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Há 18 anos, quatro mil pessoas acompanharam os discursos inflamados dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Hugo Chávez por mais de duas horas sob o sol de 35 graus em Ipojuca, na região metropolitana do Recife (PE), para o lançamento daquele que seria o maior investimento da Petrobras em mais de 25 anos: a construção da Refinaria Abreu e Lima.

Após revirarem concreto e posarem para fotos naquela sexta-feira, 16 de dezembro de 2005, o petista e o "amigo irmão", como definiu o ex-presidente venezuelano, selaram o início das obras da refinaria - que se tornaria um dos maiores símbolos do País de mau uso de dinheiro público.

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Lula vai voltar às instalações da refinaria nesta quinta-feira, 18, para visitar as obras de ampliação do complexo petrolífero. O governo federal prevê crescimento de investimentos no setor, conforme o Plano Estratégico da Petrobras, de 2023-2027.

A construção de Abreu e Lima se arrastou por nove anos, de 2005 a 2014 - com um atraso de três anos para o início da operação parcial, antes previsto para 2011. O projeto foi pensado em parceria com a estatal venezuelana PDVSA, em um acordo entre os governos.

Processos

Abreu e Lima foi um dos símbolos das investigações da Operação Lava Jato, que originalmente apurou esquema de desvio de recursos na Petrobras. A obra foi alvo ainda de processos na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e no Tribunal de Contas da União (TCU).

Relatório do TCU apontou indícios de superfaturamento de, pelo menos, R$ 121 milhões na obra e atribuiu ao ex-presidente da Petrobras José Sergio Gabrielli sonegação de documentos. A auditoria levantou suspeitas de superfaturamento em pelo menos quatro contratos da refinaria que somavam R$ 2,7 bilhões.

"Inicialmente previsto para estar concluído em 2011, até hoje o empreendimento não foi completamente terminado e opera com menos da metade da capacidade projetada, já tendo sido reconhecidas perdas no balanço no total de R$ 15,463 bilhões", afirma o relatório do TCU, de 2021.

Propinas

Com um custo inicial de R$ 7,5 bilhões, as obras do empreendimento - tocadas pelas empreiteiras Odebrecht, OAS, Camargo Corrêa e Queiroz Galvão - consumiram quase R$ 60 bilhões. O ex-executivo da Odebrecht Márcio Faria da Silva relatou, em delação premiada, que as obras na refinaria teriam rendido R$ 90 milhões em propinas a ex-executivos da estatal ligados ao PP, ao PT e ao PSB.

A delação se desdobrou em apurações na Justiça Eleitoral e na esfera criminal. O ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa foi condenado a sete anos e meio de prisão por organização criminosa e lavagem de dinheiro desviado das obras de Abreu e Lima. Por uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), em 2018, os trechos da delação referentes a fatos supostamente criminosos ocorridos no âmbito da refinaria foram remetidos para a Justiça de Pernambuco, onde tramitam atualmente.

O capítulo sobre Abreu e Lima abriu as portas do esquema de corrupção e propinas que, segundo Costa, vigorou na Petrobras entre 2003 e 2014. Além de Costa, foram condenados o doleiro Alberto Youssef, peça central da Lava Jato, e outros seis investigados, entre eles o empresário Márcio Bonilho, do Grupo Sanko Sider. Foram fixadas penas que variam entre 11 anos e seis meses de reclusão, em regime inicial fechado, a quatro anos, cinco meses e dez dias de reclusão, em regime inicial semiaberto.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Senadores querem saber dos ministros de Minas e Energia, Alexandre da Silveira, e das Relações Exteriores, Mauro Vieira, além do presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, detalhes sobre a venda da refinaria Landulpho Alves, na Bahia, para a Mubadala Capital, um fundo de investimentos de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes.

A refinaria foi privatizada em 2021, na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, pelo valor de R$ 1,65 bilhão. 

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Os requerimentos de informação (REQ 1/2023, REQ 2/2023 e REQ 3/2023) foram aprovados nesta terça-feira (14) na Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor (CTFC). Autor das propostas, o presidente da comissão, senador Omar Aziz (PSD-AM), afirmou que instituições independentes avaliaram o valor da refinaria em R$ 3 bilhões, quase o dobro do valor pago pelo grupo árabe.

"Temos de investigar se a refinaria da Bahia foi realmente vendida pelo preço correto e, caso não tenha sido, desfazer essa transação.  O vice-presidente do colegiado, senador Otto Alencar (PSD-BA), lembrou que foi contrário à venda da refinaria na época e que hoje a Bahia tem óleo diesel e gasolina com o maior custo do país. 

"Depois surge essa relação da Arábia Saudita com presentes valiosos dados ao Brasil, cerca de R$ 16 milhões, e que, segundo a imprensa, o Tribunal de Contas da União e o Ministério Público, foram encaminhados para familiares do ex-presidente Jair Bolsonaro. De alguma forma é preciso analisar essa transação que parece ser nebulosa", acrescentou.

O requerimento encaminhado ao ministro das Relações Exteriores também pede informações sobre a agenda de viagens internacionais do ex-ministro Bento Albuquerque, que comandou a pasta de Minas e Energia na gestão de Jair Bolsonaro. Omar Aziz explicou que, no dia em que os presentes chegaram ao Brasil, o então ministro conversou com o servidor da Receita Federal que identificou a presença da joia não-declarada e não avisou da existência de outra joia além da que foi apreendida.

"A gente quer saber quem foi que deu essa joia, se foi mesmo a Arábia Saudita, e para quem foi. Isso parece fruto de fortes indícios de propina". 

O senador Cleitinho (Republicanos-MG) registrou que o trabalho de fiscalização e controle da comissão deve ser feito com o governo anterior, mas também com o atual governo.  

*Da Agência Senado

"Aproveitando que tu volta semana que vem, consegue trazer dois iPhones?" Foi nesse tom de ironia que esse e outros usuários do Twitter regiram a uma publicação feita pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sobre os feitos de seu governo na manhã desta sexta-feira, 10.

O ex-chefe do Executivo, cujo retorno ao Brasil chegou a ser anunciado para a próxima semana, depois adiado, falou no Twitter sobre valores que sua gestão teria destinado em ajuda a cidades em Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia afetadas por chuvas em março de 2022. "O que você não saberá por grande parte da imprensa tradicional", justificou Bolsonaro.

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Parte dos comentários na rede social aproveitaram a ocasião para ironizar o ex-presidente a respeito do escândalo dos diamantes avaliados em R$ 16,5 milhões que ele tentou trazer ilegalmente para Michelle Bolsonaro, como revelou o Estadão. As joias foram retidas no aeroporto de Guarulhos pela Receita Federal e Bolsonaro tentou recuperá-las ao menos oito vezes, envolvendo militares, membros do seu próprio gabinete e de três ministérios (Economia, Minas e Energia e Relações Exteriores).

Nos stories do seu perfil no Instagram, Michelle Bolsonaro compartilhou a notícia do Estadão e ironizou a denúncia. "Quer dizer que, 'eu tenho tudo isso' e não estava sabendo? Meu Deus! Vocês vão longe mesmo hein?! Estou rindo da falta de cabimento dessa impressa (sic) vexatória."

Além de usuários que indagam sobre as joias, outros brincam "e as joias, foram da 25 de março?", rua tradicional de comércio popular na capital paulista. Em entrevista à CNN na quarta, 8, Bolsonaro admitiu que ficou com um segundo pacote de joias vindo da Arábia Saudita, no valor estimado de R$ 400 mil. Nesta quinta, 9, o Tribunal de Contas da União proibiu que o ex-presidente use, venda ou se desfaça desse segundo conjunto de joias.

Na tarde desta quinta, 9, o assunto também foi utilizado em tom irônico pela Secretaria de Comunicação Social do Planalto. Em uma publicação sobre a declaração do Imposto de Renda, cujo prazo para envio começa no próximo dia 15, o canal institucional começa o texto com "E aí, tudo joia?", em clara referência ao episódio de Bolsonaro.

Os aliados do ex-presidente, por outro lado, pedem que ele volte ao Brasil e reforçam o apoio às medidas que ele adotou durante a gestão. "Saudades, meu presidente", afirmam a maioria dos favoráveis a Bolsonaro na publicação.

O aumento da gasolina, gás de cozinha e derivados do petróleo no Brasil faz parte da intenção do Governo Federal em agradar o mercado internacional e acionistas minoritários da Petrobras, aponta o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Petróleo de Pernambuco e Paraíba (Sindipetro PE/PB). Diferente do que afirma o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), os impostos estaduais não interferiram nos recentes reajustes que impulsionaram o preço nas bombas para R$ 7,00 em regiões do país.

O coordenador da entidade e ex-técnico de operação da Refinaria Abreu e Lima, Rogério Almeida, explica que falta interesse do Executivo em apoiar a produção nacional. Tal condição poderia ser revertida por uma 'canetada' de Bolsonaro, após diálogo com seu indicado à presidência da Petrobras, o general Joaquim Silva e Luna.

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"O preço do barril aqui no Brasil segue o preço do barril internacional, mesmo o Brasil tendo petróleo de sobra para suprir o mercado", assegura.

O coordenador elencou pontos que representam a alta ainda nas refinarias. Em 2016, o ex-presidente Michel Temer (MDB) instituiu o novo cálculo de preços através da Política de Preço de Paridade de Importação (PPI), regido por taxas cambiais, principal fator para a disparada para o consumidor brasileiro.

"Enquanto tiver a PPI, vai subir sempre. Não tem o que fazer [...] independente de quanto a Petrobras gasta para tirar um barril de petróleo do pré-sal, por exemplo, que hoje é em torno de U$ 10, ela é obrigada aplicar o preço internacional, em torno de U$ 72", pontua. "Para a Petrobras tá sendo maravilhoso, tá tendo US$ 62 de lucro só com um barril", acrescenta.

Contra a medida da breve passagem do MDB, Rogério comenta que "quem faz PPI são países que não tem petróleo, que não tem refinaria, como Japão, Chile, Cingapura. Aí eles têm que seguir o mercado internacional. A gente tem petróleo em baixo custo, tem refinaria para processar".

A política de precificação também obriga a Petrobras a custear a taxa de importação, em torno de R$ 0,25 centavos por litro, para atrair o mercado externo, sobretudo o americano. Atado a volatilidade das aspirações estrangeiras, Rogério enxerga a subida de 55% no valor do combustível e do gás no Brasil desde o ano passado, e que os importadores no Brasil ampliaram as atividades em 90% desde o PPI.

O coordenador sindical classifica como “falácia dos impostos”, as reclamações de Bolsonaro contra governadores sobre o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Ele disse que não há um aumento percentual significativo a mais de 20 anos. Também vale destacar que o imposto só entra no valor após a saída das refinarias. Mesmo com as taxas de redistribuição, seguro e outras, o preço inicial da gasolina deveria ser de R$ 1,20 e comercializado a R$ 3,60, o litro. Hoje, sai da refinaria em torno de R$ 1,90, com os impostos atinge R$ 2,10, e repercute no bolso do consumidor com o gasto em torno de R$ 6,00 a R$ 7,00.

Fora a dolarização do produto que circula em reais, a retração da capacidade de operação das refinarias, atualmente ameaçadas pela venda ao setor privado, também representa o valor repassado nas bombas. "Refinarias estão operando a 65% por ordem do Governo Federal para poder abrir mercado. As empresas americanas só vão distribuir para cá se aqui tiver faltando combustível, que é o que está acontecendo", comenta o representante do Sindipetro PE/PB, que afirma que a capacidade de refino no governo do PT era de 90%.

Com a produção diária de 2,6 milhões de barris, Rogério esclarece que "o mercado nacional consome 2 milhões. Então a gente tem mais que o suficiente de petróleo para abastecer o país". Nesse contexto, o ‘preço justo’ da gasolina nos postos deveria ser entre R$ 3,50 e R$ 4,00 por litro. O do diesel em torno de R$ 2,90 a R$ 3,40. Já o gás de cozinha entre R$ 35 e R$ 50.

O Tribunal de Contas da União (TCU) absolveu a ex-presidente Dilma Rousseff e o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci do rol de condenados pelas irregularidades na compra da refinaria de Pasadena, no Texas, pela Petrobras. Ambos eram membros do Conselho de Administração da companhia na época em que a aquisição foi realizada, em 2006. A decisão foi aprovada por unanimidade.

"Acompanho a proposta de que não há razoabilidade e proporcionalidade em igualar as responsabilidades daqueles que agiram com deslealdade com as dos outros envolvidos, cuja má-fé não ficou demonstrada nestes autos, tampouco em outras instâncias nas quais se apura o caso Pasadena", diz o voto do relator, Vital do Rêgo.

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Também foram absolvidos Claudio Luis da Silva Haddad, Fabio Colletti Barbosa e Gleuber Vieira, todos com contas consideradas "regulares com ressalvas". Thales Rezende de Miranda foi excluído do rol de responsáveis, segundo o acórdão do TCU.

No julgamento, o TCU decidiu condenar os gestores - que, na avaliação da corte de contas, agiram com dolo, ou seja, descumprimento dos deveres de diligência e lealdade. Já os membros do Conselho teriam agido sem má-fé e descumpriram apenas o dever de diligência ao não exigirem todas as informações que fundamentaram a decisão da diretoria, o que justificou sua absolvição.

"Diante desse quadro, é inconteste que houve quebra do dever de diligência por parte de todos os administradores. No entanto, precisa-se ponderar que havia um grupo de funcionários da estatal agindo deliberadamente em prol de outros interesses que não os da companhia, a fim de angariar vantagens pecuniárias e até mesmo políticas", diz o acórdão.

"Não há evidências nos autos de que todos os envolvidos soubessem da existência desse esquema, o que permite concluir que a avaliação do negócio foi realizada em um ambiente que não permitiria ao administrador que agiu de boa-fé implementar controles mais intensos a fim de mitigar ou prever a ocorrência de ilícitos daquela magnitude."

Assim, foram condenados e tiveram as contas julgadas como irregulares os ex-diretores Nestor Cerveró e Paulo Roberto Costa, além do ex-presidente da companhia José Sérgio Gabrielli; dos ex-membros da comissão de negociadores Aurélio Oliveira Telles, Cezar de Souza Tavares, Luís Carlos Moreira da Silva e Rafael Mauro Comino; e dos ex-membros da diretores executivos Almir Guilherme Barbassa, Guilherme de Oliveira Estrella, Ildo Luis Sauer e Renato de Souza Duque. Eles terão 15 dias para pagar multas impostas pela corte de contas.

Luís Carlos Moreira da Silva, Nestor Cerveró e José Sérgio Gabrielli de Azevedo receberam multa individual de R$ 110 milhões. Eles também foram inabilitados para o exercício de cargo de comissão ou função de confiança na administração pública por oito anos. Barbassa, Estrella, Sauer e Duque, por sua vez, receberam multa de R$ 67,854 mil. Os bens dos ex-executivos serão inabilitados por um ano para garantir o pagamento.

Nesta terça-feira (16), Luiz Lourenzon, sindicalista que é diretor da Central Única de Trabalhadores (CUT) de Pernambuco e da Federação Única dos Petroleiros (FUP) divulgou um vídeo gravado em frente à refinaria de Abreu e Lima, no município pernambucano de Ipojuca, repudiando uma afirmação do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido). 

Na última quinta-feira (11), em sua habitual transmissão ao vivo semanal, Bolsonaro afirmou que a refinaria em questão “não refina nada”, motivo da indignação do líder sindical. Segundo Lourenzon, “todo mundo sabe, com exceção do presidente, que desde 2014 essa refinaria produz 110 mil barris de petróleo por dia, e seus derivados”. No vídeo, ele ainda enfatiza que parte da produção é exportada para países europeus.

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A Refinaria Abreu e Lima, localizada na Região Metropolitana do Recife, foi multada em R$ 50 mil por conta dos níveis de gases emitidos, que estavam em desacordo com a legislação ambiental. O problema foi detectado após a Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) fazer a interpretação dos dados da qualidade do ar nas quatro estações localizadas na refinaria.

O problema foi detectado após avaliação, realizada no período de 25/12/2020 a 13 de janeiro, na Estação Cupe, localizada no Condomínio Cupe, na Vila Estaleiro, bem como na Estação Ipojuca, localizada na Escola Frei Otto, em Nossa Senhora do Ó.

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O laudo técnico emitido pela CPRH atesta que a poluição do ar pela emissão dos gases prejudica a saúde e o bem estar da população. De acordo com o diretor de Controle de Fontes Poluidoras da Agência, Eduardo Elvino, por operar em regime de produção baseado em gestão da emissão de enxofre, a refinaria deveria estabelecer limites e parâmetros de controle, a fim de garantir a qualidade do ar na região.

"Estavamos realizando a interpretação dos dados da qualidade do ar das estações e coincidiu com as denúncias, via Ouvidoria Ambiental, dos moradores da Vila Estaleiro. Eles relatavam que os odores estavam provocando desconforto e problemas de saúde entre a população local”, explicou o diretor.

Baseadas nessas denúncias, equipes das Diretorias de Controle de Fonte Poluidoras (DCFP) e a Técnica Ambiental (DTA) realizaram a avaliação do ar, em quatro estações.  Entretanto, a ocorrência de poluição atmosférica foi detectada apenas em duas: na Estação Cupe e na Estação Ipojuca.

A refinaria, que foi notificada nesta quarta-feira (10), terá o prazo de 20 dias para apresentar defesa administrativa perante o órgão ambiental.

A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) condenou na terça-feira (3) quatro ex-dirigentes da Petrobras após denúncias sobre investimentos da companhia em projetos investigados pela Operação Lava Jato.

Também acusados no mesmo processo, a ex-presidente Dilma Rousseff e ministros do seu governo foram absolvidos.

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O parecer da CVM entendeu que apesar da ex-presidente participar do conselho de administração da estatal quando Comperj e a refinaria Abreu e Lima foram aprovadas, não há indícios sobre sua culpa.

As informações foram confirmadas pela Folha de São Paulo.

Delator da operação Lava-Jato, o ex-diretor de Abastecimento, Paulo Roberto Costa, foi condenado a multas que somam R$ 1,15 milhão. Além disso, ele não pode assumir uma empresa de capital aberto por 15 anos.

As condenações proferidas pela CVM são pela aprovação de projetos em troca de vantagens indevidas.

O colegiado da entidade determinou que Sergio Gabrielli e o ex-diretor financeiro da estatal, Almir Barbassa, também devem ser multados em R$ 150 mil. Já o ex-diretor de Serviços, Renato Duque, foi inabilitado de administrar empresa de capital aberto por 15 anos.

Da Sputnik Brasil

Policiais do 3º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep) identificaram uma refinaria de drogas e apreenderam 60 quilos de cocaína e utensílios utilizados no preparo. A ação aconteceu em Capão Grosso, em São José dos Campos, São Paulo.

O 3º Baep se deslocou ao endereço depois de uma denúncia sobre a produção de entorpecentes. Em um dos imóveis do terreno onde estava a refinaria foram localizados os 60 quilos de cocaína, além de três tonéis contendo substância semelhante a solvente, dois sacos e um tanque contendo pó branco, balanças de precisão, máquinas, bacias e utensílios.

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A ocorrência foi registrada no Plantão Sul da Delegacia Seccional de São José dos Campos. As investigações prosseguem para identificar os responsáveis.

Após o vazamento de cinco metros cúbicos de óleo que atingiu áreas naturais de Ipojuca, no Grande Recife, a Refinaria Abreu e Lima (Rnest), que integra o Complexo Industrial de Suape, foi multada em R$ 704 mil. De acordo com a Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH), cerca 4,5 hectares foram impactados com o vazamento ocorrido no último dia 26. 

"As punições podem aumentar de acordo com os resultados de novas investigações. Estão em análise amostras do solo para saber se houve ou não contaminação do solo e de águas subterrâneas", ressaltou o secretário estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade José Bertotti.

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Mais de 20 técnicos do CPRH realizaram o levantamento que apontou que o resíduo foi derramado pela empresa. Parte do material chegou a ser contido por barreiras instaladas no leito do Rio Taveiro do Meio, porém, além da água, flora, fauna e o solo foram impactados.

Em nota, o órgão detalhou a determinação. "Pela poluição e contaminação do Rio Taveiro do Meio, a CPRH estabeleceu uma multa de R$ 500 mil. Já pelo impacto disso na fauna e pelo descumprimento da Resolução Conama nº 398/2008 sobre o Plano de Emergência Individual, foram expedidas mais duas autuações contra a Rnest, cada uma no valor de R$ 100 mil. A refinaria ainda terá que arcar com mais R$ 5,9 mil por infringir Lei Estadual 14.249/2010".

Em 20 dias, a refinaria também deverá apresentar "um plano de remediação para a área afetada, que contemple a retirada do óleo no leito do rio, limpeza da vegetação e do solo contaminados". Para o diretor de Fontes Poluidoras da CPRH Eduardo Elvino, o tempo de recuperação da área é estimado entre seis meses e um ano. A variação depende das ações propostas pela refinaria.

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Depois que o vazamento de 5 m³ de resíduo oleoso (óleo e água) de despejos industriais da Refinaria Abreu e Lima (Rnest), localizado no Cabo de Santo Agostinho, Grande Recife, atingiu o mangue a Polícia Federal enviou para o local peritos criminais que vão realizar laudo pericial que deverá apontar qual a extensão do possível dano ambiental e o que causou, de fato, o episódio.

A PF aponta que, após a conclusão do laudo, serão analisados a existência da prática, ou não, de crime ambiental. Se constatado tal infração, será aberto um inquérito policial que deve atribuir responsabilidades à todos os possíveis envolvidos.

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Sobre esse vazamento que aconteceu na última segunda-feira (26), a  Prefeitura de Ipojuca informou que, desde terça-feira (27), está no local com uma equipe da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, coordenada pelo secretário Erivelto Lacerda. Biólogos, geólogos, engenheiros florestais e de pesca avaliam os danos ambientais - tentando, em conjunto, tomar as medidas necessárias.  

"Como o óleo vazado da Refinaria atingiu o mangue, os técnicos da Prefeitura estão apurando, junto com a Petrobrás, em parceria com a CPRH e com o IBAMA, o quantitativo real do vazamento e se a área próxima ao estuário do Rio Ipojuca foi atingida", assegura o órgão municipal. 

A prefeitura de Ipojuca salientou ainda que "a Refinaria afirma que o vazamento foi de 5m³ de óleo e que há quatro barreiras de contenção preventiva para que o rio não seja atingido, apesar disto, já foi acordado com a Prefeitura do Ipojuca que novas contenções serão feitas pela Refinaria."

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A mais famosa das refinarias colocadas à venda pela Petrobrás é a de Pernambuco. A Refinaria Abreu e Lima, a mais moderna do Brasil, foi um dos principais alvos de investigação da Lava Jato. Seu orçamento inicial de US$ 2,3 bilhões chegou a US$ 18,5 bilhões, em um período de nove anos. A construção da Abreu e Lima (Rnest) foi um projeto idealizado pelo ex-diretor de abastecimento da petroleira, Paulo Roberto Costa, primeiro delator do esquema de corrupção da estatal.

Localizada no Porto de Suape, a 45 quilômetros do Recife, a Rnest tem capacidade para processar 130 mil barris de petróleo por dia, ou 5% da necessidade de derivados do País. Seu principal produto é o diesel com baixo teor de enxofre, combustível hoje importado pelo Brasil.

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Na lista, também está a primeira refinaria construída no País, Landulpho Alves, erguida na Bahia, em 1950. Com a venda da unidade, a Petrobrás praticamente se retira do mercado de refino do Nordeste, apesar de definir a região como um dos mais rápidos crescimento no consumo de combustíveis no País. Fica apenas a pequena refinaria de Clara Camarão (RN).

Na região Sul, a Petrobrás colocou à venda duas refinarias. Uma no Paraná (Presidente Getúlio Vargas/Repar) e outra no Rio Grande do Sul (Alberto Pasqualini/Refap). "O Sul apresenta um dos mercados de derivados de petróleo mais maduros do País, com previsão de crescimento estável da demanda nos próximos anos", afirma a Petrobrás, na propaganda de venda.

A companhia quer ainda, em uma segunda fase sem data marcada, se desfazer de outras quatro refinarias (veja ao lado).

Perspectivas

Na véspera do anúncio, o presidente da Petrobrás, Roberto Castello Branco, justificou a venda das refinarias pelo baixo retorno da área em comparação ao da produção de petróleo e gás natural. Além disso, disse que, pelo menos uma das refinarias será vendida até o fim do ano.

Com a estatal porém ficarão as chamadas "joias da coroa": as refinarias localizadas na região Sudeste. Além da maior do País, em Paulínia (SP), que tem capacidade para refinar 434 mil barris por dia, ficaram de fora da venda outras unidades instaladas no Estado: Refinaria Capuava (Recap), em Mauá; Presidente Bernardes, em Cubatão; e a Henrique Lage (Revap), em São José dos Campos. A Refinaria Duque de Caxias (Reduc), no Rio de Janeiro, também irá permanecer com a companhia.

Em evento realizado ontem na FGV, Roberto Ardenghy, diretor de Relacionamento Institucional da companhia, afirmou que o modelo de vendas pretende evitar a transferência do monopólio para o setor privado. "Seria inadmissível."

Segundo ele, três segmentos deverão se interessar pelos ativos: distribuidoras, operadoras tradicionais de refinaria globais e um segmento novo de prestadoras de serviços.

Também presente no evento da FGV, o ex-ministro de Minas e Energia Fernando Coelho disse que as refinarias da Petrobrás são muito antigas e não devem atrair as grandes petroleiras. "As refinarias valem para a Petrobrás o que não vale para mais ninguém", disse, referindo-se ao valor de venda.

Os petroleiros não gostaram do anúncio. "Dizer que os preços dos derivados vão baixar com a venda das refinarias é mais uma notícia falsa do governo", disse José Maria Rangel, coordenador da Federação Única dos Petroleiros (FUP). "O Castello Branco mente quando usa esse tipo de argumento para defender sua política de esfacelamento da companhia." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A prefeitura de Ipojuca divulgou, nesta sexta-feira (28), uma nota oficial afirmando que não está sendo realizado processo seletivo para contratação de profissionais para a Refinaria Abreu e Lima. De acordo com a postagem, o posicionamento foi necessário para combater a propagação de notícias falsas.

Está circulando nas redes sociais um falso comunicado, com a logomarca da prefeitura de Ipojuca, informando o recebimento de currículos para abertura de vagas para a Refinaria. Apesar de não haver nenhum processo seletivo para o polo, a Prefeitura de Ipojuca "vai continuar lutando para atrair empresas e fazer parcerias para gerar mais oportunidade para o nosso povo", informou a gestão municipal.

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O comunicado ainda lamentou a propagação de fake news. "É lamentável que existam pessoas que brinquem com o desconhecimento do povo em um momento tão delicado de desemprego", consta na nota. Informamos que estamos tomando as medidas cabíveis para identificar e punir os responsáveis", informa.

A Polícia Militar de São Paulo fechou um laboratório de drogas que tinha o objetivo de aliciar crianças como fregueses. As drogas eram preparadas para a venda acompanhadas de doces e balas.

A equipe de rondas com motocicletas (Rocam) recebeu informações, na noite da terça-feira (22), de que uma residência estava sendo utilizada para armazenamento de entorpecentes. Foi organizado um cerco ao local e, quando a equipe se aproximou, um suspeito empreendeu fuga.

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Os policiais iniciaram uma perseguição, mas o homem entrou em um barraco de madeira e escapou por uma rampa improvisada. Uma grande quantidade de drogas sintéticas e maconha foi encontrada na residência. A ocorrência foi encaminhada para a Delegacia de Polícia Civil.

 

Oito pessoas ficaram feridas em um incêndio em uma refinaria de petróleo na Bavária, na Alemanha, e outras 1.800 pessoas que moram nos arredores foram temporariamente retiradas de suas casas.

A polícia disse que o incêndio se espalhou rapidamente depois que uma detonação foi ouvida cedo neste sábado na cidade de Vohburg an der Donau. Uma enorme nuvem de fumaça era vista a quilômetros de distância.

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Os residentes das proximidades foram evacuados devido a possíveis fumaças tóxicas. Testes de ar mais tarde mostraram que era seguro para as pessoas voltarem para suas casas.

A agência de notícias alemã dpa informou que todos os oito feridos eram funcionários da refinaria Bayernoil. A empresa disse que cerca de 400 bombeiros e policiais se dirigiram ao local para ajudar a extinguir o fogo. Segundo autoridades, a causa da explosão ainda não é conhecida. Fonte: Associated Press.

A Petrobras mantém o plano de retomar a operação da refinaria Replan, em Paulínia (SP), nos próximos dias, mesmo após a unidade ter sido interditada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), ontem. A empresa informou que já estava tomando as medidas exigidas pelo órgão regulador quando foi notificada de que a retomada da planta industrial está condicionada à apresentação de documentos que atestem a segurança da operação.

"A companhia está providenciando os documentos para comprovar o isolamento das áreas atingidas pelo fogo e, assim, liberar as unidades que não foram afetadas", informou a Petrobras por meio de sua assessoria de imprensa em resposta ao Broadcast. A empresa reiterou que conta com estoques da própria refinaria e com a produção das demais para garantir a oferta de combustíveis a seus clientes.

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A Replan está parada desde a madrugada da última segunda-feira, 20, quando uma explosão seguida de incêndio atingiu três unidades produtivas. Não houve feridos e as causas do acidente ainda estão sendo investigadas.

A ANP, que acompanha as investigações desde o início, informou que o incêndio começou com a explosão de um tanque que faz parte da unidade de tratamento de água ácida. O fogo, então, se espalhou por outras duas unidades - de craqueamento catalítico e destilação atmosférica. O incêndio atingiu também parte da tubulação principal, que interliga diferentes unidades da refinaria.

A Petrobras anunciou nesta quarta-feira (23) o novo reajuste na tabela de preços dos combustíveis nas refinarias. Com isto, devido a greve dos caminhoneiros que já duram três dias, a gasolina em alguns postos da cidade do Recife, como nos bairros da Boa Vista, Madalena e Caxangá, estão variando entre R$ 3,39 a R$ 6,99 

Devido às modificações, os clientes que tentam abastecer são informados de imediato pelos frentistas da falta de estoque e que o recebimento do abastecimento será apenas em dinheiro. A nova política de reajustes reflete nas variações do petróleo e derivados no mercado internacional, e também do dólar. O protesto que afeta a população com a falta de combustível é uma medida que atende a um pedido da União, uma vez que vem afetando tanto até as atividades portuárias. 

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De acordo com Ivaldo Cavalcanti, gerente do posto da Rua Dom Bosco, o estoque baixo pode fazer com que ele feche as portas, caso as reivindicações não sejam ouvidas pelas autoridades. “ Aqui, no meu posto, estou sem previsão de reabastecimento. Isso é preocupante”, completa. 

Outro ponto questionado por seu Ivan é o da não explicação do Governo Federal e o do não posicionamento dos políticos locais em defesa da sociedade. “Estamos abandonados por um sistema de políticos que só lembram da gente em período de renovar votos”, disse. 

Para Roberta Araujo, representante comercial, a saída no dia de hoje é enfrentar os novos números estabelecidos pela Petrobrás. “Fico indignada com essas mudanças do dia pra noite. Pago tão caro por inúmeros fatores como IPVA e seguro, e agora pagar bem mais caro por gasolina, dispara.

Por André Cabral

A Petrobras anunciou, nesta quarta-feira (10), que vai vender a Refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, e sua parcela na Petrobras Oil&GasB.V, dona de ativos na África. A compra da empresa está sendo investigada pela Polícia Federal na Operação Lava Jato.

A empresa informou que a venda da refinaria vai seguir o novo plano de parcerias e desinvestimentos da companhia, revisado em cumprimento à decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) que, em março, determinou mudanças do sistema de vendas de ativos da petrolífera.

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Segundo a estatal, de acordo com as regras estabelecidas, os projetos de venda dos ativos serão feitos individualmente à diretoria executiva da empresa e, se aprovados, divulgados ao mercado. A Petrobras disse que cada venda vai depender da evolução nas negociações e na obtenção das aprovações necessárias, podendo ser mudadas ao longo dos processos de parceria e desinvestimento.

O plano de desinvestimentos da Petrobras prevê a venda de ativos e meta de parcerias de US$ 21 bilhões para o biênio 2017-2018.

A retomada das obras na refinaria Abreu e Lima está gerando empregos através da construção de uma Unidade de Abatimento de Emissões (Snox), pela empresa Qualiman Engenharia e Montagens. As obras têm início previsto para o final do mês de abril e início do mês de maio deste ano. Até o momento, de acordo com o Sindicato  da Construção Pesada (Sintepav-PE), cerca de 40 profissionais já foram recrutados e atuam na limpeza e organização do canteiro de obras. A Qualiman não confirmou o número total de vagas que serão disponibilizadas, mas afirmou ao LeiaJá que está recebendo currículos.

Na última quarta-feira (29), vários trabalhadores foram à sede local da Qualiman, instalada desde a terça-feira (28) no Cabo de Santo Agostinho, para levar currículos e se candidatar às vagas que serão abertas na refinaria. O Sintepav-PE também já recebeu mais de 15 mil currículos de profissionais e afirma ter recebido da empresa, que é de São Paulo, garantias de que os trabalhadores pernambucanos terão prioridade nas contratações. O telefone da Qualiman é (11) 4646-1150.

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Snox 

A unidade Snox foi descontinuada em 2014 devido ao rompimento do contrato da Petrobrás com a empresa Alumi, que era responsável pela obra e está sendo investigada pela Operação Lava Jato. Quando estiver funcionando, a Snox tratará os gases resultantes do processo de refino.

Diante de um mal-estar social cada vez maior, o governo francês tentava nesta terça-feira conter o risco de uma escassez de combustível, que ameaça paralisar o país, a menos de três semanas do início da Eurocopa.

As forças de segurança desbloquearam ao amanhecer uma refinaria e um depósito de combustível no sudeste do país, cujo acesso havia sido fechado e ocupado desde o dia anterior por membros do sindicato CGT que se opõem a uma reforma das leis trabalhistas, considerada muito liberal.

Dois meses e meio após a imposição pelo governo desta reforma, a tensão tem aumentado nos últimos dias, com o bloqueio de depósitos de combustíveis e refinarias orquestrado pelo CGT. O conflito ganha ares de uma disputa de queda de braço entre o governo socialista e o sindicato, historicamente próximo do Partido Comunista e que continua a ser o maior da França.

O presidente François Hollande denunciou nesta terça-feira o "bloqueio" dos locais petrolíferos como "uma estratégia apoiada por uma minoria".

"Não há dúvida de que os franceses se encontram numa situação de escassez, de bloqueio, que a nossa economia está bloqueada", ressaltou por sua vez o primeiro-ministro Manuel Valls, em Israel.

Para o chefe de Governo, o sindicato "CGT está em um impasse", "faz o país refém", mas "vai encontrar uma resposta extremamente firme".

Para o secretário-geral do CGT, Philippe Martinez, no entanto, é o primeiro-ministro que "joga um jogo perigoso", tentando "colocar os cidadãos contra o CGT". "A opinião pública" continua favorável à "contestação" do projeto de reforma trabalhista, declarou, pedindo para que a greve se generalize.

Mas "o CGT pode paralisar o país?", questionou nesta terça o jornal de esquerda Libération, observando que o sindicato, que acaba de sair de um difícil crise de sucessão, "não tem necessariamente os meios de suas ambições". De qualquer forma, "não cabe a uma central sindical fazer a lei", criticou o chefe do Partido Socialista, Jean-Christophe Cambadélis.

Economia 'feita refém'

Seis refinarias, de um total de oito na França, foram afetadas desde segunda-feira à noite contra quatro na véspera. Estes bloqueios têm provocado há vários dias grandes filas nos postos de abastecimento.

De acordo com o Secretário de Estado para os Transportes, Alain Vidal, "cerca de 20% dos postos de combustível estão fechados ou passando por grandes dificuldades" de um total de 12.000 estabelecimentos no país.

As autoridades pediram para que os motoristas não "façam estoques" de combustível, dizendo que "nada justifica" essa ação. A companhia petrolífera Total, que opera cinco refinarias bloqueadas, vai rever os seus investimentos no setor na França, alertou.

O desenrolar do conflito também depende em grande medida da resposta do governo, apontaram nesta terça-feira vários jornais franceses.

Porque a "convergência das lutas", desejada por muitos opositores radicais da reforma trabalhista, parece ter diminuído: a mobilização nas universidades está "perdendo força" e o movimento cidadão Nuit Debout, reunido na emblemática Place de la République em Paris, "parece, por agora, estar se apagando tranquilamente", segundo Libération.

O movimento dos rodoviários, iniciado há uma semana, também parece perder força, depois das garantias dadas pelo governo sobre o pagamento de horas extras. Quanto aos ferroviários, a greve na segunda-feira não foi aderida por uma maioria em Paris e seus subúrbios.

Mas outros setores poderiam se agitar nas próximas horas. O CGT apelou os condutores do metrô a uma greve por tempo indeterminado a partir de 02 de junho.

A central sindical também pediu aos ferroviários uma greve renovável às quartas-feiras e quintas-feiras. Um cenário de pesadelo para o governo, que espera cerca de 7 milhões de visitantes na França a partir de 10 de junho para a Eurocopa 2016.

A ministra do Trabalho, Myriam El-Khomri, alertou que "não há dúvida" de que a economia "foi feita refém" a três semanas da importante competição.

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