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Seguindo no processo de transição e montagem do governo, o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva convidou o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) para ser o líder do governo no congresso a partir de janeiro de 2023. A informação foi divulgada pelo UOL.

De acordo com a publicação, Randolfe teria aceitado o convite. O senador foi líder da oposição do atual governo no senado e ganhou notoriedade durante a CPI da Covid-19. 

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Além disso, ele teria sido o responsável por aproximar Marina Silva, que deve ser ministra do Meio Ambiente, de Lula e de buscar diálogos com alguns setores que teriam certa rejeição ao nome do presidente eleito. A expectativa é de que um anúncio oficial ocorra na próxima semana.

O senador Renan Calheiros (MDB-AL) é o mais cotado para ser o futuro líder do governo no início do governo Lula (PT), a partir de 2023. O nome do senador é defendido por alas radicais do Partido dos Trabalhadores, como as encabeçadas pela presidente do colegiado, Gleisi Hoffmann (PT-PR). 

O senador sempre foi próximo do presidente eleito.

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O senador Eduardo Gomes (PL-TO) anunciou, durante a sessão do Plenário desta quinta-feira (9), o nome do colega Carlos Portinho (PL-RJ) como novo líder do governo no Senado. 

"Registro a presença hoje, aqui no Plenário do Senado, do recém-escolhido líder do governo no Senado da República, o senador Carlos Portinho. Também anuncio aqui a escolha do senador Flávio Bolsonaro como o líder do PL no Senado", afirmou Eduardo Gomes. 

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O governo estava sem líder no Senado desde dezembro, quando o senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) deixou o posto, assumido em fevereiro de 2019.  Portinho já havia anunciado pelas redes sociais ter aceitado o exercício da liderança. 

"Há mais de dez anos o estado do Rio não tinha uma representação no colégio de líderes, o que conquistei antes, como líder do PL. Agora, represento o Rio de Janeiro e o Brasil como líder do governo no Senado Federal, o que não ocorria com um parlamentar carioca desde Artur da Távola, em 2002", publicou Portinho no Twitter na última terça-feira (7). 

Arolde de Oliveira

Portinho, que exerce o mandato desde novembro de 2020, homenageou o titular de sua cadeira no Senado, Arolde de Oliveira (1937—2020), falecido após contrair a covid-19.

"Espero fazer jus ao legado do saudoso Arolde de Oliveira. As saudades são eternas, assim como os seus ensinamentos. Serei sempre grato por tudo que aprendi caminhando ao seu lado", escreveu.  Fonte: Agência Senado

O líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), defendeu a realização de um plebiscito para que os cidadãos brasileiros decidam sobre a elaboração de uma nova Constituição, sob o argumento de que a Carta Magna transformou o Brasil em um "País ingovernável". Barros citou como exemplo o Chile, que foi às urnas no domingo, 25, e definiu que uma nova Assembleia Constituinte deverá ser eleita para a criação de uma nova constituição do país.

"Eu pessoalmente defendo nova assembleia nacional constituinte, acho que devemos fazer um plebiscito, como fez o Chile, para que possamos refazer a Carta Magna e escrever muitas vezes nela a palavra deveres, porque a nossa carta só tem direitos e é preciso que o cidadão tenha deveres com a Nação", disse Barros nesta segunda-feira, 26, em um evento chamado "Um dia pela democracia".

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O deputado, que representa os interesses do governo federal na Câmara dos Deputados, disse que a Constituição tornou o País "ingovernável", ao afirmar que o Brasil hoje tem uma "situação inviável orçamentariamente". "Não temos mais capacidade de pagar nossa dívida, os juros da dívida não são pagos há muitos anos, a dívida é só rolada e com o efeito da pandemia cresceu muito, e esse crescimento nos coloca em risco na questão da rolagem da dívida", disse. Emendas à Constituição, segundo ele, não são o suficiente.

"A nossa Constituição, a Constituição cidadã, o presidente (José) Sarney já dizia quando a sancionou, que tornaria o país ingovernável, e o dia chegou, temos um sistema ingovernável, estamos há seis anos com déficit fiscal primário, ou seja, arrecadamos menos do que gastamos, não temos capacidade mais de aumentar a carga tributária, porque o contribuinte não suporta mais do que 35% da carga tributária, e não demos conta de entregar todos os direitos que a Constituição decidiu em favor de nossos cidadãos", disse.

O outro problema, na visão do parlamentar, é que "o poder fiscalizador ficou muito maior que os demais" e, por isso, seria necessário também "equilibrar os Poderes" no país. O deputado, que é alvo de investigações do Ministério Público Federal, diz que é preciso punir quem apresentar denúncias sem prova.

"Os juízes, promotores, fiscais da Receita, agentes do TCU, da CGU, provocam enormes danos com acusações infundadas e nada respondem por isso, nunca respondem por nada, e o ativismo político do Judiciário está muito intenso, muito mais do que jamais poderíamos imaginar, então é preciso sim que nós possamos rever o nosso sistema, diz Ricardo Barros.

Conhecido crítico à Operação Lava Jato, Barros acrescentou que, apesar de ser um desejo dos brasileiros, o combate à corrupção não pode ser feito "cometendo crimes". O deputado disse também ser a favor do parlamentarismo. "Seria um regime de governo muito mais efetivo, que nos permitiria ajustar rapidamente as crises, retomar mais rapidamente o rumo quando existe um impasse, mas vamos ainda lutar por isso", disse.

O discurso do deputado foi feito em evento organizado pela Academia Brasileira de Direito Constitucional (ABDConst), que contou com a presença de ministros do Supremo Tribunal Federal, do ministro da Economia, Paulo Guedes, e de juristas.

Integrante do Centrão, deputado federal por seis legislaturas e ex-ministro da Saúde de Michel Temer, Ricardo Barros foi nomeado como líder em agosto, no lugar de Major Vitor Hugo (PSL-GO).

O líder do governo Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados, Ricardo Barros, é um dos alvos de uma operação do Ministério Público do Paraná e da Polícia Civil. Policiais cumpriram um mandado de busca e apreensão em um escritório ligado a Barros localizado em Maringá. 

A ação policial investiga fraudes na contratação de energia elétrica em 2019. O esquema teria sido exposto em uma delação premiada firmada por executivos da Galvão Engenharia.

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Em nota, Ricardo Barros disse estar tranquilo e ter uma conduta ilibada. "O parlamentar reafirma a sua conduta ilibada , e informa que solicitou acesso aos autos do processo para poder prestar mais esclarecimentos à sociedade e iniciar sua defesa.  Ricardo Barros, relator da lei de abuso de autoridade, repudia o ativismo político do judiciário", afirma.

O líder do governo na Câmara dos Deputados, Major Vitor Hugo, está sendo apontado como nova opção de Jair Bolsonaro (sem partido) para ocupar o cargo de ministro da Educação, após a recusa do secretário de Educação do Paraná, Renato Feder.

Segundo o jornal 'O Estado de São Paulo', um candidato de São Paulo, cujo nome não foi divulgado, seria o favorito para o cargo, enquanto o líder do governo seria uma opção “reserva”. No último domingo (5), Bolsonaro e o major teriam conversado por telefone e nessa segunda-feira (6) almoçaram juntos, discutindo temas relacionados à educação.

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Currículo militar 

De acordo com informações prestadas por ele mesmo em seu currículo Lattes, plataforma oficial do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), e também em seu perfil do LinkedIn, rede social voltada a questões profissionais, Vítor Hugo de Araújo Almeida diz ser bacharel em Ciências Militares pela Academia Militar das Agulhas Negras (1998), em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade Nacional de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (2014) e Curso Superior de Política e Estratégia (2017) pela Escola Superior de Guerra.

Vitor Hugo alega também ser Especialista em Guerra Irregular (Curso de Forças Especiais, 2003) e em Ações de Comandos (2002) pelo Centro de Instrução de Operações Especiais do Exército Brasileiro e mestre em Operações Militares, pela Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais (2006) do Exército Brasileiro. 

Há ainda menção à especialização em Direito Militar, pela Universidade Castelo Branco (RJ, 2009), e em História Militar, pela Universidade do Sul de Santa Catarina (SC, 2010). O Major Vitor Hugo também declarou ter tido experiência profissional como Observador Militar da Operação das Nações Unidas na Costa do Marfim (ONUCI) entre os anos de 2008 e 2009 e ter concluído o Maneuver Captains Career Course, no Maneuver Center of Excellence, Exército dos Estados Unidos da América (Fort Benning, Geórgia, EUA) em 2011. 

Seu currículo ainda afirma que o militar é advogado, consultor Legislativo concursado da Câmara dos Deputados, na área de Defesa Nacional e Segurança Pública; oficial superior das Forças Especiais e Estado-Maior do Exército Brasileiro, na reserva não remunerada e líder do governo na Câmara dos Deputados. Nenhuma das experiências profissionais, no entanto, são relativas à área da educação. 

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O senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), que é líder do governo na Casa Alta, afirmou que o resultado do teste que fez para verificar se estava infectado pelo coronavírus deu negativo. Bezerra fez os exames após ter contato com membros da comitiva presidencial que foram aos Estados Unidos (EUA) e sentir sintomas da doença, inclusive febre alta. 

Desde o último sábado (14), o emedebista estava em isolamento domiciliar voluntário aguardando o resultado do teste. Quem revelou a quarentena foi o filho do senador e prefeito de Petrolina, no Sertão do Estado, Miguel Coelho. 

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Em publicação no Twitter, na noite dessa terça-feira (17), Bezerra Coelho anunciou que não contraiu o coronavírus. 

"Meus amigos, o teste que fiz para o novo coronavírus deu resultado negativo! Quero agradecer as manifestações de carinho e solidariedade nesses dias de apreensão e lembrar a todos que redobrem os cuidados pra evitar a propagação do vírus, principalmente entre os mais vulneráveis", escreveu o senador.

O líder do governo no Sendo, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), disse nesta quarta-feira (18) que a criação de um imposto sobre transações financeiras, nos moldes da antiga CPMF, não deve entrar na reforma tributária em 2020, mas admitiu que a ideia não está descartada.

“Não se descarta nenhuma alternativa que possa ser trazida à mesa, mas todo mundo está desafiado a encontrar uma solução sem imposto de transação [financeira]”, afirmou.

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O assunto foi discutido em reunião com o ministro da Economia, Paulo Guedes, e os presidentes da Câmara e do Senado, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Davi Alcolumbre (DEM-AP) e os líderes das duas Casas.

Pelo calendário apresentado, a ideia é que, até o início de fevereiro, seja apresentada na comissão mista especial, que vai tratar do assunto, a primeira versão do texto com propostas que tramitam na Câmara e no Senado. Também serão examinadas as sugestões do governo, que devem ser feitas em três pilares: bases de consumo e do Imposto de Renda e desoneração da folha de pagamento.

No início de março, será apresentado o texto a ser discutido por deputados e senadores. O presidente do colegiado será o senador Roberto Rocha (PSDB – MA) e o relator deputado Aguinaldo Ribeiro (Progressistas -PB)

Apesar das eleições municipais de 2020, que podem atrapalhar o andamento dos trabalhos no Congresso, o líder do governo no Senado acredita que a reforma tributária pode ser concluída nas duas Casas no primeiro semestre, porque há um envolvimento muito grande por parte dos estados, governadores e prefeitos, o que facilitar a tramitação.

Próximos passos

Se depender do ânimo dos líderes, o Senado vai votar as três propostas de emenda à Constituição (PEC) em 2020, chamadas de Mais Brasil e enviadas recentemente pelo governo ao Congresso.

A primeira é a proposta chamada de PEC Emergencial – a 186/ 2019, que trata de medidas permanentes e emergenciais de controle do crescimento das despesas obrigatórias de reequilíbrio fiscal, no âmbito dos orçamentos fiscal e de seguridade social da União.

A segunda PEC 187/2019, conhecida como PEC da Revisão dos Fundos, institui uma reserva de lei complementar para criar fundos públicos e extingue aqueles que não forem ratificados até o final do segundo exercício financeiro subsequente à promulgação dessa emenda constitucional.

A terceira PEC é a 188/2019, chamada de PEC do Pacto Federativo, que altera 24 artigos das Constituição Federal e quatro do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, além de acrescentar novos dispositivos ao texto.

Outro tema complexo para 2020 é o projeto de lei que trata do Marco Regulatório do Saneamento Básico. Aprovado pelos deputados na semana passada, o texto precisa ser discutido no Senado onde será relatado pelo  senador Tasso Jereissati (PSDB-CE).

Balanço

Fernando Bezerra Coelho fez ainda um balanço positivo do Congresso em 2019. “Aprovamos as principais reformas que o governo enviou ao Congresso Nacional : Reforma da Previdência, a Reforma da Reestruturação da Carreira Militar e o Pacote anticrime, três grandes inciativas do governo Bolsonaro”, disse.

O líder do governo no Senado lembrou ainda a aprovação da MP da liberdade econômica e medidas de combate à fraude no INSS. “Estamos encerrando o primeiro ano do governo com a menor taxa de juros da história, com a menor taxa de inflação ,a economia crescendo mais 1% e hoje todo mundo apostando que o crescimento no ano que vem será superior a 2 pontos percentuais do PIB. O Brasil se reencontra com sua trajetória de crescimento de geração de emprego”, disse.

Líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) colocou o cargo à disposição do presidente Jair Bolsonaro (PSL). A atitude aconteceu depois que ele foi alvo da operação Desintegração, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (19). 

Bezerra conversou com o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM), e com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM), sobre o assunto. 

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“Tomei a iniciativa de colocar à disposição o cargo de líder do governo para que o governo possa, ao longo dos próximos dias, fazer uma avaliação se não seria o momento de proceder uma nova escolha ou não”, disse emedebista, de acordo com o jornal Folha de São Paulo, para jornalistas que o aguardavam na saída do seu apartamento funcional.

“Quero deixar, desde pronto, o governo à vontade para que, fazendo o juízo da necessidade de um novo interlocutor, que não haverá, da minha parte, nenhuma dificuldade. Vou continuar ajudando na agenda que acredito, que é a agenda da área econômica”, emendou.

Bezerra Coelho também chegou a dizer que “não havia nenhuma necessidade dessas diligências nas minhas residências e nos meios locais de trabalho”.  

Informações de bastidores dão conta que o presidente está reunido com membros do governo para avaliar a situação de Bezerra e o impacto da investigação na sua gestão. 

Caso o pernambucano tenha que deixar o cargo, avalia-se que será uma perda para o governo, uma vez que o líder é bem quisto entre os parlamentares, tem livre acesso com partidos e é um articulador hábil. 

Investigação

A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão no gabinete do senador e na sua casa no Recife e em Petrolina. Medidas foram autorizadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso. Ele e o filho, deputado federal Fernando Filho (DEM), são investigados por envolvimento em um suposto esquema de desvio de recursos de obras federais no Nordeste entre 2012 e 2014.

De acordo com a despacho de Barroso, segundo o G1, a Polícia Federal aponta nas investigações indícios de cometimento dos crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro, além de falsidade ideológica eleitoral.

Líder do governo no Congresso Nacional, a deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP) mostrou irritação, na madrugada desta quinta-feira (19), com quem diz que ela não trabalha. 

Em publicação no Twitter, sem citar o nome de quem a teria criticado, Joice chamou de “imbecis” e mandou “ir à merda” os que desqualificam sua atuação de líder governista. 

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“Desafio os que trabalham ‘só’ 8h por dia a me criticarem. Quem fizer mais, critique! Quem não fizer...Cale a boca”, disparou.

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O post foi feito às 4h da madrugada, depois da Câmara aprovar uma minirreforma eleitoral. Foram mais de 6 horas de debate entre os parlamentares para que o texto fosse votado.

A líder do governo no Congresso Nacional, deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), tem dado o que falar nas redes sociais. Desta vez, em publicação no Twitter, a parlamentar celebrou o fato de as Forças Armadas passarem a comemorar oficialmente, a partir deste ano, o aniversário do início do regime militar no Brasil.

Na ótica de Hasselmann, a comemoração vai retomar a verdadeira história do país. “A partir deste ano, o Brasil irá comemorar o aniversário do 31 de março de 1964. A data foi incluída na ordem do dia das FFAA e cada comandante decidirá como deve ser feita. É a retomada da narrativa verdadeira de nossa história. Orgulho”, escreveu, acompanhando o texto por um emoji com a bandeira do país e uma foto dela ao lado de comandantes militares, considerada pela rede social como um “conteúdo sensível”.

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A publicação tem mais de 5 mil comentários, entre adeptos e críticos, de parlamentares, jornalistas e populares. "Tu conseguistes o bicampeonato. Faz vergonha tanto como jornalista quanto como parlamentar", observou o vereador do Recife, Ivan Moraes (PSOL), ao rebater a deputada.

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O dia 31 de março de 1964 marcou o começo da ditadura brasileira. Apesar da celebração para alguns, principalmente militares e adeptos ao regime - incluindo o presidente Jair Bolsonaro (PSL) que já chegou a afirmar que não houve ditadura no país, centenas de pessoas foram mortas e torturadas na época, de acordo com dados já expostos por Comissões da Verdade instaladas pelo país. Além dos que precisaram deixar o país com suas famílias, tornando-se exilados políticos.

Em 2019, a data completa 55 anos. Ainda no Twitter, nesta terça-feira (26), o assunto está entre os mais comentados, depois que Bolsonaro autorizou a “comemoração”. A hashtag #DitaduraNuncaMais é a mais citada no Brasil hoje.

O líder do governo na Câmara, deputado Major Vitor Hugo (PSL-GO), disse nesta quarta-feira (6), após a primeira reunião de líderes partidários da nova legislatura, que a proposta da reforma da Previdência que será enviada pelo governo será aperfeiçoada pelo Parlamento.

Nessa quinta (5), após reunião com o ministro da Economia, Paulo Guedes, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse ser possível a Casa aprovar a reforma até maio, e o Senado aprová-la em junho ou julho, caso a base aliada esteja articulada.

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Segundo Vitor Hugo, Maia esclareceu essa fala durante a reunião de líderes. “Aos moldes do que aconteceu na última legislatura com a PEC [Proposta de Emenda Constitucional] do [ex-presidente Michel] Temer, em maio, ela já estaria pronta para ser votada. Mas isso é uma referência: o prazo do Parlamento vai ser respeitado”, disse o líder.

“É preciso que haja discussões, inclusive para o natural aperfeiçoamento do texto. O governo vai enviar uma proposta em breve. O choque de ideias no Parlamento vai fazer, com toda a certeza, que a proposta seja aperfeiçoada”, acrescentou.

Ainda segundo o líder, o trabalho do governo para aprovar a proposta está sendo feito com muito “cuidado e respeito” aos partidos. “O governo vai prestigiar os líderes e permitir o debate. A gente tem certeza do aperfeiçoamento do texto que será enviado para cá a partir do embate legítimo, cordial, dentro da medida do possível, entre a oposição e o governo”, completou.

Vitor Hugo também informou que Rodrigo Maia deu um prazo de 15 a 20 dias para que haja uma definição da composição das comissões parlamentares permanentes.

Votações

Os líderes decidiram votar, na próxima semana, o projeto de lei 10431/18, de autoria do Poder Executivo, sobre o bloqueio de bens de organizações terroristas, e as três medidas provisórias (MPs) que estão trancando a pauta do Plenário. 

O projeto disciplina a forma de cumprimento de sanções impostas por resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas, como a indisponibilidade de ativos de pessoas naturais e jurídicas e de entidades investigadas ou acusadas de terrorismo ou de seu financiamento. A proposta tramita em regime de urgência.

A MP 850 cria a Agência Brasileira de Museus, a MP 852 transfere imóveis do INSS para a União e a 853 reabre adesão ao fundo de pensão dos servidores (Funpresp).

Líder do governo na Câmara do Recife, a vereadora Aline Mariano (PMDB) afirmou que pretende pautar seu trabalho como porta-voz da gestão de Geraldo Julio (PSB) pelo diálogo aberto com os membros da bancada governista e de oposição. Isto porque, segundo ela “não existe governo que acerte 100%” e é papel do vereador fiscalizar as ações da administração municipal. Em entrevista ao LeiaJá, a peemedebista pontuou que Geraldo “acertou mais que errou” e ressaltou que durante a estadia na liderança não pretende “defender o que for indefensável”. 

“A liderança é algo que requer muito diálogo. Temos que conversar não só com a bancada de governo, mas também com a bancada de oposição que, inclusive, já fui líder. Um líder não consegue fazer um bom trabalho se for um líder isolado na Casa. Estou muito aberta para fazer as composições necessárias para aprovar os projetos que contribuam com a cidade, combater o denuncismo e posturas pouco consistentes”, frisou. 

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Para Aline, ter sido a representante da oposição na gestão de João da Costa (PT) e no início do governo pessebista vai contribuir para a atuação na bancada aliada a Geraldo. “Tive o privilégio de estar nas três instâncias. Fui líder da oposição, secretária do município e agora líder do governo. Às vezes, vão existir algumas insatisfações de quem está na base do governo e nós temos que ter esta maturidade de entender que discordar e divergir é prerrogativa do parlamento. Fiscalizar é uma prerrogativa de todos os vereadores”, observou. 

“Não existe governo que acerte 100%. A correção de rumos faz com que o governo acerte mais do que erre. Se um projeto é impopular e a maioria discorda, o próprio governo tem que rever isto. Posso dizer não só teoricamente, mas na prática, porque apesar de ter sido uma das principais oposicionistas na gestão de João da Costa quantas vezes votei no projeto do município porque eu entendia que era um bom projeto”, acrescentou. 

Relembrando momentos, enquanto opositora, que foi impedida de entrar nos equipamentos mantidos pela prefeitura para fiscalizar, a peemedebista também garantiu que a prerrogativa não será mais impedida pelos secretários municipais. Segundo a líder, a intenção dela não é “tratorar a oposição”, mas espera um “trabalho consistente” da bancada adversária. “Nós não queremos atropelar a oposição, não é do meu perfil porque eu já estive do lado de lá. Se não tiver bom ninguém vai defender o indefensável”, frisou.

“Não seria líder se não acreditasse no governo”

Aline Mariano confirmou ao LeiaJá ter levado mais de 15 dias para definir se aceitaria ou não ser a porta-voz da gestão municipal na Casa José Mariano. De acordo com ela, a demora não teve a ver com o fato de ter sido preterida na composição do primeiro escalão do governo. Ela negou ter sido frustrada sem a manutenção da secretaria de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas: “não fui candidata a secretária”. 

Aline disse que a “responsabilidade pesou mais” para aceitar o convite. “Não toparia ser líder de governo se fosse um governo que eu não acreditasse... Vejo que o modelo da gestão de Geraldo Julio acertou mais que errou. Se não fosse assim não tinha sido eleito. Vivemos momentos muito difíceis. O primeiro foi quando ele assumiu, depois de uma gestão de João da Costa. Alguém que sequer conseguiu se eleger nem vereador do Recife, não precisa dizer mais nada. Avalie se era denuncismo [a postura da oposição]. As pessoas não estavam satisfeitas, em todas as áreas, sem exceção, eram problemas de ordem administrativa, mérito. Um caos”, observou. 

Acrescentando, a peemedebista disse que “agora o momento crítico está se dando no país”. “Tem estados da federação que sequer conseguem pagar o salário. É um momento muito difícil. Esta crise que estamos vivendo tem uma geração aí que não sabia o que era isso. O desafio do prefeito é muito grande agora. Fazer mais com menos ou em alguns momentos lutar para manter o que já conquistou até agora. Não é fácil, não dá para no momento atual vender inovações. Por isso ele não lançou um novo programa de governo na campanha”, justificou.

Líder do governo na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), o deputado Isaltino Nascimento (PSB) afirmou que não será fácil estar à frente da linha de defesa da gestão do governador Paulo Câmara (PSB) em um ano pré-eleitoral. Em entrevista ao LeiaJá, Nascimento destacou que durante os próximos meses os olhares da política pernambucana estarão voltados ao Poder Executivo atraindo debates acalorados. Entretanto, sob a ótica do líder pessebista, Câmara já “mostrou força política” diante do desempenho eleitoral dos aliados em 2016 melhor do que o ex-governador Eduardo Campos em 2012. 

“Certamente 2017 será um ano difícil. Em 2015, primeiro ano de gestão de Paulo Câmara, foi a consolidação da chegada ao governo. Ano passado foi atípico pelo processo eleitoral e a pauta municipal foi preponderante, mas este ano é o período em que o olhar está voltado ao Poder Executivo e suas ações vão gerar um debate mais acalorado. Já estamos experimentando isto [com o reajuste salarial das polícias militares]. De fato a Casa passa a ter uma atenção maior”, previu. 

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O que deve pesar positivamente para o governador, segundo Isaltino Nascimento, é o apoio adquirido nos municípios com a disputa de 2016. “O principal teste para disputa política de 2018 foi feito no ano passado. Eduardo Campos, no auge da sua popularidade em 2012, ousou lançar um candidato a prefeito da capital e elegeu, além dele, mais 53 prefeitos do PSB e um quantitativo bom de prefeitos da base aliada na época. O governador Paulo Câmara fez algo mais ousado, porque depois de João Paulo [PT], o único prefeito reeleito na capital foi Geraldo Julio. Então reeleger o prefeito da capital foi um desafio posto a prova, porque o fiador da eleição de Geraldo foi o governador. E elegemos 70 prefeitos do PSB. Mostra que a performance dele, mesmo no ambiente de dificuldade, elegeu mais do que Eduardo”, comparou. 

Indagado se Câmara é um político mais forte do que Campos era, o líder justificou a comparação ponderando que as conjunturas eram diferenciadas e dando como exemplo o rompimento eleitoral com o PT para a eleição de 2012.  “Para quem dizia que Paulo Câmara não faz política e que ele não é um ator que se envolve, ele tem mostrado que tem um perfil diferenciado. É isso que estou querendo dizer. Então, as articulações e alianças feitas nos municípios, mostram força na disputa. Este é um ano de construção, mas é um bom caminho para a disputa de 2018”, salientou.

Linha de atuação na Alepe

Como líder do governo na Casa Joaquim Nabuco, Isaltino disse que pretende barrar as críticas à gestão de Paulo Câmara com a reaproximação da bancada com o governador. O que para ele servirá como “estimulo aos pares” para “o embate” na Alepe. “Haverá uma rodada de agendas periódicas do governador com os deputados, a princípio semanais, para ouvir e atender as demandas do parlamentar e os prefeitos que são aliados a eles. A relação mais estreita conosco, ajuda o governador”, frisou. 

O alinhamento das estratégias será definido em reuniões quinzenais, nas terças-feiras. Já para as questões mais urgentes, Nascimento disse que o colegiado criou um grupo de parlamentares com 10 membros e mais o presidente Guilherme Uchoa (PDT) e o primeiro secretário da Casa, Diogo Moraes (PSB). “Vamos discutir as temáticas e apresentar respostas mais imediatas às questões emergenciais que envolvam o governo”, detalhou. 

Oposição dentro da bancada governista

As dissidências na bancada governista são constantes. Um dos parlamentares aliados que tem dado fôlego a uma oposição interna é Álvaro Porto (PSD). O LeiaJá questionou a Isaltino se Paulo Câmara estabeleceu alguma linha de diálogo específica para amenizar as postura do pessedista e o líder disse que não. 

“Ele pertence a um partido da base, que está na estrutura do governo, ou seja, o PSD tem hoje uma secretaria estratégica, que é a das Cidades, com todas as empresas. São espaços para contemplar não só o líder maior, André de Paula, mas todos os políticos da legenda. A reflexão desta postura não cabe a mim, mas ao deputado”, observou. “Aqui só tem duas bancadas: governo e oposição. No pastoril da política não existe Diana. Ou você é encarnado ou é azul”, emendou, alfinetando. 

O deputado André Moura (PSC-SE) foi confirmado, nesta quarta-feira (18), como líder do governo na Câmara dos Deputados. O martelo foi batido pelo presidente da República em exercício, Michel Temer (PMDB). Moura tem o apoio do novo bloco parlamentar que reúne 225 deputados de 13 partidos - PP, PR, PSD, PRB, PSC, PTB, SD, PHS, PROS, PSL, PTN, PEN e PTdoB.

Em entrevista no Salão Verde da Câmara, Andre Moura confirmou que serão colocadas em votação hoje duas medidas provisórias: a MP 712/16, que define ações de combate ao mosquito transmissor do zika vírus e da dengue; e a MP 706/15, que trata da prorrogação de concessões do setor elétrico. As demais MPs ficaram para a próxima semana.

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Apesar da confirmação vinda de Temer, partidos como o PSDB, DEM e o PPS são contrários a Moura na liderança. Estes partidos defendiam que o deputado Rodrigo Maia (DEM) assumisse o posto. André Moura é aliado do presidente da Câmara afastado, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Nos bastidores, consta-se que Cunha influenciou na escolha do sergipano. 

*Com informações da Agência Câmara

Líder do governo no Senado, Humberto Costa (PT) condenou, nesta quinta-feira (6), o comportamento do líder do DEM na Casa, Ronaldo Caiado (GO), que hostilizou o ministro do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias, que falava na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária da Casa. A sessão encerrada logo após o começo das ofensas, quando a presidente do colegiado, Ana Amélia (PP-RS), classificou o comportamento do colega como "desrespeitoso".  

Para Humberto, o Senado precisa punir as repetidas atitudes do parlamentar goiano, "que constrangem os demais senadores e têm atrapalhado a atividade legislativa". Na última semana, o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), chegou a encerrar uma sessão no plenário após um bate-boca protagonizado por Caiado. Em outubro, o senador do DEM já havia agredido o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga (PMDB-AM), que é senador licenciado, e ambos quase trocam tapas durante a audiência. 

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“Há vários episódios que demonstram o desrespeito e as agressões feitas a colegas da Casa, bem como a autoridades convidadas, por simplesmente discordarem da sua posição. Caiado ainda não absorveu a ideia de que o Senado exige decoro e respeito. Somos acostumados a falar e a ouvir todas as opiniões”, afirmou Humberto. 

Ele avalia que a questão do comportamento hostil de Caiado não está relacionada às divergências político-partidárias com o PT. Para o líder do governo, faltam "civilidade e urbanidade" ao senador goiano. “Alguma atitude tem de ser tomada para que isso não se repita. Não vamos nos intimidar com gritos nem com cara feia. Temos que responder às questões com base no regimento. Quero, por isso, registrar aqui a minha reclamação”, comentou. 

O petista acredita que o Senado tem de, no mínimo, chamar a atenção de Caiado para que ele possa mudar de atitude. “Trata-se de respeitar os cidadãos e o Senado. Chegamos até aqui pelos votos que os eleitores nos deram. Ele tem de entender que não está mais na Câmara, onde o respeito acabou há muito tempo. Nenhum de nós vai aceitar que as divergências sejam tratadas aqui de forma agressiva”, disse. 

No plenário, outros senadores, como o líder do governo no Congresso Nacional, José Pimentel (PT-CE), e a líder do PCdoB, Vanessa Graziottin (AM), também criticaram o parlamentar goiano. Donizeti Nogueira (PT-TO) e Fátima Bezerra (PT-RN), que participavam da audiência pública com o ministro Patrus e responderam o senador.

Durante discurso na tribuna da Casa nesta quarta-feira (16), as acusações de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assume o Ministério da Casa Civil apenas para garantir o foro privilegiado e ser blindado das investigações quanto o envolvimento dele no esquema de corrupção na Petrobras. O parlamentar pontuou que Lula chega ao 1º escalão do Governo Federal “com a finalidade de assessorar” a presidente Dilma Rousseff (PT) da mesma forma que ela o assessorou enquanto ministra da Casa Civil de 2005 a 2010. 

“Não há mentira maior. O ex-presidente que – assim como Dilma, foi preso político da ditadura militar – jamais se colocou acima da lei ou deixou de responder a qualquer demanda sobre esclarecimentos dos seus atos, mesmo quando essas ações foram absolutamente abusivas”, disse citando a condução coercitiva de Lula para prestar depoimento a Polícia Federal no último dia 4. 

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Sob a ótica do líder, as acusações de blindagem ofendem a atuação dos ministros do Supremo Tribunal Federal. “Ela traz implícita a perigosa ilação de que os integrantes da Suprema Corte julgam para proteger detentores de foro privilegiado”, pontuou. “Essa operação, aliás, o país fique tranquilo: ela não vai parar”, acrescentou garantindo. Durante sua fala, Humberto mencionou que o governo do PT foi responsável pela autonomia das instituições públicas e declarou que é graças ao governo Dilma que “não tem havido interferências no desenrolar dessa operação [a Lava Jato]”. 

“É hora de encerrarmos de vez com as acusações levianas e pensarmos no Brasil e em soluções que atendam aos interesses da nossa população soluções essas que não passam por golpes institucionais que levem à ruptura da ordem democrática nacional”, prega o líder do governo. De acordo com ele, Lula integra a gestão federal nesse sentido e com a missão de “construir uma unidade nacional em torno de grandes temas, que nos tire desse impasse improdutivo e devolva o Brasil aos trilhos do avanço e do desenvolvimento”. 

“Lula vem agregar sua experiência, seus conhecimentos, suas habilidades ao governo da presidenta Dilma para que, juntos, num grande esforço nacional, possamos tirar o Brasil da crise, recuperar nossa economia e retomar nossas discussões pelo crescimento e futuro”, observa, pontuando a “afinada parceria” entre Dilma e o ex-presidente. Humberto disse também que Lula protagonizou “um capital político inigualável construído no coração e na confiança dos brasileiros” durante os dois mandatos como presidente.

O líder destacou ainda a “grandeza” do ministro Jaques Wagner diante da mudança. “Ele foi de uma grandeza ímpar no processo de convencimento para que o ex-presidente assumisse a sua própria cadeira, dada a relevância da Casa Civil na articulação política e na coordenação de ações de governo”. 

Na delação homologada nesta terça-feira (15), senador Delcídio do Amaral (sem partido) menciona a participação do líder do governo no Senado, Humberto Costa (PT), em negociações para a conquista de recursos para as campanhas eleitorais dele.  

Declarações do ex-petista à Procuradoria Geral da República (PGR) também dão conta de que o senador “agiu com desenvoltura” na Refinaria de Suape, localizada em Ipojuca, na Região Metropolitana do Recife (RMR).

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Segundo Delcídio, Humberto firmou parcerias com empresas entre elas a White Martins.  "Ele foi parceiro, entre outras empresas, da White Martins, que sempre contribuiu decisivamente para suas campanhas", afirmou Delcídio. De acordo com apurações do Portal LeiaJá, a White Martins tem sede próxima ao Complexo de Suape. Ainda conforme o delator, o "operador" do senador pernambucano no esquema era “o empresário Mario Beltrão”.

Nos documentos de prestação de contas do senador na campanha de 2010 não constam doações da White Martins, mas há um registro sobre doação da empresa Engeman de Mario Beltrão.O ex-líder do governo no Senado também destaca a proximidade de Humberto Costa com o ex-diretor de abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa.

CPI do Carf

O nome de Humberto Costa também é mencionado por Delcídio quando relata o pedido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para que a ex-primeira dama, Marisa Letícia, e o lobista Mauro Marcondes não fossem convocados para depor na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga denúncias de fraudes no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). Delcídio diz ter conversado com Costa para que a convocação não acontecesse. 

Outro lado

Sobre o conteúdo da delação, o senador Humberto Costa afirmou, em nota, que a “White Martins jamais contribuiu com qualquer campanha eleitoral” disputada por ele e destacou que a empresa "não está entre as investigadas pela Operação Lava Jato".  

No texto, o parlamentar também pontua que as informações prestadas por Delcídio “são um apanhado de notícias sobejamente já veiculadas” na delação de Paulo Roberto Costa que já alterou seis vezes o teor do depoimento. 

Além disso, o senador disse que “à luz do que precede” solicitou aos seus advogados que requeiram, o mais brevemente possível, a oitiva de Delcídio do Amaral no inquérito aberto pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para apurar as acusações anteriores.

 

Líder do governo no Senado, o senador Humberto Costa (PT) viajou a Montevidéu, no Uruguai, para denunciar no Parlamento do Mercosul (ParlaSul) a "tentativa de golpe" no processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). O senador encontrou-se reservadamente, na noite desse domingo (13), com um grupo de parlamentares progressistas da América do Sul para relatar a situação do país sob a ótica aliada.

"Nós vimos o que aconteceu no Paraguai em 2012, quando o presidente Fernando Lugo foi destituído do cargo a que chegou legitimamente por um golpe dado pelo parlamento contra ele. Na época, nós consideramos isso uma ruptura da ordem democrática e o Paraguai foi suspenso do Mercosul. O Brasil não pode incorrer no mesmo erro", alertou Humberto Costa.

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Nesta segunda-feira, o ParlaSul realiza a sua XXXVI Sessão Plenária em Montevidéu, com a presença de diversos congressistas do bloco. O foco principal do encontro será a Comissão de Desenvolvimento Regional Sustentável, Ordenamento Territorial, Saúde, Meio Ambiente e Turismo, que discutirá o avanço regional do Aedes aegypti.

"Mas abriremos um espaço de discussão nessa sessão plenária para colocar todo o continente a par da atual conjuntura brasileira. É preciso dar conhecimento ao mundo dessa tentativa torpe de golpe, que apequena a democracia brasileira e quer transformar nosso país numa república de bananas", avisou o petista.

Líder do governo no Senado, Humberto Costa (PT) afirmou que a mudança ministerial promovida pela presidenta Dilma Rousseff (PT) não mexe com o funcionamento de instituições autônomas e independentes, como a Polícia Federal, o Ministério Público e o próprio Poder Judiciário. Durante um discurso feito nessa terça-feira (1º), o pernambucano considerou “que é de uma má-fé atroz” imaginar que a operação Lava Jato, possa sofrer algum tipo de prejuízo porque houve uma troca de ministro da Justiça. 

Sob a ótica de Humberto, o mal-estar que alguns querem causar com a substituição de José Eduardo Cardozo pelo procurador Wellington César Lima tem de ser dissipado. “Todos fiquem tranquilos porque não há ações administrativas que ponham rédeas ou freios em atividades legais em curso, quaisquer que sejam elas”, disse. 

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O parlamentar considera que as razões pessoais de Cardozo, o mais longevo ministro no período da redemocratização do país, não dizem respeito à pasta, que segue funcionando sem qualquer sobressalto. “As pessoas passam, as instituições ficam”, observou. 

Segundo o senador, os governos do PT foram os responsáveis dar autonomia às instituições para um combate implacável à corrupção e lembrou o trabalho feito pela Polícia Federal durante o período. Desde 2003, quando Lula assumiu a Presidência da República, a PF realizou mais de 2,2 mil. “Portanto, restem em paz porque tudo seguirá funcionando da forma livre e independente como sempre funcionou. Não são e nunca foram práticas do nosso governo engavetar processos, desrespeitar ou amordaçar órgãos de qualquer natureza”, afirmou.

O senador acredita que o país chegou a um ponto de maturidade de suas instituições democráticas em que é inaceitável qualquer tipo de retrocesso. “E todos têm de entender isso, sejam de partidos do governo, sejam da oposição”, comentou. 

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