ar foi classificada como "muito baixa" no sábado. Algumas escolas privadas da cidade suspenderam atividades esportivas e ao ar livre.

O Supremo Tribunal da Índia proibiu a venda de foguetes em Nova Deli no mês passado, antes do festival hindu diwali, para tentar reduzir a poluição do ar na cidade notoriamente poluída. Embora os relatórios dissessem que a qualidade do ar foi melhor do que no ano passado, os níveis de concentração na capital atingiram 18 vezes o limite saudável na noite após o festival, já que muitos não seguiram a proibição.

Fonte: Associated Press

A Polícia Militar, através da 1ª Companhia Independente de Policiamento do Meio Ambiente (Cipoma), está desenvolvendo um projeto de aplicativo para denúncias de crimes ambientais. O recurso estará disponível para as plataformas Android e iOS.

O aplicativo será gratuito. Através dele, será possível denunciar crimes como tráfico de animais silvestres, queimadas, desmatamentos e poluição do ar. 

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As denúncias poderão ser anônimas. Será obrigatório preencher um formulário e anexar pelo menos uma evidência do fato denunciado. Segundo a Polícia Militar (PM), os usuários poderão enviar fotos, vídeos, áudio e texto. 

Para celebrar o Dia Mundial sem Carro, a unidade da McDonald's 114 Sul, em Brasília-DF irá distribuir milkshakes gratuitos nesta sexta-feira (22), para quem comprar pelo drive-thru em veículos que não poluam o meio ambiente. Serão 50 bebidas mini para os primeiros que comprarem qualquer produto da loja, entre 9h e 18h.

Ainda na sexta, em todos os restaurantes da rede com Drive-Thru, os clientes poderão levar um McFlurry de qualquer sabor ao comprarem uma McOferta qualquer com mais R$ 3 no Drive. É permitido qualquer meio de transporte alternativo, como bicicletas, patins, patinetes, skates ou até veículos construídos em casa, desde que não sejam poluentes.

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Nesta terça-feira (5), o rio Tietê amanheceu com a água escura na regão de Salto (SP).

O nível do rio subiu de repente nesta manhã e, por causa da cor escura, causou alerta nos moradores e ambientalistas próximo ao Memorial do rio Tietê.

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Ambientalistas indicam que esse fato deu-se porque ocorreu nova abertura nas barragens instaladas em Santana do Parnaíba ou Pirapora do Bom Jesus.

Estas barragens são de responsabilidade da Empresa Metropolitana de Água e Energia (Emae), que pertence ao governo do estado de São Paulo.

A Emae comunicou que, "como concessionária de geração de energia elétrica, não tem condições de avaliar as causas de eventuais mudanças na coloração das águas conforme reportado. Informa também que não é responsável pela qualidade das águas que chegam às instalações que opera, no entanto tem seus equipamentos e sistemas submetidos a estas águas, e que sua atividade principal, a geração de energia por meio de fonte hidráulica, não é uma atividade poluidora."

A extensão do rio que atravessa a cidade sofre com a contaminação com constância. As chuvas no decorrer de maio e junho deste ano causaram a já habituada espuma do Rio Tietê, consequência da poluição no manancial. (Por Beatriz Gouvea)

O abrigo de animais Au Family, localizado no distrito de Outeiro, em Belém, recentemente foi denunciado pelo Ministério Público do Estado do Pará por danos ambientais, com prazo até dia 12 de setembro para se enquadrar na legislação ambiental. Caso contrário, o Centro de Zoonoses irá recolher os animais do local. A acusação contra o abrigo partiu dos vizinhos que moram próximo à região que reclamavam do mau cheiro e ruídos vindos do espaço. A exigência é que o abrigo faça um sistema de saneamento de esgoto.

A fundadora e atual proprietária do abrigo, Raquel Viana, explica que o Au Family possui fossas sépticas. “As nossas fossas são esvaziadas por empresas autorizadas pela prefeitura. Porém, a água que cai no pátio quando chove não tem pra onde ser canalizada, porque Outeiro não tem saneamento básico. Então essa água que cai no pátio, não tem nada a ver com dejetos, também vai para rua, e por conta dessa água estamos sendo processados pelo Ministério Público”, afirma.

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Atualmente, o abrigo tem cerca de 500 animais, entre cães e gatos, e uma média de despesa de R$ 30 mil por mês. Raquel explica que os custos são altos e que não tem condições de fazer o saneamento básico. “Isso é injusto, eu não tenho como fazer o saneamento, mas o Ministério Público não enxerga isso, só enxerga que o abrigo tá poluindo o meio ambiente. O trabalho social que nós fazemos de cuidar do animal, de evitar acidente, evitar que esses animais estejam procriando na rua, contraindo e proliferando doenças, mordendo, não é levado em consideração”, diz.

Raquel conta que sempre foi apaixonada por animais, e desde criança tinha esse amor por cuidar deles, principalmente aqueles que encontrava na rua. “Eu cresci convivendo com animais domésticos e não domésticos. Quando comecei a adquirir minha independência financeira, eu comecei a alimentar animais de rua. Minha casa tinha um quintal grande e à medida que eu tinha condições, eu pegava, colocava no quintal e adotava” revela Raquel.

A proprietária do Au Family explica que o abrigo surgiu após os vizinhos que moravam perto de sua casa ameaçarem envenenar os gatos abandonados na rua. “Eu tinha começado uma empresa com o meu irmão e no desespero dos gatos começarem a ser envenenados, eu contei pro meu irmão e nós compramos uma casa em Outeiro e levamos esses 22 gatos que eu alimentava na rua”, diz. O abrigo já existe há mais de 10 anos. No início, a casa era só para abrigar os gatos que estavam sendo ameaçados, mas depois de uns dias Raquel e o irmão começaram a acolher animais machucados na rua também.

Em 2013, após o episódio de Santa Cruz do Arari (PA), em que centenas de cachorros de rua foram mortos por ordem da prefeitura do município, Raquel conta que muitas pessoas procuraram o abrigo pedindo que os animais sobreviventes fossem acolhidos pelo local. Por isso, ela e o irmão tiveram que comprar mais dois terrenos. “Já tinham cerca de 360 animais nessa casa, e quando recebemos os de Santa Cruz do Arari passamos para 460, então compramos a segunda casa, e depois compramos um terreno. Já eram três imóveis abrigando os nossos animais e todos mantidos pela nossa empresa”, afirma a proprietária.

Um ano depois do episódio de Santa Cruz do Arari, a empresa de transporte coletivo de Raquel foi cassada pela prefeitura e o abrigo ficou sem recursos para manutenção. “Comunicamos ao órgão competente, mas nada foi feito. Então, meu irmão decidiu ir embora do Brasil e eu fiquei responsável pelos animais sozinha, porque não tive coragem de abandoná-los”, conta Raquel.

A repercussão nas redes sociais a favor do abrigo foi intensa. Raquel explica que grande parte dessa notoriedade deve-se pelo caso de Santa Cruz do Arari, que foi divulgado nas mídias em nível internacional. “Quando recebemos os animais da chacina, acabou que ganhamos espaço nas redes sociais, recebi imprensa, foi uma divulgação de nível mundial porque a notícia do crime chegou a outros países”, conta a dona do abrigo.

Raquel diz que o apoio recebido na internet é essencial para manter o abrigo. “A gente recorre às redes sociais, buscando apoio na população. Nós conseguimos no final do ano comprar um terreno através de uma vaquinha que foi uma doação nas redes sociais, realmente não esperávamos”, afirma.

Na próxima semana o Au Family irá começar uma arrecadação para a construção do novo abrigo que será sediado em Santa Bárbara (PA). O valor que se espera arrecadar é de R$ 180-200 mil. Esse abrigo será projetado com base na legislação para que não ocorram mais problemas. Nos dias 2 e 3 de setembro, das 10 às 17 horas, no shopping Boulevard, ocorrerá uma feira de doações para ajudar na construção do abrigo. Veja vídeo abaixo.

Por Letícia Aleixo.

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Um caso estranho tem afetado cachorros do subúrbio de Nova Mumbai, na Índia. Os animais estão perdendo sua coloração original e ganhando a cor azul. Sem que as pessoas os pintem, a mudança da pelagem tem os acometido e, de acordo com a imprensa indiana, não há confirmações sobre a causa, mas pode ter relação com o nível de poluição local. 

Há suspeitas de que esta seja a consequência do despejo de dejetos do polo industrial da região. Esses restos são liberados no Rio Kasadi e, em contato com as águas, os cães acabam por se contaminar. Ao todo, de acordo com o Centro de Proteção Animal, cinco cães já foram identificados com a nova coloração. Diante disso, é constante o pedido de que providências neste sentido dos poluentes sejam tomadas. 

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De acordo com estudos feitos na água do local onde quase mil indústrias são instaladas, foi encontrada alta concentração de cloretos - 13 vezes mais alto - que podem, inclusive, afetar vegetações aquáticas e selvagem, além da vida da população. Os ativistas dos direitos dos animais querem medir as consequências dessa poluição, afinal eles acreditam que, além de cachorros, pássaros e outros animais possam ter sido afetados. 

Hoje, 14 de agosto, é comemorado o Dia Nacional de Controle da Poluição Industrial, data que foi instituída, em 1975, por conta da criação da lei que serve para fiscalizar o setor. A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB) divulgou um estudo que alerta para os danos causados pela poluição do ar: cerca de 31 pessoas morrem diariamente em decorrência de doenças associadas ao problema.

Parlamentares aprovaram o decreto motivados pela crescente onda de agressões ao meio ambiente durante as décadas de 50 e 60, quando houve uma grande expansão de industrias em algumas localidades, caso da Região Metropolitana de São Paulo. A cidade de Cubatão foi uma das primeiras beneficiadas pela nova regulamentação. O município, que chegou a ser conhecido mundialmente por ser a cidade mais poluída do mundo na década de 70, hoje tem 98% das fontes de emissões de gases controladas.

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Outra fonte de poluição na cidade de São Paulo são os ônibus a diesel. Segundo levantamento do Instituto Saúde e Sustentabilidade, se a frota não for modificada para usar um combustível mais sustentável, serão mais de 7 mil mortes anuais a partir de 2050. “Os padrões brasileiros de qualidade no ar estão defasados, são de 1990. Enquanto em cidades como Londres e Paris, o nível considerado de emergência é 80 µg/m³, em São Paulo é 500 µg/m³, igual ao da China”, alerta a médica Evangelina Vormitagg, diretora do instituto.

A prefeitura de São Paulo firmou uma parceria com a empresa francesa Phytorestore para o projeto de despoluição dos dois lagos que ficam dentro do Parque do Ibirapuera, na Zona Sul. Com o compromisso de promover uma limpeza sustentável, a iniciativa vai utilizar plantas nativas para realizar o trabalho. O processo é semelhante ao adotado na despoluição do Rio Sena, em Paris.

“A técnica que será utilizada é a da fitorremediação, capaz de fazer a despoluição das águas pelas plantas. Embora seja algo inovador para o Brasil, o processo tem mais de 27 anos é muito divulgado e utilizado na Europa e nos Estados Unidos”, explicou a diretora-geral da Phytorestore do Brasil, Lilian Hengleng. Com o florescimento que leva apenas um mês, as plantas vão contribuir também para a paisagem do parque. “Não vamos utilizar nenhuma espécie exótica. Não traremos nenhuma planta de fora”, completou.

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A gestão municipal declarou que os estudos para viabilização do projeto tem previsão de término em maio de 2018 e, a partir daí, a elaboração do projeto executivo consumirá mais oito meses. O valor total do projeto será doado pela empresa que firmou a parceria com a prefeitura, que também fará a implantação de um centro de pesquisas que será utilizado por estudantes dos dois países (França e Brasil).

Em uma nova edição, o Programa Vai Cair no Enem, produzido pelo LeiaJá, aborda os diferentes tipos de poluição e como esse problema afeta a sociedade e o meio ambiente. Esse tipo de adversidade ainda é bastante comum na sociedade e precisa ser combatido pela própria população.

Durante a aula, o professor de geografia Charliton Soares faz um passeio pelo Rio Capibaribe, um dos exemplos do problema da poluição do Recife. Ele ainda xplica esses diferentes tipos de poluição, como a sonora, visual e a poluição dos rios. Para aprender ainda mais sobre esse assunto, é só conferir o Vai Cair no Enem desta semana:

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O mês de julho começa no próximo final de semana e muita gente já prepara a bagagem para o período de férias nos balneários do Estado. Por isso, a Semas (Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade) começou a testar na última segunda-feira (26) se as praias do Pará estão adequadas para os banhistas. O teste verifica a densidade de coliformes fecais, microrganismos presentes nas fezes de animais ou originários de esgoto que podem causar doenças. A previsão da Semas é que o resultado saia em até uma semana. No ano passado, a Praia do Amor, no distrito de Outeiro, a do Cruzeiro, em Icoaraci, e a Baía do Sol, em Mosqueiro, foram consideradas impróprias para o banho.

Elaine Sampaio, 31 anos, sócia de um bar-restaurante na Praia do Amor, em Outeiro, observa que os testes só servem como um aviso, mas a população continua frequentando as praias afetadas. “A prefeitura deveria fazer um trabalho para solucionar o problema”, criticou Eliane. Ana Fonseca, 43 anos, dona de uma barraca na Praia do Cruzeiro, diz que os órgãos responsáveis só visitam ou falam das praias durante o mês de julho. “A população toma banho na praia o ano todo”, acentuou Ana, que ainda conta que não se atreve a tomar banho na praia em que trabalha, pois tem medo de contrair doenças. Nas duas praias, próximo aos estabelecimentos de Ana e Elaine, correm esgotos que levam as sujeiras de casas e ocupações para os rios.

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Rafaela Miranda, técnica em gestão de ambientes da Semas, afirma que caso as praias sejam consideradas impróprias, as secretarias municipais de Saúde serão informadas e deverão interditar a praia afetada colocando placas. A técnica diz que se o resultado confirmar a poluição são feitos novos testes periódicos nas praias para descobrir a causa da irregularidade. “Quando efetuamos novos testes, muitas vezes descobrimos que o aumento dos coliformes é devido apenas ao grande fluxo de pessoas nos locais”, conta Rafaela.

Para Rafaela, muito da contaminação se deve a bares e residências próximas às praias que não possuem uma fossa. “Nosso objetivo é chegar a um teste de balneabilidade por mês, mas isso tudo tem que ser trabalhado ainda, pois requer tempo para as amostras serem examinadas no LACEN (Laboratório Central do Pará)”, informa. Rafaela destaca que é necessário a ajuda da população para informar possíveis irregularidades. “As secretarias não são onipresentes e só a população pode nos ajudar nisso entrando em contato com os órgãos e denunciando para que eles apliquem as punições cabíveis aos responsáveis”, declara a técnica.

Rafaela conta que só esgotos tratados previamente podem ser jogados no rio. Segundo ela, para cada praia há um determinado tipo de tratamento. Ela complementa que o rio só polui por causa de esgotos irregulares vindo de indústrias ou residências. A prefeitura de Belém foi contatada para falar das praias de responsabilidade da secretaria municipal, mas não mandou respostas até o fechamento desta matéria.

Por Lucas Sarah.

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