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Contrário às projeções das pesquisas de intenção de voto, dois dias após o primeiro turno, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, ordenou uma investigação da Polícia Federal (PF) e citou o "histórico de erros absurdos" de institutos depois de uma representação de Valdemar Costa Neto, presidente do partido de Jair Bolsonaro. As informações foram publicadas pelo Uol. 

Na denúncia encaminhada ao Ministério da Justiça no dia 3 de outubro, Valdemar mencionou apenas as pesquisas em que Lula ganhava e ignorou as que indicavam vitória a Bolsonaro.

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Sem provas da parcialidade dos institutos, Torres havia dito que a documentação analisada apontou "condutas" que caracterizam a "prática de crimes" e "erros crassos e em série". Contudo, a representação tinha apenas a planilha com um comparativo entre o resultado das pesquisas e das urnas. 

Na ocasião, a investigação solicitada pelo ministro após o pedido da campanha de Bolsonaro foi suspensa pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro Alexandre de Moraes, que apontou falta de justa causa e ausência de competência da PF para conduzir o caso. 

O presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a atacar o Judiciário, nesta sexta-feira (14). Candidato à reeleição, o chefe do Executivo criticou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de suspender investigações do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da Polícia Federal (PF) sobre os institutos de pesquisa. Além disso, afirmou que o ministro "vai governar" o País se o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ganhar as eleições e prometeu, se reeleito, editar um decreto sobre liberdade de expressão e "enquadrar por abuso de autoridade" quem for contrário.

"Começou aí o Cade e a Polícia Federal a investigar os institutos de pesquisa. O que ele Moraes fez? Não pode investigar. Ou seja, os institutos vão continuar mentindo. Nessas mentiras, quantos votos não arrastam para o outro lado? Geralmente, o eleitor vota em quem está ganhando. Três, quatro milhões de votos. Parabéns, Alexandre de Moraes", declarou Bolsonaro, em entrevista ao Podcast Paparazzo Rubro-Negro.

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Na noite desta quinta-feira (13), Moraes argumentou que houve "usurpação de competência" da Justiça Eleitoral e tornou sem efeito as investigações abertas pelo Cade e pela PF contra os institutos. Desde o resultado do primeiro turno, quando Bolsonaro teve mais votos do que o projetado pelas pesquisas, aliados do presidente no Congresso iniciaram uma ofensiva contra as empresas, com a apresentação de projetos de lei que criminalizam os levantamentos e ameaças de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI).

Para tentar ligar Moraes a Lula, Bolsonaro ressaltou na entrevista que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) foi secretário de Segurança de São Paulo durante o governo de Geraldo Alckmin (PSB), candidato a vice na chapa do petista nas eleições deste ano. "Por que o Alckmin está lá? Não é porque o Lula pensou 'vou botar um cara que é católico, não sei o que lá'. Não, está lá porque ele é o cara do Alexandre de Moraes. Quem vai governar o País com Lula presidente? Vai ser Alexandre de Moraes. Alguém tem dúvida disso? Ele tem muito poder com a caneta dele, mas sabe que comigo o poder não é absoluto, sabe disso. Aqui nós temos limite", declarou o presidente.

Bolsonaro também reclamou da decisão do TSE de impedir que ele faça transmissões ao vivo nas redes sociais do Palácio da Alvorada durante o período eleitoral. "Que humilhação é essa?", criticou. Ao relembrar o perdão que concedeu ao deputado Daniel Silveira (PTB-RJ), que foi condenado pelo STF por ataques contra a democracia, disse que, se reeleito, vai editar um decreto para garantir o cumprimento do artigo 220 da Constituição, que trata da liberdade de expressão. Ao longo do mandato de Bolsonaro, o Supremo abriu diversos inquéritos para investigar fake news e atos antidemocráticos.

"Vou falar uma coisa que eu não queria falar aqui. Eu sendo reeleito, baixo um decreto no dia seguinte. Sabe o que seria esse decreto? Cumpra-se o artigo 220 da Constituição. E, quem for contra, eu vou enquadrar por abuso de autoridade. Ponto final. O que é o artigo 220? É sobre liberdade de expressão", disse o chefe do Executivo. "Alguns ainda vão pegar esse recorte meu e vão falar 'olha, como ele é ditatorial'. Cumpra-se o artigo 220 da Constituição. A Constituição é a nossa carta da democracia", emendou, ao criticar os manifestos pela democracia que foram lançados por diversos setores da sociedade após ele ter reunido embaixadores estrangeiros no Alvorada, em julho, para pôr em dúvida a confiabilidade das urnas eletrônicas.

A Polícia Federal (PF) abriu nesta quinta-feira (13) uma investigação formal sobre os institutos de pesquisa eleitoral.

A Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários no Distrito Federal vai tocar o caso.

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O inquérito foi requisitado pelo ministro da Justiça, Anderson Torres, a partir de uma representação da campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL).

O Ministério da Justiça afirmou que "a divulgação de pesquisa fraudulenta constitui crime, punível com detenção de seis meses a um ano e multa".

Após o resultado do primeiro turno das eleições, Bolsonaro disse que "venceu a mentira" e que o resultado "desmoralizou" os institutos que fazem pesquisa de intenção de voto. Ele recebeu 43,2% dos votos válidos e vai disputar o segundo turno contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os últimos resultados divulgados antes da votação previam que Bolsonaro receberia com 36% ou 37% dos votos válidos.

Em São Paulo, maior colégio eleitoral do País, as pesquisas apontavam a liderança de Fernando Haddad (PT), que terminou em segundo lugar, atrás do bolsonarista Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Pesquisadores ouvidos pelo Estadão dizem que não há explicação única para as divergências entre as pesquisas de intenção de voto divulgadas até a véspera do primeiro turno e os resultados das urnas no domingo, 2. As hipóteses apresentadas incluem questões estatísticas, as metodologias dos levantamentos e mudanças no comportamento dos eleitores.

As diretoras do Datafolha, Luciana Chong, e do Ipec, Márcia Cavallari, principais institutos de pesquisa do País, atribuíram o fôlego do presidente a um possível voto útil no bolsonarismo na reta final do primeiro turno. O posicionamento dos institutos é o de que a pesquisa eleitoral é um retrato do momento e os resultados podem sofrer alterações até o momento efetivo da votação.

Nesta terça-feira (11), aconteceu uma coletiva de imprensa, realizada no auditório do Porto Digital, sobre a situação orçamentária dos Institutos Federais de Ensino Superior de Pernambuco. Dentre os assuntos abordados na coletiva, está a situação dos recursos para terceirizados e estruturais, além das ações que estão sendo tomadas para diminuir as consequências dos últimos cortes.  

Estiveram presentes na ocasião, o reitor da Universidade Federal de Pernambuco, Alfredo Gomes; o reitor da Universidade Federal Rural de Pernambuco, Marcelo Carneiro Leão; o reitor do Instituto Federal de Pernambuco, José Carlos de Sá; a reitora do Instituto Federal do Sertão, Maria Leopoldina e o reitor da Universidade Federal do Agreste de Pernambuco, Airon Melo. 

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Sem verba 

A situação atual dos institutos federais tem sido motivo de discussões nos últimos meses, isso porque, desde o começo do ano houve grandes cortes no que se diz respeito aos orçamentos necessários para a todo o funcionamento das universidades e centros de ensino superior. Dentre os problemas, em decorrência dos cortes, estão a falta de recursos para o pagamento de terceirizados e a precariedade estrutural.  

Segundo Marcelo Carneiro, reitor na Universidade Rural de Pernambuco, não há certeza do pagamento de terceirizados, água e luz, na Rural, para os meses de novembro e dezembro deste ano. “Hoje a Universidade Federal Rural de Pernambuco tem um déficit de 14,5 milhões de pagamento de água, energia e terceirização, eu não tenho basicamente para pagar a conta de novembro e dezembro”, afirma o reitor.

Para garantir o fornecimento de água e energia na instituição, há negociações com as operadoras para mitigar o déficit. Em relação ao pagamento das empresas de terceirização, existe um problema ainda maior, podendo levar a quebra de contratos com os servidores.  

Bolsas estudantis 

“A gente tomou uma decisão, desde o início do ano e nos empenhamos em preservar todas as bolsas estudantis. Até o final do ano nós pagaremos as nossas bolsas estudantis, sejam elas de vulnerabilidade, como também as nossas bolsas de monitoria e extensão. Não podemos aumentar, tivemos até que não renovar algumas bolsas novas, mas mantivemos todas as bolsas da Rural, com despesas garantidas até o final do ano”, explica Marcelo.  

“O que mais nos deixa insatisfeitos é o quanto isso tem impactado na educação dos nossos jovens. São jovens que dependem de recursos da assistência estudantil e ele não é suficiente para cumprir toda a nossa juventude, que tem uma renda perca pita, em sua grande maioria, de um salário-mínimo”, ressalta a reitora do Instituto Federal do Sertão, Maria Leopoldina. 

Mesmo diante dessas problemáticas não há possibilidade do fechamento das instituições, mas sim a precariedade delas. “O que nós presenciamos é uma deterioração da qualidade de maneira geral. Quando não existe a manutenção e conservação do nosso patrimônio, maior é o dano de equipamentos, prédios, telhado, a qualidade da limpeza. Então, a tendencia é a diminuição dos contratos se não tiver a reposição orçamentaria”, destaca Alfredo Gomes, reitor da Universidade Federal de Pernambuco.  

 

O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou, nesta segunda-feira (3), que vai começar a recolher assinaturas para uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre a atuação dos institutos de pesquisa. A divergência de quase 10 pontos porcentuais entre o que apontavam os levantamentos e o resultado da corrida presidencial na votação do seu pai, o presidente Jair Bolsonaro (PL), e também imprecisões nas conclusões a outros cargos, como governadores e ao Senado, deu novo ânimo aos bolsonaristas, que usarão este como mais um argumento para reforçar suas teses contra o sistema eleitoral.

Conforme apuração do Broadcast Político, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, além da tentativa de uma investigação via Legislativo - na Câmara, para protocolar um pedido de CPI, é necessário contar com o apoio de pelo menos 171 deputados -, aliados do presidente pretendem pedir que o Ministério Público investigue a atuação dos institutos de pesquisa. A ideia é abrir várias frentes de questionamento e ataques, na tentativa de desacreditar os levantamentos.

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Antes mesmo do resultado de ontem, aliados do presidente começaram uma avalanche de ataques contra as empresas mais tradicionais, como Datafolha e Ipec, que chegaram a apontar possibilidade de vitória do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sob o presidente Jair Bolsonaro já no domingo (2). A disputa foi apertada - o petista ficou apenas 5 pontos porcentuais acima, apesar de ficar a 1,6 ponto de vencer no primeiro turno - será decidida em segundo turno.

Um integrante da campanha bolsonarista comentou com a reportagem, contudo, que até mesmo os trackings internos erraram. O Broadcast Político teve acesso a alguns desses levantamentos da campanha na semana passada, apresentados por dois aliados, e o cenário também não era positivo para o chefe do Executivo.

Por maioria, o Supremo Tribunal Federal derrubou decreto do presidente Jair Bolsonaro que permitia ao governo indicar diretores-gerais interinos em Centros Federais de Educação Tecnológica quando o cargo estiver vago. Por dez votos a um, os ministros entenderam que a medida viola a autonomia dos institutos.

A ministra Cármen Lúcia, relatora da ação movida pelo PSOL, afirmou que a indicação de interinos pelo Ministério da Educação sem critérios claros 'substitui a atuação democrática da comunidade', 'suprime a gestão democrática da entidade de ensino' e pode 'restringir o pluralismo de ideias'.

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"Ao se impor que a vacância pode ensejar a atuação vertical e direta do Ministro da Educação na escolha do Diretor-Geral pro tempore sem vincular tal atuar com os princípios constitucionais e, principalmente, sem critérios que impeçam o arbítrio daquela autoridade, tem-se desatendimento aos princípios constitucionais", frisou. "Bastaria, por exemplo, que o Ministro da Educação não nomeasse o Diretor-Geral 'quando, por qualquer motivo, o cargo de Diretor-Geral estiver vago e não houve condições de provimento regular imediato' e nomeasse alguém de sua escolha pessoal, deixando-o por tempo indefinido".

Tal intervenção, segundo a ministra, descumpriria 'todos os princípios e regras norteadoras do regime jurídico-constitucional'. Cármen relembra que a escolha dos diretores-gerais é feita pelo próprio corpo dos centros federais, que elegem seus representantes para o cargo. A escolha de um interino pelo governo iria ferir tal autonomia.

O julgamento foi realizado no plenário virtual da Corte e contou com nove votos acompanhando a ministra: Marco Aurélio Mello, Alexandre de Moraes, Edson Fachin, Rosa Weber, Ricardo Lewandowski, Luís Roberto Barroso, Dias Toffoli, Gilmar Mendes e o presidente do Supremo, Luiz Fux.

O único voto divergente foi proferido pelo ministro Kassio Nunes Marques, indicado ao Supremo por Bolsonaro. Segundo o ministro, o decreto do presidente não viola a autonomia universitária e permite a indicação de um diretor-geral interino para garantir que o centro federal não fique sem comando.

Em seu voto, Kassio se posicionou no sentido de admitir que 'em situações excepcionais' uma nomeação pro tempore poderia ocorrer até o cargo ser preenchido por uma eleição regular.

"A parte final da norma é bastante clara ao dispor que a nomeação apenas ocorrerá pro tempore e o cargo estiver vago e não houver condições de provimento regular imediato. Ou seja, apenas com a soma de tais condições, o dispositivo será chamado a cumprimento no sentido de nomeação pro tempore", anotou. "Pondero que a nomeação pro tempore é solução que melhor evita a ausência do Diretor-Geral por qualquer eventualidade".

O Ministério da Educação (MEC) anunciou hoje (3) o repasse de cerca de R$ 200 milhões para investimentos em infraestrutura e equipamentos nas universidades e institutos federais. As instituições receberão de R$ 800 mil a R$ 4 milhões, de acordo com o projeto selecionado.

O secretário executivo do MEC, Antonio Paulo Vogel, explicou que os recursos serão investidos em três frentes: segurança, com ações para combate a incêndio e pânico, acessibilidade e vigilância monitorada; redução de despesas futuras, como aquisição de placas de energia fotovoltaica e retomada de obras; e investimentos em equipamentos de tecnologia de informação e comunicação.

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De acordo com Vogel, parte do montante também será utilizado para compra de equipamentos para escolas médicas, em campi sem hospitais universitários.

Inovação

Além disso, o MEC anunciou que vai incrementar o orçamento da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii). Ampliado de R$ 28 milhões para R$ 50 milhões, o orçamento que vai possibilitar a abertura de um edital para o credenciamento de novas universidades e institutos federais como unidades de inovação Embrapii.

O objetivo do projeto é estimular a relação entre as instituições de ensino e empresas privadas na pesquisa aplicada à indústria, com o desenvolvimento de projetos que atendam às demandas do setor. “A ideia é que a universidade sirva cada vez mais ao setor produtivo”, disse o secretário de Educação Superior do MEC, Wagner Vilas Boas.

Segundo ele, até um terço do valor dos projetos desenvolvidos pelas unidades de inovação pode ser financiado com recursos públicos. O restante vem do setor empresarial. Atualmente, 17 unidades de pesquisa de universidades e institutos federais são credenciados à Embrapii e a previsão é que o novo edital seja lançado até setembro.

Neste domingo (5), o ministro da Educação Abraham Weintraub participou de uma live, por meio do Instagram, com o deputado Eduardo Bolsonaro. Coronavírus, Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), comunismo e bolsas científicas foram alguns das pautas da transmissão que, em um determinado momento, também teve espaço para um anúncio informal de Weintraub sobre a criação de institutos militares de educação.

O ministro, durante a conversa com o filho do presidente Jair Bolsonaro, revelou que o Ministério da Educação (MEC) está projetando novos institutos. “Instituto novos, militares, no estilo IME (Instituto Militar de Engenharia) e ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica)”, disse Weintraub sem dar mais detalhes.

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O gestor educacional ainda comentou as críticas de universidades, estudantes e professores sobre o novo modelo de concessão de bolas científicas, que entre seus critérios está a avaliação dos cursos. De acordo com o ministro, antes as instituições de ensino não tinham exigências definidas para disponibilizar cursos de mestrado e doutorado.

“Não tinha critério, o reitor poderia distribuir para quem ele quisesse. Tem que ter critério técnico, área relevante, o curso tem que estar bem ranqueado”, declarou o ministro da Educação.

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta terça-feira, 24, na abertura da Assembleia-Geral da ONU que a Amazônia permanece praticamente intocada. No entanto, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que monitora a floresta desde 1989, já houve um desmatamento acumulado de 19,73% do território.

O presidente afirmou ainda que "nesta época do ano, o clima seco e os ventos favorecem queimadas espontâneas e criminosas". Análises da Nasa e do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), porém, apontam correlação entre as queimadas atuais e o desmatamento que ocorreu nos meses anteriores.

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Alertas do sistema Deter, do Inpe, indicam uma alta de quase 50% no desmatamento entre agosto do ano passado e julho deste ano, na comparação com os 12 meses anteriores. Queimada espontânea, por outro lado, é rara na floresta tropical úmida, segundo o instituto. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O Ministério da Educação (MEC) deu detalhes sobre o programa Future-se, em nota divulgada nessa terça-feira (16). Segundo a pasta, instituições federais de ensino não serão privatizadas. O novo projeto do MEC será lançado nesta quarta-feira (17), ao vivo pela página do órgão no Facebook.

De acordo com o MEC, a apresentação do novo programa foi realizada aos reitores pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub, e pelo secretário de educação superior, Arnaldo Lima, na sede do MEC, em Brasília, nessa terça-feira. A pasta ressalta que o Future-se tem o objetivo de "aumentar a eficiência e estimular a inovação da educação superior pública no país."

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O comandante do Ministério afirmou, ainda com informações da nota, que o programa é uma “ponte para o futuro”. “O Future-se é um programa para dar mais liberdade para as universidades e institutos poderem fazer o trabalho bem feito. Queremos dar um caminho de mudança construído a muitas mãos”, explicou.

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Universidades e instituições federais deverão receber um aporte financeiro de R$ 1,2 bilhão. Nesta quinta-feira (5), o ministro da Educação, Mendonça Filho, autorizou a liberação do recurso para custeio de assistência estudantil.

“Do R$ 1,2 bi liberado, R$ 577,52 milhões são referentes a recursos financeiros discricionários e R$ 438,8 milhões a mais uma liberação extra de limite para empenho, equivalente a mais 5 pontos percentuais para custeio e a mais 10 pontos percentuais para investimento em cada uma das instituições federais. Ao todo, as universidades federais receberão R$ 925,12 milhões e os institutos federais serão contemplados com R$ 366,3 milhões. Para a assistência estudantil, o MEC liberou hoje R$ 275,1 milhões de limite para empenho, sendo R$ 190,2 milhões para as universidades e R$ 84,9 mi para os institutos”, informou o Ministério, por meio da assessoria de imprensa.

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Em depoimento, Mendonça Filho afirmou que a liberação representa o cumprimento de um investimento prometido. “Estamos cumprindo rigorosamente o nosso compromisso assumido com os reitores, garantindo os recursos para custeio, investimento, retomada de obras paralisadas e a assistência estudantil. Com a liberação de 100% do limite para empenho e assistência estudantil, garantimos a tranquilidade dos estudantes da rede federal de ensino superior beneficiados pelo programa”, disse o ministro, conforme informações da assessoria. 

Segundo balanço do MEC, desde o início do ano foram repassados R$ 5,8 bilhões em recursos financeiros para instituições federais de ensino. Além dessa quantia, universidades e institutos federais receberam, de acordo com o Ministério, mais de R$ 43 bilhões para custeio da folha de pagamento de pessoal.

 

Pesquisadores e instituições se comprometeram com a divulgação gratuita de futuras descobertas sobre o zika, uma prática incomum nos círculos científicos justificada pela urgência de saber mais sobre o vírus e erradicar a epidemia.

Em declaração conjunta, as revistas Nature, Science e The Lancet, a Academia Chinesa de Ciências, o Instituto Pasteur, a Fundação Bill e Melinda Gates e a agência de pesquisa médica japonesa, estimam que as informações sobre o vírus são "uma ferramenta crucial na luta contra esta emergência sanitária".

"Os signatários irão divulgar online com acesso gratuito todo o conteúdo sobre o zika vírus", segundo o comunicado. Na maioria dos casos, o zika é benigno e assintomática. Às vezes provoca sintomas leves do tipo gripal (febre, dor de cabeça, dores musculares). Suspeita-se que quando afeta uma mulher grávida seja responsável por causar malformações congênitas no feto, incluindo microcefalia (circunferência da cabeça anormalmente pequena, prejudicando o desenvolvimento intelectual e físico das crianças).

Na semana passada, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que a explosão de casos de malformações congênitas constitui uma "emergência de saúde pública de alcance global". Os pesquisadores signatários da declaração comum notam que irão divulgar tanto dados preliminares de suas pesquisas quanto os resultados finais "o mais rápido e amplamente possível". Normalmente, a publicação de dados científicos ou resultados de um estudo ocorre no final de um longo processo. E os resultados não são compartilhados antes de ser publicados em uma revista científica.

"No contexto de emergência sanitária, é imperativo disponibilizar todas as informações que possam ajudar a combater esta crise", dizem os signatários, entre os quais também incluem a ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF), The New England Journal of Medicine, as revistas PLoS Science e o conselho de pesquisa médica sul-africano.

Os especialistas concordam que há mais incógnitas do que informações cientificamente comprovadas em torno do zika vírus que afeta a América Latina, especialmente Brasil, Colômbia e Caribe. Tenta-se, em particular, estabelecer a ligação entre o zika e a microcefalia, além de saber em que medida o vírus afeta o feto. Não há atualmente nenhuma vacina ou tratamento contra o zika.

Auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) na rede de institutos federais de educação técnica mostra que faltam quase 8 mil professores, o equivalente a 20% dos profissionais necessários. O déficit atinge toda a rede de 442 câmpus em funcionamento no País.

O TCU realizou a auditoria com o objetivo de avaliar as ações de estruturação e expansão do ensino técnico profissionalizante, com ênfase nos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia. A rede vive sua maior expansão histórica.

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Os institutos com maior carência de docentes são os do Acre (com 40,1% de vagas ociosas), Brasília, Mato Grosso do Sul e Amapá. Os institutos federais do Estado de São Paulo aparecem em seguida, com um déficit de 32,7% de profissionais. Também há problemas para contratação de profissionais técnicos, o que se reflete no atendimento diário de laboratórios, conforme é descrito no relatório do TCU.

No País, 5.702 cargos técnicos estão ociosos, o que representa 24,9% do total necessário. Mato Grosso e Brasília têm os maiores déficits. Esses dados são de abril de 2012, segundo o TCU.

O próprio tribunal afirma no documento que a baixa atratividade da carreira é uma causa relevante da falta de profissionais. O professor Celso do Prado Ferraz de Carvalho, da Universidade Nove de Julho e especialista em educação profissional, explica que há dificuldades em tirar os profissionais técnicos do mercado de trabalho. "Tem sido difícil retirar professores da área de ciências e tecnologia e convencê-los a trabalhar nesses institutos, pela falta de atratividade da carreira", afirma ele.

A pró-reitora de ensino do Instituto Federal de Roraima, Débora Soares Alexandre Melo Silva, levanta ainda outra dificuldade envolvendo os câmpus no Norte e Nordeste do País. "Nós dependemos da liberação de vagas do governo. Quando temos, os candidatos aprovados voltam para o local de origem assim que conseguem uma redistribuição de vaga", diz. Segundo ela, a qualidade das instituições fica comprometida. "A gente tem de priorizar o ensino e, por causa disso, fica difícil cumprir as missões de extensão e pesquisa." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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