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Corpos em decomposição de duas crianças, provavelmente de uma família de migrantes, foram encontrados neste domingo (4) na ilha grega de Kos, anunciou a guarda costeira do país. Um bebê, com idade calculada entre 6 meses e 1 ano, foi encontrado morto de manhã na praia de um hotel, vestindo calça verde e camiseta branca.

Horas depois, chegou à mesma praia o corpo de uma criança com idade entre 3 e 5 anos. Segundo a imprensa grega, autoridades acreditam que as crianças sejam da mesma família de migrantes que tentava chegar à ilha de Kos em uma embarcação.

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Uma rede afegã de tráfico humano foi desmantelada nesta segunda-feira na região de Calais, norte da França, e quatro pessoas foram detidas e postas em prisão preventiva, anunciaram as autoridades.

"A polícia de Fronteiras em Pas-de-Calais desmantelou um braço de uma rede afegã de imigração irregular para a Grã-Bretanha. Depois de dois meses e meio de investigações, os policiais prenderam quatro traficantes afegãos", disse o governo local, em uma nota.

Essas quatro pessoas "estão envolvidas em invasões ao local do túnel sob (o canal da) Mancha", acrescentou a prefeitura.

Em 18 de setembro, já havia sido desmantelada uma outra rede de traficantes, desta vez albanesa, na cidade próxima de Dunkerque. Três pessoas foram condenadas à prisão, em regime fechado.

Centenas de imigrantes chegam todos os dias a Calais com a esperança de chegar ao "Eldorado" britânico, seja por ferrys, seja pelos trens que atravessam o túnel.

Os chefes de Estado e de Governo da União Europeia reúnem-se hoje (23) em Bruxelas numa cúpula extraordinária para debater soluções à maior crise migratória registada na Europa desde a 2ª Guerra Mundial.

Depois do acordo sobre a distribuição de 120 mil refugiados, ontem (22), apesar da oposição de países do Leste europeu, os dirigentes europeus deverão, nesta quarta-feira, esforçar-se por tentar resolver a origem do drama dos migrantes e propor soluções conjuntas.

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Antes da reunião de emergência, a chanceler alemã, Angela Merkel, o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, e o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, participam de uma reunião do grupo do Partido Popular Europeu (PPE, direita) no Parlamento Europeu.

Esta cúpula europeia é classificada pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) como “a última oportunidade”.

Os mais recentes números fornecidos pela Organização Internacional das Migrações (OIM), divulgados na terça-feira em Genebra, apontam para a chegada de 467.153 migrantes e refugiados à Europa desde o início do ano pelo Mar Mediterrâneo, além de 2.870 mortos ou desaparecidos.

À Grécia, chegaram este ano 336.968 (cerca de 175 mil são sírios e 50 mil, afegãos) e na Itália entraram 127.266 (cerca de 30 mil procedentes da Eritreia, 15 mil da Nigéria e 6 mil da Síria).

Da Agência Lusa

Filiado ao PSB durante os últimos seis anos, ex-governador de Pernambuco Joaquim Francisco passará a fazer parte dos quadros do PSDB no estado. O desembarque da sigla, segundo o político, é consequente da quebra do ritmo de trabalho dos socialistas. Na carta em que anuncia a saída ao governador e vice-presidente nacional do PSB, Paulo Câmara, Joaquim Francisco diz que “aprendeu a remar contra a maré” e diante do atual cenário do país vai “renovar as forças” em “novos caminhos”. 

Ainda no documento, entregue nessa sexta-feira (18) a Paulo Câmara, o ex-governador afirma deixar a legenda “dentro de um clima de cordialidade” e se coloca à disposição para contribuir com a gestão pernambucana com o que for necessário. 

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Francisco migra de sigla dentro do prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral para que os possíveis candidatos ao pleito de 2016 deixem seus antigos partidos e ingressem em novos sem serem prejudicados na disputa eleitoral. Nos bastidores, conta-se que o ex-governador esteja preparando uma candidatura a prefeito do Recife. No PSB, a postulação seria inviável já que o atual gestor, Geraldo Julio, é socialista e vai concorrer a reeleição. 

O ato de filiação do ex-governador deve acontecer na próxima quinta-feira (24). Antes disso, na terça (22), ele embarca para Brasília onde se reúne com o presidente nacional do PSDB, o senador Aécio Neves, e o líder da oposição na Câmara, o deputado Bruno Araújo (PSDB). Procurado pelo Portal LeiaJá para comentar o assunto, ele não atendeu as ligações, até o fechamento desta matéria. 

Veja a carta de desfiliação:

Caro Governador Paulo Câmara - Vice Presidente do Partido Socialista Brasileiro

Há seis anos, o Governador Eduardo Campos convidou-me a ingressar no PSB. Eleito, havia três anos, o Governador se preparava para disputar a reeleição. Acreditei no seu projeto, na solidez do partido e na perspectiva de mudanças. Aceitei o convite e, filiado ao partido, participei, por inteiro, na luta por um Pernambuco e um Brasil melhores.

Dentro do clima de cordialidade e respeito de que fui alvo na convivência partidária e, ao qual sou reconhecido, busquei construir pontes e servir ao povo de Pernambuco, obediente aos princípios republicanos que sempre pautaram minha conduta ao longo dos desafios da vida pública. Com altivez e equilíbrio, com base na minha longa experiência política, ofereci propostas que, acredito, representavam e representam alternativas capazes de viabilizar as transformações do Brasil contemporâneo. Exercitei sempre o compromisso com a liberdade de opinião, a prática do contraditório e a reafirmação das minhas crenças. Ouvi muito, falei com frequência e quando discordei foi sempre buscando avançar, respeitado às divergências.

Valeu o tempo vivido, o desafio dos novos relacionamentos com transparência e coerentes com meus ideais de vida pública; vida pública que pretendo seguir, atento aos imperativos de dignidade, caráter, honradez e confiança inviolável no país. 

Continuarei no longo e renovado caminho da minha trajetória testada nas ruas em frequentes embates eleitorais, mirando novos rumos para renovar esperanças, com determinação, coragem e integral doação à verdadeira causa coletiva.

No atual momento histórico, a minha inquietação aponta para novos caminhos. O país perdeu o rumo. Ampliam-se as responsabilidades públicas dos dirigentes e de cada cidadão. Não há mais lugar para a tibieza que paralisa nem para a arrogância e o primarismo político de um governo que colocam em risco as potencialidades de uma grande nação.

Tenho a convicção de que é possível mudar os rumos do país. O plano Real, a Lei de Responsabilidade Fiscal, os avanços da era Itamar e FHC, os grandes consensos nacionais sobre a democracia, a estabilidade econômica e um pais socialmente justo não foram construções de pessoas ou partidos, foram imposições da responsabilidade coletiva de uma cidadania madura e ativa que se impuseram diante dos governantes.

Aprendi a remar na adversidade. Vou renovar a confiança nos bons combates.

Deixo o PSB certo de que, nestes seis anos, dediquei-me ao fortalecimento do partido, a boa convivência com os colegas e a permanente luta para oferecer minha experiência.

Receba, caro Governador, extensivo a sua equipe e aos membros do partido, votos de pleno êxito no atendimento de suas missões e saiba que sempre poderá contar com a minha disponibilidade para travar o urgente combate das necessárias mudanças.

Atenciosamente,

JOAQUIM FRANCISCO DE FREITAS CAVALCANTI

O Google lançou nesta quarta-feira (16) uma campanha para encorajar os usuários a fazerem doações para contribuir com os esforços que visam a aliviar a crise migratória que atinge a Europa, o Oriente Médio e a África. A gigante tecnológica da Califórnia (EUA) disse que doará um milhão de euros (1,12 milhão de dólares) a várias organizações humanitárias e que irá combiná-lo com doações de usuários de até cinco milhões de euros (5,6 milhões de dólares).

"Todos queremos fazer algo para ajudar", disse o Google na página de sua campanha. "Identificamos organizações que estão fazendo um trabalho incrível na linha de frente e queremos que seja fácil para os usuários doar e apoiar seus esforços". De acordo com a empresa, os fundos serão distribuídos entre as organizações Médicos Sem Fronteiras, Comitê Internacional de Resgate, Save The Children e Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados.

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"Estas organizações sem fins lucrativos contribuem fornecendo ajuda humanitária essencial como refúgio, alimentos e água, assim como assistência médica, e se ocupando dos direitos à segurança das pessoas necessitadas", disse o Google. O Google acrescentou que cobrirá os gastos de procedimento de forma que 100% de sua doação vá para onde ela é mais necessária.

A Comissão Europeia propôs aos Estados membros uma repartição urgente dos 120.000 refugiados que se encontram em território da União Europeia, para acelerar uma solução para a crise migratória, indicou uma fonte europeia.

"Como os mecanismos permanentes podem levar tempo, e existe uma situação emergencial na Itália, Hungria e Grécia, temos uma proposta de reinstalação urgente de 120.000 refugiados", afirmou a fonte.

O presidente da Comissão, Jean-Claude Juncker, oficializará a proposta durante o discurso sobre o estado da União em 9 de setembro, depois de receber a aprovação dos comissários. O plano será adicionado à divisão de 40.000 migrantes anunciada em maio, que afeta apenas os refugiados recebidos na Itália e Grécia.

A proposta parece contar com o apoio da chanceler alemã, Angela Merkel, e do presidente francês, François Hollande. Paris e Berlim concordam com a imposição de "cotas obrigatórias" para a recepção de refugiados nos países da União Europeia, afirmou Merkel nesta quinta-feira na cidade suíça de Berna. "Conversei esta manhã com o presidente francês, a posição franco-alemã que vamos transmitir às instituições europeias é que concordamos que devemos obedecer princípios básicos, ou seja, que os que precisam de proteção a recebam e que necessitamos de cotas obrigatórias dentro da UE para compartilhar os deveres, o princípio de solidariedade", disse Merkel.

A chanceler reconheceu que é preciso levar em consideração "a potência econômica e o tamanho de cada país", mas ressaltou que "sem cotas não poderemos solucionar o problema". O presidente do Conselho Europeu Donald Tusk, pediu aos países da UE que "redobrem os esforços de solidariedade com uma divisão equitativa de pelo menos 100.000 refugiados".

Os 28 Estados membros se negaram até o momento a adotar o sistema de redistribuição de solicitantes de asilo proposto por Bruxelas e ofereceram apenas 32.256 vagas, ao invés das 40.000 solicitadas pela Comissão. As normas sobre direito de asilo na UE estipulam que as demandas dos refugiados devem ser examinadas no primeiro país de registro.

Segundo a fonte europeia, a distribuição dos 120.000 refugiados na UE seguiria os mesmos critérios da proposta formulada em maio, que levava em consideração o número de habitantes dos países de recepção e o impacto econômico.

Os ministros do Interior da França, Alemanha e do Reino Unido apelaram hoje (30) para a necessidade de uma reunião urgente de representantes da União Europeia, nas próximas semanas, devido à crise dos migrantes.

Bernard Cazeneuve, Thomas de Maiziere e Theresa May pediram à presidência da União Europeia (sob a responsabilidade de Luxemburgo) a realização de um primeiro Conselho de Justiça e Negócios Estrangeiros nas próximas semanas, para preparar a reunião de 8 de outubro e avançar com propostas concretas, informa comunicado publicado um dia depois do encontro, em Paris, de nove países europeus para discutir segurança nos transportes.

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Hoje, o ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Laurent Fabius, chamou de “escandalosa” a atitude de certos países do Leste da Europa diante da crise dos refugiados, a começar pela Hungria.

A Comissão Europeia quer distribuir os pedidos de asilo pelos vários países europeus, a fim de aliviar os que estão servindo de entrada dos migrantes. No entanto, essa distribuição voluntária está sendo dificultada pela falta de vontade de alguns países, incluindo a Hungria, Áustria, Eslováquia e Eslovénia.

A Hungria, país que serve de porta de entrada para os migrantes e refugiados que pretendem chegar à Europa Ocidental, ergueu uma barreira de arame farpado ao longo dos 175 quilômetros da fronteira com a Sérvia, atualmente vigiada por cerca de mil policiais, aos quais irão juntar-se mais 2 mil a partir de 1º de setembro.

Também hoje, o primeiro-ministro italiano, Mateo Renzi, afirmou que a União Europeia tem de começar a mover-se em busca de uma solução sobre a questão da imigração.

Em entrevista publicada no jornal Corriere Della sera, Renzo criticou o fato de as primeiras medidas terem chegado após a cúpula extraordinária de abril, na sequência da tragédia no Canal da Sicília, na qual centenas de imigrantes morreram afogados após o naufrágio da barca em que viajavam.

“As imagens dramáticas dessas crianças asfixiadas no caminhão e assassinadas no porão das embarcações dizem-nos que a Europa deve procurar uma estratégia”, disse o primeiro-ministro italiano, que pediu a internacionalização dessa crise, pois não é só um problema de Itália ou da Grécia.

Em artigo publicado nesse domingo no The Sunday Times, a ministra do Interior britânica, Theresa May, considerou que só os cidadãos da União Europeia que tenham oferta de trabalho deveriam entrar no Reino Unido, como forma de controlar a imigração.

Para a responsável britânica, a ausência de fronteiras na UE é a causa da atual crise migratória no bloco europeu.

Segundo Theresa May, a crise migratória tem se intensificado desde o início do verão nas áreas costeiras do Sul da Europa, onde milhares de migrantes arriscam a vida para conseguir uma vida melhor. Para ela, isso deveria chamar a atenção dos líderes europeus.

Da Agência Lusa

Os países da União Europeia, confrontados com a pior crise migratória desde a Segunda Guerra Mundial, recorrem a medidas desesperadas em uma tentativa de frear a avalanche humana sem que, por ora, se vislumbre uma solução.

A situação se agravou durante o verão europeu, à medida que, além da rota do Mediterrâneo, muitos migrantes buscam chegar a países da União Europeia (UE) através dos Bálcãs. As contínuas tentativas dos refugiados de cruzar o túnel submarino entre França e Reino Unido também têm contribuído para a crise.

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Apesar dos recentes esforços da Alemanha, o estabelecimento de cotas para repartir os migrantes que chegam à UE tem se deparado com a falta de unidade entre os diferente governos, inquietos agora pelo auge de movimentos xenófobos.

Neste contexto, as medidas para evitar o êxodo desde o Oriente Médio e o Norte da África não deram frutos, devido à instabilidade na zona que faz com que Bruxelas não tenha um interlocutor para coordenar suas operações.

Sem uma solução à vista, os países europeus recorrem agora a medidas desesperadas para tentar frear os fluxos de migrantes, como a construção da barreira com a qual a Hungria busca blindar sua fronteira com a Sérvia.

Tanto as autoridades como os especialistas consideram que os Estados da UE devem atuar rápido, antes que a situação se torne incontrolável, sem que se vislumbre um cessar da violência e da guerra que faz com que os migrantes fujam de seus países de origem.

"Precisamos fazer alguma coisa e é melhor fazer algo quando ainda se tem o controle da situação", afirmou à AFP um funcionário europeu.

Para este diplomata, os países devem trabalhar em várias linhas ao mesmo tempo: como dividir entre os diferentes países a recepção dos migrantes, o controle das fronteiras externas e a melhora da cooperação com os países de trânsito dos refugiados.

Os líderes europeus foram chamados à ação em abril, logo após o naufrágio de um barco e a morte de 700 migrantes. Contudo, as discussões sobre o estabelecimento de cotas para distribuir os refugiados que chegam à Europa e aliviar a pressão que recebem Itália e Grécia, se estancaram.

A intensa chegada de migrantes, que apesar de terem sido reprimidos com gases lacrimogêneos na Macedônia e na Hungria, tem alcançado níveis máximos de cerca de 2.100 pessoas por dia, implicando à tarefa um caráter urgente.

Discursos xenófobos

Berlim tem se destacado por seu papel ativo frente à crise, em um momento no qual o governo anunciou que espera acolher cerca de 800.000 refugiados em 2015, que representam mais da metade dos refugiados que a UE receberá em conjunto.

Contudo, em outros países a situação é diferente. O problema é que tanto Reino Unido, quanto Suécia e França enfrentam a hostilidade dos partidos de ultra direita contrários à imigração.

Na Alemanha, Merkel tem tido que enfrentar atos de violência e protestos contra os imigrantes. Neste mês, o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, advertiu em uma entrevista à AFP que os governos têm o dever de não deixarem-se cegar pelo populismo.

Este chamado foi replicado pelo relator especial das Nações Unidas para os direitos dos migrantes, François Crepeau, que pediu na terça-feira aos líderes europeus que evitem utilizar termos negativos, depois que em julho o primeiro-ministro britânico foi criticado por usar a palavra "enxame" para referir-se aos migrantes.

"A construção de cercas, a utilização de gases lacrimogêneos e outras formas de violência contra os migrantes e as pessoas que pedem asilo, a negação de serviços básicos como o acesso à comida e à água e a utilização de uma linguagem ameaçadora e denegridora, não evita que os imigrantes tentem chegar à Europa", afirmou.

Ao menos 40 migrantes que se encontravam em um barco no Mediterrâneo, ao norte do litoral da Líbia, foram achados mortos neste sábado, anunciou a marinha italiana. Aparentemente, eles morreram afogados no porão da embarcação, segundo a imprensa local.

"A operação de resgate está em curso em um barco. Inúmeros migrantes a salvo. Ao menos 40 mortos", afirma a marinha no Twitter. O barco pesqueiro foi avistado por um helicóptero da marinha ao norte do litoral líbio, próximo à ilha italiana de Lampedusa.

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Massimo Tozzi, comandante do barco de patrulha "Cigala Fulgosi", informou à agência italiana AGI que 319 pessoas foram resgatadas com vida.

Segundo uma jornalista do canal de televisão RaiNews, que acompanha as operações no centro de coordenação da marinha em Roma, a embarcação estava superlotada e começou a afundar assim que as equipes de resgate começaram a chegar.

Os mortos foram encontrados no porão, afogados ou intoxicados. "Vimos uma cena muito forte emocionalmente", declarou Tozzi à agência AGI. Muitos corpos flutuaram até a superfície, em meio a excrementos humanos e manchas de combustível.

"Essa tragédia não será a última se a comunidade internacional não descobrir uma solução para a crise na Líbia", declarou, em coletiva de imprensa, o ministro italiano do Interior, Angelino Alfano.

Círculo vicioso

A grande maioria dos migrantes que tenta cruzar o Mediterrâneo fugindo de guerras ou da miséria não sabe nadar e muitos acabam ficando presos no porão das embarcações precárias, que afundam rapidamente.

Segundo vários relatos de migrantes que conseguiram chegar à Itália, os traficantes de pessoas costumam amontoar no porão da embarcação os refugiados que pagam menos, no geral os que procedem da África Subsaariana.

Presos num espaço tão exíguo, esses migrantes correm o risco de morrer asfixiados pelas emanações de combustível ou afogados, se o barco afundar. No geral, os traficantes ou passageiros da parte de cima agridem os passageiros do porão para evitar que saiam durante a travessia. Nessas embarcações tão cheias, o mínimo movimento pode acabar virando o barco.

Os sobreviventes do naufrágio que deixou mais de 200 mortos em 5 de agosto passado falaram de golpes de porrete, cinto e até facadas.

Diante da onda interminável de chegadas, as autoridades europeias aumentaram os fundos para a operação de salvamento Tritón, que substituiu a missão italiana Mare Nostrum, mas não conta com meios concretos, como helicópteros e embarcações para localização e realização de resgates.

Durante o ano, mais de 224.000 migrantes chegaram à Europa pelo Mediterrâneo, informaram as Nações Unidas. Segundo o balanço mais recente da Organização Internacional para a Migração (OIM) divulgado na sexta-feira, mais de 2.300 pessoas morreram ao tentar atravessar o Mediterrâneo desde o início do ano.

Na Itália, o número de migrantes totaliza 103.226 desde primeiro de janeiro, contra 104.225 no mesmo período em 2014. Na Grécia, cerca de 124.000 migrantes chegaram, um crescimento de 750% em relação a 2014, segundo a ONU.

O PSB ganhará mais um reforço na sua bancada do Senado Federal no próximo dia 25 de agosto com a filiação oficial da ex-tucana, a senadora Lúcia Vânia. A filiação ocorrerá na Câmara Municipal de Goiânia.

Com a chegada da futura socialista, a bancada federal ficará com sete parlamentares do PSB, considerando os que já integram a legenda: Antônio Carlos Valadares (SE), Fernando Bezerra Coelho (PE), João Capiberibe (AP), Lídice da Mata (BA), Roberto Rocha (MA) e Romário (RJ).

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O decisão da migração e confirmação da data da filiação ocorreu no final de julho, em Brasília, quando a senadora esteve com o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira. Para o partido, a parlamentar vai contribuir para fortalecer e qualificar a representação dos socialistas na Casa. "Fui eleita como oposição e devo continuar assim. O PSB tem uma posição independente, com bons projetos", pontuou Lúcia Vânia.

Marta Suplicy – Além da senadora Vânia e dos seis integrantes do PSB que já atuam no Senado Federal, a ex-petista e também senadora, Marta Suplicy é mais uma parlamentar com data para seguir rumo socialista. Em visita a Pernambuco no início de julho, a Executiva Nacional da legenda confirmou que a filiação de Suplicy será realizada no dia 15 de agosto. A futura socialista é cotada para encarar a disputa municipal na capital paulista em 2016. 

 

 

A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) do Senado aprovou hoje (2) o projeto que institui a nova Lei de Migração, que vai substituir o Estatuto do Estrangeiro, em vigor desde 1980. Aprovado em caráter terminativo, o texto segue agora para apreciação da Câmara dos Deputados, caso não seja apresentado recurso para votação pelo plenário do Senado.

De autoria do senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), o texto muda a interpretação brasileira relacionada ao tratamento dado às pessoas de outros países que queiram viver ao Brasil, com a mudança do termo “estrangeiro”, em vigor desde a época da ditadura militar, para “migrante”.

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“A matéria passa a ser inserida no contexto da proteção internacional dos direitos humanos mediante a incorporação dos tre s princi pios gerais de direitos humanos: interdependência, universalidade e indivisibilidade”, diz trecho do relatório do senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), aprovado pela CRE.

O projeto de lei garante aos imigrantes condição de igualdade com os nacionais, prevê a inviolabilidade do direito a vida, a liberdade, a igualdade, a seguranc a e a propriedade, além de garantir os direitos e liberdades civis, sociais, culturais e econo micos, bem como o direito a liberdade de circulac a o no territo rio nacional.

O projeto que instituiu a nova Lei de Migrac a o regula a entrada e estada de estrangeiros no Brasil, estabelecendo normas de proteção ao migrante. O texto define “imigrante” como sendo toda pessoa, nacional de outro país ou apátrida, que transite, trabalhe ou resida e se estabeleça temporária ou definitivamente no Brasil, excluindo o turista.

O texto assegura “plenamente” os direitos originários dos povos indígenas e das populações tradicionais, em especial o seu direito a livre circulação nas terras tradicionalmente ocupadas. Pela proposta, a politica migratória brasileira será regida também pelo repu dio e prevenc a o a xenofobia, ao racismo e a qualquer forma de discriminac a o, pela na o criminalização da imigrac a o e na o discriminac a o em raza o dos crite rios e procedimentos pelos quais a pessoa foi admitida no territo rio nacional.

De acordo com o projeto, a nova lei visa ainda a promoc a o da entrada regular e da regularizac a o documental, acolhida humanita ria, desenvolvimento econômico, turi stico, social, cultural, esportivo, cienti fico e tecnolo gico do Brasil e a garantia do direito a reunia o familiar, além da igualdade de tratamento e de oportunidade aos migrantes e seus familiares.

Os migrantes, segundo o projeto, terão acesso igualita rio e livre aos servic os, programas e benefi cios sociais, bens pu blicos, educac a o, assiste ncia, juri dica integral pu blica, trabalho, moradia, servic o banca rio e seguridade social. O projeto de lei estabelece a protec a o integral e defesa dos interesses das crianc as e adolescentes migrantes, respeito a dispositivos de convenc o es, tratados e acordos internacionais, protec a o dos brasileiros no exterior, promoc a o do reconhecimento acade mico e do exerci cio profissional no Brasil e repúdio a pra ticas de expulsão ou deportação coletivas.

O PSB do Estado de Tocantins ganhou mais um esforço político nessa sexta-feira (15). Durante Encontro das Administrações Socialistas em Palmas, o prefeito da cidade, Carlos Amastha (ex-PP), ingressou na legenda socialista. 

Com a ficha de filiação abonada pelos presidentes nacional e estadual, Carlos Siqueira e Laurez Moreira, respectivamente, o chefe do Executivo relembrou as atuações de Eduardo Campos e de Miguel Arraes. “Estou voltando para minha casa. O partido tem os ideais que eu tenho. Aqui no PSB vou defender as bandeiras históricas de Eduardo Campos e do seu avô Miguel Arraes", prometeu o prefeito, em informação divulgada no site do PSB.

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O novo socialista também garantiu amar os ideais do partido. “Eu combino com o PSB porque sou realizador, democrático e amo a filosofia socialista” – disse, adiantando ser candidato à reeleição. “Vamos ganhar a reeleição”, anunciou.

Para Carlos Siqueira, a legenda possui os melhores quadros políticos no Brasil. “O PSB é a esperança do povo brasileiro, por isso, seus quadros são as melhores opções para governar, seja o município, o Estado, o Parlamento e o Brasil”, assegurou.

Com a migração de Amastha, o PSB-TO passa a contar com 15 prefeitos, além dos 12 vice-prefeitos, 117 vereadores e mais de 10 mil filiados em todo o Estado.

O prefeito de Jaboatão dos Guararapes, Elias Gomes (PSDB), confirmou o convite feito ao deputado federal Raul Jungmann (PPS) para que migre à sigla tucana. Em meio ao processo de fusão com o PSB, o chefe do executivo acredita que o pós-comunista ficará numa situação desconfortável e revelou que até o senador Aécio Neves (PSDB) já sinalizou dando as boas vindas ao parlamentar. 

Analisando a união do PSB com o PPS, Gomes frisou a postura de oposição do PPS. “É um processo complexo essa fusão, porque se você pensar, o PPS é oposição bem demarcada contra o governo do PT há muitos anos, o PSB fez parte deste governo e agora tem uma postura de independência como é que vai ficar esse futuro partido? Isso não está claro!”, observou. 

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Para o prefeito de Jaboatão, outras questões que precisam ser aliadas é o comando do PBS a nível estadual e nacional. “A outra coisa é que o eixo de comando do partido se desloca de Pernambuco para São Paulo e perde os ‘eduardistas”. “Eles têm razão, o PSB de Pernambuco em não concordar, como também os paulistas têm razão em querer esta unidade”, pontuou.

De acordo com Elias Gomes, a situação mais complicada será dos pós-comunistas. “Agora, eu acho que os companheiros do PPS de Pernambuco estão numa situação um tanto quanto desconfortável: vai para um partido que não quer o PPS integrando este partido? Eu percebi isso lá atrás e fui o primeiro a conversar com Raul Jungmann e fiz o convite”, revelou. Ele também contou que o presidente nacional do PSDB já sabe da possível ida de Jungmann a legenda. “Conversei com Aécio, pedi que recebesse bem e nós estamos esperando e que ele fique claro da decisão. Agora Raul disse que qualquer movimento dele não significa um distanciamento do governador Paulo Câmara porque nós também do PSDB somos da base do governo estadual do daqui de Pernambuco”, destacou. 

Enfatizando a espera de Jungmann, o tucano disse que o secretário geral do PSDB em Pernambuco, o deputado federal Betinho Gomes também apoiou a migração. “Eu o deixei a vontade, disse que o receberia bem, o secretário geral do partido disse que o receberia com o maior carinho. Ele tem tempo, não tem pressa e a decisão que ele tomar será compreendida e a expectativa que se ele vir, termos um quadro nacional e qualificado com que teremos afinidade”, anseia Elias Gomes. 

A União Europeia pode aceitar até 20 mil refugiados por ano e criar um programa de redistribuição automática para os migrantes que superlotam os países do sul da Europa, no âmbito dos planos atualmente em desenvolvimento em Bruxelas.

A proposta de distribuição entre os países da UE de pessoas que ainda não entraram no bloco usaria uma fórmula que leva em conta o tamanho da população, a força da economia e as taxas de desemprego de cada país, bem como o número de refugiados que acolheram até agora, de acordo com uma minuta de texto obtida pelo The Wall Street Journal. O texto deverá ser avaliado pela Comissão Europeia na quarta-feira.

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O rascunho de 16 páginas intitulado "Agenda Europeia para Migrações" vem em resposta à crise de refugiados que a Europa enfrenta, especialmente a partir do sul, depois que milhares de migrantes morreram durante a tentativa de atravessar o Mediterrâneo e chegar a países europeus.

As Nações Unidas instaram a União Europeia a acolher até 20 mil refugiados por ano, diretamente dos campos de fora da UE - por exemplo, da Turquia ou do Líbano, onde a maioria dos quatro milhões de pessoas que fugiram da guerra na Síria estava estabelecida atualmente.

Segundo o plano, o "projeto de reassentamento" na UE para atender ou chegar perto dessa meta será proposto no final de maio e financiado com 50 milhões de euros para o período 2015-2016. O número exato de lugares para os refugiados ainda é objeto de discussões no âmbito da Comissão Europeia. "Espere uma disputa de última hora no colégio de comissários sobre o número de 20 mil", disse um funcionário da UE. O chefe da Comissão, Jean-Claude Juncker, é o principal condutor da iniciativa, que tem o apoio do governo alemão, confirmaram dois diplomatas da UE.

Alemanha e Suécia até agora acolheram a maior parte dos refugiados na Europa e insistem que um "sistema voluntário" não significa que outros países devem fugir às suas responsabilidades. O programa não é obrigatório para Reino Unido, Irlanda e Dinamarca, que optaram por sair do sistema de asilo da UE.

Se os governos nacionais concordarem em receber refugiados de fora da UE, a mesma "chave" de distribuição pode ser usada para a "realocação automática" dos imigrantes que já estão na Itália, Malta ou Grécia. "Temos que começar de algum lugar. Concordar sobre os refugiados de fora da UE pode ser mais fácil, porque eles são os mais necessitados. Então, podemos passar para realocações dentro da UE", disse um diplomata.

No final de 2015, a Comissão pretende apresentar propostas legislativas "para um sistema de realocação obrigatória e automaticamente acionado para distribuir aqueles em clara necessidade de proteção internacional na UE, quando um afluxo maciço emerge", de acordo com a minuta do plano. Segundo o texto, o mecanismo deve levar em conta os esforços já feitos voluntariamente pelos estados membros.

Os planos estão sujeitos à aprovação dos governos nacionais europeus, muitos sob pressão dos partidos populistas de oposição anti-imigração.

Fonte: Dow Jones Newswires

A insatisfação exposta pela vereadora do Recife e dissidente do PSB, Marília Arraes, com a maneira que as decisões dentro da legenda são tomadas já vem desde as eleições de 2014. Prevista para sair da agremiação desde que optou por atuar na oposição, a parlamentar conversou com a equipe do Portal LeiaJá nesta semana e garantiu sua desfiliação do PSB de uma vez por toda. Para ela, o ponto crucial desta vez foi à fusão do partido com PPS. 

“Sem dúvida a saída do PSB é algo inevitável, mas a gente tem até setembro para tomar essa decisão. Então, a gente deve sair sim do partido. Estamos em conversa com outros partidos, mas a gente vai tomar o tempo que for necessário”, confirmou.

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De acordo com Arraes além da falta de diálogo apontada anteriormente, a união do PSB com o PPS configura uma mudança grande da legenda. “O que consolidou essa minha urgência de sair do PSB foi à questão da fusão, porque a fusão na verdade só confirmou tudo o que eu vinha dizendo: que o PSB partiu para outro rumo que não é o que historicamente é defendido. Isso foi à gota d’água. Não dá para continuar”, cravou.

Segundo a vereadora, a conversa com o PPS e uma possível fusão é algo tratado há cerca de uma década, mas não era bem vista por Miguel Arraes. “Essa fusão com o PPS já vem sendo falada a mais de dez anos, inclusive, quando Miguel Arraes era vivo, e ele próprio já refutava totalmente, e agora, que o PPS está numa situação muito pior que era naquela época, o PBS vem a se colocar para se fundir com esse partido e se colocar no mesmo patamar que ele, que era o que a gente vinha dizendo: que o PSB ia virar uma sublegenda do PSDB”, disparou.

Questionada se já recebeu convite para migrar para outro partido, a ainda socialista contou sobre a proposta de um petista do Agreste. “Só o presidente do PT de Caruaru foi lá e convidou e só isso. A gente está conversando e está vendo como é que faz”, despistou. 

Saída em massa do PSB – Durante a entrevista com o LeiaJá, Marília revelou a possibilidade de outras pessoas saírem do PSB, assim como ela. “Estou conversando com muitas pessoas do PSB que também devem sair e a gente vai ver se faz um caminho em conjunto, nacionalmente falando. Tanto parlamentares quanto dirigentes nacionais que discordam do rumo que o PSB está tomando. Então, a gente vai conversar para até o meio e final de setembro a gente tomar esta decisão e fazer de forma que caracteriza mais força por esse grupo que defendia outro rumo para o partido”, contou.

Esposa de um também vereador do Recife, Felipe Francismar (PSB) ela garantiu que a união não atrapalha sua decisão em relação ao partido. “A nossa relação é pautada pelo respeito aos posicionamentos e as convicções de cada um. A gente quando se conheceu já era adversário. A gente já disputou uma vaga pelo fato de sermos do mesmo partido, então, isso nunca foi problema. (...) Felipe é uma pessoa muito compreensiva e nunca teve esse problema não”, alegou.

Eleições 2016 – Sobre os anseios de permanecer na vida política e quem sabe, compor uma chapa majoritária no Recife, Marília Arraes, confirmou os desejos. “A gente continua a disposição. Isso depende muito do partido para onde a gente vai, mas estou à disposição e tem muita gente que fala: mas corre o risco de ficar sem mandato. Mas a atuação política não é somente a gente ter mandato. A gente tem que trabalhar por um projeto e eu acredito que o projeto hoje pede que a gente trabalhe por mudanças na cidade do Recife  e se essas mudanças for por ter que haver uma candidatura para ganhar ou para perder estamos ai, disponível para compor a chapa”, pontuou.

Acuado e coberto de roupas, um menino da Costa do Marfim de 8 anos foi encontrado escondido em uma mala na qual deveria cruzar a fronteira entre o Marrocos e o enclave espanhol de Ceuta, informou nesta sexta-feira a polícia.

Uma adolescente de 19 anos transportava a pequena mala com rodinhas quando foi parada pelas autoridades na quinta-feira ao cruzar a passagem para pedestres deste enclave espanhol de menos de 20 km2, localizado ao norte de Marrocos, explicou a Guarda Civil. "Ao passar a mala pelo escaner, o operador observou algo estranho, o que parecia ser uma pessoa", relatou à AFP um porta-voz policial. "Ao abri-la, encontrou uma criança em uma condição lamentável", acrescentou.

Tratava-se de um menino que afirmou ter oito anos e ser originário da Costa do Marfim, segundo a Guarda Civil. "Meu nome é Abu", afirmou a criança em francês, abrindo seus enormes olhos muito assustados, ao ser encontrado.

A jovem que o acompanhava, que não é sua mãe, "foi colocada a disposição da justiça", segundo a Guarda Civil. Poucas horas depois, o pai da criança foi detido quando cruzava a fronteira. Originário da Costa do Marfim, ele vive no arquipélago espanhol das Canárias, localizado em frente à costa ocidental da África.

Insatisfeito com a possível fusão entre o PTB e o DEM, o deputado estadual Sílvio Costa Filho (PTB) negou nesta quinta-feira (7), em entrevista ao Portal LeiaJá, as especulações de sua ida ao PRB e sua pré-candidatura à Prefeitura do Recife. Apesar de não confirmar nenhum dos dois processos, o parlamentar compareceu a 11° Convenção Nacional do PRB em Brasília e se reuniu com o ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro (PTB). 

Segundo Sílvio Costa, a ida ao evento do PRB foi apenas para desejar sucesso ao presidente nacional da legenda, reeleito durante evento, Marcos Pereira. “Essa informação não procede (ida ao PRB). Nós fomos hoje ao encontro nacional do partido pelas relações que nós construímos com o PRB. O PRB votou no ministro Armando e nós construímos com o partido uma relação muito boa, de muito apreço e, sobretudo, com o seu presidente Marcos Pereira, e como hoje ele foi reeleito, nós fizemos uma visita e desejamos a boa sorte”, despistou. 

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Confirmando trabalhar contra a não fusão com o DEM, o deputado explicou os motivos pelos quais não concorda com a união entre as legendas. “Não tem sentido o PTB alinhado ao Governo Federal, se alinhar com o DEM. Então, nós somos contrários”, pontuou. 

Questionado sobre o interesse de participar da eleição de 2016 num cargo majoritário, o petebista também negou a candidatura. “Eu não serei candidato a prefeito. A gente tem trabalhado na oposição, mas eu só irei falar de eleição em 2018, no processo nosso de reeleição a deputado”, garantiu. 

Reafirmando ser contrário à fusão, Sílvio Costa deixa claro que, caso exista a união entre os partidos, ele seguirá os caminhos de Armando Monteiro. “Nós seguiremos o ministro Armando Monteiro, mas o sentimento é que esta fusão possa não acontecer, então, a gente só vai abrir qualquer diálogo se houver esta fusão, até porque nosso desejo é continuar no PTB e seguir no alinhando de Armando. Nosso sentimento é que a gente fique no PTB”, ressaltou. 

 

Indagado se o presidente nacional do PRB fez algum convite para ingressar na legenda, o parlamentar alegou que o líder respeita sua filiação atual. “Ele sabe que o nosso projeto é ficar no PTB e sabe da relação de apreço que a gente tem pelo partido. Nós tivemos juntos no processo eleitoral, nós construímos essa relação muito natural e viemos apenas desejar boa sorte a executiva reeleita”, reafirmou. 

Reunião com parlamentares – Além do evento do PRB, Sílvio Costa contou que se reuniu com políticos como os deputados federais Jorge Corte Real, Zeca Cavalcanti (PTB), Ricardo Teobaldo (PTB), Sílvio Costa (PSC) e o ministro Armando Monteiro. “Nós fizemos uma visita a alguns deputados federais para tratar de algumas obras na perspectiva do Arco Metropolitano, que é uma obra fundamental. Também tivemos uma reunião com a Caixa Econômica Federal que ficou de apresentar um balanço de todas as obras federais de Pernambuco e fazer um diagnóstico no Estado”, revelou. 

Sobre novas reuniões para tratar da fusão, o petebista disse que a expectativa é conversar com correligionários no final do mês de maio. “Não tem nada ainda definido, possivelmente deverá ter uma reunião no final do mês”, contou. 

De malas prontas para se juntar ao Partido Socialista Brasileiro (PSB), a senadora Marta Suplicy, ainda ligada ao PT de São Paulo, deverá manter uma postura independente dentro da legenda pessebista. A linha de atuação da parlamentar e a migração para o PSB foram comentadas nesta segunda-feira (23) pelo governador Paulo Câmara (PSB), após abertura do 2º Congresso Municipalista de Pernambucano, no Centro de Convenções, em Olinda.

O governador elogiou a senadora e relembrou a experiência política dela, ao longo de seus 70 anos de vida. “É um bom quadro. É um quadro que já foi uma prefeita, foi ministra é uma atual senadora e é uma pessoa que tem serviços prestados”, elogiou. 

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Paulo Câmara frisou também a aceitação de Suplicy em relação às normas do partido, comentou sua insatisfação com a atual gestão do País e revelou como será sua atuação política. “Que está entrando no partido com consonância com as diretrizes do partido, que confia na nossa forma de pensar e agir, e está insatisfeita com a atual condução dos destinos do país. E como o PSB, quer manter uma linha independente, contribuindo para o Brasil naquilo que for importante para o Brasil, e ao mesmo tempo, tendo uma posição crítica em relação a acordos que não estão indo bem”, divulgou o governador.

Marta Suplicy confirmou sua saída do Partido dos Trabalhadores (PT) na última sexta-feira (20), durante festa de aniversário de seus 70 anos. 

*Com informações de Giselly Santos

O porta-voz da chanceler Angela Merkel afirmou nesta segunda-feira que a Alemanha quer que o Reino Unido permaneça um membro "ativo e comprometido" com a União Europeia, mas insiste que o princípio de livre migração de trabalhadores no bloco é inegociável.

O representante da líder alemã, Steffen Sibert, disse que o governo não está considerando cenários hipotéticos e compartilha do interesse britânico de lutar contra um "possível abuso" nas migrações de trabalho. Contudo, Merkel acredita que o princípio que permite a liberdade de migração em si não deve ser questionado.

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Segundo o jornal Der Spiegel publicou neste domingo, sem identificar suas fontes, autoridades alemãs podem considerar reduzir seus esforços em manter o Reino Unido na União Europeia caso David Cameron insista nos limites de movimentação.

O primeiro-ministro britânico tomou essa posição após sofrer pressão política com o crescimento do partido Ukip em seu país, que é contrário à permanência no bloco. Por isso, Cameron pretende tomar ações para limitar o nível de migrações da União Europeia para o Reino Unido. Fonte: Associated Press.

Parte da explicação para os fundos de renda fixa serem a modalidade com maior resgate líquido entre todas as categorias está na migração do investidor para instrumentos incentivados, afirmou nesta terça-feira, 07, o vice-presidente da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), Carlos Massaru. É o caso de Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e do Agronegócio (LCA), por exemplo.

"Os produtos incentivados passaram a ter uma atratividade grande, por conta da questão do incentivo, pela liquidez e por conta da garantia do Fundo Garantidor", disse o vice-presidente da entidade. LCA e LCI contam com isenção de Imposto de Renda para a pessoa física e com garantia pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de até R$ 250 mil por CPF.

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A modalidade renda fixa foi a que apresentou o maior resgate líquido em setembro, com saída de R$ 3,4 bilhões. O mesmo movimento é anotado no ano, com os fundos de renda fixa registrando resgate líquido de R$ 23,6 bilhões de janeiro a setembro. Por outro lado, a rentabilidade está positiva, chegando a 8,39% no acumulado deste ano.

Por outro lado, esse não é o único efeito que tem afugentado o investidor dessa categoria. Segundo o vice-presidente da Anbima, o efeito da marcação ao marcado nos fundos de renda fixa, que trouxe para baixo a rentabilidade desses fundos em 2013, também pesou para a decisão dos investidores. "Nesse momento se percebe que não é tão óbvio para o investidor a marcação a mercado. Esse mecanismo foi criado para proteger o investidor, mas trouxe uma aversão ao risco muito grande", disse Massaru.

No ano passado, com a alta dos juros, os fundos de renda fixa realizaram marcação a mercado, ou seja, os títulos foram descontados em relação a nova taxa de juros (mais alta) na época, refletindo, assim, uma perda contábil, sendo que no momento do resgate desse título o valor é o mesmo. Esse mecanismo foi adotado, destaca o executivo da Anbima, para evitar que haja uma indevida transferência de riqueza entre os cotistas.

Assimetrias

O vice-presidente da Anbima disse ainda que está na pauta da entidade buscar, junto ao governo, a redução das assimetrias que vivencia hoje a indústria de fundos. "Temos na agenda essas questões tributárias, para buscar maior competitividade da indústria de fundos", disse. Um dos temas que será abordado será o come-cotas, que é a cobrança antecipada do Imposto de Renda sobre os rendimentos.

"Continuamos tratando sobre esse tema, pode ser algo gradual", disse Massaru, destacando que a entidade está em busca de aumentar a competitividade da indústria de fundos. Outro ponto que está na agenda é buscar para os fundos, que investem em um determinado instrumento incentivado, as mesmas condições que são dadas ao ativo quando ele é acessado diretamente pelo investidor.

Massaru destacou, ainda, que em 2015 a instrução 409, a principal que rege o setor, deverá ser atualizada pela CVM.

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