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O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou que o segredo para a agricultura familiar é agregar valor aos alimentos. Relembrando uma visita ao interior de São Paulo onde agricultores assentados produzem queijo com maior valor agregado, Alckmin disse que este era um bom exemplo de agregação de valor.

"Vim para falar da importância da reforma agrária e da agricultura", disse Alckmin em um breve pronunciamento na cerimônia de posse do ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira.

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O vice-presidente afirmou que Teixeira é um ótimo nome para o cargo.

A cerimônia ocorre na sede da Companhia Nacional de Abastecimento, em auditório lotado. O evento iniciou com uma apresentação do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, que pregaram pelo uso e divisão da terra.

Também estão presentes a presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR), a ministra de Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, o ex-ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas. Lideranças do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) como o presidente João Paulo Rodrigues e o ex-presidente João Pedro Stédile, deputados e senadores do Partido dos Trabalhadores e militantes participam da cerimônia.

Os futuros ministros da Fazenda, Fernando Haddad, do Meio Ambiente, Marina Silva, e da Indústria, Desenvolvimento e Comércio Exterior, Geraldo Alckmin, que também é o vice-presidente eleito, irão representar o governo eleito no Fórum Econômico Mundial, que é realizado tradicionalmente todo ano em Davos, na Suíça, e reúne líderes políticos e empresariais de todo o mundo.

Além deles, também é esperada a presença do ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira. O evento vai acontecer do dia 16 a 20 de janeiro. A informação foi confirmada pela equipe econômica do futuro governo.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não irá participar porque no mesmo período irá se preparar para participar da reunião da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), na Argentina. No dia 14 de dezembro, o futuro chanceler afirmou que a prioridade de Lula será "restabelecer mecanismos de contato" com vizinhos da América Latina e "reconstruir pontes" com países como Estados Unidos e China, além da União Europeia e da África.

Tradicionalmente os ministros da área econômica, como é o caso de Haddad e Alckmin, e o chefe das Relações Exteriores, função que será exercida por Vieira, sempre participam do evento, que é uma vitrine mundial de relacionamento com empresários e governos estrangeiros, com oportunidades de facilitar acordos comerciais entre países. No caso brasileiro, o meio ambiente, área que será comandada por Marina Silva, é um tema de muito interesse internacional. Marina já chefiou a pasta no primeiro governo de Lula e é uma referência mundial na temática.

Quando assumiu a Presidência pela primeira vez, em 2003, Lula participou do evento na Suíça e focou seu discurso no combate à fome. Antes de ir para o país europeu, o petista esteve no Fórum Social Mundial, realizado em Porto Alegre, que é uma espécie de evento alternativo a Davos, mas que perdeu protagonismo nos anos recentes.

Não será a primeira vez que o presidente do Brasil estará ausente do Fórum de Davos. A última vez que um chefe de Estado brasileiro marcou presença foi em 2019, quando o presidente Jair Bolsonaro (PL) foi ao evento e levou consigo seus principais ministros na época, como Paulo Guedes (Economia) e Sergio Moro (Justiça). Em 2020, 2021 e 2022, Bolsonaro não participou e enviou representantes, como Guedes e o vice-presidente Hamilton Mourão.

O então presidente Michel Temer (MDB) não foi ao evento em 2017 porque queria cuidar da articulação para presidência da Câmara, mas participou em 2018. Em 2016, nos meses que antecederam seu impeachment, a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) também se ausentou e enviou o então ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, no seu lugar.

O presidente diplomado, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), confirmou, nesta quinta-feira (22), que o vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB), será o ministro do recriado Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

"Resolvi colocar o meu vice para trabalhar. Alckmin vai ter muito trabalho, mas terá imenso sucesso no MDIC. Com sua capacidade de articulação, ele será extraordinário no MDIC", disse.

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Como mostrou o Estadão/Broadcast, a escolha pelo vice ocorreu após empresários de renome recusarem o convite. Estudioso de assuntos como reforma tributária, Alckmin tem bom trânsito no setor produtivo e, na avaliação de Lula, pode atuar como um facilitador do diálogo do governo com o mundo industrial.

Nos últimos dias, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo e filho do ex-vice-presidente José Alencar, Josué Gomes da Silva, recusou o convite por estar enfrentando um movimento para destituí-lo da Fiesp. Já Pedro Wongtschowski, do Grupo Ultra, não teria aceitado a proposta por não poder abandonar suas atividades privadas.

"Josué me disse que não poderia assumir MDIC porque é presidente da Fiesp em disputa na Fiesp. O (Paulo) Skaf tenta convocar assembleia para tirar Josué", acrescentou Lula.

Gestão

O presidente diplomado também confirmou a ex-secretária do Planejamento na gestão Dilma Rousseff (PT) Esther Dweck como futura ministra da Gestão. Ela participou da transição de governo no grupo de trabalho na área de planejamento. Em 1º de janeiro, Lula vai editar uma Medida Provisória com a nova configuração da Esplanada e o atual Ministério da Economia será dividido em quatro: Fazenda, Planejamento, Gestão e MDIC, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio.

O futuro vice-presidente Geraldo Alckmin será também ministro de Indústria e Comércio. O anúncio será feito nesta quinta-feira (22), pelo presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, que decidiu chamar Alckmin após empresários de renome recusarem o convite. Estudioso de assuntos como reforma tributária, Alckmin tem bom trânsito no setor produtivo e, na avaliação de Lula, pode atuar como um facilitador do diálogo do governo com o mundo industrial.

Nos últimos dias, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Josué Gomes da Silva, e Pedro Wongtschowski, do Grupo Ultra, foram convidados por Lula para comandar Indústria e Comércio, ministério que será recriado, mas não aceitaram. Filho do vice-presidente José Alencar, morto em 2011, Josué é alvo de críticas de um grupo de empresários que quer destituí-lo da Fiesp. Ele disse a Lula que sobreviverá à crise, mas não poderia assumir o ministério como um "derrotado", pois pareceria "refugiado" dentro do governo.

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Dono da Coteminas, Josué alegou, ainda, que teria de se desligar da empresa, caso aceitasse o cargo. Pedro Wongtschowski, que apoiou a candidatura de Simone Tebet (MDB-MS) ao Palácio do Planalto, foi na mesma linha e, segundo apurou o Estadão, alegou não poder abandonar suas atividades.

Desde que saiu do PSDB e aceitou ser vice de Lula, filiando-se ao PSB, Alckmin tem feito reuniões com empresários e especialistas em orçamento. Munido de um caderno universitário, o ex-tucano sempre anota as respostas às suas indagações sobre os problemas do País. Em recentes conversas, Alckmin quis saber dos interlocutores, por exemplo, sugestões para o novo arcabouço fiscal do País e onde era possível cortar gastos do governo. A reforma tributária, as parcerias público-privadas e a nova política industrial planejada por Lula também são temas sempre tratados nas reuniões do ex-governador de São Paulo.

Visto como um curinga na equipe, Alckmin já foi cotado para ser ministro da Fazenda e até da Defesa. As duas pastas, porém, já têm titulares anunciados - Fernando Haddad e José Múcio Monteiro, respectivamente. O vice-presidente eleito sempre se define como um "copiloto" de Lula.

Em janeiro deste ano, o presidente do PT paulista, Luiz Marinho, mostrou desconforto com a aliança entre Lula e Alckmin. À época, Marinho disse ao Estadão que o ex-governador precisaria se mostrar "engolível" se quisesse ser vice na chapa do PT. Nesta quinta-feira, onze meses depois, Marinho será anunciado como ministro do Trabalho e Alckmin, o vice, titular da Indústria e Comércio. Hoje, os dois são amigos.

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou trancar nesta segunda-feira, 19, a ação em que o vice-presidente eleito Geraldo Alckmin (PSB) foi acusado de receber R$ 11,3 milhões da Odebrecht nas campanhas ao governo de São Paulo em 2010 e em 2014. Ele foi denunciado por corrupção passiva, caixa dois e lavagem de dinheiro.

A decisão afirma que a maior parte das provas que fundamenta o processo foi anulada pelo STF. A denúncia tem como base planilhas para controle de propinas encontradas no sistema de informática da empreiteira. Há ainda informações prestadas nos acordos de leniência e de colaboração premiada do Grupo Odebrecht.

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"Não há como deixar de concluir que os elementos de convicção derivados dos sistemas Drousys e My Web Day B, os quais emprestam suporte à ação penal movida contra o requerente, bem assim todos os demais adminículos probatórios que deles decorrem, encontram-se inapelavelmente maculados pela eiva de nulidade, não se prestando, em consequência, para subsidiar a acusação", escreveu o ministro.

As investigações foram abertas a partir da delação de executivos da Odebrecht. De acordo com a denúncia, o cunhado de Alckmin, Adhemar César Ribeiro, e o ex-tesoureiro de campanha, Marcos Monteiro, teriam intermediado os pagamentos. O vice-presidente eleito sempre negou as acusações.

O presidente do Senado e do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), convocou deputados e senadores para a sessão solene de posse do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, e do vice-presidente, Geraldo Alckmin. Ela vai ocorrer no dia 1º de janeiro, às 15 horas, no Plenário da Câmara dos Deputados.

O ato convocatório da sessão solene foi publicado no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (19). Durante a sessão, Lula e Alckmin devem cumprir o ritual da posse nos novos cargos: o juramento e a assinatura do termo de posse.

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*Da Agência Câmara de Notícias

O Senado divulgou nesta quinta-feira(15) o roteiro da posse do presidente da República eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, e do vice-presidente, Geraldo Alckmin. O roteiro divulgado pelo Senado traz os horários previstos para os eventos dentro do Congresso Nacional. Solenidade está marcado para o dia 1º de janeiro na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. O roteiro da posse terá seu primeiro momento às 13h45, no Congresso Nacional.

É a última vez que a cerimônia será nesta data. A partir de 2027, o presidente da República tomará posse no dia 5 de janeiro.

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A saída de Lula e Alckmin do Congresso rumo ao Palácio do Planalto está prevista para ocorrer às 16h20. A expectativa da primeira-dama, Janja Lula da Silva, é que a solenidade no Planalto ocorra durante o pôr do sol, a partir das 17h. Ainda de acordo com ela, a parte da solenidade prevista para ocorrer no Itamaraty deverá ter início às 18h30.

Janja é a responsável pela organização do evento, inclusive da festa que ocorrerá no gramado da Esplanada dos Ministérios, com shows de vários artistas. As apresentações ocorrerão em dois palcos, batizados de Gal Costa e Elza Soares, dois ícones da música brasileira e que faleceram este ano. Entre os artistas esperados para a festa estão Fernanda Abreu, Leoni, Margareth Menezes, Otto, Maria Rita, Gaby Amarantos, Odair José, Martinho da Vila, Chico César e Pablo Vittar.

O público poderá acompanhar da Esplanada o tradicional desfile em carro aberto, no qual Lula percorrerá a pista em frente aos ministérios. Pelos telões, o público também assistirá aos eventos protocolares, como o ato que oficializa a posse, no Congresso Nacional, o pronunciamento e a transmissão da faixa presidencial.

Confira o roteiro da cerimônia de posse no Congresso Nacional:

13h45 às 14h30 - Chegada dos Chefes de Estado e de Governo. Anexo 1 do Senado Federal.

13h30 às 14h30 - Chegada das autoridades e convidados. Salão Branco.

14h20 às 14h30 - Chegada do Presidente e do Vice-Presidente da República eleitos na Catedral Metropolitana de Brasília.

14h30 - Saída do cortejo da Catedral Metropolitana rumo ao Congresso Nacional.

14h40 - Chegada do Presidente e do Vice-Presidente da República eleitos no Congresso Nacional com receptivo dos Presidentes do Congresso Nacional e da Câmara dos Deputados.

15h - Sessão Solene de Posse Presidencial: Abertura da Sessão Solene; Execução do Hino Nacional; Compromisso Constitucional; Leitura e assinatura do Termo de Posse do Presidente e do Vice-Presidente da República eleitos; Pronunciamento do Presidente da República; Pronunciamento do Presidente do Congresso Nacional; e Encerramento da Sessão Solene.

15h50 - Deslocamento do Presidente e do Vice-Presidente da República para a Sala de Audiências da Presidência do Senado.

16h - Saída do Presidente e do Vice-Presidente da República da Sala de Audiências da Presidência do Senado em direção à área externa do Palácio.

16h05 - Início da cerimônia externa de honras militares.

16h20 - Saída do Presidente e do Vice-Presidente da República para o Palácio do Planalto.

Os ex-presidentes Dilma Rousseff e José Sarney compareceram à diplomação do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta segunda-feira, 12. Dilma e Sarney ficaram na primeira fileira do público presente ao evento, de frente para o próprio Lula, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, e demais ministros da Corte. Os dois também foram citados por Lula em seu discurso de agradecimento como "companheiros".

Dilma foi apadrinhada política de Lula, que a indicou como ministra da Casa Civil em seu segundo mandato e a ajudou a ser eleita duas vezes como presidente, além de tê-la apoiado durante o processo de impeachment sofrido.

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Sarney, por outro lado, se tornou aliado de Lula enquanto o partido buscava aumentar sua base política no Congresso. Quadro histórico do MDB, Sarney era senador durante os mandatos do petista e exerceu a presidência da Casa entre 2003 e 2005 e entre 2009 e 2013.

Começou por volta das 14h30 desta segunda-feira, 12, a cerimônia de diplomação do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do seu vice, Geraldo Alckmin. Alexandre de Moraes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foi ovaciado pela plateia ao abrir o evento. A diplomação atesta o resultado da eleição deste ano.

Estão presentes na mesa os demais ministros do TSE, a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Rosa Weber, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, os ministros do TSE, o procurador-geral da República, Augusto Aras, e o presidente da Ordem das Advogados do Brasil (OAB), Beto Simonetti.

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Na primeira fila do plenário lotado, estão a futura primeira-dama, Rosângela da Silva, a Janja, os ex-presidentes Dilma Rousseff e José Sarney e Fernando Haddad, anunciado por Lula como futuro ministro da Fazenda.

O vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin, salientou no final da manhã desta sexta-feira, 9 que a transição, formada por 31 grupos técnicos, foi bastante diversificada. "Foi a transição mais participativa e plural", disse o ex-governador de São Paulo, acrescentando que, após a entrega dos relatórios, na segunda-feira (12), o governo de transição se encerrará.

Alckmin salientou que o relatório final de cada área trará alertas para os primeiros meses do governo, as emergências orçamentárias, sugestões de revogações em cada área e propostas de estrutura para cada área e ações prioritárias.

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O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva acrescentou que foi o governo de transição mais democrático. "Me impressionou a quantidade de voluntários na transição, não utilizamos o dinheiro disponibilizado", salientou.

O vice-presidente eleito Geraldo Alckmin (PSB) afirmou, nessa quinta-feira (7), que será leal ao presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). "Absoluta. Não há meia lealdade", disse em entrevista à GloboNews. "Aliás, eu tenho até uma afinidade. Eu gosto do jeito mais informal do Lula."

Alckmin, no entanto, enfrenta resistências em alas do PT. Petistas citam o impeachment sofrido por Dilma Rousseff, em 2016, tema resgatado na campanha. Michel Temer (MDB), vice que ocupou o Planalto após a queda da petista, foi chamado de golpista por Lula durante um debate.

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Ao falar sobre seu papel no governo, Alckmin afirmou que "quem tem de estar na ribalta é o titular" e que, "sempre que você tem missão difícil, se você puder fazer em dupla, é melhor". Durante a campanha e após o resultado da eleição, Lula deu sinais de que não terá um vice "decorativo" - a começar pelo comando do grupo de transição, que ficou a cargo do ex-governador.

Composição

Alckmin defendeu protagonismo do PT na montagem dos ministérios, mas ponderou que, para governar, é preciso compor alianças. "Claro que o PT terá participação relevante. De outro lado, terá de ter partidos para participar; o governo vai ser plural", afirmou.

O ex-governador defendeu que o Ministério da Defesa seja comandado por um civil e disse acreditar no "profissionalismo" das Forças Armadas. A troca de comando das Forças pode acontecer ainda neste mês, antes da posse de Lula. "Não vai ter problema", afirmou o vice-presidente eleito.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O vice-presidente eleito da República, Geraldo Alckmin (PSB), voltou a defender a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Transição aprovada na quarta-feira, 7, no Senado e que agora segue em negociações na Câmara. Ele disse nesta quinta-feira, 8, em entrevista à GloboNews, que o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) "agiu no sentido de buscar a boa política".

"Política não se obriga, se convence", afirmou Alckmin, destacando que o petista tinha outras formas para conseguir abrir caminho no Orçamento para cumprir promessas de campanha, como pretende por meio da PEC.

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Alckmin ressaltou que "não está sobrando dinheiro". "Você tem o mínimo para suprir educação, habitação, saúde", destacou, ao falar sobre os R$ 145 bilhões em dois anos de ampliação no teto de gastos que estão previstos no texto da PEC.

Reforma tributária

O vice-presidente eleito defendeu a simplificação do regime tributário por meio da aprovação de uma reforma tributária. "Eu defendo uma agenda de competitividade, reforma tributária. A gente precisa simplificar o regime tributário. Precisamos fazer acordos internacionais; o Brasil está isolado", disse.

Crítica a ações contra a democracia

O vice-presidente eleito afirmou ainda que "atentar contra a democracia é crime e tratar dessa forma é coisa de menino mimado, pega o jogo e leva a bola". "É crime e não pode ser tolerado", disse em entrevista à Globonews.

Desde a eleição, manifestantes bolsonaristas insatisfeitos com o resultado do pleito estão em frente a quartéis-generais e pedem por intervenção militar para tentar impedir a posse do presidente eleito, o que é inconstitucional.

O vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB), coordenador da equipe de transição, confirmou que o nome do ministro da Fazenda no governo eleito será anunciado após a diplomação, no próximo dia 12. No entanto, segundo Alckmin, "o importante não são as pessoas; pessoas passam, instituições ficam".

Ao desviar o foco do anúncio do nome do novo ministro, que tem o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) como favorito para ocupar a cadeira, o vice-presidente eleito destacou que é preciso ter "boas instituições" no País.

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Crescimento inclusivo

O vice-presidente eleito destacou que o desafio será proporcionar crescimento no País de maneira inclusiva, com estabilidade e sustentabilidade.

Na avaliação de Alckmin, o que não pode é voltar a inflação. "Porque a inflação não é socialmente neutra, ela tira o que tem do assalariado", pontua ele. "O crescimento com inclusão, estabilidade e sustentabilidade. Esse é o nosso desafio. Não é pequeno mas é factível", disse o vice-presidente eleito, em fala em evento da CBIC.

Alckmin citou um "diálogo permanente" envolvendo emprego e renda. Segundo ele, onde não há emprego, não há oportunidade para as pessoas.

O vice-presidente eleito descartou preocupação com eventual aumento de imposto, reforçando a promessa de simplificação tributária a partir da reforma tributária.

Modelo de saneamento

Alckmin afirmou ainda ser necessário "chamar atenção" para o fato de que outorgas muito elevadas em leilões de saneamento vão levar os compromissos de investimentos a patamares muito baixos.

Para ele, será necessário aperfeiçoar esse modelo. "Qual o equívoco aí? É ótimo ter lei de saneamento e trazer o setor privado. Mas quando se exige outorga altíssima, investimento vai lá para baixo. Você não está fazendo política pública para aumentar saneamento, você está fazendo caixa, aí ou vai ter que aumentar tarifa ou fazer investimento pequeno", disse Alckmin ao participar de evento promovido pela CBIC.

A declaração foi dada em resposta a preocupação de leilões de infraestrutura que exigem um forte desembolso de saneamento, o que tem restringido a participação de empresas menores nos certames. "Eu vejo que tem espaço para todo mundo, e quanto mais estimular pequenas e médias empresas a crescer, melhor (...). Claro que vender água é bom negócio, coletar e tratar esgoto já não é tão simples, mas é necessário. Então vamos ter que aperfeiçoar esse modelo de saneamento, exigindo mais investimento se quiser realmente universalizar", afirmou.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou na noite desta terça-feira, 6, as contas de campanha do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do vice Geraldo Alckmin (PSB). A votação foi unânime.

Os ministros concluíram que todas as receitas e despesas respeitaram a legislação eleitoral. A campanha arrecadou cerca de R$ 135 milhões e gastou aproximadamente R$ 131 milhões.

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O TSE também proclamou a eleição de Lula e Alckmin, já que não há processos de inelegibilidade pendentes. Eles serão diplomados na semana que vem e tomam posse em 1º de janeiro.

O vice-procurador-geral Eleitoral, Paulo Gustavo Gonet Branco, foi a favor da aprovação das contas. Ele disse ao TSE que não encontrou irregularidades nas finanças.

O ministro Ricardo Lewandowski, relator do processo, afirmou que todas as "falhas pontuais" encontradas pela área técnica do TSE foram esclarecidas e estão "plenamente superadas". Ele havia pedido informações adicionais da campanha no final de novembro.

"É comum, durante o exame das contas de campanha, que eventuais inconsistências encontradas pelo órgãos técnico sejam objeto de pedidos de diligência para que sejam devidamente esclarecidas", observou o ministro. "Todas as objeções foram adequadamente superadas pelos documentos complementares ofertados pelos candidatos."

Os técnicos do TSE pediram informações complementares aos candidatos sobre os pontos abaixo:

- Nota fiscal não contabilizada, no valor de R$ 146 mil, para a compra de adesivos. Após o pedido de informações, a campanha justificou que o gasto foi contratado pelo diretório do PT no Rio;

- Comprovação da execução de serviços gráficos no valor de R$ 1,4 milhão. Os candidatos enviaram amostras do material fornecido;

- Duplicidade em gastos com passagens aéreas no valor de R$ 24 mil e em hospedagens no total de R$ 3,8 mil. Os candidatos comprovaram que conseguiram créditos para emissão de novas passagens aéreas após mudanças na programação das viagens de campanha.

Após reunião com o presidente eleito da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, afirmou que o petista expressou na reunião que o vice-presidente eleito Geraldo Alckmin (PSB) não será um vice decorativo, mas um vice atuante.

"Alckmin foi importante e ele reconhece isso, não só durante a campanha, mas no governo", declarou o dirigente após o encontro. "Alckmin pode ajudar em várias áreas, na área administrativa, política, contato com setores importantes da sociedade brasileira", acrescentou.

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De acordo com Siqueira, a reunião foi uma "discussão geral", sem debater a montagem do governo. "Ele agradeceu o papel do PSB durante toda a campanha", relatou.

Pelo lado do governo eleito, participaram da reunião Lula, Alckmin, a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, e o vice-presidente da sigla José Guimarães. Pelo PSB, Siqueira, o líder do partido na Câmara, Bira do Pindaré, prefeito de Recife, João Campos, o governador reeleito do Espírito Santo Renato Casagrande e outras lideranças.

A montagem do governo deve ficar para semana que vem, afirmou Siqueira, após, portanto, a diplomação de Lula e Alckmin. "O presidente não aceitou convite para ir aos Estados Unidos porque precisa montar governo semana que vem", disse o aliado.

Na segunda-feira, o ex-chanceler Celso Amorim, assessor de Lula para relações internacionais, sinalizou que o encontro do presidente eleito com o líder da Casa Branca, Joe Biden, em Washington, seria adiada deste ano para janeiro.

Siqueira ressaltou ainda que, se dependesse do PSB, a Proposta de Emenda à Constituição (PSB) da transição seria encaminhada da forma que foi protocolada pelo senador Marcelo Castro (MDB-PI) em acordo com o governo eleito. O relator da PEC no Senado, Alexandre Silveira (PSD-MG), apresentou seu parecer à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

O vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB), disse nesta quarta-feira, 30, que o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), "não está com pressa de definir ministério", após ser questionado sobre o anúncio do nome que deve ocupar a Fazenda.

"Eu acho que ainda demora um pouquinho mais. O presidente não está com pressa para definir ministério, agora é hora de ouvir bastante", disse, questionado pelo Estadão se o anúncio do ministro da Fazenda será feito ainda nesta semana.

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Segundo ele, Lula está "na fase de ouvir os partidos políticos". A presença de Fernando Haddad em Brasília, com Lula, durante o início desta semana e sua participação na reunião de economia do grupo de transição aumentaram a expectativa de que o anúncio do petista na Fazenda se concretize. Haddad, no entanto, embarcou para São Paulo nesta quarta-feira à noite, para acompanhar a posse da esposa, Ana Estela, como professora titular da USP.

Envolvido nas articulações para aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Transição, Alckmin desconversou ao ser perguntado sobre a possibilidade de diminuir o valor a ficar fora do teto de gastos. "A proposta é o valor apresentado, é excluir o Bolsa Família", disse.

Ele também disse "não ter ouvido" pressão de congressistas para liberar o orçamento secreto, na tramitação da PEC.

Como mostrou o Estadão, o Congresso quer agora usar a PEC, apresentada pela equipe de Lula para liberar recursos, com o objetivo de forçar o governo Bolsonaro a bancar o orçamento secreto no fechamento do ano. As verbas são tratadas como prioritárias para abastecer as campanhas de Lira e Pacheco no comando do Legislativo.

Além disso, o Centrão articula alterar a PEC para incluir uma regra que tornam as emendas secretas impositivas, o que obrigaria o Executivo a fazer os pagamentos e blindaria os repasses de cortes.

Pela primeira vez desde as eleições, o vice-presidente eleito Geraldo Alckmin (PSB) e o vice-presidente e senador eleito Hamilton Mourão (Republicanos-RS) se reuniram, na manhã desta terça-feira (29), de forma presencial no Palácio do Planalto.

Ao Broadcast Político, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, o general Eugênio Pacelli, que comanda o gabinete de Mourão, afirmou que Alckmin e o número dois do presidente Jair Bolsonaro (PL) conversaram por cerca de 40 minutos sobre estrutura e atribuições da Vice-Presidência.

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Mourão e Alckmin conversaram por telefone no dia seguinte às eleições, quando o senador eleito se colocou à disposição do vice do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva na passagem de bastão.

Até o momento, Bolsonaro ainda não reconheceu publicamente sua derrota, não telefonou para Lula, como é praxe, e teve apenas um rápido encontro com Alckmin no Palácio do Planalto.

O vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB), virazilou nas redes sociais ao usar meia listrada verde e amarela, no início da transmissão do segundo jogo da seleção brasileira na Copa do Mundo, contra a Suíça, nesta segunda-feira (28). Essa é segunda vez que as meias dê Alckmin vira assunto no Twitter.

"Pausa aqui para torcer pela nossa seleção com as meias que a Lu Alckmin colocou na mala", escreveu o vice-presidente eleito, se referindo à sua esposa, Maria Lúcia Alckmin.

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Com a publicação, internautas entraram na brincadeira, chamando ele de “estiloso" e "muito chique". "Suas meias são o máximo. Diga a Dona Lu que aumente o estoque e seja ousada", respondeu um usuário do Twitter.

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Um hotel cinco estrelas no Guarujá (SP) foi o cenário para o encontro de nomes da transição do governo eleito, de Luiz Inácio Lula da Silva, com a classe empresarial. Durante dois dias, aliados do petista tentaram justificar a cacofonia divergente no grupo, enquanto empresários e executivos buscavam maior proximidade com cotados para a Esplanada dos Ministérios.

Braço direito do vice-presidente eleito Geraldo Alckmin (PSB) e um dos coordenadores da equipe de transição, Floriano Pesaro usou termos empresariais para tentar explicar as dificuldades enfrentadas em Brasília: "Estamos trocando o CEO desta empresa chamada Brasil", disse.

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Emídio de Souza (PT-SP), deputado estadual eleito e amigo de Lula, emendou: "Floriano falou que é uma empresa constituída para funcionar 50 dias, o problema é que uma empresa, até funcionar redonda, demora um bocado". Ruídos entre os integrantes têm atrapalhado a articulação da PEC da Transição.

A ideia, disse Emídio, é fazer o diagnóstico e traçar o plano para os primeiros cem dias de governo. "Não é uma babel, é a frente que o Brasil precisa neste momento."

A escalação dos participantes incluiu o economista Gabriel Galípolo, o médico Roberto Kalil, os advogados Marco Aurélio Carvalho, Cristiano Zanin e Pierpaolo Bottini, a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), o governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), e o presidente do PSD, Gilberto Kassab.

Dividiram os corredores com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Para evitar o que aconteceu em Nova York, quando ministros foram hostilizados por bolsonaristas, a calçada do hotel foi protegida por grades.

Guinada

Organizado pelo Esfera Brasil, think tank fundado pelo empresário João Camargo e atualmente comandado por sua filha, Camila, o evento mostrou a virada no posicionamento de parte da classe empresarial após a vitória de Lula. Considerado mais alinhado ao presidente Jair Bolsonaro, Camargo pediu, no palco, que empresários se juntem a ele para aplaudir os representantes do governo Lula. "A eleição foi democrática, ganhou honestamente, nós temos de apoiar."

O novo momento da política nacional permitiu a realização de uma conferência na qual as críticas à Operação Lava Jato dominaram o debate. Coube ao ministro do STF Luís Roberto Barroso levantar um óbice ao tom crítico do painel. Depois de ouvir de Zanin, que defendeu Lula, que a investigação tornou o sistema jurídico brasileiro instável, o ministro rebateu: "Não há segurança jurídica num quadro de corrupção sistêmica e institucionalizada. Precisamos enfrentar a naturalização das coisas erradas que havia no Brasil".

Outro ministro do STF presente, Ricardo Lewandowski chamou a atenção pelo tom político do discurso e por uma reunião reservada de quase 40 minutos com Alckmin. No pronunciamento público, defendeu a pacificação do País e se mostrou afinado com os principais pontos dos discursos de Lula. O vice, nome mais aguardado do evento, quase faltou. A decisão de não desistir da viagem ao Guarujá atendeu a um apelo de Lula.

O vice-presidente eleito Geraldo Alckmin teve negado o pedido feito ao presidente do Conselho Deliberativo Nacional do Sebrae, José Roberto Tadros, para que adiasse para fevereiro de 2023 as eleições na instituição, marcadas para este mês. Embora Alckmin desejasse que o processo - que elege conselheiros para um mandato de quatro anos - ocorresse na gestão do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, o Estadão apurou que a diretoria do Sebrae não vai atender o pedido porque o processo já está em andamento.

Na carta que Alckmin enviou a Tadros na quinta-feira (24), o vice-presidente eleito elogia a importância do Sebrae no empreendedorismo nacional e afirma que "a retomada do crescimento econômico e a implementação de uma agenda de redução de desigualdades depende, em grande medida, da força do empreendedor brasileiro, foco da permanente atuação do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) ao longo de décadas".

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Alckmin conclui o ofício com a afirmação de que "a equipe de Transição requer o adiamento do processo eleitoral em curso, que impacta diretamente os membros da Diretoria Executiva do Sebrae Nacional, com consequente prorrogação dos mandatos respectivos, preferencialmente até fevereiro de 2023, já que a harmonia entre setor produtivo e Poder Público é imprescindível para a promoção da pauta do empreendedorismo e do fortalecimento de micro e pequenas empresas."

A reportagem apurou que, apesar das argumentações de Alckmin, o Sebrae não deve alterar a data de suas eleições, sejam estaduais ou nacional. Não há, por parte da instituição, nenhuma animosidade ou resistência em relação ao governo eleito. O que se impõe, no entanto, é a continuidade de um processo que já teve início e que tem suas regras previstas no estatuto nacional da entidade.

As eleições estaduais do Sebrae começaram no dia 16 de novembro e, até o momento, 13 Estados já escolheram os seus gestores. Outras 14 diretorias regionais deverão concluir suas eleições regionais até o dia 15 de dezembro. O mandato é de quatro anos. As eleições para presidente da instituição e para sua diretoria executiva estão marcadas para a próxima terça-feira (29).

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