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Diante da expectativa de que ministros deixem o governo Michel Temer (PMDB) após seus partidos romperem as alianças com o peemedebista, o ministro da Defesa, Raul Jungmann (PPS), divulgou uma nota afirmando que vai permanecer no cargo. No início da tarde, conversas de bastidores deram conta de que tanto ele quanto o da Cultura, Roberto Freire, que também é presidente nacional do PPS estariam com a carta de demissão pronta. 

"Face às notícias divulgadas pela imprensa, o Ministro de Estado da Defesa, Raul Jungmann, comunica que permanece no cargo, no pleno exercício da direção superior das Forças Armadas, em cumprimento das funções para as quais foi nomeado pelo Senhor Presidente da República", diz a nota na íntegra. 

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O LeiaJá entrou em contato com Jungmann, para saber detalhes da decisão, mas até o fechamento desta matéria não obteve êxito. 

Na próxima segunda-feira (15), os ministros da Defesa, Raul Jungmann, e da Raul Jungmann, Roberto Freire, participam do lançamento do Projeto de Revitalização do Parque Nacional dos Guararapes, no município de Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife. O evento tem início às 15h.

O Parque foi palco da Batalha dos Guararapes (1648 -1649), conflito entre as forças portuguesas e holandesas pelo controle de parte da região Nordeste do Brasil. A Batalha é considerada o marco simbólico para a origem do Exército Brasileiro, por causa do sentimento de patriotismo e nacionalismo que alinhou europeus, luso-brasileiros, negros e indígenas para expulsar os holandeses.

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A iniciativa da revitalização é garantir melhorias na infraestrutura do local e na recuperação de edificações existentes. Também está prevista a construção de um memorial, com exposições e toda a estrutura necessária para fazer do parque um importante ponto turístico.

O presidente Michel Temer e outras autoridades vão receber nesta querta-feira (19) a condecoração Ordem do Mérito Militar, concedida pelo Exército. A homenagem faz parte das cerimônias comemorativas ao Dia do Exército. Entre os homenageados deste ano está o juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas conduções da Operação Lava Jato.

Também receberão a condecoração o ministro da Defesa Raul Jungmann, ministros do Superior Tribunal Militar (STM) e do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e parlamentares, além de presidente Temer.

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A Ordem do Mérito Militar é destinada a premiar militares que tenham prestado “notáveis serviços ao país”, bem como civis e militares brasileiros ou estrangeiros que tenham prestado “relevantes serviços” ao Exército, a organizações militares ou a instituições civis que tenham se tornado “credoras de homenagem especial” do Exército.

Na manhã desta segunda-feira (10), o ministro da Defesa, Raul Jungmann, e o governador de Pernambuco, Paulo Câmara, assinaram um protocolo de cooperação para desenvolvimento da Indústria de Defesa no Estado. Isto significa que Pernambuco abre as portas para as empresas desenvolvedoras de produtos como armas, munições, hardwares e softwares voltados a segurança. 

Segundo o ministro, o panorama da indústria de defesa no Brasil faturou R$ 209 bilhões, em 2014, e equivale a 3,7 do PIB do país. Além disso, gera mais de 40 mil empregos diretos e 130 mil indiretos. “O protocolo visa melhorar o ambiente de negócios em Pernambuco para a indústria de defesa. É uma indústria de alta tecnologia que implica em elevar os níveis de produtividade e inovação”. Ele afirma que o Brasil está entre os dez maiores fabricantes na indústria de defesa do mundo. 

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Jungamann ainda explica que há duas fábricas querendo se instalar no Estado, inclusive a multinacional Companhia Brasileira de Cartuchos – fabricante de munições e armas. “Além desses interesses há o caso da Marinha que lançou edital pedindo propostas para a fabricação de quatro novas corvetas – navios de guerra – que representam um pacote de 1.800 bilhão de dólares e Pernambuco está bem posicionado para competir pelo seu polo naval”.

Ele ainda explica que esteve em negociação com o ministro da integração nacional, Helder Barbalho, a fim de que o “Fundo Constitucional do Nordeste incorpore dentro das suas possibilidades de financiamento essa base industrial de defesa, então estaremos promovendo a descentralização dessas indústrias para o nordeste”. No Brasil, essas empresas estão concentradas no sudeste. 

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Outro ponto apresentado como fortalecimento das chances de que essas indústrias tenham interesse pelo Estado é a existência de um polo tecnológico. “Essas empresas vão produzir equipamentos voltados para a defesa, assim como tecnologia de ponta como hardwares e softwares e trazem empregos de grande valor agregado e têm efeito para trás e para adiante sobre a economia”. Ele ainda conclui que foi aberta, juntamente com o BNDES, a primeira linha de crédito para exportação desses produtos.  

O Ministério da Defesa pretende estender esse modelo de protocolo de cooperação para os demais estados do Nordeste, por meio dos fundos constitucionais.

Panorama em Pernambuco

Diante do cenário de insegurança no Estado, o governador Paulo Câmara informou que trabalhos são realizados no sentido de diminuir o índice de violência. “Nossos trabalhos de segurança são permanentes, diários. A gente está nesse trabalho muito sério com todas as polícias, Secretaria de Defesa Social, justamente para buscar que os resultados melhores, para que a gente tenha menos homicídios, menos roubos e furtos e que a sensação se insegurança que hoje é muito alta, diminua”.

Ele ainda acrescenta que, “inclusive, estamos em bastante contato com o Ministério da Defesa porque ele pode nos ajudar muito na proteção das fronteiras, principalmente para evitar que drogas e armas entrem no nosso país”. 

Diante do acordo firmado nesta segunda, Câmara explicou a intenção do governo em relação ao recebimento destas empresas. “Hoje assinamos o protocolo com o Ministério da Defesa na busca de atração numa área que o Brasil está iniciando o seu aprimoramento. Pernambuco vai se colocar como um Estado capaz de receber indústrias para o fortalecimento da soberania a partir da instalação dessas empresas aqui”. 

Sobre a ampliação de empregos, Paulo Câmara comenta que “é do nosso interesse que empresas mundiais se instalem em Pernambuco, que gerem emprego e renda”. Para isso, segundo o governador, o Estado fará programa específico de capacitação de mão de obra. 

Ainda não há local para a instalação dessas empresas e os incentivos dados a elas serão discutidos. O governador não deu mais detalhes, afinal, explicou existirem cláusulas de confidencialidade. 

O fortalecimento das relações e o interesse de cooperação entre o Brasil e os Emirados Árabes, no aspecto da segurança nacional, foi assunto de uma reunião na última quinta-feira (16). O encontro ocorreu entre o ministro da Defesa, Raul Jungmann, e o ministro dos Negócios Estrangeiros dos Emirados Árabes, Xeique Abdullah Bin Zayed Al Nahyan, com o intuito de discutir assuntos de defesa para o país, além do interesse de abertura de um escritório referente à área pelo país do oriente médio no Brasil. 

Na ocasião, foi exposta, inclusive, a possibilidade de parceria estratégica entre os países. Isto significa que o Brasil possui interesse em contar com a experiência dos militares dos Emirados Árabes para atuarem em escolas de formação militar no país, com isso, adquirir ainda mais conhecimento com esses profissionais. 

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Jungmann relembrou já haver parceria em andamento entre os dois países, atuando na área aeronáutica, porém, o intuito é que essa união seja ampliada, como a construção de uma agenda comum nas áreas de tecnologia e segurança. Esta ideia consiste em provocar uma relação entre as bases da indústria de defesa e de serviços.

O ministro dos Emirados Árabes ainda foi convidado a participar da feira de segurança e defesa da América Latina, LAAD Defence & Security, que será realizada entre os dias 4 e 7 de abril, no Rio de Janeiro, além de uma próxima visita também em maio. 

Líder da oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE) fez uma avaliação da crise na segurança pública em diversas unidades federativas do país, entre elas Pernambuco, e afirmou que o cenário revela “muito amadorismo” do governo do presidente Michel Temer (PMDB). 

"O presidente não eleito se esconde no Palácio do Planalto, o ministro da Justiça [Alexandre de Moraes] está licenciado em meio a tudo isso e o da Defesa, Raul Jungmann (PPS), é uma figura atrapalhada. Estamos diante de um governo patético e atabalhoado”, alfinetou o senador. 

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Na visão do petista, a situação também é tensa em Pernambuco, onde, segundo ele, os cidadãos encontram-se “amedrontados com o quadro mais crítico de violência dos últimos dez anos”. Ele pontuou que o Pacto pela Vida “está praticamente inativo e não é mais capaz de fazer face ao terror que vitima a população”.

“É um quadro de guerra civil. Agora, temos lá também um movimento dos policiais militares (PMs) que preocupa muito a nossa população. É um rastilho de pólvora que corre o país inteiro e deixa os governadores encurralados, dada a imensa inação do poder federal para auxiliar os Estados em um momento de crise como este”, afirmou, citando dados da ONU que apontam que a cada 134 pessoas que morrem vítimas de violência no mundo, uma foi em Pernambuco. 

O parlamentar salientou que Temer só se manifestou sobre os graves problemas no Espírito Santo “depois de pressionado” e quase duas semanas após o início da convulsão social nas ruas. Já hoje, ressalta Humberto, Temer “surpreendeu” ao não garantir a presença das Forças Armadas durante o Carnaval do Rio de Janeiro. O decreto publicado no Diário Oficial dessa terça-feira informou que os efetivos ficarão no Rio, que também vive uma crise de segurança pública, até a próxima quinta-feira. 

O líder da oposição afirmou ainda que é “extremamente necessário” agir, de forma imediata, para criar um dispositivo nacional de solução desse problema crônico. De acordo com ele, as prisões, as demissões de policiais e o envio das tropas da Força Nacional ou das Forças Armadas não são soluções permanentes ou pacificadoras, mas sim “paliativos e remendos” feitos por "esse governo incompetente que vão estourar a qualquer momento".

O ministro da Defesa, Raul Jungmann (PPS), afirmou neste sábado (11) que as tropas das Forças Armadas e da Força Nacional de Segurança permanecerão no Espírito Santo "o tempo que for necessário". Ele disse que o número total de soldados e agentes no Estado já somam 3.130 homens, número suficiente para garantir o policiamento nas ruas.

"Eu estive aqui em Vitória na segunda-feira (dia 6) e parecia uma cidade fantasma. Hoje fizemos o mesmo trajeto e vimos uma cidade que está voltando a sua normalidade", declarou Jungmann, em pronunciamento no 38.º Batalhão de Infantaria. "Se ainda não resgatamos a plena normalidade, estamos a caminho disso."

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No total, são 2.830 soldados das Forças Armadas e 300 agentes da Força Nacional de Segurança atuando na Grande Vitória. "Hoje podemos dizer que temos um policiamento maior do que em dias normais", afirmou o ministro. O patrulhamento é feito com o auxílio de 180 veículos, sete blindados e três helicópteros.

Ainda de acordo com Jungmann, por decisão da associação comercial o comércio de Vitória deverá reabrir normalmente no Centro da cidade a partir de segunda-feira, 13. O policiamento será reforçado próximo a escolas e unidades de saúde. O transporte coletivo já está funcionando, mas com frota reduzida.

O ministro da Defesa, Raul Jungmann disse na manhã desta segunda-feira (23) em entrevista à Rádio CBN que a crise penitenciária no País tem solução, mas a resolução está nas mãos dos Estados, que por sua vez vivem um período econômico difícil. "Acho que tem (solução), mas está predominantemente em grande medida nas mãos dos Estados, pela Constituição, mas os Estados vivem um período difícil na parte fiscal", afirmou o ministro.

Tropas das Forças Armadas foram enviadas ao Rio Grande do Norte no fim de semana para conter os avanços da guerra entre facções que deixou mortos no Estado. Segundo o ministro, a ordem nas ruas do RN foi restabelecida fora dos presídios após o envio dos militares. "Já não temos incêndio de ônibus, não há descontrole nas ruas. De fato, o clima hoje é melhor do que anteriormente", declarou.

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Jungmann voltou a falar que governo já percebia durante a Olimpíada no Rio de Janeiro que o conflito entre facções criminosas demandaria respostas maiores das Forças Armadas. "Percebemos que esse clima tendia a um agravamento, tínhamos a percepção que aquela preocupação poderia levar a maior demanda da participação das Forças Armadas nessa questão", afirmou, se referindo a ele, ao ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, e ao chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, general Sergio Etchegoyen - que estavam no Rio durante os Jogos Olímpicos.

O ministro afirmou que o governo está intensificando o monitoramento de fronteiras para combater o tráfico de drogas ao Brasil. Ele informou que R$ 470 milhões estão sendo investidos neste ano para o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron), desenvolvido pelo Exército.

Jungmann reconheceu que há necessidade de um contingente maior de militares no trabalho. Atualmente, o órgão soma 35 mil profissionais. "Nós precisaríamos de mais, sem menor sombra de dúvidas, mas é isso que temos como capacidade de orçamento (no momento atual)", disse.

Para o ministro, é preciso promover um acordo de cooperação com os países que fazem fronteira com o Brasil para interromper o contrabando ilegal de drogas. Jungmann contou que pretende organizar um encontro com os ministros da Defesa de países da América do Sul e discutir a atuação articulada entre os governos.

Críticas

Comentado as críticas à atuação das Forças Armadas nas fronteiras e no envio das tropas para os presídios, Jungmann afirmou que os ataques são feitos por quem não conhece o trabalho dos militares. "Isso é desinformação da capacidade que têm as Forças Armadas de fazer varreduras e desconhecimento das Forças nas fronteiras", disse. Além do Rio Grande do Norte, tropas serão enviadas para varreduras e limpeza nos presídios de Roraima e Amazonas, conforme solicitado pelos governadores estaduais, destacou.

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, discutiu a atuação em regime especial das Forças Armadas na Região Metropolitana do Recife (RMR), na manhã desta segunda-feira (12), durante reunião operacional no Centro Integrado de Comando e Controle Regional (CICCR). Além de Jungmann, participaram da reunião o secretário de Defesa Social, Ângelo Gioia, e o comandante Militar do Nordeste, general Artur Costa Moura.

A Operação Leão do Norte agrupou aproximadamente 3.500 militares para atuar com as mesmas competências da PM no Grande Recife. Tropas da Marinha, do Exército e da Aeronáutica realizam um patrulhamento ostensivo, revistas em pessoas e prisões em flagrante, caso necessário.  Para o ministro da Defesa, a integração entre as forças federais e os órgãos de segurança pública de Pernambuco é imprescindível para o sucesso da Operação.

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"Até o momento não temos nenhuma ocorrência grave e nenhum registro de desordem no Grande Recife de sexta-feira (9) até hoje. Nossa perspectiva é que tenhamos um retorno progressivo do policiamento na sua totalidade porque a situação caminha para a normalidade", afirmou Jungmann. O ministro assegurou que a ordem e a segurança pública em Pernambuco caminham normalmente. "Não haverá desordem", disse.

Após quatro dias do início da atuação dos militares na RMR, o secretário de Defesa Social, Ângelo Gioia, pontuou que ainda não há um balanço das ações realizadas pelas Forças Armadas. "Ainda não temos esses dados, mas a atuação ostensiva é sempre inibitória. Fizemos operações regulares da polícia civil e militar e os números serão fechados posteriormente. Seguimos com uma situação de tranquilidade", afirmou.

Após a reunião operacional com os principais chefes da segurança pública de Pernambuco, Jungmann conversou com a imprensa e defendeu a criação de uma Guarda Nacional extraordinária para essas situações de anormalidade. "Essa guarda seria liderada e treinada pelas Forças Armadas, não tendo nenhum tipo de competição com a polícia local", disse. O ministro explicou que esse efetivo atuaria em momentos de desordem e de forma fixa no local. 

O custo para o Governo Federal pela atuação das Forças Armadas no Grande Recife é de R$ 2,3 milhões. O valor foi repassado pelo almirante Ademir Sobrinho, chefe do Estado Maior das Forças Armadas. De acordo com o comandante Militar do Nordeste, general Artur Costa Moura, o patrulhamento está sendo exercido com êxito e até o momento não há necessidade de aumentar o efetivo de militares. "Estamos fazendo rondas a pé, jipes, caminhões e um monitoramento aéreo, também", concluiu.

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De passagem pela capital pernambucana para uma reunião sobre a atuação das Forças Armadas na Região Metropolitana do Recife (RMR), o ministro da Defesa, Raul Jungmann, comentou a última pesquisa pesquisa Datafolha divulgada neste domingo (11) e afirmou que o Governo Federal não está preocupado com popularidade nesse primeiro momento. 

De acordo com a pesquisa, a parcela dos brasileiros que consideram o governo Michel Temer ruim ou péssimo saltou de 31% em julho para 51% em dezembro. Ainda segundo o levantamento, 34% consideram a atual gestão regular e 10%, boa ou ótima. O Datafolha ouviu 2.828 pessoas em 174 cidades brasileiras nos dias 7 e 8 de dezembro.

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Para o ministro da Defesa, a baixa popularidade é reflexo da situação crítica da economia brasileira. "O Michel Temer tem efetivamente dois meses e quatro meses de um governo interino. A situação que recebemos, sobretudo a econômica, é muito difícil. Essa popularidade vai ser conquistada ao longo do tempo", frisou.

Ainda conforme a pesquisa, 63% se disseram favoráveis à renúncia de Temer ainda neste ano para a convocação de novas eleições diretas antes de 2018. Outros 27% se disseram contra a renúncia do presidente, 6% se disseram indiferentes e 3% não souberam responder. Jungamnn explicou ainda que o momento é de colocar o Brasil no rumo certo para sair da crise econômica. 

Delação

No último sábado (10), a delação do ex-diretor da Odebrecht Cláudio Melo Filho atingiu Michel Temer. Ele disse que o presidente pediu, em 2014, R$ 10 milhões ao empreiteiro Marcelo Odebrecht. Em 82 páginas, o executivo contou como a maior empreiteira do País comprou, com propinas milionárias, integrantes da cúpula dos poderes Executivo e Legislativo.

Segundo o delator, os R$ 10 milhões foram pagos em dinheiro vivo ao braço direito do presidente, o ministro chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha. O dinheiro também teria sido repassado ao assessor especial do peemedebista, José Yunes, seu amigo há 50 anos.

Para o ministro da Defesa, a lista foi ilegalmente vazada e é preciso mais cautela para que a Justiça prevaleça. "Temos que esperar esse processo seja homologado e haja o direito de defesa daqueles que estão nela. Se é que essa lista é real", comentou Jungmann. 

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, se pronunciou sobre a prisão do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB), que aconteceu nesta quinta-feira (17). Ele declarou que a detenção de Cabral mostra que o “Brasil está dando exemplo para o mundo".

Jungmann também disse que a prisão representa o combate à má política. “Eu espero que ela continue sendo bastante afetada porque nós precisamos passar a política brasileira a limpo”.

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Sérgio Cabral foi preso na Operação Calicute, que investiga o desvio de recursos públicos federais em obras realizadas pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro. O prejuízo estimado é superior a R$ 220 milhões. O peemedebista estava em sua moradia, no Leblon, e foi levado pela PF sob gritos de "ladrão" de cidadãos.

Invasão à Câmara

O ministro também falou sobre a invasão à Câmara dos Deputados, nessa quarta-feira (16), e pontuou que uma “punição exemplar” se faz necessária. “Se nós não punirmos estas pessoas exemplarmente nós estaremos sancionando o desrespeito à democracia, que é uma conquista do Estado brasileiro", disse o ministro.

Raul Jungmann ainda afirmou que o tipo de invasão como a ocorrida é “inaceitável”. “Ninguém pense em arranhar, desrespeitar ou tentar destruir a democracia brasileira, porque dentro da lei e de acordo com a constituição os militares se oporão a isso”, acrescentou.

O deputado federal Raul Jungmann reassumiu neste quarta-feira (9) o cargo de ministro da Defesa. A nomeação dele ao posto está publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira. Na terça-feira (8), Jungmann foi exonerado, temporariamente, do cargo em edição extra do Diário Oficial.

A exoneração, a exemplo do que ocorreu no dia 18 de outubro, foi necessária para que Jungmann reassumisse o mandato de deputado federal, de acordo com o artigo 56 da Constituição Federal e o artigo 241 do Regimento Interno da Câmara.

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Em outubro, o Ministério da Defesa explicou em nota que "isso ocorre porque, caso contrário, o ministro Raul Jungmann perderia a vaga de suplente do deputado federal Mendonça Filho, hoje ministro de Estado da Educação".

O ministro da Defesa, Raul Jungmann (PPS), declarou apoio ao candidato a prefeito de Jaboatão dos Guararapes Anderson Ferreira (PR), nesta quarta (19). Em nota, o deputado federal agradeceu a aliança firmada declarando que, em um momento de crise econômica, é fundamental uma boa interlocução no cenário nacional. 

Anderson também disse que irá mostrar como trabalhar em prol da segurança em Jaboatão. "Teremos profissionais especializados no assunto, que trabalharão para reduzir os índices de criminalidade em nosso município, através de ações preventivas, e o Ministério da Defesa será fundamental nas parcerias que iremos firmar na nossa administração”, afirmou.

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"O ministro Raul Jungmann vem para fortalecer o nosso projeto e nos deixa certos de que a nossa administração terá o seu total apoio. As principais lideranças do PPS entenderam que seus objetivos são os mesmos, ou seja, fazer Jaboatão avançar, pois a grande maioria da população jaboatonense precisa receber uma atenção especial, principalmente na área social”, acrescentou o candidato.

Polêmicas

Anderson Ferreira é candidato ao município de Jaboatão pelo PR e enfrentará, no próximo dia 30 de outubro, o prefeiturável Neco (PDT). Os dois protagonizam uma série de polêmicas, entre elas, as acusações entre si. O pedetista vem afirmando que a cidade precisa de um "filho da terra". Já Anderson acusa Neco de "representar o passado".

O vice da chapa de Anderson Ferreira, Ricardo Valois, e Neco também estão envolvidos no esquema denunciado pela Polícia Civil de Pernambuco, denominada Caixa de Pandora, que investiga os crimes de peculato, abandono de cargo público, falsificação de documento público e associação criminosa com atuação na Câmara de Vereadores de Jaboatão.

Neco e Valois se dizem inocentes. Inclusive, o pedetista acredita tudo ter sido uma "armação" porque estaria em primeiro lugar nas pesquisas eleitorais. 

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, confirmou hoje (13) o envio de tropas federais e de militares para o estado do Rio de Janeiro, a pedido do governador, Francisco Dornelles. Os detalhes do início das atividades e o contingente que vai reforçar o patrulhamento da Polícia Militar ainda estão sendo definidos com as autoridades estaduais.

“Nesse momento, estamos analisando com outros órgãos e ministérios a resposta a ser dada, mas o presidente [Michel] Temer nos permite antecipar que sim, vamos procurar, de alguma forma, apoiar os esforços do Rio de Janeiro, no que diz respeito à segurança”, afirmou o ministro, em entrevista, após a 13ª Conferência de Segurança Internacional do Forte de Copacabana.

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Ontem (13), o secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, que está de saída do cargo, defendeu a ajuda de órgãos federais, citando as Forças Armadas, para estabelecer o controle em áreas hoje conflagradas. Depois de 10 anos no cargo, Beltrame deixa a secretaria reconhecendo limitações no projeto das unidades de Polícia Pacificadora (UPPs).

Diante das críticas de intervenção militar no Rio, por causa de outras atuações das forças armadas, como a controversa ocupação da Maré pelo Exército, por mais de um ano, para a Copa do Mundo em 2014, e as próprias UPPs, o ministro da Defesa não deu detalhes da atuação militar.

Plano de segurança

Dando destaque para a situação no Rio, que contou com tropas federais para conter onda de violência durante o primeiro turno das eleições, o ministro também revelou que o estado está no “topo das preocupações” do governo federal e terá destaque em um plano de segurança preparado sob coordenação do ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha. “Dentre as preocupações nacionais, há uma preocupação, eu diria, pontual, que tem um grau de emergência e importância, com o Rio de Janeiro”, acrescentou, lembrando a solicitação de Dornelles.

Jungmann também adiantou que participará de um grupo, convocado pela presidenta do Supremo Tribunal Federal, Carmem Lúcia, para discutir desafios na segurança pública do país. A primeira reunião será no dia 28 de outubro e contará com representantes do Ministério da Justiça, da Polícia Federal, Agência Brasileira de Inteligência, do Gabinete de Segurança Institucional e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em um primeiro momento, antecipou.

“A ideia é discutir um plano de ação, atribuir responsabilidades e meta a cada um dos integrantes e, evidentemente, tornar público isso”, revelou. “Não me indaguem que plano será esse porque recebemos um convite e não é de bom tom já saber o que fazer, sem ser reunido pela anfitriã”, acrescentou sem dar detalhes da reunião. A convocação foi feita ontem durante almoço de Carmem Lúcia com o ministro, os comandantes das três Forças Armadas e o chefe do Estado-Maior. O convite foi feito no âmbito do Conselho Nacional de Justiça, órgão do qual Carmem Lúcia também é presidenta.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, e o ministro da Defesa, Raul Jungmann, acompanharam o início da apuração dos votos das Eleições Municipais, no Centro de Divulgação das Eleições, em Brasília. Eles estavam acompanhados de outros ministros da Corte Eleitoral e não falaram com a imprensa

Mais cedo, Gilmar Mendes frisou o clima de tranquilidade das votações durante o dia, especialmente após o reforço de segurança feito pelas Forças Armadas em 491 municípios. O ministro ressaltou ainda que há uma equipe de monitoramento contra ataques virtuais, ressaltando que não houve ataques de hackers às urnas eletrônicas. “É bom frisar que nós temos tido ataques à página do TSE na internet. Ontem nós tivemos cerca de 200 mil ataques à página do TSE, não às urnas”, destacou.

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Raul Jungmann também lembrou que 25,4 mil militares estão atuando juntamente com as polícias locais e que há uma comunicação online com todo o país. “As únicas alterações registradas foram em São Luís. Lá, durante a madrugada, três escolas foram alvos de coquetel molotov, que foram apagados, não gerando incêndios e não comprometendo a votação e a apuração. Em uma dessas escolas foi feito um disparo de advertência”, informou mais cedo.

A apuração dos votos foi iniciada às 17h e já há candidatos comemorando a vitória, como Dayse do Gás (Primavera), Neto Barreto (Joaquim Nabuco) e Vavá Rufino (Moreno), todos em Pernambuco.

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, afirmou nesta sexta-feira, 30, que a crise econômica deixada pelo governo da ex-presidente Dilma Rousseff pode ser um dos motivos que explicam o aumento do número de mortes por motivação política este ano. "A situação fiscal que o governo do presidente Michel Temer encontrou, e que está procurando resolver, evidentemente traz reflexos em todas as áreas, inclusive para a segurança", disse o ministro após um evento no Palácio do Itamaraty.

Jungmann afirmou ainda que tropas das Forças Armadas foram enviadas a Goiás, após um candidato ser morto a tiros durante uma carreata eleitoral no município de Itumbiara, a 204 quilômetros de Goiânia.

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Segundo o ministro, até agora, militares foram enviados a 420 localidades de 15 Estados para garantir a segurança durante as eleições e ajudar em questões logísticas. Esse número pode aumentar até domingo, se novas solicitações forem feitas pela Justiça Eleitoral.

Milícias

Jungmann disse ainda que outra preocupação do governo é com o fato de integrantes de milícias e traficantes, ou indicados por essas facções, conseguirem ser eleitos no domingo. Ele afirmou que, com a lógica do presidencialismo de coalizão, que distribui à base aliada cargos no governo, não seria impossível ter "um representante da criminalidade podendo fazer indicações para a área da segurança".

Questionado se o Rio seria um exemplo dessa situação, o ministro afirmou que sim, mas que isso também ocorre em outros locais do País. "O Rio infelizmente é um exemplo, talvez onde o processo esteja mais avançado, mas não é o único", disse.

O presidente Michel Temer aprovou nesta quinta-feira (29) a nova versão do chamado Livro Branco de Defesa Nacional, documento que lista políticas, ações e procedimentos de segurança e proteção à soberania brasileira. Lançada em 2008, a publicação é atualizada a cada quatro anos.

O ministro-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, Ademir Sobrinho, disse que o Livro Branco “mostra os cenários nacional e mundial, o inventário das Forças Armadas e os projetos mais importantes” do setor, além de dar transparência sobre orçamentos e gastos dos militares.

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Após a apresentação do livro, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, disse que o próximo passo é a análise do texto pelo Congresso Nacional. Segundo ele, as ações de defesa vão muito além das atividades militares. “É indissociável a relação da defesa com a diplomacia e com o comércio. Precisamos ao máximo pensar e agir juntos”, disse.

Jungmann destacou, entre outros pontos, o trabalho da defesa no planejamento estratégico para proteger as riquezas minerais do país. “O programa do submarino nuclear é estratégico para proteger, por exemplo, o pré-sal. Precisamos dessa ferramenta de defesa.” “Além disso, para vocês terem uma ideia, houve 1,5 mil ataques cibernéticos durante a Olimpíada Rio 2016. Nenhum teve sucesso”, disse o ministro, ao citar outra área prioritária do setor.

Atribuições

Além de conter dados estratégicos, orçamentários, institucionais e material detalhado sobre as Forças Armadas, o Livro Branco aborda questões relativas a cenários estratégicos, operações de paz, ajuda humanitária, modernização das Forças Armadas, racionalização, adaptação e suporte econômico das estruturas de defesa. A implantação das ações previstas no documento é de competência do ministro da Defesa.

O Executivo também atualiza a cada quatro anos a Política de Defesa Nacional e da Estratégia Nacional de Defesa. Segundo Jungmann, a Política Nacional de Defesa de 2016 define oito objetivos, entre eles os de garantir a soberania, o patrimônio nacional e a integridade territorial; incrementar a capacidade de defesa; salvaguardar as pessoas, os bens, os recursos e os interesses nacionais; contribuir para a estabilidade regional e para a paz e a segurança internacionais; e promover a autonomia produtiva e tecnológica na área de defesa.

Líder do PT no Senado, Humberto Costa acusou o presidente Michel Temer (PMDB) de “agir contra” o Nordeste, voltando a tratar a região como “o patinho feio da Federação”. De acordo com o senador, os estados nordestinos “não foram contemplados” pelas políticas fiscais e de infraestrutura do novo governo e “sofreram cortes bilionários” de obras que estavam previstas anteriormente.

Sob a ótica do petista, Pernambuco é uma das unidades que mais sofreu com o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), lançado pela equipe de Temer esta semana. “Pernambuco teria concessões para dois terminais de contêineres e dois terminais de granéis minerais. De nove aeroportos que teriam investimento no nosso Estado, a tesourada de Temer levou sete, cortando R$ 180 milhões em recursos para ampliação de unidades regionais”, disparou durante discurso no plenário do Senado nessa terça (20), lembrando ainda da concessão para obras nas BRs 101 e 232.

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O maior problema, segundo Humberto Costa, é que os cortes vem sendo feito “nas barbas” de quatro ministros pernambucanos: o das Cidades, Bruno Araújo (PSDB); da Educação, Mendonça Filho (DEM), da Defesa, Raul Jungmann (PPS); e de Minas e Energia, Fernando Filho (PSB). “A guilhotinada nos investimentos que estavam previstos para Pernambuco acontece nas barbas dos quatro que, por aderirem ao golpe, foram aquinhoados com pastas importantes e para quais, está provado no dia-a-dia, não estavam preparados”, registrou. 

O líder do PT também questionou a posição do PSB-PE, que, de acordo com os jornais locais, agora começa a bater forte em Temer, “querendo se livrar dele como o diabo da cruz”.  O partido foi favorável ao impeachment de Dilma e indicou o ministro das Minas e Energia para o cargo.

“Agora, acusam Temer de ser discriminatório e preconceituoso. Parece que já perceberam, em tão pouco tempo de aliança, que mesmo sendo adesistas, são nordestinos. E nordestino não é prioridade desse temerário governo. Mas o que eu quero lhes dizer é o seguinte: quem pariu Mateus, que o embale. Vocês são responsáveis por isso que está aí”, disparou. 

Humberto ainda alfinetou os quatro ministros pernambucanos ao ironizá-los concedendo “parabéns” por apoiarem “um golpe contra o próprio Estado”.

A permanência das Forças Armadas no Rio de Janeiro após o período de eleições municipais dependerá de autorização do presidente Michel Temer, caso haja um pedido formal do governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, disse nesta quarta-feira, 14, o ministro da Defesa Raul Jungmann, depois de participar do Fórum Nacional, na sede do BNDES, no Rio. Jungmann afirmou que as tropas estão prontas para garantir o processo de votação e apuração das eleições municipais no Rio de Janeiro.

Na semana passada, o secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, se reuniu com Jungmann e com o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, para tratar do tema da segurança do Rio, que enfrenta grave crise e decretou estado de calamidade financeira às vésperas da Olimpíada.

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Jungmann afirmou que dentro dos limites orçamentários da pasta há disposição em colaborar com logística, inteligência e capacitação e controle, mas a presença das tropas depende da autorização do presidente da República a partir de um apelo formal do governador.

"Pessoalmente não sou a favor do emprego prolongado das Forças Armadas (na segurança dos Estados). A GLO (Garantia da Lei e da Ordem) é um instrumento excepcional e por tempo limitado. Questão de segurança deve ser resolvida na segurança", disse, explicando que um soldado não tem formação policial e que a sua pasta tem que defender os interesses e soberania do País.

Operação Hashtag

O ministro disse que as prisões decretadas na Operação Hashtag, de combate ao terrorismo, poderão ser prorrogadas pela Justiça. Segundo ele, tudo depende da atuação do Ministério Público Federal e da Polícia Federal, que estão à frente da operação. Em sua avaliação houve evidências da necessidade dessas prisões no início da operação, com a caracterização de atos preparatórios de terrorismo.

A transição prolongada e a opção pela radicalização levaram à forte onda de protestos contra o governo Michel Temer, mas a tendência é de esfriamento desse processo à medida em que o governo efetivo se firme e mostre resultados na retomada da economia e do emprego. A afirmação foi feita pelo ministro da Defesa, Raul Jungmann, após participar do Fórum Nacional, no Rio.

"Preferíamos que esse não fosse o clima", admitiu o ministro. Segundo ele, há um "segmento minoritário" contrário ao governo Temer e o direito a manifestações faz parte de um País plural e democrático; contudo, este direito deve ser exercido dentro dos limites da lei. "A tendência é que esse processo sofra um esfriamento", disse.

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Jungmann afirmou que não responde pela Polícia Militar de São Paulo, onde se concentraram as reações mais violentas aos protestos, mas que lamenta o que aconteceu.

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