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Uma prestadora de serviços de segurança foi condenada a indenizar em R$ 7 mil um agente penitenciário que utilizava um banheiro parcialmente monitorado por uma câmera de segurança, num presídio em Blumenau (SC). A decisão, aprovada por maioria de votos, é da Primeira Câmara do Tribunal Regional do Trabalho da 12ª Região (SC).

O agente trabalhava numa das torres de segurança do presídio, um ambiente de nove metros quadrados, com mesa para refeições e vaso sanitário. Como a área do banheiro não possuía nenhuma divisória e a torre é monitorada por uma câmera de segurança externa, o trabalhador alegou violação de sua intimidade. Ele também apontou o ambiente como insalubre, observando que não havia água potável e era comum faltar água encanada. 

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A ação foi julgada em primeira instância na 2ª Vara do Trabalho de Blumenau, que acolheu o pedido de indenização por dano moral. O juiz Jayme Ferrolho Junior fixou a condenação em R$ 7 mil, observando que, além da falta das cortinas de isolamento, os vigilantes também eram responsáveis pela limpeza do local e tinham de fazer sua refeições ao lado do banheiro.  

“Resta claro que as câmeras de vigilância, ainda que instaladas na parte externa da guarita, permitiam a visualização da sua parte interna, mesmo que parcialmente”, observou o magistrado, após examinar as imagens. “Evidente que nenhuma pessoa e nenhum trabalhador merece ser exposto a tal constrangimento”, concluiu.

Valor adequado

A prestadora e o trabalhador contestaram o valor da indenização por meio de recurso, levando o processo a ser julgado novamente na Primeira Câmara do TRT 12. O colegiado manteve a condenação integralmente, interpretando a quantia como razoável e adequada ao caso. De acordo com o relator, o juiz convocado Carlos Alberto Pereira de Castro, o valor da indenização deve amparar o sofrimento da vítima sem, contudo, enriquecê-la de forma injustificada.

“Deve ser observado, ainda, o caráter pedagógico da pena, de forma a evitar a reincidência na prática lesiva e o surgimento de novos casos”, observou o relator. 
As partes não recorreram da decisão. 

Da assessoria

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A prefeitura de Bragança, no Pará, iniciou a campanha "Não corte uma vida", visando combater o uso de cerol e linhas chilenas, para evitar acidentes contra aves que têm sido vítimas frequentes dessa prática proibida. O crime está previsto no artigo 132 do Código Penal e resulta em detenção. 

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Administrada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMMA), a campanha contará com o acompanhamento dos fiscais ambientais. Quem empinar papagaio de papel, pipa ou artefato congênere fazendo uso de cerol, linha chilena ou qualquer outro material cortante, nas proximidades de via pública, pode ser responsabilizado de acordo com os termos do Art. 132 do Código Penal, por exposição da vida ou da saúde de outrem a perigo direto e iminente. A pena aos infratores é a detenção de três meses a um ano, se o fato não constitui crime mais grave. 

O prefeito Raimundo Nonato, responsável pela efetivação da campanha, disse que a medida pretende evitar que brincadeira cause danos ambientais. "Somente na sexta-feira, 19 de junho, uma coruja e um gavião foram vítimas de linhas cortantes. Isso não pode continuar. A SEMMA, agora, não somente estará pronta para socorrer os animais vítimas dessa infração, mas, também, para atuar no combate a esse tipo de crime ao meio ambiente. Os fiscais da SEMMA estarão de prontidão para autuar quem estiver empinando pipas ou similares usando linha chilena ou com cerol e os responsáveis pelo crime receberão punição prevista no Código Penal Brasileiro”, concluiu o gestor. 

Para denúncias, entre em contato com os seguintes números: SEMMA: (91) 99916-6872 e Polícia Militar: 190.

Ascom/PMB

 

Salles ainda disse que o governo deveria "ignorar" o congresso. (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

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As falas do Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, sobre aproveitar a “tranquilidade no aspecto da cobertura da imprensa” para flexibilizar as normas de proteção ao meio ambiente, na reunião ministerial do dia 22 de abril, liberadas pelo Supremo Tribunal Federal na última sexta (22), repercutiram negativamente na imprensa internacional. "Enquanto estamos nesse momento de tranquilidade no aspecto de cobertura de imprensa, porque só fala de Covid, (podemos) ir passando a boiada e mudando todo o regramento e simplificando normas. De Iphan, Ministério da Agricultura, Ministério de Meio Ambiente”, declarou o ministro.

A agência Reuters lembrou que, nos últimos 11 anos, o desmatamento no Brasil atingiu sua maior alta em 2019, quando cresceu 55% nos primeiros quatro meses do ano em comparação com 2018. “O ministro do Meio Ambiente do Brasil, Ricardo Salles, pediu ao governo que adote maior desregulamentação da política ambiental, enquanto as pessoas se distraem com a pandemia do coronavírus”, publicou a agência. Já o britânico The Guardian destacou a proposição do ministro de desconsiderar o congresso nacional, onde o governo não teria mais forças para aprovar suas demandas. “No vídeo, Salles reclamou dos desafios legais às mudanças propostas nas regras ambientais, de que o governo precisava de ‘artilharia’ legal para defender as mudanças e deveria ignorar o Congresso”, divulgou o veículo.

A também inglesa BBC pontuou que “o vídeo também revelou atitudes de seu ministério, como o ministro do Meio Ambiente sugerindo que o coronavírus seria uma boa oportunidade- com a imprensa olhando para o outro lado- para simplificar regulamentações na Amazônia".

Uma intervenção na praia de Barra de Jangada, em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife, é alvo de críticas por destoar o cenário natural e ameaçar uma área de desova de tartarugas marinhas. Na última semana, a prefeitura decidiu estender a Avenida Bernardo Vieira de Melo e instalou uma via na faixa de areia próximo à Ilha do amor.

Sob a alegação de que a pista foi necessária para conter a criminalidade, parte dos populares não entende como o caminho pode reduzir o tráfico de drogas, roubos e a prostituição infantil na região. Contudo, tem certeza de que a obra trará impactos negativos para a reprodução das tartarugas, visto que, a área é protegida pela Lei de Crimes Ambientais. 

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"Para esse animal se reproduzir, ele precisa colocar os ovos na areia da praia. Com construções na beira-mar a gente diminui ou retira o local que esses animais têm para desovar", explica a bióloga Vivian Chimendes, que complementa, "se por acaso tiver um ninho que não for monitorado, os filhotes e as fêmeas podem ser atropelados".   

Após a eclosão dos ovos, os filhotes são guiados até o mar pela luz do horizonte. Entretanto, as consequências da 'invasão' podem acabar confundindo as tartarugas. "A luz artificial pode desorientar tanto as fêmeas, quanto os filhotes. Se eu tenho a luz das cidades, ela é mais forte que a do horizonte. Então, os filhotes caminham no sentido contrário", destacou a especialista.

Em nota, a administração do município reafirmou que tem 'total compromisso com o meio ambiente' e garante que o trecho não será pavimentado. A reportagem do LeiaJá procurou o secretário de Meio Ambiente, mas não obteve retorno.  

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Apesar da derrota para o Liverpool, na decisão do Mundial de Clubes da Fifa, a torcida do Flamengo não se deixou tomar neste sábado pela frustração ao final do jogo. É claro que a animação vista durante o tempo regulamentar da partida arrefeceu com o gol de Roberto Firmino na prorrogação, mas após o apito final o rubro-negro deixou transparecer um sentimento de dever cumprido.

A cena mais comum nos bares da zona sul, norte e oeste da cidade - que foram tomados por flamenguistas - era de torcedores em pé e cantando o hino do clube ao final do jogo. E foi quase unanimidade que, apesar de deixar escapar o título mundial, o desempenho do time ao longo da temporada, e na própria decisão deste sábado no Catar, precisa ser exaltado.

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"Fiquei triste, óbvio, mas o Flamengo jogou muito bem do meio pro fim do primeiro tempo, ficou acima do Liverpool, inclusive. Depois, o preparo físico fez a diferença, o Flamengo cansou e o (técnico Jorge) Jesus substituiu errado", disse a estudante Mariana Barreto, de 23 anos. "Seria um título pra coroar uma campanha incrível, mas o ano por si só já valeu a pena".

A advogada Vitória Ibrahim, de 26, também procurou valorizar a temporada do Flamengo. "Ninguém gosta de perder e o gosto é um pouco amargo. Mas o time jogou muito bem o ano inteiro, inclusive no jogo de hoje (sábado). Superou todas as expectativas", comentou. "Apesar de ter perdido a final, a sensação de modo geral é que a gente ganhou muito este ano. Jogamos um futebol que o Flamengo e o Brasil mesmo há muito tempo não via".

O clima na cidade lembrou um pouco aquele visto em jogos da seleção na Copa do Mundo. Desde as primeiras horas do dia, o torcedor do Flamengo tomou as ruas do Rio de Janeiro, cobrindo carros com a bandeira do clube. Também foi comum ouvir fogos, cornetas e gritos de apoio ao time. A final contra o Liverpool era assunto predominante também nas conversas no comércio. E, a partir do meio-dia, bares em todos os cantos da cidade foram tomados por flamenguistas.

Na Tijuca, a tradicional choperia Buxixo lotou de flamenguistas, que assistiram à partida em diversas televisões espalhados pelo local. Os torcedores viveram uma montanha-russa de emoções e foram do entusiasmo à tensão e da alegria à decepção diversas vezes ao longo de pouco mais de duas horas. No fim, porém, reconheceram o esforço do melhor time do País na temporada e, em pé, aplaudiram o último jogo do Flamengo no ano.

Os alunos da rede municipal de ensino de Marabá participaram do IV Concurso de Desenho Ambiente, com o tema “Meio Ambiente e Minhas Responsabilidades”, organizado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMMA). No concurso, que teve inscrições abertas até o dia 11 de outubro, os alunos puderam expressar suas perspectivas sobre o assunto.

Estão concorrendo 425 alunos. Socorro Medeiros, coordenadora do Departamento de Educação Ambiental, disse que a ideia do evento é incluí-lo no calendário ambiental da SEMMA, todos os anos. “É importante para que os alunos da rede municipal possa mostrar suas habilidades em artes e também a importância do meio ambiente”, explicou a coordenadora.

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Um dos alunos finalistas é Kalebe da Silva, que é da escola municipal Martinho da Silva, que fica na folha 27, da Nova Marabá. Segundo ele, as pessoas não estão valorizando a natureza, que é fundamental para a sobrevivência da humanidade. Ele parabenizou a iniciativa do concurso. “Através desse concurso, eu me senti lisonjeado, porque eu gosto muito de proteger as plantas, cuidar, plantar. Com o desenho, eu pensei, refleti nos acontecimentos que passaram nos jornais, nas revistas e quis passar isso para o desenho”, disse o aluno.

Para a diretora da escola Martinho da Silva, Cristina Arcanjo, o concurso provoca reflexão sobre a questão ambiental e fortalece o sentimento de pertencimento e responsabilização. “Traduzir através de imagem instiga a criatividade e a imaginação, que são capacidades de grande importância para formação do pensamento crítico. A concorrência faz com que o desafio seja estimulante e atrativo aos estudantes”, concluiu a professora.

O resultado do concurso será divulgado no dia 13 de novembro e as escolas vencedoras participarão da cerimônia de premiação, no dia 22, às 8 horas, no auditório do Cine Marrocos, na Marabá Pioneira. Podem acompanhar o resultado clicando aqui.

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Levar conscientização aos alunos do ensino fundamental sobre agricultura, economia, interação entre homem e meio ambiente e sua valorização como cidadão é um dos princípios da Escola Estadual Eugênia Cavallero de Macedo, que fica em Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém. Com orientação e apoio dos professores que desenvolveram o projeto “Valores para a vida no século XXI”, os alunos criaram uma horta na escola, onde eles cultivam legumes e verduras.

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A horta, criada em abril deste ano, surgiu com o interesse de mostrar aos alunos a importância da alimentação saudável e sustentabilidade. Segundo a diretora da escola, Josiane Vieira, ações como essa são cruciais na educação dos alunos.

Todos os alimentos colhidos da horta são usados na merenda da escola, como caruru e cebolinha, por exemplo. Para Ithamar Borge, professor de Ciências da escola, e que orientou os alunos na criação da horta, junto com o professor Amadeu Cabral Júnior, professor de Matemática, o projeto também serve para mostrar, na prática, o ciclo de vida dos vegetais. “É para que eles tenham noção das substâncias nutritivas presentes nas verduras e a importância delas para o nosso corpo”, disse o professor.

Os alunos que participaram do projeto são do sexto e oitavo anos. Ana Carolina Soares, aluna do oitavo ano, e que sonha em ser psicóloga ou professora de Educação Física, disse que a horta trouxe vários benefícios para os alunos e para a escola. “Com ela aprendemos a nos alimentar bem, a abrir a mente sobre a importância dos alimentos e a ser uma pessoa mais feliz e saudável. Aprendemos a cuidar dela de uma forma muito especial”, concluiu a aluna.

 

Marina lembrou que o Rede protocolou pedido de impeachment do Ministro Ricardo Salles. (Rafael Bandeira/LeiaJá)

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Na tarde deste sábado (26), cerca de dez movimentos sociais e ONG’s como o Greenpeace, o Recife sem Lixo, o Salve Maracaípe e o Amazônia na Rua articularam um protesto aos vazamentos de óleo que atingem o litoral do Nordeste desde o dia 2 de setembro. A manifestação partiu da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) em direção ao Marco Zero e contou com a presença da ex-senadora e ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva (Rede), que questionou o que chamou de “inação” do governo Jair Bolsonaro (PSL) e sua falta de comunicação com os estados e municípios atingidos pelo desastre.

“Só conversa com pessoas que são do mesmo partido. Gente, isso é uma questão de saúde pública, um desastre ambiental, não importa se é oposição ou não. Como podem vir em Pernambuco e não conversar com o governador e o secretário?”, questionou Marina. A ambientalista também criticou a morosidade do presidente no sentido de reagir ao desastre, sem ter acionado, por exemplo, o Plano Nacional de Contingência. “O governo federal levou mais de quarenta dias pra poder tomar as primeiras medidas e só fez isso diante de um grande constrangimento que foi o fato de a população começar a agir com seus próprios esforços, mesmo sem recursos, mesmo sem orientação. Não pediu (Bolsonaro) ajuda internacional. Além de incompetente, é arrogante”, completou.

Ativistas de cerca de dez organizações estavam reunidos. (Rafael Bandeira/LeiaJá Imagens)

Marina voltou a falar em desmonte das políticas ambientais brasileiras, citando o corte de orçamento do Ministério do Meio Ambiente e disse que o governo não sabe como agir para combater o desmatamento na amazônia e o vazamento de óleo. “Me refiro ao enfraquecimento do Ibama, do Instituto Chico Mendes, de todo o trabalho de monitoramento de satélite que vinha sendo feito com bastante competência pelo Inpe. O ministro não nomeou as pessoas responsáveis pelo órgão de qualidade ambiental e emergência ambiental. Ficou mais de seis meses sem a nomeação”, completa.

No dia 22 de agosto, a Rede Sustentabilidade protocolou o pedido de impeachment do Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, por crime de responsabilidade, ligado ao descumprimento do dever funcional relativo à Política Nacional do Meio Ambiente. “Em todos os meios políticos, legais, pacíficos e institucionais que a cultura democrática civilizada permite agir, nós estamos agindo”, concluiu Marina.

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ONG’s cederam EPI’s ao exército

De acordo com a ativista da ONG Recife Sem Lixo, Luciana Naira, uma das principais pautas do ato foi a retirada dos voluntários. “Quem tem que estar fazendo esse trabalho é a força especializada, o governo federal. E a gente está aqui para exigir que ele se posicione e nos desobrigue a estar limpando as praias. A gente não pode, contudo, ficar na inação que o governo está, porque se a gente ficar só protestando, o pescador, quem vive do mar, vai terminar morrendo”, cobra. Luciana afirma ainda que, em algumas ocasiões, as ONG’s presentes em praia afetadas, a exemplo de Itapuama, tiveram que ceder equipamentos como luvas e botas aos militares, para que eles não se expusessem completamente ao óleo. “Não mandam o pessoal com os EPI’s. A verdade é que a gente está se especializando, aprendendo o que fazer, então descobrimos que os macacões são efetivos e estamos usando”, continua ela, frisando que muitos soldados trabalham no recolhimento do material vestindo bermudas e camisetas.

<p>No podcast desta sexta-feira (25), o cientista político Adriano Oliveira questiona a forma como o governo de Bolsonaro está lidando com a tragédia que acomete o Nordeste, cujas praias estão sendo tomadas por óleo há meses e cuja origem não se sabe ainda. Adriano indaga o motivo de não haver ainda nenhuma explicação efetiva e com provas por parte do governo, que toma o caso apenas como mais uma faceta de debate ideológico, dividindo a questão entre direita X esquerda.</p><p>O cientista avalia que, devido a esse tratamento, é possível levantar a hipótese de que a tragédia tenha sido proposital, uma vez que, mesmo após tantos meses, não foi dado nenhum sinal de tentativa de descoberta do agente agressor. Ele ainda afirma que o discurso anti-ambientalista que o presidente tem, desde a sua campanha, pode ser um estímulo para ações contra o meio ambiente, vide as queimadas na Amazônia, onde foi descoberto que foram produzidas por fazendeiros da região.</p><p>O programa Descomplicando a política é exibido na fanpage do LeiaJá, em vídeo, toda terça-feira, a partir das 15h. Além disso, também é apresentado em duas edições no formato de podcast, as segundas e sextas-feiras.&nbsp;</p><p>Confira mais uma análise a seguir:</p><p>
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 Um grupo de mergulhadores registrou mais substância tóxica depositada nos corais submersos e no fundo do mar da praia do Cupe, nessa quarta-feira (23). A área fica próxima ao destino turístico de Porto de Galinhas, no município de Ipojuca, localizado no Grande Recife.

A publicação foi feita nas redes sociais da ONG Salve Maracaípe. Através dos comentários, o sentimento de tristeza e crítica foi exposto pelos os seguidores. "Dói no coração ver isso", "é muito revoltante", lamentam.

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Segundo o Governo do Estado, até o dia do registro, 958 toneladas de óleo foram retiradas das praias pernambucanas. 

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Uma latinha de refrigerante produzida há mais de duas décadas foi encontrada nas areias da praia da Ilha de Palmas, no município do Guarujá, Litoral de São Paulo. O cilindro de alumínio vagou pelo oceano antes de ser encontrado no último dia 12. A aparição reacende o debate sobre os cuidados ambientais no Brasil, sobretudo enquanto a costa nordestina sofre com derramamento de óleo.

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A lata foi localizada enquanto o portuário Renato Lemos Miranda caminhava na região. Ele contou que percebeu o material entre as pedras e utilizou um pedaço de ferro - supostamente outro lixo 'devolvido' pelo mar - para recolhê-lo.  

Mesmo deteriorada, a latinha manteve as cores. O portuário afirma ter visto a validade datada para novembro de 1998. 

Confira a publicação

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Professores e alunos da UNAMA - Universidade da Amazônia participaram da Ação Tropical, evento que acontece mundialmente para conscientizar a sociedade sobre o cuidado com o meio ambiente, descarte correto de resíduos e limpeza de áreas públicas. A ação ocorreu na praça da República, no sábado (21).

Os participantes conversaram com a população sobre os cuidados na hora de descartar os resíduos. Para Rachel Abreu, antropóloga e membro da Núcleo de Responsabilidade Social da UNAMA, o evento foi positivo e atingiu o objetivo. “Todos nós precisamos tomar atitude a fim de preservar nossa natureza. É necessário que sejam revistas as nossas práticas para que assim a gente alcance uma sociedade melhor e mais justa, fazendo com que o meio ambiente seja preservado e nosso ecossistema em equilíbrio”, disse a antropóloga. 

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Além dos professores e alunos da UNAMA, voluntários de outras instituições de ensino, como Uepa (Universidade Estadual do Pará), UFPA (Universidade Federal do Pará) e Ufra (Universidade Federal Rural da Amazônia) participaram da ação. “Tivemos inscrições de vários alunos de outras instituições somando esforços com os nossos alunos também”, concluiu Rachel Abreu.

A Ação tropical celebra o Dia Mundial de Limpeza, comemorado em 21 de setembro.

Após o vazamento de cinco metros cúbicos de óleo que atingiu áreas naturais de Ipojuca, no Grande Recife, a Refinaria Abreu e Lima (Rnest), que integra o Complexo Industrial de Suape, foi multada em R$ 704 mil. De acordo com a Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH), cerca 4,5 hectares foram impactados com o vazamento ocorrido no último dia 26. 

"As punições podem aumentar de acordo com os resultados de novas investigações. Estão em análise amostras do solo para saber se houve ou não contaminação do solo e de águas subterrâneas", ressaltou o secretário estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade José Bertotti.

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Mais de 20 técnicos do CPRH realizaram o levantamento que apontou que o resíduo foi derramado pela empresa. Parte do material chegou a ser contido por barreiras instaladas no leito do Rio Taveiro do Meio, porém, além da água, flora, fauna e o solo foram impactados.

Em nota, o órgão detalhou a determinação. "Pela poluição e contaminação do Rio Taveiro do Meio, a CPRH estabeleceu uma multa de R$ 500 mil. Já pelo impacto disso na fauna e pelo descumprimento da Resolução Conama nº 398/2008 sobre o Plano de Emergência Individual, foram expedidas mais duas autuações contra a Rnest, cada uma no valor de R$ 100 mil. A refinaria ainda terá que arcar com mais R$ 5,9 mil por infringir Lei Estadual 14.249/2010".

Em 20 dias, a refinaria também deverá apresentar "um plano de remediação para a área afetada, que contemple a retirada do óleo no leito do rio, limpeza da vegetação e do solo contaminados". Para o diretor de Fontes Poluidoras da CPRH Eduardo Elvino, o tempo de recuperação da área é estimado entre seis meses e um ano. A variação depende das ações propostas pela refinaria.

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Diante das chamas que destroem a Amazônia e da comoção internacional, ocorre nese sábado (24) atos em apoio à preservação das riquezas naturais espalhados por todo país. Em Recife, o 'Amazônia na Rua' está marcado para se concentrar às 14h, em frente ao Ginásio Pernambucano, na Rua da Aurora, área Central do Recife.

O ato é promovido por diversos projetos defensores do meio ambiente, são eles: Recife Sem Lixo, Manifesto Ambiental, Brasil21 e da ONG Animal Sem Fronteiras. A intenção é unificar as pautas referentes à preservação para reivindicar o desmonte das políticas voltadas ao ambiente, bem como cobrar a saída imediata do Ministro Ricardo Salles.

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Um pouco mais cedo, às 13h, outro ato ocorre paralelamente ao 'Amazônia na Rua'. Com concentração marcada na Praça Osvaldo Cruz, no bairro da Soledade, também no Centro, a Marcha das Vadias chega a sua 9ª edição e promete sair pelas ruas em prol da valorização da mulher, e pelo fim da cultura do estupro. Ao fim da passeata, a organização promete unificar-se aos ambientalistas.

A deputada federal pelo estado do Rio de Janeiro Talíria Petrone (PSOL) repercutiu nesta sexta-feira (16) a suspensão de recursos destinados à proteção da Amazônia vindos da Alemanha e Noruega.

“Em meio a instabilidade econômica, aumento do desmatamento e crise no Inpe, Bolsonaro acha que o Brasil não precisa dos milhões de reais que vinham da Alemanha e Noruega para a proteção da Amazônia”, escreveu a parlamentar.

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A suspensão comentada por Petrone foi num valor de 300 milhões de coroas norueguesas, o que equivale a R$ 133 milhões. Já o valor cancelado pela Alemanha corresponde a de R$ 155 milhões

A psolista aproveitou para criticar o Governo Federal e a administração do presidente Jair Bolsonaro (PSL). “Esse governo é a institucionalização da ignorância”, disparou Petrone.

Questionado sobre a possibilidade de conciliar preservação ambiental com o crescimento econômico, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) deu uma resposta nada convencional nesta sexta-feira (9).

Durante uma entrevista coletiva, Bolsonaro sugeriu que o repórter que o fez a pergunta “fizesse cocô dia sim, dia não” para que houvesse uma melhora na preservação ambiental.

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O presidente complementou sua resposta dizendo que “é só você deixar de comer menos um pouquinho”. Ao sair do Palácio da Alvorada, Bolsonaro também disse que o mundo precisa de uma política de planejamento familiar.

“Você fala para mim em poluição ambiental. É só você fazer cocô dia sim, dia não, que melhora bastante a nossa vida também. Agora, o mundo, quando eu falei que cresce mais de 70 milhões por ano, precisa de uma política de planejamento familiar. Não é controle não, você vai ler na capa da Folha amanhã que eu tô dizendo que tem que ter controle de natalidade", falou.

Para Bolsonaro, essa política de planejamento familiar está relacionada com a diminuição da população na Terra e, assim, ocasione a diminuição da poluição. O presidente também argumentou que a quantidade de filhos é inversamente proporcional à formação cultural dos pais, mas ele disse que ele é uma exceção.

"Você olha que as pessoas que têm mais cultura, têm menos filhos. Eu sou uma exceção à regra, tenho cinco. Mas como regra é isso", lembrou o presidente.  

O Brasil ocupa o 4° lugar entre os país com maiores números de assassinatos de defensores socioambientais. Os dados são da Global Witness, ONG internacional criada e 1993 para averiguar a relação entre recursos naturais, conflitos e corrupção, com sede em Londres e Whashington D.C.

Segundo a Global Witness, o Brasil liderou a lista de países mais letais para defensores de causas "da terra e do meio ambiente" de 2012 a 2017. No ano passado, a América Latina representou mais da metade dos casos de assassinatos em todo o mundo. 

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Para combater os números expressivos, o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), em ação conjunta com o Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), representado pelo Centro de Apoio Operacional de Meio Ambiente (CAOMA), promoveu, nos dias 1 e 2 de agosto, uma ação para elaborar um planejamento que visa proteger os defensores do meio ambiente. Nomes de referências em atuações socioambientais estavam presente, como Antônia Melo da Silva, fundadora do Movimento Xingu Vivo para Sempre, um dos principais coletivos de movimento social em Altamira, que lhe rendeu o Prêmio de Ativismo Ambiental e de Direitos Humanos da Fundação Alexander Soros (ASF Award 2017).

"Nesta ação há muitas questões que devem ser priorizadas. Que esses poderes se voltem e priorizem a situação de ameaça e violência, porque os defensores e as defensoras estão abandonados, à mercê da violência e de ameaças no Estado do Pará e em todo país", disse Antônia Melo Silva, que também chama a atenção dos sistemas de segurança para os ameaçadores e criminosos que, segundo ela, nunca ou dificilmente são punidos.

Alessandra Korap Munduruku, chefa das guerreiras do Médio Tapajós, liderança indígena na região da Aldeia Praia do Índio, em Itaituba (PA), falou sobre a autodemarcação que é feita pelo povo Munduruku. "Nós fizemos a nossa própria demarcação, porque a Funai se recusou a demarcar o território onde vivemos. Tivemos que aprender a mexer com GPS, câmeras e outras máquinas do homem branco e começamos a andar na mata para fazer a picada. Todo ano a gente faz isso, porque a invasão dentro do território acontece sempre, por madeireiros, garimpeiros e também porque estavam querendo fazer a usina hidrelétrica São Luiz-Tapajós, que iria alagar o território. Como o governo falou que só podia parar a usina se as terras fossem demarcadas, e a nossa não era demarcada, nós fomos brigar e demostrar que aquele território era nosso", explicou.

Alessandra também falou sobre as ameaças sofridas na região. "A ameaça é muito grande, porque nós não sabemos quem é madeireiro, que é garimpeiro ou sojeiro. Nós brigamos pelo território, para defender o rio e a vida. Nós fazemos denúncias e nenhum órgão faz (algo efetivo). Esse ano nós mesmos fomos lá e expulsamos os madeireiros do território, mesmo correndo risco. Eles já começaram a rodar as aldeias, perguntando quem eram os caciques, e nós fizemos o ’Comunicado dos Mundurucu’’’, acrescentou.

José Godofredo dos Santos, promotor de justiça de Meio Ambiente e coordenador do Centro de Apoio Operacional do MPPA, disse que o momento institucional, nacionalmente, com relação à preservação ambiental, é muito delicado. "Nós estamos observando um desregramento das regras de proteção ambiental, um afrouxamento das medidas assecuratórias da qualidade de vida da população brasileira em nome de um desenvolvimento que é discutível. Isso leva o Ministério Público a ficar preocupado, porque a defesa do meio ambiente é a defesa da vida, na verdade. Esse problema vem norteando a atuação do MP nacionalmente, por isso essa Ação Nacional. Em um momento como este, o objetivo é tirar indicadores que possam servir de parâmetros para todos os ministérios públicos brasileiros. Esta oficina de trabalho, ao final do segundo dia, vai tirar indicativos que vão nortear a atuação do Ministério Público na defesa do meio ambiente e dos defensores ambientais, que muitas vezes são fragilizados ou até hostilizados e mortos em sua atividade’’, afirmou o promotor.

Segundo o promotor, as palestras e discussões do evento servirão como subsídio para o objetivo final da ação, que é uma oficina de planejamento. "Ao final do evento, será elaborado um produto, que pode ser uma cartilha, uma diretriz, uma normativa, uma recomendação ou outra medida para nortear a atuação nacional do Ministério Público em relação a esses temas", concluiu.

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O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) completou 30 anos. Para comemorar, a Superintendência do Pará promoveu uma exposição, no Shopping Bosque Grão-Pará, com fotos das atividades desenvolvidas pelo Instituto, além dos materiais utilizados na fiscalização e atividades de educação ambiental. 

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As crianças que passaram pela mostra também ganharam o gibi “Chico Bento: De Olho na Natureza”, que conscientiza as pessoas sobre os cuidados com o meio ambiente e busca ensinar as crianças para que, desde cedo, cuidem do meio ambiente.

A Orquestra Sinfônica da Guarda Municipal de Belém levou música para as pessoas que visitavam a exposição. “Foi perfeito. Eles deram toda a estrutura que a gente precisa, a logística, as cadeiras, água, as condições mínimas que a gente precisa para fazer uma boa apresentação. O local que eles escolheram também, porque no shopping tem centenas de pessoas passando ali, e foi bem centralizado. É o que a gente gosta, a gente gosta de tocar para o público”, disse Alex de Mendonça Maia, maestro da banda de música da Guarda Municipal de Belém.

Para o maestro, participar do evento é importante para conhecer a importância da conscientização para preservar o meio ambiente. “Manter os recursos naturais faz parte do esforço e educação de cada individuo. Parabéns pela iniciativa em defesa do nosso planeta. A Guarda Municipal de Belém ficou honrada em contagiar esse ambiente através da música”, afirmou Alex.

Para Clivia Araujo, superintendente do Ibama no Pará, o evento mostrou à sociedade de Belém e região metropolitana a importância do trabalho do órgão em prol do meio ambiente. “Uma das linhas de atuação do Ibama é a educação ambiental e combate a incêndios florestais. Trabalhamos com comunidades inseridas em projetos de assentamento federal e terra indígenas. Temos ainda os trabalhos desenvolvidos pela fiscalização ambiental no combate a crimes ambientais, como desmatamento e tráfico de animais silvestres. Estamos mostrando um pouco da realidade do nosso Estado”, afirmou.

O Ibama é uma isntituição que tem como missão proteger o meio ambiente, garantir qualidade ambiental e assegurar a sustentabilidade no uso dos recursos naturais, executando ações de competencia federal e tem como visão ser referência na promoção do desenvolvimento do país. 

A culinária permite apreciar pratos que representam a cultura e a memória afetiva de uma sociedade. Buscando as mais diversas práticas de se apresentar os sabores da região Norte, o I Simpósio Amazônico de Gastronomia da UNAMA – Universidade da Amazônia, unidade Ananindeua, será realizado nos dias 17 e 18 de maio com abertura oficial a partir das 17 horas, no auditório I. As inscrições podem ser feitas pelo site extensao.unama.br.

O tema do simpósio é “Cultura e Sustentabilidade em foco”, com participações de grandes chefs de cozinha regionais e nacionais. O encontro também terá espaços para praça de alimentação e feira de pequenos produtores, valorizando os produtos regionais como Empório Chicano, Casa da Farinha e Sítio Mearim.

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Mostrar a importância de engajar a gastronomia com o desenvolvimento do meio ambiente é um dos objetivos do evento. De acordo com a responsável pelo simpósio, a professora do curso de Gastronomia da UNAMA Ananindeua Sabrina Moraes, serão dois dias inteiros de programação e exposições valorizando as produções do estado do Pará e enfatizando a biodiversidade da região. “A Amazônia apresenta uma culinária bem especifica e, por isso, precisamos começar a pensar em sustentabilidade como forma de preservar a nossa cultura e culinária paraense”, afirmou.

A professora destaca a participação de produtores rurais no evento. “Alguns dos expositores são empreendimentos de nossos alunos egressos e teremos até pratos premiados internacionalmente à disposição para o público. Temos muitos talentos no nosso estado e precisamos valorizar mais isso”, destacou Sabrina.

Serviço

I Simpósio Amazônico de Gastronomia – Cultura e Sustentabilidade em foco.

Data: 17 e 18 de maio.

Horário: a partir das 17h.

Local: Auditório 1 – UNAMA campus Ananindeua, Rodovia BR-316 Km 3, 100.

Por Alessandra Fonseca/Ascom UNAMA.

 

O projeto Amana Katu, criado por estudantes do Time Enactus, da Universidade Federal do Pará (UFPA), foi reconhecido como a terceira melhor iniciativa sustentável do país, no prêmio Latinoamérica Verde 2019. Em ação do projeto, 171 casas passaram a ser abastecidas diariamente por cisternas de 500 mil litros de água da chuva reaproveitada para uso doméstico.

“A Amazônia vive um paradoxo. Milhares de pessoas vivem rodeadas por água doce, mas não podem bebê-la. Por isso criamos cisternas de baixo custo para que comunidades ribeirinhas possam ter acesso à água de qualidade em casa”, explica Wilson Ferreira, um dos idealizadores do Amana Katu. Ele estima que as cisternas instaladas na região até agora já tenham beneficiado cerca de 860 pessoas.

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Na montagem sustentável, a matéria-prima da cisterna vem do reaproveitamento de materiais da indústria alimentícia. A bombona que armazena a água da chuva é reutilizada após o uso para transporte de azeitonas do Chile para o Pará. Além de garantir um produto sustentável, o sistema montado pelos alunos custa 52% a menos que o preço de mercado de cisternas comuns.

O projeto conta com a parceria da mão de obra dos jovens do Movimento República de Emaús, o que colabora para a redução dos custos. As cisternas do Amana Katu também ajudam jovens que recebem capacitação para montagem do sistema e que podem, a partir do conhecimento colocado em prática, garantir uma renda extra.

De cada cinco sistemas vendidos, um é doado a uma família sem acesso à água potável. “A falta de água própria para o consumo em uma região tão cheia de riquezas pode parecer um problema complexo, mas não significa que a resposta também precise ser”, conta o líder do projeto, Edson Leão.

O Prêmio Latinoamérica Verde 2019 avalia e reconhece iniciativas que visam preservar o meio ambiente e promover o desenvolvimento humano de forma sustentável. Entre os mais de dois mil projetos latino-americanos inscritos, o Amana Katu ocupa a 225ª posição.

Fundado em 2014, com o apoio da Universitec/UFPA, o Time Enactus UFPA tem como missão desenvolver líderes que, por meio de ações empreendedoras.

Com informações da Assessoria de Comunicação/Time Enactus UFPA.

 

 

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