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O debate sobre o projeto de lei nº 206/2020, do vereador Fred Ferreira (PSC), que dispõe sobre a vedação do uso de novas formas de flexão de gênero e de número das palavras da língua portuguesa no âmbito do Recife, aprovado nesta terça-feira (23), na Câmara Municipal do Recife, gerou muita polêmica não só pelo tema, mas também por sua validade. As vereadoras Aline Mariano (PP), Liana Cirne (PT) e Cida Pedrosa (PCdoB) destacaram que o projeto de lei seria inconstitucional.

De acordo com Aline Mariano– que declarou voto pela abstenção – a matéria seria inconstitucional, já que a prerrogativa de legislar sobre regras gramaticais é do Congresso Nacional. O uso de novas variedades de flexão de gênero e número no português são geralmente defendidas por apoiadores de uso da chamada linguagem neutra, que buscam introduzir no vocabulário palavras como “todes” como variação possível de “todos” e “todas”, para demarcar a neutralidade de gênero no português.

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O projeto de lei nº 206/2020 busca proibir a novidade em escolas públicas municipais e em escolas privadas do Recife, prevendo punições que vão da advertência à suspensão do alvará de funcionamento. Editais de concursos da administração municipal e os demais estabelecimentos públicos municipais provedores de ensino, informação e cultura também são alvos da proposta de proibição.

Em seu pronunciamento, Aline Mariano frisou a necessidade de as unidades de ensino seguirem a norma do Acordo Ortográfico de 1990, mas refletiu que isso não afeta a liberdade de expressão popular. “Só pode se ensinar nas escolas o que foi determinado. São o que chamamos de regras gramaticais. O popular e polêmico ‘todes’ pode ser considerado um neologismo linguístico”, disse.

“Todos nós sabemos que o verbo ‘sofrer’ sofreu variações que estão fora das regras gramaticais. A nossa saudosa Marília Mendonça adotou a ‘sofrência’. Oficialmente, ‘sofrência’ não existe na língua portuguesa, mas se admite na comunicação entre pessoas, porque se tornou uma expressão popular, que todos nós temos o direito de proferir. É a liberdade de expressão pura”.

Para a vereadora, não cabe à Câmara do Recife se debruçar sobre a questão. “Querer proibir o uso de ‘todes’ é querer cercear a liberdade de quem quer falar. Mas querer incluir ‘todes’ nas regras gramaticais é uma discussão que cabe ao MEC [Ministério da Educação], aos linguistas, aos professores de português, à comunidade LGBTQIA+ e, especialmente, ao Congresso Nacional. Entendemos que não temos competência para legislar sobre essa matéria”. Segundo Aline Mariano, a aprovação do projeto não significa que ela terá efeitos práticos.

“Vai sair amanhã nos jornais quem votou contra e a favor de algo que não existe, porque esse projeto já nasce morto. Ele já era para ter sido barrado na Comissão de Legislação e Justiça e não foi. É regimental. Passou o prazo”, disse. “Hoje, votamos uma matéria que nada adiantaria. Se votarmos pela proibição e o MEC, junto com o Congresso Nacional, decidirem pela mudança da língua, não adianta a gente barrar aqui. Isso não vai para a frente e a Câmara do Recife pode ser ridicularizada por algo que estamos votando e que não existe na prática”.

Quem também fez críticas ao projeto foi Liana Cirne. “Nós não temos competência legislativa para discutir diretrizes e bases da educação. Todo mundo aqui sabe disso. Essa competência é privativa da União. Então por que esse projeto foi proposto? Para debater ideologia de gênero. Eu respeito, vereador Fred, que o senhor queira debater ideologia de gênero, defender os seus ideais e dar voz ao pensamento dos seus eleitores. Porém, esse projeto de lei não faz isso. Esse projeto de lei quer se imiscuir em uma discussão sobre gramática da língua portuguesa e, para isso, existe o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa de 2009”.

Já Cida Pedrosa, destacou que além de inconstitucional, a matéria também seria um projeto de poder autoritário. “O que está em jogo aqui não é a defesa da língua portuguesa, mas sim um projeto de poder autoritário, que não respeita a inclusão e a diversidade. Um projeto que não quer aceitar que as pessoas sejam diferentes e falem como quiserem”, disse, na reunião plenária realizada pela Câmara Municipal do Recife, na manhã desta terça-feira (23).

Cida Pedrosa disse que, além de vereadora e advogada, também é poeta. “E quem vai falar aqui é a poeta. Tenho um livro cujo título é Solo para Vialejo, e que ganhou o Prêmio Jabuti de Melhor Livro do Ano e o de Melhor Livro de Poesia. Nele, eu crio várias palavras. A língua é um elemento vivo e se modifica a partir das construções sociais. O projeto de lei em discussão é inconstitucional. Cada um se expressa como quiser”, afirmou.

A vereadora frisou que o Supremo Tribunal Federal (STF) já se posicionou contra uma lei como o mesmo teor da que estava sendo debatida, no estado de Rondônia. “O entendimento do Supremo é que só quem pode legislar sobre essa matéria é a União. Nós aqui não podemos discutir esse assunto”. Para a vereadora, a língua sempre foi utilizada como objeto de poder e de subjulgamento. “A língua não está apartada do poder da maioria. Ela sempre foi usada pelos mais fortes contra os que são enfraquecidos”.

Cida Pedrosa deu como exemplo a palavra mulata, que foi criada no século 17. “A mulher negra foi compara a uma mula”. Da mesma forma, ela disse que a palavra denegrir foi uma palavra “que queria dizer que aquilo que é ruim tem relação com o negro”. Nesse ponto, ela afirmou que o nome dessa tentativa de proibição da linguagem neutra “é um projeto de poder de subjulgamento. Quando queremos proibir o direito de as pessoas se tratarem como quiser é exercício de poder e de subjulgamento das pessoas”.

*Da Câmara do Recife 

A vereadora Aline Mariano (PP) subiu à tribuna da Câmara Municipal do Recife nesta segunda-feira (5) para fazer um alerta sobre o elevado número de feminicídios no estado de Pernambuco e criticou o machismo estrutural que desencadeia crimes de ódio contra as mulheres.

De acordo com a parlamentar, no ano passado foram notificados 228 assassinatos de mulheres em Pernambuco. Destes, 75 foram por questões de gênero, sendo tipificados como feminicídio. 

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“A cada 10 mortes de mulheres, três são por questão de gênero ou feminicídio. Antes da lei, as ocorrências eram tratadas como crimes comuns cuja pena começa com seis anos de prisão.  Com a lei do feminicídio a pena sobe de 12 a 30 anos”, pontuou a vereadora.

Aline Mariano também destacou que a maioria desses crimes são cometidos por pessoas próximas às vítimas. “As mulheres são mortas porque não querem mais uma relação abusiva e violenta. Esses crimes reduzem as mulheres a meros objetos. Tivemos recentemente a Conferência Estadual da Mulher, quando foram eleitas delegadas, mas é preciso fazer mais”, comentou.

A pauta levantada por Aline Mariano foi apoiada por outros vereadores como Ivan Moraes (PSOL) e Goretti Queiroz (PSC), que prometeram se empenhar na luta em defesa das mulheres do estado.

Vereadores do Recife estão se preparando para alçar voos mais altos nas eleições deste ano. Ao menos cinco dos 39 parlamentares recifenses já confirmaram o desejo de participar da corrida por uma vaga na Assembleia Legislativa de Pernambuco ou na Câmara Federal. Na lista dos pernambucanos que vão disputar um posto na esfera federal estão os vereadores André Régis (PSDB) e Ivan Moraes (PSOL). 

Ivan, por exemplo, está no primeiro mandato municipal e justificou a candidatura pelo desejo de dar mais voz aos pleitos que defende - como a democratização da comunicação, a legalização da maconha e outras drogas, o direitos sexuais e reprodutivos das mulheres - estando no legislativo federal. 

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“Historicamente, tenho militado em causas que precisam de representação em Brasília. Além disso, entendo como importante a gente contribuir para romper a ‘cláusula de barreira’ e contribuir para o aumento da bancada do PSOL na Câmara Federal”, disse o psolista, ao anunciar a candidatura.

Já a conquista de um espaço na Alepe é uma aspiração comungada pelos vereadores Wanderson Florêncio (PSC), Almir Fernando (PCdoB) e Aline Mariano (PP). Além deles, apesar de ainda não ter anunciado para qual das duas Casas vai concorrer, a vereadora Michele Collins (PP) já expressou que deve participar da disputa em uma dobradinha com o marido que é deputado estadual, Cleiton Collins (PP), mas ainda não se sabe para quais cargos eles vão concorrer.

“Sempre estou trabalhando na esfera nacional e tenho muitas indagações e projetos em Brasília, que Cleiton também pode dar continuidade. Estamos analisando o cenário, mas estamos seguindo para isto”, admitiu a vereadora recentemente. 

Fora da disputa por cargos ainda no âmbito legislativo, na Casa José Mariano também tem parlamentar na expectativa por postular o Executivo. A vereadora Marília Arraes quer concorrer ao Governo de Pernambuco e aguarda apenas o aval do PT para entrar no páreo. A definição da legenda deve sair no próximo dia 12, mas Marília já vem pavimentando o seu nome para a disputa com um discurso duro diante da gestão de Paulo Câmara (PSB), que deve concorrer à reeleição, e angariando apoios de movimentos da base do PT. 

Suplência

Caso abra espaços na bancada do PP, com a eventual eleição de Aline e Michele, os suplentes Wilton Brito, que é ex-vereador do Recife, e Joselito Ferreira, servidor federal, assumiriam os cargos. Já no caso do PCdoB, a primeira suplente é a secretária da Mulher da Prefeitura do Recife, Cida Pedrosa, e no PSC é a jornalista Goretti Queiroz (PR). 

Com uma possível eleição de Ivan Moraes, o PSOL não perderá a única vaga conquistada na Câmara. A primeira suplente dele é Albanise Pires, que vai concorrer ao Senado pela chapa majoritária psolista, mas caso seja eleita o posto passa para Rodrigo Bione. 

Na bancada tucana, quem substituiria André Régis é o presidente da Associação de Cabos e Soldados de Pernambuco, Albérisson Carlos. Já na hipótese de consolidação de Marília como governadora o ex-prefeito do Recife, João da Costa, é o primeiro suplente.

Deputados estaduais e federais pernambucanos utilizaram o prazo da janela partidária até o último minuto para mudar de legendas sem sofrer punições. O troca-troca de partidos aconteceu até o sábado (7), quando, por exemplo, o deputado federal Fernando Filho que já havia deixado o PSB e ingressado no MDB, deixou a sigla emedebista para se filiar ao DEM. A mudança foi justificada pela instabilidade no MDB com a briga jurídica entre o senador Fernando Bezerra Coelho e o vice-governador Raul Henry pela direção estadual do partido. 

Também na bancada federal pernambucana, quem aproveitou o período da janela foi o deputados Kaio Maniçoba que deixou o MDB e ingressou no Solidariedade (SD), legenda que também ganhou Carlos Eduardo Cadoca, expulso do PDT por votar a favor da reforma trabalhista e até então sem partido.

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Além deles, Marinaldo Rosendo e João Fernando Coutinho deixaram o PSB. O primeiro se filiou ao PP, já o segundo migrou para o PROS, assumindo o comando do partido no estado. O deputado federal Daniel Coelho também desembarcou do PSDB e seguiu para o PPS, visando presidir a sigla em Pernambuco e efetivar a renovação da agremiação em Movimento 23. 

Na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), o deputado Jadeval Lima foi o primeiro a efetivar a mudança partidária, deixando o PDT para se filiar ao PMN. Na lista do troca-troca, quem também mudou foi Álvaro Porto. Ele deixou o PSD e voltou para o PTB, partido que também ganhou na bancada Socorro Pimentel, até o momento no PSL. O presidente da Casa, Guilherme Uchoa, também deixou o PDT para ingressar no PSC. 

Apesar de a janela não abranger vereadores, Aline Mariano também aproveitou o prazo para deixar o MDB e entrar no PP. Ela disputará uma vaga na Alepe pelo partido.

Ex-tucana, a vereadora do Recife Aline Mariano (PMDB) afirmou que o presidenciável Aécio Neves (PSDB) perdeu o palanque em Pernambuco para 2018. Em entrevista ao LeiaJá, a parlamentar revelou que  a candidatura do deputado Daniel Coelho (PSDB) para a prefeitura do Recife no ano passado “azedou” a relação entre o PSB e o PSDB afastando a possibilidade do governador Paulo Câmara e do prefeito Geraldo Julio, ambos do PSB, voltarem a subir no palanque no senador tucano. Em 2014, Geraldo coordenou a campanha de Aécio para o 2º turno no Recife.  

“É algo democrático, os partidos querem ter seus próprios representantes, mas o PSDB errou mais do que acertou e o resultado está aí. A gente sabe, e isto acontecia nos bastidores, o PSB tentou construir uma chapa com o PSDB, mas o partido apresentou uma candidatura própria [de Daniel Coelho] e esta candidatura terminou azedando a relação PSDB e PSB que era excelente. Com isso Aécio perdeu o palanque em 2018 aqui”, observou.  

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Sob a ótica de Aline, que também é líder do governo na Câmara do Recife, a linha de atuação das legendas é a mesma, mas o clima entre os dois ficou “desconfortável”. “É um partido que tem bons quadros, mas às vezes o político não pensa no conjunto, pensa em não perder politicamente e termina rachando o partido. Existe um racha dentro do PSDB. Eu não fui a única dissidente”, salientou.

Aline Mariano chegou a insinuar ainda que o PSDB teria uma postura dúbia. “Eu só apoiei o prefeito Geraldo Julio depois que ele rompeu com o PT. De forma alguma teria aceitado ser secretária. Aprendi e não sei fazer política de forma dúbia. Ou sou governo ou oposição. É básico isso. Não dá para estar no governo de Paulo Câmara e na Câmara fazer oposição a Geraldo Julio”, cravou, lembrando que no 2º turno em outubro, o partido se alinhou ao PSB. 

Líder do governo na Câmara do Recife, a vereadora Aline Mariano (PMDB) afirmou que pretende pautar seu trabalho como porta-voz da gestão de Geraldo Julio (PSB) pelo diálogo aberto com os membros da bancada governista e de oposição. Isto porque, segundo ela “não existe governo que acerte 100%” e é papel do vereador fiscalizar as ações da administração municipal. Em entrevista ao LeiaJá, a peemedebista pontuou que Geraldo “acertou mais que errou” e ressaltou que durante a estadia na liderança não pretende “defender o que for indefensável”. 

“A liderança é algo que requer muito diálogo. Temos que conversar não só com a bancada de governo, mas também com a bancada de oposição que, inclusive, já fui líder. Um líder não consegue fazer um bom trabalho se for um líder isolado na Casa. Estou muito aberta para fazer as composições necessárias para aprovar os projetos que contribuam com a cidade, combater o denuncismo e posturas pouco consistentes”, frisou. 

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Para Aline, ter sido a representante da oposição na gestão de João da Costa (PT) e no início do governo pessebista vai contribuir para a atuação na bancada aliada a Geraldo. “Tive o privilégio de estar nas três instâncias. Fui líder da oposição, secretária do município e agora líder do governo. Às vezes, vão existir algumas insatisfações de quem está na base do governo e nós temos que ter esta maturidade de entender que discordar e divergir é prerrogativa do parlamento. Fiscalizar é uma prerrogativa de todos os vereadores”, observou. 

“Não existe governo que acerte 100%. A correção de rumos faz com que o governo acerte mais do que erre. Se um projeto é impopular e a maioria discorda, o próprio governo tem que rever isto. Posso dizer não só teoricamente, mas na prática, porque apesar de ter sido uma das principais oposicionistas na gestão de João da Costa quantas vezes votei no projeto do município porque eu entendia que era um bom projeto”, acrescentou. 

Relembrando momentos, enquanto opositora, que foi impedida de entrar nos equipamentos mantidos pela prefeitura para fiscalizar, a peemedebista também garantiu que a prerrogativa não será mais impedida pelos secretários municipais. Segundo a líder, a intenção dela não é “tratorar a oposição”, mas espera um “trabalho consistente” da bancada adversária. “Nós não queremos atropelar a oposição, não é do meu perfil porque eu já estive do lado de lá. Se não tiver bom ninguém vai defender o indefensável”, frisou.

“Não seria líder se não acreditasse no governo”

Aline Mariano confirmou ao LeiaJá ter levado mais de 15 dias para definir se aceitaria ou não ser a porta-voz da gestão municipal na Casa José Mariano. De acordo com ela, a demora não teve a ver com o fato de ter sido preterida na composição do primeiro escalão do governo. Ela negou ter sido frustrada sem a manutenção da secretaria de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas: “não fui candidata a secretária”. 

Aline disse que a “responsabilidade pesou mais” para aceitar o convite. “Não toparia ser líder de governo se fosse um governo que eu não acreditasse... Vejo que o modelo da gestão de Geraldo Julio acertou mais que errou. Se não fosse assim não tinha sido eleito. Vivemos momentos muito difíceis. O primeiro foi quando ele assumiu, depois de uma gestão de João da Costa. Alguém que sequer conseguiu se eleger nem vereador do Recife, não precisa dizer mais nada. Avalie se era denuncismo [a postura da oposição]. As pessoas não estavam satisfeitas, em todas as áreas, sem exceção, eram problemas de ordem administrativa, mérito. Um caos”, observou. 

Acrescentando, a peemedebista disse que “agora o momento crítico está se dando no país”. “Tem estados da federação que sequer conseguem pagar o salário. É um momento muito difícil. Esta crise que estamos vivendo tem uma geração aí que não sabia o que era isso. O desafio do prefeito é muito grande agora. Fazer mais com menos ou em alguns momentos lutar para manter o que já conquistou até agora. Não é fácil, não dá para no momento atual vender inovações. Por isso ele não lançou um novo programa de governo na campanha”, justificou.

A bancada do governo na Câmara do Recife se reúne, nesta segunda-feira (13), com o secretário de Governo, Sileno Guedes (PSB), para definir como será o alinhamento do colegiado em defesa da gestão do prefeito Geraldo Julio (PSB). Na ocasião, de acordo com a líder Aline Mariano (PMDB), também será alinhado o rito de diálogo entre os parlamentares e o Chefe do Executivo. O encontro iniciou por volta das 11h. 

“Conversei com o secretário de Governo [Sileno Guedes] e com o prefeito e pensamos como seria a dinâmica [a frente da liderança]. Definimos que no primeiro momento, os vereadores da base se encontrariam com o secretario para estabelecer como seria o rito”, afirmou Aline, em conversa com o LeiaJá.

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Segundo a líder, na ocasião estão sendo definidos “como está bancada vai se comportar, quais são as principais bandeiras e como será a relação institucional”. “Vamos construir isso juntos e eu vou estar lá para atender os segmentos diferentes”, detalhou. 

A vereadora Aline Mariano (PMDB) deve confirmar, nesta quarta-feira (1º), que será a líder da bancada governista da Câmara Municipal do Recife. A peemedebista teria aceitado o convite feito pelo prefeito Geraldo Julio (PSB) nessa terça (31), após mais de uma hora de conversa com o socialista.

Procurada pelo LeiaJá.com, ela informou por meio da assessoria de imprensa que divulgaria oficialmente a decisão até o início da tarde. Os trabalhos legislativos na Câmara reiniciam nesta quarta às 15h. Durante a sessão, além do pronunciamento do prefeito, também são esperados discursos dos líderes da oposição e do governo. 

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Segundo informações de bastidores, a peemedebista teria sido escolhida para ser a porta-voz da gestão na Casa José Mariano pela sua postura em defesa do pessebista nos últimos meses. Apesar da preferência, Aline já analisa o convite de ocupar a vaga deixada pelo vereador Gilberto Alves (PSD) há mais de 15 dias. 

Aline Mariano tem um histórico na liderança de bancadas na Câmara. Ela, inclusive, já foi líder do colegiado que fazia oposição ao governo de Geraldo em 2013. 

Diante do baixo estoque de sangue nos hemocentros do Recife, e da permanente preocupação e elaboração de campanhas a fim de alavancar a coleta deste tecido, um projeto de lei que visa assegurar a renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) aos doadores que atingirem a pontuação limite para isso. O projeto já foi encaminhado às comissões para ser analisado.

Os condutores que tenham realizado, pelo menos, três doações no período de dois anos na cidade do Recife, terão direito a abater a pontuação adquirida em penalidades de trânsito e renovar a CNH. Essa autorização pode ser dada caso o projeto de lei 83/2016, elaborado pela vereadora Aline Mariano (PMDB), já despachado paras as comissões de Legislação e Justiça; Higiene, Saúde e Bem Estar Social; e Meio Ambiente, Transporte e Trânsito, seja aprovado. O projeto será analisado e irá receber pareceres. 

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De acordo com a Câmara Municipal do Recife, o PL foi elaborado após a vereadora ter tomado conhecimento de que, em Pernambuco, são distribuídos um número de cerca de 16 mil bolsas de sangue nas maiores emergências dos hospitais públicos. Isso significa que o número de doações realizadas é inferior à necessidade dos pacientes do estado. Na última semana, o Hemope, um dos principais hemocentros do Recife, informou que seu estoque está crítico.  

Renovação da CNH

Os pontos acumulados durante as infrações cometidas no trânsito serão abatidos quando for realizada a renovação da CNH, no entanto, em casos de infrações gravíssimas, este crédito não entrará em vigor. Para esses casos, será necessário cumprir normalmente as penalidades previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

Para ter direito ao benefício, o condutor deverá ter realizado, no mínimo, três doações de sangue nos últimos três anos. A vereadora pontua em seu projeto que os hemocentros ou hospitais que receberem a doação irão realizar cadastro com documento com foto e os dados do condutor, tais como tipo sanguíneo e data da doação. Isso irá permitir que ao completar três efetivações, o local onde foi realizada a doação emita um documento comprobatório. 

Aprovação

Segundo a Câmara, a vereadora aponta que o projeto deverá ser aprovado, visto que não há impedimento, já que, de acordo com a Constituição Federal, podem legislar concorrentemente sobre a proteção e a defesa da saúde a União, os Estados, Distrito Federal e também o Município, para suplementar a legislação federal e estadual, dentro dos limites do predominante interesse local, conforme preconiza o artigo 24, inciso XII em combinação com o artigo 30, incisos I e II, também da Constituição; bem como seu artigo 23, inciso II, determina que é competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, cuidar da saúde e assistência pública.

Com o plano de atrair o PSDB para a Frente Popular no Recife sendo frustrado com a pré-candidatura de Daniel Coelho a prefeito, a vereadora Aline Mariano anunciou o desembarque da legenda tucana e o ingresso no PMDB. Em carta, a ex-secretária municipal de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas comunica que optou pela mudança porque o PMDB já declarou apoio à reeleição do prefeito Geraldo Julio (PSB). 

A filiação ao PMDB aconteceu no dia 2 de abril, mas estava em reserva até a divulgação do texto nessa quarta-feira (13). “Esta decisão, até então reservada, deveu-se ao fato do PSDB ainda estar em processo de discussão sobre seu posicionamento nas eleições municipais de 2016, em Recife. Aguardo a decisão na expectativa de que o partido apoie a reeleição do prefeito Geraldo Julio”, afirmou no texto.

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Confira a carta da vereadora na íntegra:

"Militei por mais de uma década no PSDB, onde pautei minha atuação partidária pelo compromisso inequívoco com as ideias e bandeiras que consolidaram a legenda como uma das maiores do Brasil.

Construí uma história no PSDB. Fui eleita vereadora por dois mandatos consecutivos (2008 e 2012) e líder do partido na Câmara do Recife. Assumi a presidência do diretório municipal do PSDB, cargo que ocupei por seis anos. E, por último, estava como primeira secretária do Diretório Estadual da legenda.

Há um ano, recebi o convite do prefeito Geraldo Julio para assumir a Secretaria de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas, primeira pasta dedicada exclusivamente à temática das drogas, criada com muita ousadia, coragem e sensibilidade pelo gestor municipal. Foi muito gratificante fortalecer a Política sobre Drogas na cidade e em apenas um ano alcançamos resultados expressivos e aprendemos que este enfrentamento tem que ser diário. E assim será.

Tomei a decisão no último dia 2 de abril de desfiliar-me do PSDB e ingressar no PMDB, partido que já oficializou o apoio à reeleição do prefeito Geraldo Julio. Esta decisão, até então reservada, deveu-se ao fato do PSDB ainda estar em processo de discussão sobre seu posicionamento nas eleições municipais de 2016, em Recife. Aguardo a decisão na expectativa de que o partido apoie a reeleição do prefeito Geraldo Julio. É uma honra estar ao lado de uma das maiores lideranças do estado de Pernambuco, meu amigo Jarbas Vasconcelos e do vice-governador Raul Henry.

É de fundamental importância registrar minha gratidão ao PSDB onde deixo amigos e companheiros de militância. Também agradeço ao PMDB pela acolhida e entusiasmo com meu ingresso.

Aline Mariano

Vereadora do Recife"

De olho das eleições municipais e seguindo os prazos determinados pela legislação, secretários da Prefeitura do Recife deixam os cargos, nesta sexta-feira (1º), para com o objetivo de concorrer a uma vaga na Câmara dos Vereadores. Tanto parlamentares já eleitos, mas que estavam licenciados, quanto secretários neófitos na disputa proporcional pediram exoneração dos seus postos. 

Voltam ao legislativo os titulares das secretarias de Combate ao Crack e Outras Drogas, Aline Mariano (PSDB); Juventude, Jayme Asfora (PMDB); e Defesa dos Animais, Rodrigo Vidal (PV). Os parlamentares retornam as atividades na Casa José Mariano já na próxima segunda-feira (4). 

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Encarando o pleito pela primeira vez, estão a secretária de Meio Ambiente, Cida Pedrosa; o de Esportes, George Braga; e o de Defesa do Consumidor, José Neves. Já no Governo do Estado, a ex-deputada estadual Terezinha Nunes (PSDB) deixa o comando da Junta Comercial de Pernambuco (Jucepe). Ela também pleiteará uma cadeira na Câmara. Ainda não se sabe quem serão os substitutos deles. 

O prazo para desincompatibilização encerra neste sábado (2), seis meses antes do pleito. A data também serve como limite para que os pretensos a ingressar na disputa eleitoral também se filiem a algum partido. 

A vereadora Michele Collins (PP) criticou a falta de transparência da secretaria de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas da Prefeitura do Recife, administrada pela também vereadora licenciada Aline Mariano (PSDB). Para Collins faltam ações mais efetivas da pasta para a categoria que atendem. Segundo ela,"nada foi feito antes da secretaria e muito pouco depois que ela foi criada". 

“Diante da realidade, o trabalho da secretária deixa muito a desejar. Recife hoje está entre as capitais mais violentas e a que mais se consome crack no mundo” lembrou a progressista, nessa terça-feira (3), durante a sessão plenária na Câmara dos Vereadores. Para a parlamentar, a cidade precisa de uma ação mais efetiva e ousada. “Foram nove meses que colaborei, acompanhando a secretaria, as ações e aguardando as medidas serem tomadas. Esperei um mês, dois meses, agora são nove e na realidade o que vejo agora são 500 pessoas capacitadas na área de prevenção, mas o que mais? A população quer resposta, não quer planos, ela precisa de agilidade. Eu sei que existem os trâmites legais, mas quando se quer, se faz", acrescentou. 

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Segundo Collins, a capital pernambucana não tem uma política municipal de combate às drogas e os recifenses pagam um preço, com medo de andar nas ruas. Além disso, ela citou que programas, como o Atitude, estão sendo desmontados, com casas sendo fechadas e "a Prefeitura do Recife quer usar esse modelo, que não está dando certo, como referência, como sua política pública de drogas".

"Há uma demanda grande e reprimida por uma ação afetiva do governo municipal. Quando tudo estiver funcionando estarei aqui para aplaudir. Mas enquanto não, as ações precisam ser feitas. O povo do Recife precisa dessa resposta", disparou a vereadora.

O posicionamento da secretária de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas do Recife e vereadora licenciada, Aline Mariano, de que não sairá do PSDB nem do comando da pasta na Prefeitura foi encarada, pela direção da legenda na capital pernambucana, como uma sinalização de que ela não quer postular mais uma cadeira na Câmara dos Vereadores pelo PSDB. 

“Ela tomou a decisão dela. Optou em não cumprir a resolução e não está apta a disputar a eleição em 2016. A resolução é de que quem não acatar a posição partidária não será candidato. Ela tomou a decisão dela, tem que ser respeitada”, observou o secretário-geral da sigla na cidade e deputado federal Daniel Coelho.  

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O presidente do PSDB no Recife, vereador André Régis, corroborou o posicionamento de Coelho. “Na medida em que não se desincompatibilizou ela sinaliza que não quer ser candidata. Foi uma opção dela, queríamos que ela se unisse ao projeto do partido para o próximo ano, mas ela optou por permanecer no cargo”. 

Para argumentar sua decisão, exposta em carta, Aline Mariano se baseia na resolução divulgada pelo PSDB na última quarta-feira (30). Nela o partido decide que as candidaturas e alianças para as eleições municipais de 2016, em cidades com mais de 100 mil eleitores, serão articuladas pela Executiva Nacional e não pelos diretórios locais. 

“Não tenho pretensão de jogar fora tantos anos de militância partidária baseada apenas em uma decisão da atual Comissão Executiva Municipal, que se contrapõe à Resolução da Executiva Nacional. Tampouco poderia deixar incompleto o trabalho ao qual me dispus a fazer em prol do Recife”, diz a secretária no texto.  

A resolução nacional, segundo Daniel Coelho, resume-se as chapas majoritárias e não as proporcionais. “Não tem nenhuma vinculação. A nacional vai acompanhar a implementação das candidaturas próprias. A nacional está preocupada que tenhamos candidatos em todos os municípios. Isso não se refere a questão de chapa de vereador”, frisou. 

A secretária de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas do Recife e vereadora licenciada, Aline Mariano, informou, em carta aberta aos diretórios municipal e estadual do PSDB que não deixará a legenda nem o comando da pasta na Prefeitura (PCR). O posicionamento de Mariano é em resposta a um documento divulgado pela direção municipal no último dia 22, onde exigia que os membros que ocupassem cargos no governo de Geraldo Julio (PSB) deixassem os postos até o dia 1° de outubro caso quisessem ser candidatos em 2016

“Não tenho pretensão de jogar fora tantos anos de militância partidária baseada apenas em uma decisão da atual Comissão Executiva Municipal, que se contrapõe à Resolução da Executiva Nacional. Tampouco poderia deixar incompleto o trabalho ao qual me dispus a fazer em prol do Recife”, diz a secretária no texto.  “Deparei-me nos últimos dias com um dos mais delicados momentos da minha vida partidária. Foi preciso muita reflexão e diálogo com as pessoas mais próximas para amadurecer meu posicionamento político e pessoal”, acrescenta.

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Para o argumento, Aline Mariano se baseia na resolução divulgada pelo PSDB na última quarta-feira (30). Nela o partido decide que as candidaturas e alianças para as eleições municipais de 2016, em cidades com mais de 100 mil eleitores, serão articuladas pela Executiva Nacional e não pelos diretórios locais. “Essa decisão carrega a preocupação do PSDB em ‘construir alianças partidárias visando fortalecer os partidos do bloco de oposição’”, frisa a tucana. 

Veja a carta na íntegra:

Carta Aberta aos Diretórios Municipal e Estadual do PSDB

Caros Tucanos,

Após mais de dez anos de militância no PSDB, me deparei nos últimos dias com um dos mais delicados momentos da minha vida partidária. Foi preciso muita reflexão e diálogo com as pessoas mais próximas para amadurecer meu posicionamento político e pessoal. Nesse período lembrei com muito carinho de grandes momentos que vivenciei desde a minha filiação, quando tive a honra de presidir a Executiva Municipal do nosso partido por seis anos, da cerimônia de posse com a presença do saudoso Sérgio Guerra e do Senador Aécio Neves ou dos anos de luta na Câmara Municipal do Recife.

Durante todos estes anos, pautei minha atuação partidária pelo compromisso inequívoco com as ideias e bandeiras que consolidaram o PSDB como um dos maiores partidos do Brasil, pela fidelidade às decisões partidárias e pelo companheirismo com os colegas de luta por uma sociedade mais democrática e justa. Tenho muito orgulho de ter exercido todos os mandatos nos quais tive a honra de representar o povo do Recife pelo PSDB. Sempre estive junto, com muito orgulho, a companheiros de partido em todas as disputas eleitorais.  Assim como sempre lutei, com toda dedicação, pelo crescimento e fortalecimento do nosso partido. O mesmo sentimento carrego como membro da Executiva Estadual, função que exerço hoje na estrutura partidária.

Aceitei, em março deste ano, o convite do prefeito Geraldo Julio para contribuir com a minha cidade, na mais nobres das missões: resgatar histórias e vidas que estão sendo perdidas para as drogas no Recife. É claro que aceitar a um convite tão importante não foi uma decisão pessoal. Ao dizer o "sim", ponderei cuidadosamente sobre o novo cenário político que se apresentava no Recife, no Estado e no Brasil. Também consultei parentes, amigos, aliados políticos e as mais representativas lideranças do nosso partido.

À época, o PSDB já colaborava com alguns de seus melhores quadros no governo Paulo Câmara. Resultado da aproximação definitiva dos partidos nas eleições de 2014, quando estivemos juntos e prestamos inestimável colaboração à vitória da Frente Popular de Pernambuco. No segundo turno da disputa presidencial, o PSB o teve a coerência de marchar ao lado do nosso projeto. Em Pernambuco, Geraldo Julio foi o coordenador-geral da campanha presidencial do nosso maior líder, o senador Aécio Neves.

Como sabem os senhores, PSDB e PSB já formavam frutíferas alianças em diversos Estados e municípios estratégicos como São Paulo e Minas Gerais há algum tempo. Esta confluência se deu muito em função de identidade programática entre os partidos em questões como a defesa intransigente da Democracia, o aperfeiçoamento da gestão pública e o desenvolvimento do Brasil. Esta afinidade política já se fazia clara pela identidade de grandes lideranças dos dois partidos, como os saudosos Sérgio Guerra e Eduardo Campos.

Sempre militei durante toda a minha vida no campo dos Direitos Humanos. Tive a honra de presidir por seis anos a Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal do Recife. Desde março, trabalho incansavelmente para promover políticas públicas voltadas para a prevenção da disseminação das drogas e a recuperação de usuários no Recife, com resultados expressivos já conquistados, mesmo com pouco tempo de trabalho.

O fator determinante para a decisão que nesta oportunidade comunico às Vossas Senhorias foi a Resolução editada pela Comissão Executiva Nacional do PSDB e assinada pelo presidente Aécio Neves no último dia 30 de setembro. Nela o partido decide, textualmente, que as decisões sobre as candidaturas e alianças relativas às eleições municipais de 2016, em cidade com mais de 100 mil eleitores, devem ser homologadas pela Nacional do partido.

Essa decisão carrega a preocupação do PSDB em "construir alianças partidárias visando fortalecer os partidos do bloco de oposição", como considera a Resolução. Tais considerações estão de acordo com a estratégia político-eleitoral do partido, não só para as eleições municipais de 2016, mas, principalmente, com o nosso projeto presidencial de 2018.

Não tenho pretensão de jogar fora tantos anos de militância partidária baseada apenas em uma decisão da atual Comissão Executiva Municipal, que se contrapõe à Resolução da Executiva Nacional. Tampouco poderia deixar incompleto o trabalho ao qual me dispus a fazer em prol do Recife.

Segura de estar seguindo a orientação da Executiva Nacional e baseada em tudo que foi exposto acima, comunico às Vossas Senhorias que não me desligarei do Partido da Social Democracia Brasileira, nem deixarei as minhas funções como Secretária de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas do Recife.

Atenciosamente,

Aline Mariano

Os membros do PSDB do Recife que ocupam cargos na gestão do prefeito Geraldo Julio (PSB) devem pedir a desincompatibilização das funções municipais até o dia 1° de outubro. De acordo com uma nota divulgada pela direção municipal da legenda, caso os tucanos que estão na Prefeitura do Recife (PCR) não deixem as ocupações estarão inaptos para disputar o pleito eleitoral de 2016. 

Atualmente a vereadora licenciada Aline Mariano (PSDB) comanda a secretaria municipal de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas. Ela e o seu suplente, o vereador Wanderson Florêncio (PSDB), são defensores declarados da gestão socialista. Procurada pelo Portal LeiaJá para comentar o assunto, a secretária não atendeu as ligações. De acordo com a assessoria de imprensa, ela está participando de uma reunião urgente. 

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A permanência dos tucanos nos cargos da PCR pode causar indisposição durante as eleições, já que o PSDB pretende concorrer ao Executivo Municipal com o deputado federal Daniel Coelho. 

No documento que exige a saída dos membros da gestão, o PSDB do Recife diz que a decisão foi baseada na “orientação da executiva nacional para que o PSDB priorize candidaturas próprias nos municípios com mais de 200 mil habitantes, sobretudo nas capitais”. Além disso, ressalta que as participações tucanas no governo de Geraldo Julio não contam com o aval da direção municipal e, por isso, não representam o partido.  

Enquanto a tucana Aline Mariano tomava posse no comandado da secretaria de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogras na Prefeitura do Recife, nesta segunda-feira (2), a direção estadual do PSDB se reunia para reforçar a tese de que a legenda "não tem representação política" na gestão municipal.

Durante a reunião, comandada pelo presidente estadual do partido e deputado federal Bruno Araújo, também ficou definido que a executiva municipal, presidida pelo vereador André Régis, terá autonomia para deliberar sobre o posicionamento dos parlamentares da legenda na Câmara de Vereadores. O vereador Wanderson Florêncio (PSDB), que assume a vaga de Aline na Casa, já adiantou que vai compor a bancada do governo. 

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Além da discussão quanto a participação de Aline Mariano na gestão do prefeito Geraldo Julio (PSB), o encontro serviu também para alinhar deliberações para a eleição de 2016. "Só será tratado no momento oportuno", afirmou Araújo. Segundo ele, será montado um calendário de discussões e estudos sobre temas de interesse do cidadão recifense e, a partir daí, iniciarão as definições. 

 

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O prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), empossou, na manhã desta segunda-feira (2), os novos secretários de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas, Aline Mariano (PSDB), e de Finanças, Ricardo Dantas. Na ocasião, o gestor destacou o pioneirismo da secretaria de enfretamento às drogas e afirmou que está animado com a chegada dos gestores. 

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Segundo o prefeito, a nova pasta deverá ampliar e gerir programas já implantados pela PCR, a exemplo dos Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps AD) e do projeto Trampolim, que capacita jovens egressos da Funase. "Esse é um compromisso da minha gestão, de fazer ações nessa área. Eu tenho certeza que faremos um belo trabalho. Se trabalharmos com empenho e conseguirmos salvar uma só vida, já valerá todo o esforço", endossou.

Responsável pela nova pasta da PCR, a secretária Aline Mariano se mostrou entusiasmada com a missão e já divulgou os três pilares que nortearão a secretaria. ”Vamos trabalhar a partir da prevenção, tratamento e ressocialização. Tudo isso com a  parceria das secretarias de Saúde, Educação, Cultura, Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, Esporte e Lazer e Segurança Urbana. Esse será um dos maiores desafios da minha vida, mas que será vivido em conjunto", reforçou.

Na Secretaria de Finanças, o desafio do Recife, e de todos os municípios, é o ajuste fiscal. Ricardo Dantas, que foi empossado hoje no lugar de Roberto Pandolfi, explicou que a capacidade técnica, a metodologia e a liderança são fundamentais para o sucesso do trabalho. "Temos uma grande missão, não só pela responsabilidade de quem estou sucedendo, mas pelo cenário adverso da economia. Nossa meta é continuar crescendo as receitas municipais acima das transferências constitucionais e fazer isso sem aumentar a carga tributária", reiterou.

Durante a posse, Geraldo Julio pontuou sua relação de confiança com o gestor que passa a cuidar das finanças do município. "Ricardo Dantas é uma pessoa que conheço há 20 anos. Já foi controlador geral do Estado, secretário de Administração e de Educação de Eduardo Campos.  Eu tenho certeza que ele terá grande competência no desempenho da pasta de Finanças. Me sinto seguro com a sua presença aqui na Prefeitura do Recife", concluiu o prefeito.  

*Com informações da Assessoria de Imprensa.

A bancada de apoio ao governo do prefeito Geraldo Julio (PSB) na Câmara Municipal do Recife vai ganhar um novo integrante a partir da próxima segunda-feira (2): o vereador Wanderson Florêncio (PSDB). Ele retorna a Casa para substituir a vereadora Aline Mariano, que nos próximos meses estará à frente da recém criada Secretaria Municipal de Enfrentamento ao Crak e Outras Drogas. 

Apesar de compor um partido historicamente de oposição, Florêncio já deixou claro que não seguirá o alinhamento do também vereador e presidente municipal do PSDB, André Régis, permanecendo como oposição. “Entendo que Geraldo Julio está fazendo um governo que está mudando o Recife e queremos ajudar ele. Nós seremos aliados do prefeito”, cravou em entrevista ao Portal LeiaJá. 

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Indagado se o posicionamento não seria contraditório a sua primeira passagem pela Câmara, em 2013, Florêncio justificou a atitude. “Primeiramente estivemos na oposição, fiscalizando. Fomos ao Jardim Botânico, fizemos uma fiscalização e vimos que o PT deixou aquele equipamento todo abandonado. Mandamos a demanda para a prefeitura e Geraldo resgatou aquele espaço. Hoje é um equipamento fenomenal”, explicou, citando também as quadras na Praia do Pina e o Parque das Esculturas no Marco Zero. “Tudo o que nós fiscalizamos e apontamos como ruim, mesmo sendo da oposição, ele requalificou. Não tenho como fazer oposição se ele está comprometido”, acrescentou o vereador.

Para o tucano, o PSDB deve apoiar Geraldo Julio para uma boa gestão. “Penso que nós aqui no Recife encerramos um ciclo perverso em 2012, com o fim da gestão do PT. Meu sentimento é que nós do PSDB possamos apoiar Geraldo Julio, assim como fazemos no Governo do Estado”, sugeriu. 

Questionado se já conversou com André Régis sobre o assunto, Wanderson Florêncio afirmou que sim. “Nós conversamos: eu, ele e Aline. O posicionamento dele não é esse, mas respeitamos e espero que ele também nos respeite”, disparou.

Novo mandato

Para a nova passagem pela Câmara dos Vereadores, Wanderson afirmou que a expectativa é grande. Segundo ele, as questões ambientais estarão entre as prioridades do seu mandato. “Essa questão vamos fortalecer. Penso que não tenha ninguém na Casa especializado nesta luta”, disse.

Apesar de sinalizar que pretende disputar a Prefeitura do Recife em 2016 contra o prefeito Geraldo Julio (PSB), o PSDB vai assumir o comando da nova secretaria municipal de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas. Mesmo com os tucanos já se posicionando como adversários, o socialista convidou a vereadora Aline Mariano (PSDB) para comandar a pasta e a parlamentar aceitou.

Como a Secretaria foi oficialmente criada pela Lei Municipal 18.120/2015 nessa quinta-feira (26), a tucana deve se reunir com o prefeito nesta sexta (27) para assinar a nomeação e acertar os detalhes de nova pasta. A reportagem do Portal LeiaJá entrou em contato com a vereadora, mas ela não atendeu as ligações. A expectativa é de que Aline Mariano conceda uma coletiva para fazer um pronunciamento oficial sobre a saída da Câmara do Recife e o ingresso da gestão socialista.

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Nos bastidores, há quem aponte a estratégia de Geraldo como uma "esperança" do PSDB mudar de ideia quanto à disputa pela PCR, no entanto o presidente estadual do partido, o deputado federal Bruno Araújo, afirmou que o convite foi pessoal e não tem significado de aliança entre o PSB e o PSDB no Recife. “Temos uma relação politicamente respeitosa, mas sem qualquer grau de formalidade de compromisso político”, garantiu.

Aline Mariano não é a primeira a aceitar convites para participar de gestões socialistas. No governo do Estado, por exemplo, o PSDB ocupa o comando das secretarias do Trabalho, com Evandro Avelar, e de Justiça e Direitos Humanos, com Pedro Eurico. Além delas, os tucanos também presidem a Junta Comercial de Pernambuco (Jucepe), com a ex-deputada Terezinha Nunes.

Com a saída de Aline da Câmara, quem assumirá a vaga dela é o suplente Wanderson Florêncio (PSDB). Ele, inclusive, já esteve como temporariamente no legislativo, quando a tucana tirou licença maternidade.

Perfil da nova secretária 

Aline Mariano (PSDB) é formada em serviço social e está no segundo mandato como vereadora do Recife. Na Câmara Municipal foi presidente da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania durante seis anos. Atualmente é vice-presidente da Frente Parlamentar de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas da Câmara. Atuou ainda na Secretaria de Desenvolvimento Social e Cidadania, Secretaria Estadual de Justiça e na Secretaria de Saúde do Governo do Estado, onde foi uma das idealizadoras do Núcleo Integrado de Segurança e Atenção às Mulheres Vítimas de Violência (Nisam).

Na próxima quarta-feira (5), a Câmara Municipal do Recife irá promover audiência pública para discutir a questão socioambiental. O tema central do debate será a situação da área de mangue no bairro de Santo Amaro. A questão foi levantada pela vereadora Aline Mariano (PSDB), que preside a Comissão de Direitos Humanos na Câmara do Recife. De acordo com a parlamentar, além tratar os problemas ambientais, a iniciativa pretende discutir a prostituição e venda de drogas no entorno da Ponte do Limoeiro. “Em meio à lama típica do manguezal está o retrato de uma degradação que já deixou de ser apenas ambiental e passou a ser humana. Além de ser um ambiente tomado pelo lixo, a prostituição, muitas vezes praticada por jovens que não chegaram à maioridade, e o tráfico de drogas se tornaram as principais vocações econômicas do local”, afirmou a vereadora, 

A presidente da Comissão de Direitos Humanos ainda ressaltou as dificuldades dos profissionais que sobrevivem da pesca no local. “No meio dessa situação desfavorável e até perigosa estão os antigos pescadores que sob a Ponte do Limoeiro tentar se organizar numa associação composta por mais de 120 profissionais e simpatizantes da pesca. Os riscos do convívio com a venda de drogas, com a prostituição e com a estrutura precária da associação improvisada embaixo da ponte tornaram a atividade econômica um misto de habilidade e coragem”, concluiu.

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A audiência pública será realizada no Plenarinho da Câmara do Recife, a partir das 9h. A Comissão convocou a participação de representantes do Ministério Público, Secretaria do Meio Ambiente, Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, Secretaria da Mulher, Secretaria de Segurança Urbana e a Secretaria de Infraestrutura e Serviços Urbanos.   

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