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Seis das oito atividades que integram o comércio varejista registraram crescimento nas vendas em maio ante abril, segundo os dados da Pesquisa Mensal de Comércio, divulgados nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na média global, o volume vendido subiu 0,1%. Os segmentos de produtos farmacêuticos e de vestuário puxaram a alta, mas as perdas de móveis e eletrodomésticos e outros artigos de uso pessoal e doméstico derrubaram o resultado final.

Os avanços foram registrados em Livros, jornais, revistas e papelaria (5,5%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (3,6%), Tecidos, vestuário e calçados (3,5%), Combustíveis e lubrificantes (2,1%), Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (2,0%) e Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,0%).

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Os recuos ficaram concentrados em Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-2,2%) e Móveis e eletrodomésticos (-3,0%).

No comércio varejista ampliado, que inclui as atividades de veículos e material de construção, houve elevação de 0,2% em maio ante abril. O segmento de Veículos, motos, partes e peças registrou queda de 0,2%, enquanto Material de construção caiu 1,1%.

Após um aumento de 0,1% no volume vendido em maio ante abril, o varejo passou a operar 2,3% abaixo do pico alcançado em outubro de 2020, dentro da série histórica da Pesquisa Mensal de Comércio, iniciada em 2000, informou o IBGE. Já o varejo ampliado, que subiu 0,2% em maio ante abril, está em nível 4,8% aquém do ápice registrado em agosto de 2012.

Média móvel -

O índice de média móvel trimestral das vendas do comércio varejista restrito teve alta de 0,7% em maio. No varejo ampliado, que inclui as atividades de veículos e material de construção, o índice de média móvel trimestral das vendas registrou elevação de 0,2% em maio.

Revisões

O IBGE revisou o resultado das vendas no varejo em abril ante março, de uma alta de 0,9% para um avanço de 0,8%. No varejo ampliado, a taxa passou de elevação de 0,7% para alta de 0,5%.

A Petrobras anunciou na segunda-feira (27) que reiniciou os processos de venda da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco, da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), no Paraná, e Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), no Rio Grande do Sul, além dos ativos logísticos integrados a essas refinarias.

Segundo a estatal, os teasers com as principais informações sobre os ativos e os critérios de elegibilidade para a seleção de potenciais participantes estão disponíveis no site da Petrobrás.

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As próximas etapas dos processos serão informadas oportunamente.

No comunicado, a empresa informou que seu plano de desinvestimento em refino representa, aproximadamente, 50% da capacidade de refino nacional, totalizando 1,1 milhão de barris por dia de petróleo processado, e considera a venda integral das três refinarias acima e da Unidade de Industrialização do Xisto (SIX), da Refinaria Landulpho Alves (Rlam), da Refinaria Gabriel Passos (Regap), da Refinaria Isaac Sabbá (Reman) e Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste (Lubnor).

"A venda dessas oito refinarias está sendo conduzida de acordo com o Decreto 9.188/2017 e a Sistemática de Desinvestimentos da Petrobras, por meio de processos competitivos independentes, os quais se encontram em diferentes estágios, conforme amplamente divulgados pela companhia", disse a estatal no documento.

A Petrobras concluiu a venda da Rlam em novembro do ano passado e já celebrou contrato de compra e venda das refinarias Reman, Lubnor e SIX, aguardando agora o cumprimento das condições precedentes, dentre elas, a obtenção de aprovações regulatórias, para serem concluídas. A Regap está em fase vinculante.

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) decidiu suspender temporariamente a venda de 70 planos de saúde de oito operadoras diante das reclamações efetuadas no 1º trimestre. A proibição vale a partir de 30 de junho.

Segundo a ANS, 1,45 milhão de beneficiários desses planos ficam protegidos com a medida, já que esses planos só poderão voltar a ser comercializados para novos clientes se as operadoras apresentarem melhora no resultado no monitoramento.

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Para decidir pela suspensão, o órgão regulador levou em consideração mais de 37 mil reclamações que foram registradas desde 1º de janeiro deste ano até 31 de março.

Entre as operadoras com planos suspensos estão a Amil, Santo André, Esmale, Saúde Brasil, Biovida, Unimed Norte/Nordeste e Unimed-Rio.

As vendas do comércio varejista subiram 0,9% em abril ante março, na série com ajuste sazonal, informou nesta sexta-feira (10) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado veio acima da mediana (0,3%) das estimativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, que esperavam desde uma queda de 1,4% a alta de 1,6%.

Na comparação com abril de 2021, sem ajuste sazonal, as vendas do varejo tiveram alta de 4,5% em abril de 2022. Nesse confronto, as projeções iam de uma queda de 0,5% a alta de 4,7%, com mediana positiva de 2,4%.

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As vendas do varejo restrito acumularam crescimento de 2,3% no ano, que tem como base de comparação o mesmo período do ano anterior. Em 12 meses, houve alta de 0,8%.

Varejo ampliado

Quanto ao varejo ampliado, que inclui as atividades de material de construção e de veículos, as vendas subiram 0,7% em abril ante março, na série com ajuste sazonal. O resultado veio abaixo da mediana (0,8%) das estimativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, que esperavam desde um recuo de 0,9% a avanço de 1,5%.

Na comparação com abril de 2021, sem ajuste, as vendas do varejo ampliado tiveram alta de 1,5% em abril de 2022. Nesse confronto, as projeções variavam de uma redução de 0,9% a expansão de 4,0%, com mediana positiva de 1,3%.

As vendas do comércio varejista ampliado acumularam alta de 1,4% no ano e aumento de 2,2% em 12 meses.

No sorvete refrescante ou com charque e farinha. Não importa a combinação, o açaí continuará sendo um dos mais importantes alimentos da região Norte do Brasil. Sua polpa é famosa não só pelo sabor, mas devido às diferentes possibilidades e variedades de consumo.

Os paraenses são os maiores consumidores do produto, já que a fruta existe em abundância no Pará e faz parte da cultura e da culinária locais. Cerca de 95% do açaí consumido no mundo todo provém do Estado do Pará. 

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No entanto, por causa das safras e entressafras do fruto, os consumidores sofrem com o aumento do preço. A guerra na Ucrânia também afeta os negócios. De acordo com o levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/PA), em dezembro de 2021, o litro do açaí teve aumento considerável, custando em média, em Belém, R$ 28,60. No início deste ano, foi comercializado em média a R$ 31,29 e, no mês de fevereiro, a R$ 33,12 por litro.

Muitos comerciantes que trabalham com o produto buscam alternativas para se manter de pé, como é o caso do empreendedor Augusto Junior, de 23 anos, que é um dos responsáveis pelos dois pontos de venda chamado “Açaí do Junior”, no bairro do 40 horas, em Ananindeua. O empreendimento, organizado pela família de Junior, vende em média 120 litros por dia. Nos fins de semana, saem em torno de 150 litros. “Em ocasiões especiais, como na safra, que é quando os preços de venda caem, nós conseguimos vender até mais de 150 litros, mas na entressafra (período que contempla o fim da colheita até o início do novo plantio) o negócio fica mais apertado. Quem conhece sobre o preço de açaí sabe como é que é”, afirma o comerciante.

Para José Augusto Silveira, pai de Junior e também responsável pelo negócio, a venda do produto mudou a sua vida, melhorando a infraestrutura da sua casa, permitindo até a contratação de duas funcionárias. Ele ressalta que o investimento na venda dá resultado, apesar dos constantes aumentos que ocorrem nesse período de crise.

“Nós tínhamos pés de açaí no quintal de casa. Compramos uma máquina para bater o fruto, já que vimos que ele começou a crescer no local, o que nos permitiu fornecer o açaí para a família, mas começamos a vender para quem quisesse. Nessa época eu trabalhava empregado, mas enxerguei que a venda estava dando resultado. Vendi meu carro, saí da empresa em que trabalhava e chamei a família para trabalhar no ramo”, disse Augusto.

O empresário resolveu investir na venda do produto. Alugou o ponto, realizou a compra de um maquinário e até hoje está obtendo grandes resultados. “O ano que começamos a vender foi em 2018, mas a criação do nosso primeiro local de venda foi em 2019. Estamos trabalhando com o açaí há três anos”, lembrou.

Até hoje, os pontos de venda nunca fecharam devido à alta do produto. “A gente sempre tenta buscar outras alternativas para o preço, nós até brigamos muito por um preço mais acessível na hora da compra e para que seja repassado um valor mais razoável ao cliente”, afirmou.

“O açaí é uma alimentação muito boa, todos os paraenses consomem, inclusive a nossa família é consumidora. Vamos continuar nas vendas até quando Deus permitir, buscando sempre um produto da melhor qualidade para os nossos clientes”, expressou.

Em maio deste ano, o menor preço do açaí médio comercializado foi de R$ 14,00 o litro, encontrado em feiras livres, enquanto o maior foi de R$ 30,00, vendido em supermercados. Com isso, a variação registrada gira em torno de 10% em relação ao mês de fevereiro, enquanto o litro do açaí grosso apresentou um aumento de 13,57% no mesmo período, chegando a custar em média R$ 35,00 em feiras livres, e R$ 45, em supermercados.

Com a necessidade do reajuste no preço do produto, muitos paraenses precisaram reduzir a quantidade do consumo do açaí , como é o caso da Maria Zilza Cavalcante, de 72 anos. A moradora do bairro 40 Horas e consumidora assídua do açaí afirma que a diminuição do consumo do produto foi uma necessidade inevitável: "Eu continuo comprando, não todo tempo, mas uma vez por semana estou atrás de um preço acessível".

"É difícil. Às vezes, quando fico dois dias sem tomar, já fico doente. Procuro não ficar sem, mas quando o preço está muito alto, já peço ajuda para os meus filhos comprarem. Incomoda muito quando algo tão importante pra gente se torna tão caro", disse a consumidora sobre os desafios de manter o consumo do açaí. 

Por Messias Azevedo e Vitória Reimão (sob a supervisão do editor prof. Antonio Carlos Pimentel).

 

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Andreina Fernanda, 20 anos, é uma estudante de Letras de Belém que encontrou um caminho para empreender e ajudar as pessoas. Maria Natureba, sua loja virtual, surgiu no auge da pandemia com o intuito de ajudá-la financeiramente. Andreina queria trazer para o público uma alternativa mais ecológica e com bom custo- benefício.

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“A Maria Natureba seria uma mulher vaidosa, uma pessoa que gosta de se cuidar com os produtos naturais, que é fissurada por esses produtos”, comentou. Apesar do amor pelo empreendedorismo, a estudante critica a exigência do mercado digital de estar constantemente ativa nas redes sociais. Veja a entrevista.

Como a loja surgiu? 

A Maria Natureba surgiu em julho de 2020, vai completar dois anos, por uma questão de necessidade. Minha mãe e eu estávamos desempregadas, e ela sugeriu que eu abrisse meu próprio negócio para que nós tivéssemos uma renda. Estando no auge da pandemia, tanto eu quanto ela estávamos sem perspectiva de futuro. Todo mundo estava isolado em casa e essa foi a forma que encontramos para arrecadar uma grana. Eu ganhei de presente da minha mãe um valor para investir na loja, R$ 100,00. Por ter uma conexão com produtos naturais, já que eu utilizava, gostava e conhecia a respeito, foi o ramo em que eu me encontrei. No início, minha mãe era a entregadora, isso beneficiava nós duas, porque eu vendia e ela entregava. 

E de onde vem o nome Maria Natureba?

O Maria Natureba é mais por Maria ser um nome comum. A minha avó tem Maria no nome, e nós vemos várias meninas com nomes compostos de Maria. E Natureba porque remete à natureza. É para representar. Maria Natureba seria uma mulher vaidosa, uma pessoa que gosta de se cuidar com os produtos naturais, que é fissurada por esse tipo de produtos. Essa foi a ideia que eu tive para o nome da loja.

É você quem faz os produtos naturais ou você tem fornecedores?

Os produtos são encomendados de fornecedores, de extratores e de fabricantes. Eu priorizo pessoas da região do Norte, justamente para ajudar. Inclusive, a maioria dos nossos óleos vegetais são extraídos por extrativistas do interior do Estado. Eu sempre procuro valorizar o pequeno extrator, o pequeno trabalhador. Mas às vezes não tem como. Por exemplo, o óleo de rosa mosqueta vem do sul do Brasil. Justamente porque a planta da rosa mosqueta não vinga na nossa região, que é uma região úmida. Nesse caso, eu preciso de um extrator da região sul.

Você trabalha sozinha ou tem ajuda de outras pessoas?

Atualmente a única coisa que eu não faço são as entregas. O restante, todo o preparo dos produtos, toda a questão dos fornecedores, de receber os produtos, de levar aos Correios os que são para outros Estados, embalar, separar, falar com clientes pelas redes sociais, tudo sou eu.

Você disse que começou a empreender por necessidade financeira, mas quais foram os outros motivos que levaram a esse caminho e que te fizeram permanecer?

Não é nada fácil, é uma tarefa árdua e muito difícil. É um retorno que não é proporcional ao quanto tu trabalhas. Às vezes nós somos muito desvalorizados. Quando se está trabalhando com o público nem todo mundo é muito amistoso, as pessoas são meio grosseiras, são vários fatores que desestimulam bastante. O que me fez continuar é a questão da necessidade, eu precisava dessa renda, já que não havia perspectiva de quando as coisas iriam melhorar. Eu peguei muito gosto pela ramo, e atualmente é o que me faz continuar. É uma área que eu amo. Antes eu via como algo temporário, mas hoje eu vejo como algo fixo.

No início quais foram os principais desafios que você encontrou?

O de lidar com diferentes públicos. Nem todo mundo é muito simpático, muito tranquilo. Aparece gente de todo tipo, e às vezes isso me deixava sem saber o que fazer. Outro ponto é falar com o público quando estou sendo gravada. Por mais que eu seja uma pessoa naturalmente muito comunicativa, quando eu preciso gravar um conteúdo já fico mais retraída, já não consigo fazer. É algo que até hoje preciso enfrentar. Também teve o desafio de arcar com toda a responsabilidade sozinha. De estar ativamente nas redes sociais, de embalar produtos, de entrar em contato com fornecedores, essa rotina me assustou no início. E ter que conciliar isso em um momento muito conturbado que foi o início da pandemia.

Um vídeo seu viralizou no Tik Tok. Tendo as redes como o seu meio de trabalho, como você vê essa necessidade das empresas precisarem estar presentes em quase todas as redes sociais?

Não é muito fácil, já que eu não levo muito jeito de blogueira. Tenho uma certa timidez para gravar vídeos e criar conteúdo. E o meio em que eu atuo, por ser virtual, precisa que eu esteja o tempo todo ativa. É muito complicado, porque às vezes tu não acordas bem, quer fazer uma coisa mas não está conseguindo produzir aquilo. Teu corpo não está bem, tua mente não está bem. É uma cobrança muito grande, é um peso enorme em cima de ti. Além da loja tem a minha vida pessoal. Sou acadêmica, curso Letras na Universidade do Estado do Pará (UEPA), faço contrabaixo acústico no Instituto Estadual Carlos Gomes e cuido de um irmão que é autista, tem transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH), enquanto a minha mãe trabalha. Eu preciso conciliar toda a minha rotina com a dele, e também envolver a rotina da loja. 

Maria Natureba nasceu no período de isolamento, certo? Então quais foram as suas estratégias para se destacar nesse ramo em um período tão complicado?

Inicialmente, meu maior foco foi a divulgação. Eu pedi a amigos e conhecidos que divulgassem nas redes sociais para ganhar destaque e começar a ser conhecida. Após isso, ganhei alguns clientes, e conforme isso foi acontecendo procurei conquistá-los através do contato com eles. Perguntava o que eles acharam dos produtos, para ter o feedback e conseguir traçar os meus objetivos, já que eu precisava saber do que eles gostavam e do que que eles não gostavam, para saber o que iria fazer na loja. Também procurava criar conteúdo que me mostrava utilizando os produtos. Mostrando como ficava na minha pele, como reagia, como funcionava. Explicando melhor cada produto, porque muitas pessoas não conhecem. Para mim, o segredo do sucesso é o boca a boca. Não existe nada mais convincente do que isso.

De onde veio esse amor por produtos naturais? 

Tudo começou na minha adolescência, por volta dos 15 anos de idade, quando passaram a aparecer vários cravos e espinhas no meu rosto. Isso me deixava com baixa autoestima muito baixa. Eu comecei a tratar utilizando vários produtos de skincare, e acabava tendo muitas reações alérgicas. A minha pele é sensível, e descamava, coçava, irritava, e por isso precisei estudar sobre alternativas mais viáveis para o meu tipo de pele. Foi através da minha experiência que eu vi o quanto os produtos naturais poderiam ser maravilhosos. Poderiam mudar a minha vida e a vida de outras pessoas. O nosso rosto é a nossa imagem, é o primeiro contato que as pessoas tem com a gente, antes de olharem o nosso corpo elas olham o nosso rosto. Foi uma situação de alta necessidade. E a partir do momento que conheci melhor os produtos naturais, eu comecei a pesquisar a respeito, passei a ser uma pessoa mais consciente em relação ao meio ambiente e aos animais. Tudo isso agregou a esse amor que eu tinha, porque são produtos bons, são produtos que são baratos. São acessíveis e te dão um retorno muito grande. É um custo-benefício enorme. E mais a questão ambiental. São produtos veganos, 100% naturais, não machucam a natureza e não machucam os animais. 

O empreendedorismo entre os jovens tem aumentado muito nos últimos anos. O que você acha que tem despertado essa vontade de empreender tão cedo?

Acho que tem a questão da renda própria. Para mim também foi dessa forma, é uma questão de necessidade. Nós vemos que atualmente está tudo muito caro, gasolina, comida, energia, gás. E o que eu vejo ao meu redor são pessoas empreendendo por necessidade. Até mesmo por conta da alta de desemprego. Eu imagino que essa seria a forma que as pessoas têm encontrado para conseguir o seu sustento.

E quais são os planos para o futuro da Maria Natureba?

Planejo popularizar ela nacionalmente, abrir um ponto físico, ir mais além. Tornar ela uma fábrica de produção de produtos naturais.

Por Jéssica Quaresma (sob a supervisão do editor prof. Antonio Carlos Pimentel).

 

A Cielo comunicou nesta terça-feira (17) que as vendas no varejo em abril de 2022 cresceram 20,5%, descontada a inflação, em comparação com igual mês de 2021. Em termos nominais, que espelham a receita de vendas observadas pelo varejista, o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA) apresentou alta de 37,9%.

Segundo a companhia, como em meses anteriores, o crescimento significativo está associado à base comparativa. Em abril do ano passado, o comércio foi impactado por medidas de isolamento, fruto da pandemia da Covid-19.

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Efeitos de calendário também beneficiaram o índice. Houve um sábado a mais, dia de forte comércio, e uma quinta-feira a menos, dia em que as vendas costumam ser mais fracas que aos finais de semana, em relação a abril do ano passado. Os efeitos das mudanças dos feriados de abril - Páscoa e Tiradentes - contribuíram para resultados mais positivos em abril de 2022.

Na opinião de Pedro Lippi, Head de Inteligência, da Cielo, o comércio segue apresentando sinais de recuperação. "Abril marcou o sexto mês seguido de crescimento nas vendas. Esse quadro está associado a um comércio com menos portas fechadas. A alta dos preços também influenciou no índice nominal. Os setores de serviços continuam puxando a retomada", diz.

Inflação

A Cielo relembra os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), apurado pelo IBGE, que apontou alta de 12,13% no acumulado dos últimos 12 meses, com alta de 1,06% em abril. O preço dos alimentos, que subiram 2,06%, e dos transportes, 1,91%, foram os que mais impactaram o índice.

Ao ponderar o IPCA pelos setores e pesos do ICVA, a inflação no varejo ampliado foi de 14,43% em abril, acelerando em relação ao índice registrado no mês anterior.

Descontada a inflação e com o ajuste de calendário, os macrossetores de Bens Não Duráveis e de Serviços registraram aceleração nas vendas em relação a março. Já Bens Duráveis e Semiduráveis sofreu desaceleração.

O destaque no macrossetor de Bens Não Duráveis foi Supermercados e Hipermercados.

No macrossetor de Serviços, um dos segmentos que mais colaboraram para a aceleração foi Turismo e Transportes.

Já o macrossetor de Bens Duráveis, que desacelerou, foi impactado negativamente pelo segmento de Vestuário.

Regiões

De acordo com o ICVA deflacionado e com ajuste de calendário, todas as regiões apresentaram crescimento em relação a abril do ano passado. A região Sudeste registrou alta de 24,1%, seguida da região Norte (+16,0%), Nordeste (+14,7%), Sul (+14,2%) e Centro-Oeste (+12,7%).

Segundo o ICVA nominal com ajuste de calendário na comparação com abril de 2021, as vendas na região Sudeste cresceram 41,9%, seguida da região Nordeste (+32,3%), Sul (+29,4%), Centro-Oeste (+28,8%) e Norte (+28,7%).

Metodologia

O ICVA acompanha mensalmente a evolução do varejo brasileiro, de acordo com as vendas realizadas em 18 setores mapeados pela Cielo, desde pequenos lojistas a grandes varejistas. Eles respondem por 1,1 milhão de varejistas credenciados à companhia. O peso de cada setor no resultado geral do indicador é definido pelo seu desempenho no mês.

A Cielo desenvolveu modelos matemáticos e estatísticos que foram aplicados à base da companhia com o objetivo de isolar os efeitos do comportamento competitivo do mercado de credenciamento - como a variação de participação de mercado - e os da substituição de cheque e dinheiro no consumo. Dessa forma, o indicador não reflete somente a atividade do comércio pelo movimento com cartões, mas, sim, a real dinâmica de consumo no ponto de venda.

As vendas nacionais do varejo físico caíram 1,2% em abril, na comparação com março, mostrou o Indicador de Atividade do Comércio da Serasa Experian. A contração foi puxada pelo segmento de Veículos, Motos e Peças, que registrou queda de 4,2%, após recuo de 7,7% no mês anterior.

"O retorno das atividades comerciais pós pandemia tem sido afetado por fatores como as consecutivas altas da inflação e da taxa de juros, além do endividamento e inadimplência das famílias brasileiras, que bateu novo recorde em abril, assolando o poder de compra dos consumidores e dificultando o fluxo de caixa das empresa", explica em nota o economista da Serasa Experian Luiz Rabi.

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Na direção contrária do setor, o segmento de Combustíveis e Lubrificantes apresentou crescimento de 3,3% em abril, mesmo com os reajustes de preços da Petrobras em março.

"Um dos motivos é a volta das atividades presenciais, aumentando a circulação de pessoas nas cidades", diz Rabi.

As vendas no Dia das Mães cresceram 28,6% nos shopping centers de todo o Brasil, entre os dias 2 e 8 de maio, em comparação com o mesmo período de 2021, informou hoje a Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce). O resultado superou a expectativa inicial do setor, que previa um aumento nominal de 19%. Os números têm como base no Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA).

Em termos de crescimento real, já descontada a inflação, a variação foi positiva em 16% sobre as vendas do ano passado. Se for considerado o Dia das Mães de 2019, o resultado real foi positivo em 4%, melhor desempenho da data após o início da pandemia, e também acima da perspectiva para este ano (+2,5%).

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Neste ano, o comércio nos shoppings movimentou R$ 5,3 bilhões na semana que antecedeu o Dia das Mães, um montante superior aos R$ 4,9 bilhões esperados na previsão inicial do setor.

Tíquete Médio

O valor médio gasto pelos consumidores foi de R$ 198, uma ligeira retração de 7% se comparado aos R$ 213 do ano passado. Ainda assim, ele é 145,8% superior ao tíquete médio de R$ 81 registrado nas lojas de rua.

O bom desempenho nas vendas na data é mais um indicativo da recuperação do varejo de shopping aos níveis pré-pandemia e abre a perspectiva de resultados ainda mais animadores ao longo do ano, destaca o presidente da Abrasce, Glauco Humai, em nota.

"Superar as nossas próprias expectativas para a data nos mostra que o público queria retomar o hábito de frequentar shoppings e usufruir de toda a comodidade e praticidade que os empreendimentos oferecem. Com esse bom desempenho, o setor acredita em uma retomada contínua ao longo dos próximos meses", destaca Humai.

A Páscoa foi celebrada no terceiro domingo do último mês, 17 de abril. Além de ser uma celebração religiosa importante para os cristãos, marca também a tradição de comprar chocolates para toda a família.

Kathleen Silva, confeiteira, entrou no ramo vendendo bolos e bombons, como uma fonte de renda extra, depois que perdeu o emprego de carteira assinada. Como os produtos estavam muito caros, a confeiteira achou que não valia a pena investir em produção grandiosa, mas nos kits de ovos de degustação.

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Na pandemia, as vendas aumentaram. Os anos de 2020 e 2021 foram os de maior procura. A divulgação e venda pela internet e as entregas em domicílio impulsionaram os produtos artesanais.

Para driblar a alta de preços, Kathleen comprou todos os insumos com bastante antecedência. "Os preços dos ovos de supermercados aumentaram muito e os ovos artesanais têm todo um cuidado específico. Você pode escolher o tipo de recheio, cobertura e decoração para cada presenteado. Por isso que o público vem deixando de comprar os ovos tradicionais e indo atrás dos artesanais", disse a confeiteira.

Segundo Kathleen, a população, em grande parte, parou de consumir os produtos industrializados. Outro ponto levantado pela confeiteira é a condição dos ovos: os industrializados, por serem produzidos em larga escala, são feitos meses antes da venda; os ovos artesanais são frescos e produzidos em menor quantidade, o que pode influenciar até mesmo na qualidade da produção.

Laís Lima, confeiteira e estudante de Publicidade e Propaganda, disse que esse ano as vendas estavam menores. "Antigamente, uma só pessoa fazia várias encomendas, e agora fazem só uma, pois estamos passando por uma crise financeira que diminuiu o poder de compra da população", observou.

“O preço dos ovos também teve reajuste. Eu sinto que em outros anos as pessoas encomendavam para os pais, para namorados, para a família, e hoje não tem como, a pessoa encomenda só um ovo”, destacou a confeiteira.

A confeiteira Natasha Noronha trabalha sozinha e entrou no ramo vendendo docinhos na faculdade. Para ela, o sucesso dos ovos artesanais se deu pelo fato de eles não serem apenas um ovo com brinde dentro, e sim uma sobremesa completa. “Eles têm recheio dentro, não é só aquela casca. Eles são vendidos por um valor muito mais interessante para o cliente. Quem não quer um ovo diferente que você possa escolher um sabor? Ali dentro tem bolo, tem brownie, tem recheio, tem docinho, tem granulado”, comenta a confeiteira.

Uma alternativa que Natasha usou para driblar o aumento dos custos foi comprar com antecedência as embalagens, buscar promoções e pesquisar diferentes fornecedores. Sua maior dificuldade na época foi conseguir atender todos os clientes no tempo certo, e conseguir manter a qualidade dos produtos.

 Por Rodrigo Sauma e Caio Brandão (sob orientação e acompanhamento de Antônio Carlos Pimentel).

 

A melhora no desempenho do varejo na passagem de fevereiro para março fez o volume de vendas ficar 2,6% acima do nível de fevereiro de 2020, no pré-pandemia. No varejo ampliado, que inclui as atividades de veículos e material de construção, as vendas operam 1,7% acima do pré-pandemia. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio e foram divulgados nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os segmentos de artigos farmacêuticos, material de construção, outros artigos de uso pessoal e doméstico e supermercados estão operando acima do patamar pré-crise sanitária.

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O segmento de artigos farmacêuticos opera em patamar 15,0% acima do pré-crise sanitária; material de construção, 12,7% acima; outros artigos de uso pessoal e domésticos, 8,8% acima; e supermercados, 2,7% acima.

Os veículos estão 5,6% aquém do nível de fevereiro de 2020; móveis e eletrodomésticos, 13,9% abaixo; vestuário, 10,4% abaixo; combustíveis, 7,0% abaixo; equipamentos de informática e comunicação, 6,1% abaixo; e livros e papelaria, 32,1% abaixo.

As vendas do comércio varejista subiram 1,0% em março ante fevereiro, na série com ajuste sazonal, informou nesta terça-feira (10) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado veio perto do teto do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, que esperavam desde uma queda de 0,2% a alta de 1,3%, com mediana positiva de 0,4%.

Na comparação com março de 2021, sem ajuste sazonal, as vendas do varejo tiveram alta de 4,0% em março de 2022. Nesse confronto, as projeções iam de uma queda de 0,5% a alta de 4,7%, com mediana positiva de 2,3%.

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As vendas do varejo restrito acumularam crescimento de 1,3% no ano, que tem como base de comparação o mesmo período do ano anterior. Em 12 meses, houve alta de 1,9%.

Varejo ampliado

Quanto ao varejo ampliado, que inclui as atividades de material de construção e de veículos, as vendas subiram 0,7% em março ante fevereiro, na série com ajuste sazonal. O resultado veio dentro do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, que esperavam desde um recuo de 4,1% a avanço de 1,1%, com mediana positiva de 0,1%.

Na comparação com março de 2021, sem ajuste, as vendas do varejo ampliado tiveram alta de 4,5% em março de 2022. Nesse confronto, as projeções variavam de uma redução de 1,4% a expansão de 6,2%, com mediana positiva de 3,2%.

As vendas do comércio varejista ampliado acumularam alta de 1,1% no ano e aumento de 4,4% em 12 meses.

Na primeira Páscoa com as lojas funcionando sem restrições de horário desde o início da pandemia, o principal obstáculo ao avanço das vendas de itens típicos da data neste ano é a carestia. Com a inflação do País acumulando alta de 11,30% em 12 meses até março, de acordo com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do IBGE, e os ovos de Páscoa até 40% mais caros em relação a 2021, de acordo com a Associação Paulista de Supermercados, as projeções de vendas são cautelosas.

Levantamento realizado nesta semana pela Associação dos Supermercados do Rio de Janeiro (Asserj) constatou que metade dos consumidores vão comprar menos chocolates nesta Páscoa em relação a de 2021. Três em cada quatro (75%) pretendem presentear com chocolate este ano, resultado ligeiramente menor em relação à Páscoa de 2021 (78%).

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O ajuste nas quantidades compradas é a saída para não deixar de consumir o produto ícone da data em meio à alta da inflação. Em 12 meses até março, o preço do chocolate em geral no IPCA-15 subiu 8,5%.

No entanto, a sondagem da Asserj revela que 70% dos consumidores se manterão fiéis à marca de chocolate que compraram no ano passado. Quem optou pela troca foi influenciado pelo preço e pela maior diversidade de produtos.

Shoppings

O shoppings, por exemplo, projetam crescimento de 2,5% nas vendas de chocolates, segundo a Associação de Lojistas de Shopping (Alshop). "O comércio vem sofrendo com aumento de preços que impactam de forma negativa o dia a dia e deve ter uma melhora tímida nas vendas nesta Páscoa", prevê Luís Augusto Ildefonso, diretor de relações institucionais da entidade.

Nas projeções do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo (Ibevar), a intenção de compras para a data deve cair 6,7% neste ano em relação ao mesmo período de 2021. Na análise de Claudio Felisoni de Angelo, presidente da entidade, o aumento da inflação, que reduz o poder de compra, fez o brasileiro refazer a sua lista de prioridades. E nesse contexto de bolso apertado, os itens de Páscoa acabam virando supérfluos.

A Danone, empresa do ramo alimentício, lança programa de capacitação para mulheres que desejam atuar na área de vendas. A iniciativa, intitulada de Projeto D’Elas, contará com direcionamentos sobre os primeiros passos das profissionais, como a construção de currículos e orientações sobre entrevistas, a discussões sobre inteligência emocional e organização financeira.

A primeira edição do projeto, em parceria com a marca Corpus, será realizada virtualmente. Ao todo, o programa terá 100 vagas destinadas a mulheres, cis e trans, maiores de 18 anos, que estão em situação de desemprego.

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As interessadas em participar podem se inscrever, por meio do site da iniciativa, entre os dias 11 e 24 de abril. De acordo com a empresa, o objetivo da capacitação é preparar mulheres para novas oportunidades de trabalho em vendas.

Nesta quarta-feira (16) em Londres, o livro escrito por uma jornalista britânica, Catherine Belton, que aborda sobre os amigos milionários e o próprio presidente da Rússia Vladimir Putin, está no topo da lista dos mais vendidos do Reino Unido, depois que a autora foi processada pelo proprietário do Chelsea, Roman Abramovich. 

“Putin’s People”, de Catherine Belton, foi publicado pela primeira vez em 2020. “É o livro de não-ficção mais vendido no Reino Unido”, afirmou a diretora editorial da William Collins Books, Arabella Pike. O livro foi um bestseller do ''Sunday Times” quando lançado e as vendas dispararam novamente com a invasão russa à Ucrânia. O livro criticado enfrentou uma série de ações judiciais sob influência russa, incluindo o proprietário Abramovich, que comprou o Chelsea em 2003.

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“Gostaria que as circunstâncias fossem diferentes. Mas estou muito grata por toda a atenção que ‘Putin’s People’ está recebendo”, escreveu Belton no Twitter, agradecendo à editora Harper Collins por manter o livro apesar dos processos. 

A editora chegou a um acordo extrajudicial em dezembro do ano passado com Abramovich. A União Europeia (UE) adotou, nesta segunda-feira (14), novas sanções contra a Rússia por sua invasão à Ucrânia, do qual diplomatas afirmam incluir Abramovich. 

Por Camily Maciel

 

 

 

 

O mês de janeiro teve alta de 10% nas vendas dos shoppings em comparação com o mesmo período do ano passado. O maior avanço foi visto nas regiões Norte (27,1%) e Sudeste (11,7%), seguidas por Nordeste (8,7%), Sul (8,4%) e Centro-Oeste (5,5%). Os dados são do Índice Cielo de Varejo em Shopping Centers, divulgado nesta terça-feira pela Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce).

O valor médio gasto pelos consumidores nas lojas de shoppings fechou janeiro de 2022 em R$ 130,94, valor 16,4% superior aos R$ 112,46 de janeiro de 2021.

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O estudo apontou que o fluxo de visitantes nos centros de compras em janeiro teve crescimento de 22,3% na comparação com o mesmo período do ano passado.

O presidente da Abrasce, Glauco Humai, afirmou em nota que apesar das condições macroeconômicas adversas, o setor vem mostrando uma retomada gradual, especialmente a partir dos avanços da vacinação e normalização do funcionamento (horário e capacidade de ocupação).

Segundo ele, isso vem favorecendo o fluxo de visitantes e a recuperação das vendas. "Fechamos 2021 com números bons e iniciamos 2022 com uma boa performance. Estimamos alcançar um crescimento nas vendas de 13,8% no ano. O aumento no fluxo de visitantes nos shoppings é um sinal positivo para o começo do ano", afirmou o executivo.

As vendas de imóveis residenciais novos na cidade de São Paulo em janeiro somaram 3.566 unidades, segundo pesquisa do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), obtida com exclusividade pelo Estadão. O resultado é 6,1% superior ao registrado em janeiro de 2021 e 58,6% inferior ao registrado em dezembro de 2021.

Já no acumulado de fevereiro de 2021 a janeiro de 2022, foram vendidas 66.296 unidades, volume que representa aumento de 27,3% em relação ao período anterior.

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Para Ely Wertheim, presidente executivo do Secovi-SP, os números indicam que o mercado imobiliário se mantém estável. "O crescimento de 6,1% representa uma estabilidade do mercado. É até um pouco surpreendente, se levarmos em consideração que a taxa de juros em janeiro de 2021 era muito menor", diz.

Em janeiro também foram lançadas 945 unidades residenciais na cidade, 47,3% menor do que em janeiro de 2021.

 

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A gigante americana da informática Microsoft anunciou nesta sexta-feira (4) que vai suspender novas vendas dos seus produtos e serviços na Rússia, juntando-se assim a outras empresas que adotaram medidas semelhantes, após a invasão russa da Ucrânia.

"Como o resto do mundo, estamos horrorizados, indignados e entristecidos pelas imagens e informações que nos chegam da guerra na Ucrânia e condenamos essa invasão injustificada, não provocada e ilegal da Rússia", disse Brad Smith, presidente da Microsoft.

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A empresa não especificou o termo "novas vendas" ou se pretendia remover produtos não vendidos das lojas russas. Consultada pela AFP, a empresa não quis comentar a possibilidade de continuar a vender produtos em estoque nas lojas.

Smith acrescentou que a Microsoft está encerrando "muitos aspectos de [suas] atividades na Rússia de acordo com as sanções decididas pelos governos", mas não entrou em detalhes. O grupo lembrou que apoia a Ucrânia ajudando-a a se proteger dos ciberataques russos.

"Desde o início da guerra, agimos contra as medidas russas para controlar, destruir ou afetar mais de 20 organizações governamentais, tecnológicas e financeiras ucranianas", disse Smith.

Por meio de sua organização humanitária, a Microsoft afirma colaborar com a Cruz Vermelha e as agências de refugiados da ONU com apoio financeiro e tecnológico.

Outros gigantes da tecnologia cortaram relações com Moscou nos últimos dias.

A Apple parou de vender iPhones e tablets no país, enquanto plataformas como Facebook, YouTube (Google) e Twitter impediram publicações russas.

A indústria de eletroeletrônicos de consumo fechou 2021 com o primeiro resultado negativo em quatro anos. As fábricas venderam para o varejo 94,1 milhões de aparelhos, volume 7,2% menor do que o do ano anterior, segundo a Eletros, a associação que reúne os fabricantes do segmento.

A maior queda ocorreu nos televisores, de 15,8%, seguida pelos eletroportáteis (7%) e pelos eletrodomésticos da linha branca, como fogões, geladeiras e lavadoras, com retração de 4,9%. A única linha cujas vendas cresceram no ano passado foi a de aparelhos de ar condicionado, que avançou 7,2%, somando 4,45 milhões de unidades. Mesmo assim, houve uma freada no ritmo de alta. Em 2020, as vendas do produto tinham aumentado 30% sobre o ano anterior.

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"Foi uma frustração. Nem no primeiro ano da pandemia tivemos números tão ruins", diz o presidente da Eletros, José Jorge do Nascimento Júnior. Em 2019 e 2020, o setor cresceu 5% a cada ano. E a expectativa era de avançar mais 5% em 2021 ou, numa perspectiva otimista, até 10%.

Esse prognóstico até parecia viável por conta do desempenho do primeiro semestre, que registrou avanço na casa de dois dígitos sobre o ano anterior. Mas o mercado virou no segundo semestre. Entre julho e setembro, as vendas caíram 16% em relação ao mesmo período de 2020. E um tombo de 28% veio no último trimestre, período que inclui Black Friday e Natal, as melhores datas de vendas para os eletroeletrônicos.

Sem Poder de Compra

A queda nas vendas tem a ver com a disparada da inflação, que corrói o poder aquisitivo dos consumidores, e a consequente alta dos juros. Como boa parte das vendas dos eletroeletrônicos é financiada, esse foi mais um obstáculo ao consumo a prazo. Fora isso, com o avanço da vacinação e a reabertura dos serviços, passou a haver uma disputa pelo bolso do consumidor por outros setores, como turismo, segundo o presidente da Eletros.

A forte pressão de custos de produção - com forte alta no preço do aço, aumento da tarifa de energia elétrica e a questão do câmbio - também deixou os eletroeletrônicos mais caros. Isso inibiu vendas.

Neste início de ano, o mercado continua fraco. "O varejo está bem estocado, e estamos numa situação bem complicada para vender nossos produtos", diz Nascimento Júnior. Segundo ele, houve indústrias da linha de áudio e vídeo que deram dez dias de férias coletivas em janeiro para enxugar a produção.

Essa frustração das vendas aparece nos estoques acumulados. Conforme a Sondagem da Indústria de Transformação da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o saldo de empresas do setor que declararam ter estoques excessivos em janeiro deste ano foi de 36,6%. É a maior marca desde dezembro de 2019 (37,7%) e também superior ao número de dezembro de 2021, de 31,4%.

Quando um setor está com um número maior de empresas com estoques elevados, o passo seguinte é a redução ou a estabilização da produção, explica Cláudia Perdigão, pesquisadora da FGV e responsável pelo estudo. De dezembro para janeiro, o nível de utilização da capacidade instalada das fábricas de eletroeletrônicos e itens de informática, por exemplo, caiu mais de quatro pontos porcentuais: de 74,4% para 70%, aponta a pesquisa. "Isso significa que o setor deu uma desacelerada na produção", afirma a economista.

Demissões na Zona Franca preocupam

O recuo do mercado de eletroeletrônicos tem reflexos no Polo Industrial de Manaus, que concentra indústrias desse segmento. Um levantamento do Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas mostra que empresas do polo dispensaram 7,5 mil trabalhadores entre dezembro de 2021 e a primeira quinzena de janeiro, número considerado pela entidade acima do normal. Dos demitidos no período, que representam quase 10% do total de empregados no polo, 6 mil eram efetivos e 1,5 mil, temporários.

Cerca de 70% dos cortes ocorreram, segundo o presidente do sindicato, Valdemir Santana, em indústrias do setor eletroeletrônico. "Geralmente, quando termina um contrato temporário, 40% dos trabalhadores são efetivados, mas neste ano não ficou nenhum temporário."

Só a Philco demitiu 800 trabalhadores no período, segundo o sindicato. A empresa confirmou os cortes e informou, por meio de nota, que todos os anos contrata trabalhadores para atender à sazonalidade do varejo e, nos últimos anos, conseguiu absorver as equipes após o período sazonal. "Em 2021, entretanto, a contratação para a produção específica de aparelhos de ar condicionado foi maior, e isso se refletiu na necessidade de desligamentos após a finalização da produção adicional", diz a nota.

A Multilaser, em nota, informa que dispensou 81 trabalhadores por desempenho nas fábricas de Extrema (MG), Manaus (AM) e na matriz em São Paulo. Segundo a empresa, "é um turnover considerado mínimo para uma empresa com mais de 4 mil funcionários". A companhia tem 171 vagas abertas em Extrema, Manaus e São Paulo para repor as saídas e reforçar os quadros, acrescenta em nota.

José Jorge do Nascimento Júnior, presidente da Eletros, que reúne as fabricantes do segmento, diz não ter conhecimento de demissões acima do normal no setor. Ele argumenta que as empresas estão segurando ao máximo a mão de obra na expectativa de que o mercado e o ambiente de negócios melhorem no segundo trimestre. A expectativa é de que o Dia das Mães e a Copa do Mundo impulsionem as vendas.

No entanto, se a conjuntura não melhorar, ele admite que "inevitavelmente" haverá demissões, retrações nos investimentos e reavaliação nas programações de produção. "É um cenário horrível, mas não é o que a gente vislumbra."

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Mesmo com a pandemia de Covid-19, o Brasil bateu recorde na venda de combustíveis no ano passado, totalizando 139,5 bilhões de litros, o maior volume da série histórica iniciada no ano 2000 pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), e uma alta de 6% em relação a 2020, primeiro ano da doença.

Se levada em conta apenas a soma de etanol, gasolina e o diesel, o resultado também foi recorde, de 118 bilhões de litros, com destaque para o diesel, derivado do petróleo com maior volume de vendas no País, ou 62,1 bilhões de litros. O volume é recorde e quase o dobro do que era vendido há 21 anos (35 bilhões de litros). Na comparação com o ano passado, as vendas de diesel subiram 8,1%.

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As vendas de gasolina somaram 39,3 bilhões de litros em 2021, ou 9,7% a mais do que em 2020, o que confirma a volta da mobilidade urbana, passado o auge da pandemia.

Já o etanol teve queda de 13% nas vendas de um ano para outro, para 16,7 bilhões de litros, bem abaixo do recorde de 22 bilhões de litros de 2019.

Da mesma maneira, as vendas de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) cederam 1% de um ano para outro, totalizando 13,4 bilhões de metros cúbicos, praticamente estáveis em relação a 2021.

As vendas de querosene de aviação (QAV) continuaram abaixo da média, porém 22,8% acima do desempenho do ano passado, totalizando 4,3 bilhões de litros, informam os dados levantados pela ANP.

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