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O surgimento do novo coronavírus tem deixado o mundo em alerta, principalmente, após a doença infectar mais de 10 mil pessoas ao redor do globo. Porém, a epidemia acabou revivendo um jogo que tem muito a ver com o momento: Plague Inc. O game de estratégia, em que o objetivo é eliminar a humanidade com uma super doença criada, modificada e espalhada pelo jogador, é o jogo mais baixado na Apple Store, na categoria de games pagos.

Para jogar basta escolher entre alastrar um vírus, uma bactéria, um fungo ou outra praga, desviar-se de ações de governos e da comunidade internacional que tentam conter a praga e transformá-la em uma pandemia global. O game tem uma interface simples, resumida em um mapa mundo em que a partir do "paciente zero", você deve desenvolver uma doença letal. A corrida contra os cientistas que tentam descobrir a cura é o seu maior obstáculo.

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Apesar das semelhanças com o que está acontecendo atualmente, os desenvolvedores do game fizeram questão de lembrar que, apesar de ser um jogo que tem como intuito espalhar doenças pelo mundo, Plague Inc. ainda é apenas uma brincadeira. É possível baixá-lo gratuitamente na Play Store ou por R$ 1,90 se seu telefone for iOS. Ele não precisa de conexão à internet para funcionar.

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Confira o comunicado da Ndemic Creations:

“O surto de coronavírus na China é profundamente preocupante e recebemos muitas perguntas de jogadores e da mídia. A Plague Inc. está no mercado há oito anos e sempre que há um surto de doença, vemos um aumento de participantes, à medida que as pessoas buscam descobrir mais sobre como as doenças se espalham e entender as complexidades dos surtos virais.

Nós projetamos o jogo especificamente para ser realista e informativo, sem sensacionalizar problemas sérios do mundo real. Isso foi reconhecido pelo CDC e outras organizações médicas líderes em todo o mundo.

No entanto, lembre-se de que o Plague Inc. é um jogo, não um modelo científico, e que o atual surto de coronavírus é uma situação muito real que está impactando um grande número de pessoas. Nós sempre recomendamos que os jogadores obtenham suas informações diretamente das autoridades de saúde locais e globais”.

Embora cada doença rara afete, por definição, um pequeno número de pessoas, no total mais de 300 milhões de pessoas vivem hoje com uma patologia desse tipo, ou seja, 4% da população mundial, de acordo com a primeira estimativa sobre o fenômeno.

"Portanto, doenças raras não são tão raras se forem tomadas coletivamente e a aplicação de políticas de saúde pública eficazes nos níveis global e nacional seria justificada", afirmaram nesta quinta-feira pesquisadores do Instituto Nacional de Saúde e Pesquisa Médica (Inserm) da França.

Uma doença é considerada rara quando não afeta mais de 5 em 10.000 pessoas, lembra o instituto de pesquisa francês. Até o momento, estimar sua prevalência se mostrou difícil devido à falta de dados.

Os pesquisadores franceses usaram a base da Orphanet, criada e coordenada pelo Inserm, "que contém o maior número de dados epidemiológicos sobre essas patologias".

O número de 300 milhões é "provavelmente uma estimativa baixa da realidade", estima Ana Rath, diretora da Orphanet, porque "a maioria das doenças raras não são rastreáveis nos sistemas de saúde e não há registros nacionais na maioria dos países".

Sua equipe também mostrou que das mais de 6.000 doenças identificadas na Orphanet, 149 são responsáveis por 80% dos casos de pacientes com condições incomuns. Por outro lado, 72% são de origem genética e 70% começam na infância.

Ter essas estimativas é importante "para definir prioridades em termos de políticas de saúde e pesquisa, conhecer o peso dessas doenças, adaptar o atendimento ao paciente e, de maneira mais geral, promover uma verdadeira política de saúde pública sobre doenças raras", explicam os autores do estudo.

O trabalho foi publicado em 16 de setembro no European Journal of Human Genetics.

Estudo que aponta para o risco de pandemias globais de doenças graves como Ebola, influenza e a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS) será apresentado na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), nesta terça-feira (24).

O relatório A World At Risk (Um mundo em risco) é o primeiro documento anual elaborado pelo órgão independente Global Preparedness Monitoring Board - GPMB (Conselho de Monitoramento da Preparação Global). O órgão foi lançado em maio de 2018, pelo Banco Mundial e pela Organização Mundial da Saúde (OMS), e é formado por 15 membros, entre líderes políticos, chefes de agências e especialistas de vários países.

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Segundo o relatório, questões como conflitos prolongados, estados frágeis e migrações forçadas favorecem a rápida circulação de vírus letais em todo o mundo, bem como as mudanças climáticas, a crescente urbanização e a falta de água tratada e de saneamento básico.

De acordo com a co-presidente do GPMB, Gro Harlem Brundtland, os líderes mundiais têm respondido às emergências em saúde com ciclos de pânico e negligência.

Ações urgentes

“Está mais do que na hora de trabalhar em ações urgentes e continuadas. Isso deve incluir aumento do financiamento em níveis locais, nacionais e internacionais para evitar a propagação de surtos. Também exige que os líderes tomem medidas proativas para fortalecer os mecanismos de coordenação e de preparação entre os governos e a sociedade para responder rapidamente a uma emergência.”

Segundo o documento, se o mundo enfrentasse um surto como a pandemia de Influenza de 1918, o vírus poderia se espalhar globalmente em 36 horas e o número de vítimas fatais poderia chegar a 80 milhões de pessoas. Conhecida como Gripe Espanhola, estima-se que a pandemia de 1918 infectou 500 milhões de pessoas, um terço da população mundial na época, com 50 milhões de mortes, o equivalente a cerca de 3% da população.

O relatório alerta que uma pandemia nessas proporções na atualidade pode destruir 5% da economia global, além de colapsar muitos sistemas nacionais de saúde, atingindo as comunidades mais pobres. De acordo com o levantamento, entre 2011 e 2018 a OMS acompanhou 1.483 eventos epidêmicos em 172 países, de doenças como Ebola, Zika, SARS e febre amarela. No Brasil, foram detectadas no período epidemias de febre amarela, malária e Zika.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que os surtos mais graves de doenças como Ebola, cólera e sarampo geralmente ocorrem nos locais que possuem os sistemas de saúde mais fracos.

“Como líderes de nações, comunidades e agências internacionais, devemos assumir a responsabilidade pela preparação de emergências e prestar atenção às lições que esses surtos estão nos ensinando. Temos que tomar medidas preventivas antes que eles aconteçam.”

O texto destaca que algumas providências foram tomadas após o surto de Ebola de 2014 na África Ocidental, que infectou 28,6 mil pessoas e fez 11,3 mil vítimas fatais, principalmente em Serra Leoa, Guiné e Libéria. Segundo o relatório, o custo econômico e social da epidemia na região foi de 53 bilhões de dólares.

A OMS decretou o fim do surto em janeiro de 2016, porém, um novo foi detectado em agosto de 2018 na República Democrática do Congo e já registrou 2,6 mil casos, com 1,8 mil mortes, segundo dados da OMS.

O relatório A World At Risk diz que, em julho de 2019, 59 países desenvolveram um Plano de Ação Nacional para Segurança da Saúde, mas, até o momento, nenhum deles foi totalmente financiado.

Brasil

No Brasil, após a pandemia de influenza de 2009, o governo lançou, em 2010, a Estratégia Nacional de Vacinação Contra o Vírus da Influenza Pandêmica (H1N1). Na época, chamada de gripe suína, a pandemia de 2009 matou 18,5 mil pessoas no mundo todo. Porém, um estudo publicado pela revista médica The Lancet Infectious Diseases aponta que o número de mortes pode estar entre 151,7 mil e 575,4 mil entre os anos de 2009 e 2010.

O Brasil registrou 50.482 casos em 2009, com 2.060 mortes por influenza A/H1N1, segundo dados do Ministério da Saúde. Após o início da vacinação, em 2010 foram 973 casos da doença e 113 mortes. Em 2011, os números caíram para 181 casos e 21 mortes.

O diretor da Divisão de Ensaios Clínicos e Farmacovigilância do Instituto Butantan, Alexander Precioso, destaca a importância da estratégia brasileira de imunização para controlar os surtos de doenças infectocontagiosas transmitidas por vírus.

“O Instituto Butantan foi identificado como um produtor de vacinas de influenza estratégico e recebe apoio técnico e financeiro para produzir lotes de vacinas de determinadas cepas de vírus influenza que teriam o potencial de causar pandemia. Ocorreu no passado com o vírus Influenza H5N1, depois com o H1N1 e finalizamos este ano o estudo clínico de outro vírus influenza potencialmente pandêmico que é o H7N9”.

Segundo Precioso, o vírus H7N9 ainda não se disseminou de forma alarmante entre seres humanos, tendo ocorrido predominantemente entre animais. Porém, o monitoramento internacional da OMS identificou o H7N9 como tendo potencial para desenvolver um comportamento de rápida disseminação levando a uma potencial pandemia.

O diretor reitera que a vacinação é uma ação emergencial para ajudar a conter surtos, mas deve ser coordenada com outras medidas importantes para evitar uma epidemia.

“Não é só ter a capacidade de produzir vacinas, mas é ter todo um contexto de políticas de saúde que vão abordar as diversas áreas que possam contribuir para o controle de uma determinada pandemia. Exemplos: disponibilidade de ter a vacina, acesso aos serviços que podem imunizar, condições mais gerais que a população se encontra. É muito mais fácil você controlar uma pandemia em uma sociedade onde questões de saneamento e nutrição são adequados do que em regiões precárias.”

Atualmente, o Brasil tem enfrentado o aumento de casos de sarampo e de dengue, iinformou.

Recomendações

O relatório A World At Risk traz sete recomendações urgentes para os líderes mundiais se prepararem para enfrentar emergências em saúde. A primeira é se “comprometer com a prevenção, implementando integralmente o Regulamento Sanitário Internacional e aumentando o investimento em prevenção como parte integrante da segurança nacional e internacional.”

A segunda é o compromisso político de países e de organizações intergovernamentais regionais para cumprir o financiamento para prevenção e monitorar o progresso nas reuniões anuais. O relatório indica que todos os países construam “sistemas resistentes de prevenção”, com coordenadores de alto nível e prioridade para o envolvimento da comunidade.

Os países, doadores e instituições multilaterais “devem se preparar para o pior cenário de uma pandemia de vírus respiratório em rápida evolução”, promovendo pesquisas e o desenvolvimento de novas vacinas e medicamentos, com compartilhamento rápido de informações. As organizações internacionais de financiamento devem integrar o tema a seus planejamentos e sistemas de incentivos, assim como os financiadores de assistência ao desenvolvimento de países mais pobres e vulneráveis.

O relatório recomenda que a ONU fortaleça a prevenção e a coordenação da resposta a epidemias internacionalmente.

 

Os registros de uma doença respiratória ainda sem causa definida identificada nos Estados Unidos deflagraram um alerta entre médicos brasileiros. A Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia divulgou um comunicado para que profissionais fiquem atentos caso recebam pacientes com náuseas, tosse, falta de ar e dor na região do tórax, sobretudo se forem usuários de cigarros eletrônicos.

Há indícios relacionando os mais de 450 casos já registrados nos Estados Unidos com o uso de tais aparelhos. A sociedade sugeriu que médicos brasileiros avisem os pacientes sobre os potenciais riscos desses utensílios.

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Diagnosticado com pneumonia no início do mês, o publicitário Pedro Ivo Brito, de 29 anos, teve o quadro agravado por fazer uso do dispositivo. Há um ano, o design sofisticado do cigarro atraiu sua curiosidade. "Quando eu disse que fazia uso do cigarro eletrônico no hospital, os médicos falaram que não era o único motivo, mas que agravou o meu quadro."

O publicitário ficou internado por cinco dias no Hospital Beneficência Portuguesa, em São Paulo, e teve de passar até por uma cirurgia torácica para drenar a água que estava nos pulmões.

Brito começou a fumar cigarro comum aos 15 anos. O eletrônico, conheceu há um ano, nos Estados Unidos. "Em Miami, é comum ver as pessoas fumando cigarro eletrônico até nas ruas. Nunca foi minha intenção substituir o cigarro comum pelo eletrônico. Só que comecei a fumar mais o eletrônico. Comprei o cigarro eletrônico e um kit com quatro pods - também conhecidos como cartuchos. Paguei US$ 80 (R$ 328) pelo cigarro e US$ 20 (R$ 82) pelos pods", conta. "O pod permite fazer misturas de substâncias e sabores, mas nunca fiz."

Para ele, o trauma foi o melhor tratamento para abandonar os dois tipos de cigarros. "É um novo momento na minha vida. Estou focado em esporte e alimentação. Já me desfiz do cigarro eletrônico. Dei para uma amiga que é artista plástica e vai fazer uma obra para simbolizar os riscos para a saúde. Não desejo a ninguém o que eu passei."

Estados Unidos

Não há até agora registros oficiais no Brasil ou casos suspeitos de doenças relacionadas ao uso do aparelho comunicados à Sociedade de Pneumologia e Tisiologia. Nos Estados Unidos, autoridades sanitárias e pesquisadores internacionais fizeram uma força-tarefa para tentar identificar o que levou, sobretudo jovens, a apresentar insuficiência respiratória grave. Por enquanto, um dos únicos pontos que ligam os pacientes são as "vaporadas" em cigarros eletrônicos. Parte deles relatou ter usado o aparelho para inalar THC, uma das substâncias presentes na maconha, adicionada a óleos, principalmente acetato de vitamina E. Essa substância, uma vez inalada, fica depositada no pulmão, obstruindo a passagem do oxigênio.

Parte dos usuários considera o alerta um exagero. "Se for esse realmente o problema, o uso do aparelho foi incorreto", conta o assistente técnico Rodrigo Anterio, que começou a usar cigarros eletrônicos há sete anos para substituir o cigarro comum. "O uso de THC nunca foi o objetivo desse aparelho." Especialistas também estudam o efeito do propilenoglicol, substância usada para produzir o efeito de fumaça.

Para o policial militar Daniel Montenegro, de 35 anos, ainda há poucos dados para assegurar que o aparelho está associado aos problemas de saúde identificados nos Estados Unidos. Montenegro lembra quando substituiu o cigarro pelo vape: outubro de 2016. "Fumava meio maço de cigarro. Ao fazer a migração, tive uma melhora no meu estado de saúde."

O entusiasmo dos usuários não é seguido pela comunidade médica. Ainda em junho, a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou um documento afirmando que cigarros eletrônicos são, sem sombra de dúvida, prejudiciais. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Desconfiança, informações falsas que circulam nas redes sociais e deficiências nos sistemas de saúde nos países pobres estão por trás da estagnação da cobertura mundial de vacinação e do aumento de doenças como o sarampo.

- Atual estado da vacinação mundial -

Atualmente, a vacinação mundial está "perigosamente" estagnada, de acordo com o relatório anual publicado em julho pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

Em 2018, 19,4 milhões de crianças menores de um ano não receberam a vacina básica contra difteria, tétano e coqueluche (DTP) ou a vacina contra o sarampo.

"Isso significa que mais de uma em cada dez crianças não recebem todas as vacinas de que precisam", explicou uma autoridade da OMS, Kate O'Brien, ao apresentar o relatório.

Cerca de dois terços dessas crianças não vacinadas vivem em 10 países: Angola, Brasil, Etiópia, Índia, Indonésia, Nigéria, Paquistão, Filipinas, República Democrática do Congo e Vietnã.

Globalmente desde 2010, a taxa de cobertura para vacinação contra DTP e sarampo estagnou em 86%. Apesar de ser um número "alto", é "insuficiente", de acordo com a OMS, que aponta que a marca de 95% teria de ser alcançada para proteger contra epidemias.

Para o sarampo, essa taxa cai para 69% se forem levadas em consideração as duas doses recomendadas da vacina.

A OMS estima que a vacinação permite atualmente evitar de 2 a 3 milhões de mortes anuais.

No entanto, "1,5 milhão de mortes adicionais poderiam ser evitadas se a cobertura global melhorasse".

- As consequências -

O mais espetacular é o forte aumento do número de casos de sarampo no mundo.

Mais de 360.000 casos foram declarados em janeiro, o número "mais alto" desde 2006, segundo a OMS.

Embora muitas vezes benigna, essa doença viral extremamente contagiosa pode ter complicações graves: respiratórias (infecções pulmonares) e neurológicas (encefalite), especialmente em pessoas frágeis.

Antes da chegada das vacinas na década de 1970, estima-se que o sarampo matava entre 7 e 8 milhões de crianças por ano no mundo.

Entre 2000 e 2016, o número de mortes por sarampo diminuiu graças às campanhas de vacinação, de 550.000 para 90.000, segundo a OMS. Mas aumentou para 110.000 em 2017.

- Razões da estagnação -

Há duas razões principais: desconfiança das vacinas especialmente nos países ricos, e problemas de acesso às vacinas nos pobres.

A França, pátria do pioneiro da vacinação Louis Pasteur, é o país mais desconfiado: um em cada três franceses não acredita que as vacinas sejam seguras, de acordo com um estudo mundial publicado em junho pelo instituto de pesquisa Gallup da ONG médica britânica Wellcome.

Gabão, Togo, Rússia e Suíça seguem a França no ranking de desconfiança. Segundo o estudo, essa suspeita é generalizada nos países ricos, especialmente na Europa.

Por outro lado, em Bangladesh ou Ruanda, quase toda a população afirma confiar nas vacinas.

"Nesses países, existem mais doenças contagiosas e seus habitantes, sem dúvida, percebem o que acontece quando você não é vacinado", disse à AFP Imran Khan, principal autor do estudo.

- Por que esta desconfiança ? -

Muitos "anti-vacinas" se apoiam numa publicação de 1998 que ligava a vacina tríplice viral (sarampo-rubéola-caxumba) ao autismo. No entanto, foi estabelecido que seu autor, o britânico Andrew Wakefield, falsificou os resultados e vários estudos mostraram desde então que a vacina não aumentava o risco de autismo.

Mas essa teoria continua a se espalhar graças principalmente às redes sociais.

A desconfiança também pode ser motivada por razões religiosas.

O estado de Nova York, que enfrenta o ressurgimento do sarampo em áreas com grande população de judeus ortodoxos, votou em junho pelo fim das isenções religiosas que os pais poderiam invocar para contornar as vacinas obrigatórias nas escolas.

No Afeganistão e no Paquistão, a vacina contra a poliomielite é alvo do Talibã e de alguns líderes religiosos. Segundo eles, as vacinas são uma conspiração ocidental projetada para esterilizar crianças muçulmanas ou minar sua fé no Islã.

Na República Democrática do Congo, uma gravação de áudio circulou este ano nas redes sociais pedindo ataques aos profissionais que vacinam contra o ebola, cuja epidemia já deixou mais de 2.000 mortos.

Segundo a OMS, a desconfiança das vacinas é uma das 10 ameaças à saúde global, juntamente com a poluição, o ebola e o vírus da aids, entre outras.

Sarampo, poliomielite, doença de chagas, febre amarela e até mesmo HIV são doenças trasmitidas por vírus aos seres humanos. O programa especial do Vai Cair No Enem desta terça-feira (10) já está no ar e aborda as formas que patologias em evidência no Brasil podem ser tema de questões do Exame Nacional do Ensino Médio.

Nesta edição do programa, a apresentadora Thaliane Pereira recebe o professor Carlos Bravo para uma conversa sobre o assunto. O Vai Cair no Enem é um produzido em parceria com o LeiaJá e conta com a apoio na UNINASSAU. Confira abaixo o vídeo da aula de biologia. 

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Na última segunda-feira (12), o ator João Carlos Barroso morreu aos 69 anos, vítima de um câncer de pâncreas. Com 58 anos de carreira, ele interpretou personagens em novelas da Globo e nos programas humorísticos "Zorra Total" e "Os Trapalhões". Seu trabalho mais recente na teledramaturgia foi em 2016, na novela "Sol Nascente".

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de pâncreas apresenta alta taxa de mortalidade por conta do diagnóstico tardio. No Brasil, é responsável por cerca de 2% de todos os tipos de câncer diagnosticados e por 4% do total de mortes causadas pela doença. "Por ser uma das doenças que têm o maior índice de mortalidade dos tumores do aparelho digestivo, o diagnóstico precoce e o tratamento rápido são essenciais", ressalta o cirurgião gastro oncológico e médico chefe de cirurgia no Hospital Sírio-Libanês, Marcos Belotto.

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A melhor maneira de prevenir as doenças de pâncreas é assumir um estilo de vida saudável. Segundo o especialista, evitar o consumo de tabaco e controlar a obesidade, são fatores que ajudam a prevenir doenças. "As doenças que podem afetar o pâncreas são os cistos pancreáticos e o câncer de pâncreas", afirma Belotto.

Os sintomas de patologias no pâncreas são perda de peso, dores nas costas e no estômago, perda de apetite, indigestão, mudança de hábitos intestinais, cansaço e anemia. Porém, o recomendado é procurar um especialista e verificar os possíveis tratamentos. "Os cistos precisam ser avaliados, quanto tem potencial de malignidade ele é cirúrgico, quando não, pode ser expectante. Já o câncer de pâncreas pode ser feito tratamentos de quimioterapia e radioterapia e até mesmo cirurgias", explica o especialista.

Nesta semana, a atriz Daniela Escobar publicou em seu perfil no Instagram que foi mordida por um de seus cinco gatos e que quase perdeu a mão. O post teve grande repercussão na rede social, pois ela afirmou que, apesar de seus animais de estimação serem saudáveis, a saliva da espécie possui bactérias que podem ser agressivas para o ser humano.

Segundo o médico veterinário Carlos Moraes, a afirmação da atriz está correta, mas não só a saliva dos gatos transmitem bactérias, como a de vários animais e também de humanos. "É importante manter a saúde bucal dos bichinhos de estimação em dia, escovar os dentes dos animais diariamente com produtos específicos. Frequentar um veterinário, de preferência odontologista, também é necessário", explica.

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Os animais de estimação transmitem doenças por meio da saliva, contato com as fezes ou pulgas e carrapatos infectados, porém é raro que isso aconteça. Mesmo assim, pessoas com sistema imunológico comprometido precisam ficar atenta. "Pessoas em tratamento de quimioterapia, idosos já debilitados e quem realiza tratamento com medicamentos que alteram o sistema imunológico podem ser alvos de infecções", ressalta Moraes.

Os esforços para aumentar a cobertura de vacina contra doenças letais estão estagnados - anunciou a ONU nesta segunda-feira (15), muito preocupada, em particular frente à epidemia de sarampo.

Em seu relatório anual sobre os índices globais de vacinação, a Organização Mundial de Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) mostram que, em 2018, quase 20 milhões de crianças não receberam vacinas para evitar doenças que podem levar à morte.

"Isso significa que mais de uma criança a cada dez não recebe a totalidade das vacinas, de que necessita", explicou a diretora do Departamento de Imunização e Vacinas da OMS, Kate O'Brien, na apresentação do relatório anual sobre vacinação.

Pela primeira vez, as estatísticas anuais da ONU levam em conta a vacina contra os papilomavírus humanos (HPV), usado antes do início da vida sexual para proteger contra o câncer de colo de útero.

No último ano, 90 países - desenvolvidos, em sua maioria - integraram o HPV a seus programas nacionais. Segundo a ONU, esta vacina está disponível para uma menina em cada três no mundo.

Apesar dos sinais de progresso em relação ao HPV, os dados referentes ao conjunto de vacinas mostram que há uma "perigosa estagnação das taxas de vacinação no mundo, devido a conflitos, às desigualdades e a uma complacência", acrescenta a ONU.

A taxa de cobertura mundial para a vacinação de base contra difteria, tétano e coqueluche (DTP) e sarampo se encontra estagnada desde 2010, em 86%.

Esse índice permanece "elevado", mas "insuficiente", de acordo com a ONU, preocupada, sobretudo, com a extensão da epidemia de sarampo. No ano passado, 350.000 casos de sarampo foram registrados no mundo, ou seja, mais do que o dobro do que em 2017.

Os primeiros números referentes a 2019 são desanimadores. Os casos de sarampo no mundo quadruplicaram no primeiro trimestre de 2019, na comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo a OMS.

"As razões dessas epidemias são muito diversas, mas a primeira causa é que crianças vivem em comunidades onde a vacina antissarampo é insuficiente, e que crianças, individualmente, não são imunizadas", declarou O'Brien, advertindo contra a "proliferação de falsas informações" sobre esta vacina.

Nos países ocidentais, os movimentos "antivacina" se apoiam em um artigo de 1998, que relaciona vacina contra sarampo e incidência de autismo. A OMS já rebateu essas críticas diversas vezes, e se descobriu que o autor da publicação, o britânico Andrew Wakefield, falseou seus resultados.

Uma pesquisa da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina laboratorial (SBPC/ML), realizada entre março e abril nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, apontou que 72% dos pacientes com doenças crônicas só descobriram a doença após o aparecimento dos sintomas.

O presidente da SBPC/ML, Wilson Shcolnik, alerta que quando os pacientes apresentam sintomas é sinal que a patologia já está instalada. "A população não está realizando exames clínicos e laboratoriais básicos como forma de prevenção, mas sim de diagnóstico", explica.

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A pesquisa revelou também que a maioria (96%) considera exames laboratoriais importantes para a prevenção, mas só 17% dos pacientes acham que os médicos solicitam mais exames que o necessário. Metade dos entrevistados (51%) acredita que poderia ter procurado ajuda médica com antecedência para evitar a doença ou retardá-la.

Shcolnik ressalta que os testes descartam ou afirmam hipóteses de diagnostico, eles apontam para a necessidade de uma investigação mais detalhada e auxiliam os especialistas com ações que podem evitar a manifestação da doença ou mesmo para diagnósticos precoces, aumentando as chances de tratamento e cura.

Está chegando a época mais fria do ano, o inverno. Na estação, as pessoas costumam ficar em ambientes com menos ventilação, mais quentinhos, o que também facilita a propagação de vírus e bactérias que podem causar inúmeras doenças, entre elas gripe, resfriados, amidalite, bronquite e sinusite, entre outras.

Essas doenças causam sintomas desagradáveis, alteram a rotina no trabalho, levando à faltas, e ainda pesa no bolso com o gasto com medicações. Portanto, todo cuidado é pouco, sobretudo com crianças, idosos e portadores de doenças crônicas, que tem a imunidade comprometida. "Caso essas doenças da estação não sejam cuidadas, podem evoluir para pneumonias e pioras dos quadros de enfisema pulmonar com alto risco de morte", ressalta o cirurgião torácico do Hospital São Francisco de Mogi Guaçu, Guilherme Dalle Vedove Barbosa.

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O mais indicado para a prevenção das doenças é uma boa alimentação, hidratação, prática de atividades físicas, boa noite de sono para fortalecer o corpo, além de evitar o consumo de bebidas alcoólicas e de cigarro. "Lembrar sempre do que nos diziam nossas avós e evitar exposição excessiva ao frio. Nas pessoas portadoras de alergias respiratórias ou doenças pulmonares, é preciso supervisão médica frequente, tratamento precoce dos sintomas e vacinação", afirma Barbosa.

Em casos de sintomas de alguma doença, o correto é procurar um médico para que seja feito o diagnóstico correto e indicado o melhor tratamento. Não é recomendada a automedicação. "Pessoas que sofrem com rinites, bronquites e as sinusopatias precisam ter uma cautela maior. Em um subgrupo específico, a baixa temperatura piora muita os sintomas dessas doenças", conclui.

Nem só de redes sociais e polêmicas se faz o Facebook. A empresa de Mark Zuckerberg lançou, na última segunda-feira (20), três mapas digitais que devem ajudar organizações sem fins lucrativos e universidades que trabalham com saúde pública, a mapear e enfrentar surtos de doenças, além de alcançar comunidades vulneráveis com mais precisão.

Os mapas são divididos em densidade populacional com estimativas demográficas, movimento populacional e mapas de cobertura de rede. O intuito é entender onde as pessoas vivem, como se locomovem e se possuem conectividade. Mas engana-se quem pensa que essa coleta é feita apenas pelos dados disponibilizados na rede social da empresa.

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Para realizar o projeto com precisão o Facebook utiliza imagens de satélite e dados de censos, resultado de diversas parcerias com universidades, ONGs e empresas públicas e privadas, para construir os mapas. Os Serviços de Localização da rede social, que fornece dados quando há o acesso aos perfis pessoais, também servirão para complementar os dados.

O resultado é o mapeamento não apenas da estimativa do número de pessoas que vivem nas localizações acessadas, mas também dados demográficos, incluindo o número de crianças menores de cinco anos, mulheres em idade reprodutiva e divisões por idade, gênero, etc. Para acessar os mapas de densidade populacional basta acessar a página Humanitarian Data Exchange.

Uma das campanhas de saúde no quinto mês do ano é o maio roxo, que alerta e conscientiza sobre as doenças inflamatórias intestinais (DIIs), sendo o dia mundial lembrado em todo dia 19 de maio. A doença de Crohn e a retocolite ulcerativa são duas das DIIs mais comuns e os sintomas envolvem dor abdominal, perda de peso, diarreia e sangramento retal.

O ator Tyler James Williams, que conquistou sucesso ao interpretar o protagonista da série Todo Mundo Odeia o Chris, sofre com a síndrome de Crohn e usou as redes sociais, em abril, para desabafar sobre seu estado de saúde.

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As doenças inflamatórias intestinais prejudicam significativamente a vida de 78% dos pacientes, segundo a pesquisa Jornada do Paciente com DII, feita pela Associação Brasileira de Colite Ulcerativa e Doença de Crohn (ABCD) com mais de 3 mil brasileiros afetados por essas condições.

Reconhecer os sintomas para o diagnóstico e o início do tratamento adequado são essenciais para proporcionar o bem-estar das pessoas. Para esclarecer as principais dúvidas sobre o tema, a gastroenterologista Marta Machado, presidente da ABCD, responde dez questões sobre as DIIs.

A retocolite ulcerativa e a doença de Crohn são iguais?

Não. As duas principais enfermidades que compõem o grupo das DIIs são inflamatórias, crônicas, sem cura e podem ter diversos fatores de origem. Entretanto, são enfermidades distintas. A doença de Crohn pode acometer desde a boca ao ânus, atingindo todas as camadas do trato digestivo e, por isso, pode evoluir para perfuração e estreitamento no intestino. Já a retocolite ulcerativa é restrita ao reto e ao intestino grosso, com o acometimento restrito à mucosa.

O paciente com DII tem febre e dor como sintoma?

Sim. A dor abdominal está presente quando a doença está em atividade e o paciente pode ter quadros de febre. Além disso, os principais sinais das doenças são diarreia ou constipação, presença de sangue ou muco nas fezes e distensão abdominal.

É possível ocorrer perda de peso e queda de cabelo?

Sim. A pessoa com DII pode sofrer um emagrecimento excessivo e também queda de cabelo. Isso ocorre por questões secundárias como a desnutrição, a falta de vitaminas ou como efeito colateral de alguma medicação.

As DIIs apresentam sinais apenas no trato gastrointestinal?

Não. As enfermidades podem apresentar manifestações além do intestino, como uveíte (inflamação no olho), artrite (inflamação das articulações), sacroileíte (inflamação na articulação do sacro, osso localizado na base da coluna vertebral), eritema nodoso (inflamação na pele), piodermite gangrenosa (feridas na pele), hidrosadenite supurativa (doença crônica de pele), hepatites, colangite (inflamação nos canais biliares), tromboses (coágulo no sangue), entre outras.

As DIIs podem ser confundidas com outras doenças?

Sim. Essas enfermidades podem ter inúmeras formas de apresentação com uma gama enorme de manifestações. Dessa forma, é essencial a realização correta e bem detalhada da história clínica do paciente e exame físico completo para o diagnóstico final.

Como é feito o diagnóstico?

As doenças inflamatórias intestinais são diagnosticadas por história clínica completa, exames físicos e laboratoriais, incluindo estudos de imagem endoscópica e radiológica.

A síndrome do intestino irritável é uma doença inflamatória intestinal?

Não. A SII não é considerada uma doença inflamatória intestinal, principalmente porque não causa inflamação no intestino. Trata-se de um transtorno funcional, uma vez que não há uma origem aparente para os sintomas, ao contrário das DIIs, que são enfermidades orgânicas. Além disso, muitos indivíduos com SII não apresentam quaisquer alterações em seus exames.

Como é o tratamento para DIIs?

Existem diversas opções de terapias e a escolha do tratamento indicado para cada paciente depende da gravidade e da localização da doença após uma criteriosa avaliação médica. Entre as alternativas terapêuticas estão os aminossalicilatos, os corticoides, os imunomoduladores, os antibióticos e os medicamentos biológicos, sendo que, nesta última classe, há três mecanismos de ação diferentes: os anti-TNF, anti-integrina e anti-interleucinas 12 e 23. Os tratamentos biológicos mais inovadores são capazes de aliviar os sintomas da doença de maneira rápida e manter a resposta por um período de tempo prolongado, sendo hoje mais indicados em quadros moderados e graves das DIIs, embora já se discuta a adoção mais precoce pelos benefícios que proporcionam.

 

Cuidar da alimentação é suficiente para o tratamento das enfermidades?

Não. Em casos mais leves, a mudança dos hábitos alimentares pode ser suficiente, mas essa situação é muito rara. Normalmente, é recomendado que o paciente evite os alimentos que pioram os sintomas das doenças. Além disso, em algumas fases, pode ser necessário diminuir o consumo de fibras e, em outras, de lactose. Um acompanhamento com nutricionista é muito importante.

O estilo de vida está relacionado com o desenvolvimento de DIIs?

Depende. Não há confirmações científicas sobre essa influência, porém é possível afirmar que estresse, uso abusivo de medicamentos desde a infância, consumo em excesso de alimentos industrializados, gordurosos e com agrotóxicos afetam o funcionamento do aparelho digestivo.

O lúpus é uma doença inflamatória e autoimune, ou seja, um distúrbio imunológico caracterizado pela produção anormal de anticorpos contra células e tecidos do próprio organismo, e que afeta milhares de pessoas no mundo. Esse desequilíbrio é caracterizado pela produção de anticorpos que, em vez de proteger, passam a atacar o próprio organismo da pessoa.

O lúpus é uma doença que tem um componente genético, mas isso não significa que a mãe portadora vá gerar um filho com o distúrbio. "As mais afetadas costumam ser mulheres jovens. Quando não diagnosticado e tratado adequadamente, o Lúpus Eritematoso Sistêmico [nome científico] pode ser uma doença grave e fatal", afirma Cristóvão Luis P. Mangueira, patologista clínico do Hospital Israelita Albert Einstein e membro da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial.

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Em algumas pessoas, os sintomas se manifestam por inflamações na pele, com manchas vermelhas no rosto ou inflamação nos quadros articulares, que provocam dores e dificuldades de movimento semelhantes à artrose ou reumatismo. Porém, alguns pacientes podem apresentar outros sintomas, dependendo do órgão afetado. "O diagnóstico é sempre realizado juntando-se sinais e sintomas clínicos com resultados de exames de laboratório, como o hemograma, exame de urina, testes bioquímicos de função renal ou biópsia das lesões de pele", ressalta Mangueira.

A dona de casa Maria Lucimar Souza Couto Maduro, 55 anos, foi diagnosticada com a doença aos 29 anos, logo após o nascimento de sua filha. Os primeiros sintomas foram dores no corpo e inchaço nas pernas e braços. "Quando recebi o diagnóstico do lúpus, eu nem imaginava o que era. O médico me explicou sobre a doença, que não teria cura, e então comecei o tratamento com cortisona e outras medicações. Foi um tratamento intenso, sentia mal-estar. No começo, eu tive uma melhora significativa, mas oscilava bastante e às vezes precisava ficar internada", relata.

Maria conta que teve ganho de peso, queda de cabelo, manchas no rosto, e indisposição como efeitos colaterais do tratamento. Na época, ela trabalhava como gerente de vendas e precisou se afastar da ocupação. "Uma das coisas que também mexeu muito comigo foi não poder tomar sol por algum tempo. Eu amo praia e sol, mas precisei ficar um bom tempo longe. Hoje, com o controle do tratamento, posso ir, porém com restrições", conta.

Após um diagnóstico de lúpus, a pessoa precisa ser tratada e acompanhada por um especialista em reumatologia, deve seguir as prescrições médicas e realizar os exames laboratoriais com periodicidade, que permitem monitorar a resposta ao tratamento, além de prevenir os efeitos colaterais das medicações. A doença é grave e pode ter complicações fatais, principalmente quando ocorrem lesões renais e problemas neurológicos de maior gravidade. Por isso, quando perceber algum sintoma é interessante procurar um médico para um diagnóstico preciso e começar o tratamento o quanto antes.

O cérebro pode ser treinado para curar as doenças que o acometem. Cientistas brasileiros acabam de apresentar uma técnica de treinamento cerebral capaz de modificar as conexões neuronais em tempo recorde. O trabalho, publicado na Neuroimage, abre o caminho para novos tratamentos para o acidente vascular cerebral (AVC), a doença de Parkinson e até a depressão.

O cérebro se adapta a todo momento - um fenômeno conhecido como neuroplasticidade. Essas mudanças na forma como funciona e conecta suas diferentes áreas são as bases do aprendizado e da memória.

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Entender melhor essas interações permite o avanço na compreensão do comportamento humano, das emoções e também das doenças que acometem o cérebro. "Tudo o que a gente é, faz, sente, todo o nosso comportamento é reflexo da maneira como o nosso cérebro funciona", explica o neurocientista Theo Marins, um dos autores do estudo.

Algumas doenças, segundo o especialista, alteram esse funcionamento. E o cérebro passa a funcionar de maneira doente. "Ensinar" o cérebro a funcionar de maneira correta pode melhorar os sintomas de várias doenças.

Uma das ferramentas que vem sendo utilizadas para compreender melhor essas dinâmicas é o neurofeedback. Assim é chamado o treinamento do cérebro para modificar determinadas conexões. O estudo dos neurocientistas do Instituto IDOR de Ensino e Pesquisa e da UFRJ mostrou que o treinamento é capaz de induzir essas modificações em menos de uma hora.

Para fazer o trabalho, os cientistas contaram com 36 voluntários que se submeteram a exames de ressonância magnética. A atividade neuronal captada no exame é transformada em imagens apresentadas em computadores de acordo com a intensidade. Os voluntários acompanhavam as imagens em tempo real, aprendendo a controlar a própria atividade cerebral.

Enquanto 19 participantes receberam o treinamento real, outros 17 foram instruídos com falsa informação - o que funcionou como uma espécie de placebo. Antes e depois do treino, os pesquisadores registraram as imagens cerebrais que permitiam medir a comunicação (a conectividade funcional) e as conexões (a conectividade estrutural) entre as áreas cerebrais. O objetivo era observar como as redes neurais eram afetadas pelo neurofeedback.

Antes e depois

Ao comparar a arquitetura cerebral antes e depois do treinamento, os cientistas constataram que o corpo caloso (a principal ponte de comunicação entre os hemisférios esquerdo e direito) apresentou maior robustez estrutural. Além disso, a comunicação funcional entre as áreas também aumentou. Para os pesquisadores, é como se o todo o sistema tivesse se fortalecido.

"Sabíamos que o cérebro tem uma capacidade fantástica de modificação. Mas não tínhamos tanta certeza de que era possível observar isso tão rapidamente", conta Marins.

Desta forma, o treinamento cerebral se revelou uma ferramenta poderosa para induzir a neuroplasticidade. Agora, os pesquisadores esperam utilizá-lo para promover as mudanças necessárias para recuperação da função motora em pacientes que sofreram um AVC, que foram diagnosticados com Parkinson e mesmo com depressão.

"O próximo passo será descobrir se pacientes que sofrem de desordens neurológicas também podem se beneficiar do neurofeedback, se ele é capaz de diminuir os sintomas dessas doenças", disse a médica radiologista Fernanda Tovar Moll, presidente do IDOR. "Ainda falta muito para chegarmos a protocolos específicos. Quanto mais entendermos os mecanismos, mais terapias poderemos desenvolver." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

As autoridades de Moçambique se preparam para uma epidemia "inevitável" de doenças transmitidas pela água, em particular cólera, que pode afetar centenas de milhares de sobreviventes do devastador ciclone Idai que, segundo um balanço atualizado, deixou 700 mortos na região.

Em Moçambique, o país mais afetado pelo ciclone que atingiu a África austral em 14 de março, "o número de mortos infelizmente aumentou", anunciou o ministro do Meio Ambiente, Celso Correia.

"Ontem (sábado) tínhamos 417 mortos e hoje 446 mortos. Recebemos informações de zonas que até agora estavam isoladas", completou, na cidade de Beira (centro), parcialmente devastada pelo ciclone.

No vizinho Zimbábue, as inundações catastróficas e deslizamentos de terra deixaram 259 mortos, segundo a ONU, e quase 200 desaparecidos, incluindo 30 estudantes. "O balanço pode subir porque algumas regiões estavam isoladas até agora e começam a ficar acessíveis", afirmou o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA).

Com a redução do nível da água, as equipes de emergência prosseguem com as operações de distribuição de alimentos e de reconstrução das estradas. Mas agora o governo moçambicano e as agências humanitárias alertam para o risco de doenças transmitidas pela água. "É inevitável que apareçam casos de cólera e malária", disse o ministro Correia, que anunciou um centro de tratamento de cólera.

A Cruz Vermelha anunciou nesta sexta-feira os primeiros casos de cólera em Moçambique, mas a ONU e o governo de Maputo indicaram que ainda não há casos registrados.

"Teremos doenças transmissíveis pela água", advertiu Sebastian Rhodes-Stampa, do OCHA. "Mas com centros instalados, seremos capazes de administrar a situação", completou.

Quase dois milhões de pessoas foram afetadas pelo ciclone e as inundações na África austral. Em Moçambique, mais de 100.000 pessoas estavam em abrigos de emergência, em sua maioria escolas.

Em Beira, os sobreviventes lutam para receber alimentos e roupas, enquanto a Cruz Vermelha tenta reunir os membros de famílias separadas. Dez dias após a passagem do ciclone, a "logística" para tentar localizar os desaparecidos continua sendo um desafio, afirmou a OCHA.

Ao menos 80% da infraestrutura elétrica de Dondo, a 30 km de Beira, foi danificada. Beira, segunda maior cidade do país, de 500.000 habitantes, continua parcialmente sem energia elétrica.

As equipes de emergência conseguiram concluir as obras de reparo na única rodovia de acesso à cidade, que foi parcialmente arrasada pelas águas. Apesar das dificuldades, a população tenta retomar a vida normal. Os sobreviventes iniciaram a reconstrução das casas com os poucos recursos à disposição.

A catedral Ponta Gea, que milagrosamente escapou ilesa da tempestade, recebeu neste domingo uma missa em homenagem às vítimas.

Foi anunciada nesta quarta-feira (27) pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, uma nova modalidade de compra de medicamentos de alto custo ou destinados ao tratamento de doenças raras. Agora, a pasta passará a adotar o chamado “compartilhamento de risco” com indústrias farmacêuticas.

Funcionando desta maneira, o governo somente irá pagar pelo medicamento se houver a melhora do paciente. O anúncio foi feito em uma sessão solene na Câmara dos Deputados, em homenagem ao dia mundial das doenças raras, comemorado no dia 28 de fevereiro.

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Mandetta afirmou que, caso funcione, o programa continuará. “De tempos em tempos, tem que ser reavaliado. Se não funcionar, o laboratório em questão devolve o dinheiro. A gente acha que é um marco para o nosso sistema de saúde”, disse.

Os medicamentos que atualmente já são comprados pelo ministério, continuam sendo adquiridos pelo modelo anterior. De acordo com o ministro, o primeiro remédio que será adquirido através da nova modalidade será um medicamento utilizado para o tratamento da atrofia muscular espinhal (AME).

A expectativa é que até o fim de março o medicamento já esteja disponível seguindo estes moldes. O objetivo desta mudança é liberar o fornecimento do medicamento de alto custo, mas também garantir que não tenham uso desnecessário.

O açúcar refinado pode ser muito prejudicial à saúde se consumido em excesso. Doenças como diabetes, do coração, cardiovasculares e obesidade, diretamente relacionadas ao abuso de açúcares, crescem no Brasil. A obesidade já afeta 22% da população, segundo relatório divulgado sobre o Estado da Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo, apresentado na sede da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO).

A principal forma de combater esses males é o equilíbrio, segundo a nutricionista e professora de gastronomia da UNAMA – Universidade da Amazônia Keilla Cardoso. “A palavra chave é equilíbrio. Não tem como fugir dos alimentos industrializados, mas temos que dar prioridade para os naturais, como legumes, frutas e verduras”, afirma.

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Keilla recomenda não cortar alimento nenhum e sim regrar a dieta. As pessoas devem reduzir a quantidade de açúcar e não abolir totalmente, para evitar o terrorismo nutricional, pois a saúde física está restritamente ligada com a psicológica, de acordo com a professora. “Imagina você consumir um alimento desde a infância e ter que cortá-lo da sua alimentação, provavelmente algum reflexo vai acontecer, e normalmente é de maneira prejudicial.”, aponta.

Adoçantes produzidos a partir de substancias naturais, como o esteviosídeo, são sugeridos para substituição do açúcar refinado. A professora e nutricionista acrescenta ainda as frutas mais recomendadas, melancia, melão, maçã, açaí, pupunha, todas com alto valor nutricional.

Por Lucas Neves.

 

O ano letivo já começou e, ao dividir o mesmo espaço, muitas crianças estão vulneráveis à transmissão de algumas doenças como meningite meningocócica, poliomielite, pneumonia e catapora.

Em alguns Estados do País, como Espírito Santo e Paraná, a carteirinha de vacina passou a ser obrigatória para a realização de matrículas em escolas públicas e particulares, como forma de atestar que os estudantes estão em dia com a imunização orientada pelo Ministério da Saúde.

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Em 2017, de acordo com dados da Sociedade Brasileira de Pediatria, o Brasil registrou os mais baixos índices de vacinação em 16 anos. A entidade aconselha aos pais a atualização da caderneta para prevenir casos de doenças de transmissão interpessoal.

"É importante que os pais e responsáveis não deixem as vacinas das crianças em atraso. A imunização é uma das melhores formas de proteção contra doenças sérias como meningite meningocócica, poliomielite, catapora e pneumonia, que podem até levar a óbito, especialmente crianças pequenas", afirma o infectologista Jessé Alves, gerente médico de vacinas da GSK.

O Ministério da Saúde orienta a vacinação das crianças de acordo com o calendário do Programa Nacional de Imunizações e quase todas aquelas recomendadas estão disponíveis gratuitamente nos postos de saúde pelo SUS.

O infectologista Jessé Alves enfatiza a importância da vacinação também de familiares dos alunos. "Alguns bebês e crianças não podem receber determinadas vacinas devido a alergias graves, sistemas imunológicos debilitados ou outras razões. Para ajudar a mantê-los protegidos, é importante que outros membros da família estejam vacinados. Isso não apenas protege sua família, mas também ajuda a prevenir e evitar a disseminação de doenças para essas pessoas", alerta.

A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) e a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) possuem calendários de vacinação com recomendações que complementam o Programa Nacional de Imunizações, abrangendo também vacinas que atualmente só estão disponíveis na rede privada para crianças e jovens.

Meningite Meningocócica

Uma das doenças graves que pode ser prevenida por vacinação é a meningite meningocócica. É uma infecção bacteriana das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, podendo causar sequelas e até mesmo causar a morte. Ela é provocada pela bactéria Neisseria meningitidis que possui 12 sorogrupos identificados, sendo que cinco deles são os mais comuns (A, B, C, W e Y).

Atualmente, existem vacinas para a prevenção dos cinco sorogrupos mais comuns no Brasil, contra a meningite meningocócica causada pelo tipo B e contra os tipos A, C, W e Y. A vacina para a prevenção do meningococo B está indicada a partir dos dois meses de idade até os 50 anos. Apesar disso, a imunização só está disponível na rede privada, a um custo médio de R$ 500 reais.

A vacina para prevenção da doença meningocócica causada pelos tipos A, C, W e Y também é oferecida apenas na rede privada a partir dos três meses de vida.

Nos postos públicos de saúde, a vacina contra a doença causada pelo meningococo C é gratuita para crianças menores de cinco anos de idade e adolescentes de 11 a 14 anos.

Com a aprovação prévia de um comitê especializado em dezembro de 2018, a Agência Nacional de Segurança do Medicamento da França (ANSM) classificou como “pertinente” a liberação da Cannabis no tratamento de pacientes que se inserem em “certas situações clínicas” e “para aliviar sintomas”. Segundo relatos, o que justifica a escolha da maconha é o fato de a utilização medicinal melhorar o quadro de saúde dos pacientes, principalmente os que sofrem com dores crônicas.

O uso da erva na França será extremamente fiscalizado, portanto não será permitido fumá-la, levando em conta os riscos cancerígenos do tabagismo. Os especialistas ainda vão decidir questões referentes à posologia, já que a maconha pode ser administrada através de spray, por inalação, em pílulas, gotas, supositórios ou óleos.

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Será exigido um registro que avaliará os riscos e benefícios do uso da maconha. Além de autorizar os locais de distribuição, médicos e especialistas, também estabelecerão o valor e as condições para ser reembolsado pelo governo francês. Outro ponto que o país deve levar em consideração se refere aos locais de cultivo. Pois, a liberação do uso terapêutico potencializará a produção da planta, que já é cultivada ilegalmente para consumo pessoal.

 Em contraste com as terapias tradicionais que têm uma série de efeitos colaterais do ponto de vista gástrico, hepático e renal, a regulamentação francesa também deverá prever um acompanhamento detalhado dos pacientes e de suas necessidades.

Com a liberação do consumo na Suíça, muitos franceses já consomem maconha de forma medicinal, mesmo de modo ilegal. Além da Suíça, cerca de vinte países europeus legalizaram a maconha para uso medicinal, como a Croácia ou a Noruega, além de Israel, Turquia, Canadá e diversos estados americanos.

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