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O futuro presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, anunciou nesta quarta-feira (21) os novos diretores da instituição financeira. Entre os nomes, estão ex-ministros, empresários e integrantes do mercado financeiro. Os nomes foram anunciados durante evento para empresários em São Paulo. Após o evento, Mercadante concedeu entrevista coletiva em que confirmou os nomes.

  Segundo Mercadante, o banco de fomento estará orientado “para o futuro”. A instituição, afirmou, buscará financiar a inovação na indústria e revitalizar a atuação em projetos sociais e ambientais. Ele também prometeu a expansão do crédito para micro e pequenas empresas e cooperativas de crédito.

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O futuro presidente da instituição também anunciou que o BNDES buscará fontes externas de recursos para compensar as restrições no Orçamento de 2023, como o Fundo Amazônia, que tinha R$ 1 bilhão parados e que será liberado. Mercadante anunciou que o banco tentará retomar uma parceria com a China para criar um fundo com o BNDES de US$ 10 bilhões e disse que a Europa tem 55 bilhões de euros em financiamentos socioambientais para oferecer a outros países.

Os diretores anunciados foram os seguintes: 

•   Diretoria Financeira: Alexandre Abreu, presidente do Banco do Brasil em 2015 e 2016 e ex-presidente do Banco Original;

•   Diretoria de Planejamento: Nelson Barbosa, ex-ministro da Fazenda e do Planejamento;

•   Diretoria de Mercado de Capitais: Natalia Dias, presidente do Standard Bank Brasil •   Diretoria de Inovação: José Luis Gordon, ex-presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii);

•   Diretoria Social: Tereza Campello, ex-ministra do Desenvolvimento Social e uma das criadoras do Bolsa Família;

•   Diretoria de Economia Verde: Luciana Costa, presidente da subsidiária brasileira do banco de investimentos francês Natixis;  Barbosa e Campello participaram da equipe de transição. O primeiro atuou como coordenador do grupo técnico de Economia. Campello foi uma das coordenadoras do grupo de Assistência Social.

Durante o evento, Mercadante também anunciou o ex-ministro da Controladoria-Geral da União Luíz Navarro para assumir um posto no banco, mas não informou o cargo.

O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou o ex-ministro da Educação e da Casa Civil, Aloizio Mercadante, como próximo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O anúncio foi feito nesta terça-feira (13), em evento que marcou o fim dos trabalhos da equipe de transição do governo. 

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“Precisamos de alguém que pense em desenvolvimento, inovação tecnológica, para que esse País volte a gerar empregos. E para dizer ao mundo inteiro que quiser vir para cá, que venha. Nosso País voltará a ser respeitado”, destacou o petista. 

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O coordenador do programa de governo do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Aloizio Mercadante, é hoje um dos nomes mais forte para comandar o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), segundo apurou o Estadão.

O comando do banco desenvolvimento terá papel decisivo na política econômica que Lula quer implementar para ativar o investimento e acelerar o desenvolvimento do País.

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Procurada, a assessoria de Mercadante não negou a informação obtida pelo Estadão: "Haverá uma reunião no domingo para definir. Há outras possibilidades e Aloizio Mercadante vai falar pessoalmente com o presidente Lula sobre o assunto", respondeu a sua assessoria.

Ex-ministro, ex-senador e atual presidente da Fundação Perseu Abramo, braço do pensamento econômico do PT, Mercadante coordena os grupos de trabalho do governo de transição.

Em entrevista nesta semana, ele falou sobre os planos para o BNDES e antecipou que o banco de desenvolvimento do governo federal deve ficar vinculado ao novo ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Como mostrou o Estadão, o ministério renasce com mais poder na Esplanada.

Mercadante disse que o governo eleito quer fortalecer o financiamento de longo prazo do BNDES, sem comprometer recursos do Tesouro Nacional. "Somos contra a visão de um BNDES acanhado e sem capacidade de financiamento. O BNDES precisa ser uma fábrica de projetos e estimular startups", disse na entrevista.

O economista Gabriel Galípolo, próximo ao futuro ministro da Fazenda, Fernando Haddad, é cotado também para presidir o BNDES, como antecipou o Estadão. Galípolo é ex-presidente do banco Fator e interlocutor na campanha com o mercado financeiro.

O coordenador dos grupos de trabalho do gabinete de transição do Governo Lula, Aloizio Mercadante, ficou emocionado ao revelar, nesta sexta-feira (25), o diagnóstico parcial de dados e recursos do Ministério da Saúde do Governo Bolsonaro. Ao lado dos ex-ministros Arthur Chioro, José Gomes Temporão e do senador Humberto Costa, figuras que coordenam o grupo de Saúde da transição, o petista ficou com a voz embargada e relembrou o tratamento contra o câncer da sua ex-esposa, que foi feito pelo SUS.  

A lembrança surgiu enquanto Mercadante citava os brasileiros que estão com dificuldade para obter tratamento contra câncer ou remédios via Farmácia Popular, programa cujo orçamento sofreu corte de 59% no governo de Jair Bolsonaro (PL). 

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"Eu fiquei viúvo e minha primeira esposa morreu de câncer. Eu acordava às cinco da manhã para pegar uma guia todo dia no SUS. Esse tempo passou. O Estado brasileiro tem que prover o tratamento. Tem que ter responsabilidade pública, é disso que estamos falando aqui, dessas pessoas que estão na fila do câncer e não conseguem pegar um remédio na farmácia popular. Que país que a gente quer construir? Nós não vamos aceitar essa situação e vamos reverter essa situação da saúde e atenção básica, porque o país tem condições de enfrentar e de superar”, declarou. 

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O GT de Saúde do governo de transição pede que o Congresso aprove um acréscimo de 22,7 bilhões de reais para a Saúde em 2023. Sem isso, o setor entrará em colapso, disseram os três ex-ministros. 

Mercadante passou a falar do orçamento e do “enfrentamento ao desmonte do Estado brasileiro” quando a imprensa questionou o que a equipe de Lula fará caso o Congresso aprove uma rubrica menor do que a esperada, ao votar a chamada PEC da Transição. 

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Ex-ministros da Educação alertaram, em carta aberta, que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) "está em perigo". A autarquia, ligada ao Ministério da Educação (MEC), vem sendo gravemente enfraquecida, de acordo com o documento, o que “coloca em risco políticas públicas cruciais para gestores educacionais, professores, alunos, familiares, além de governantes de todos os níveis".

O manifesto intitulado “Em defesa do Inep, o órgão que avalia a educação no Brasil” foi assinado pelos ex-ministros Rossieli Soares (gestão Michel Temer), Mendonça Filho (Temer), Aloizio Mercadante (gestão Dilma Rousseff), José Henrique Paim (Dilma), Cid Gomes (Dilma), Fernando Haddad (gestões Dilma e Luiz Inácio Lula da Silva) e Tarso Genro (gestão Lula).

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A carta destaca que o Inep, órgão responsável pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), teve em sua liderança grandes acadêmicos e gestores experientes no campo educacional. No entanto, nos últimos dois anos, a pasta vem sendo liderada por cinco pessoas diferentes. “E pior: as posições de gestão não têm sido preenchidas com indicações de quadros técnicos qualificados para as funções.”

No governo de Jair Bolsonaro (sem partido), o Inep nomeou o quinto comandante no final de fevereiro. Danilo Dupas Ribeiro substituiu Alexandre Lopes, que foi exonerado do cargo logo após a realização das provas digitais do Enem.

Em outro ponto da carta, os ex-ministros comentam que o Inep está sendo excluído pelo MEC: “O corpo técnico de servidores do órgão, que é amplamente reconhecido no meio educacional pela seriedade, especialidade e compromisso público, não é ouvido. O Ministério da Educação exclui constantemente o Inep de debates sobre a atuação de prerrogativa legal do órgão, como a reformulação do Ideb e as avaliações para medir a alfabetização das crianças no 2º ano do ensino fundamental”, destaca o trecho.

A carta ressalta que neste período pandêmico, a educação precisa mais do que nunca de investimento. “Estamos em um dos momentos mais desafiadores de nosso País, com esta pandemia. Mas não será com cortes no orçamento da Educação, área prioritária para o desenvolvimento social e econômico, que isso irá se resolver. Mesmo porque o Inep produz informações que evitam o desperdício, racionalizando e tornando o Estado brasileiro mais eficiente.”

“Nós, que tivemos a honra de comandar esse ministério em algum momento da história recente do país, sentimos compelidos a fazer um apelo ao governo e à sociedade: respeitem, valorizem e reconheçam o papel de Estado desta instituição. O Inep é fundamental para a produção de dados sobre a educação brasileira. Por ser tão técnico, seu trabalho talvez não seja suficientemente conhecido pela população, mas asseguramos que é um pilar de sustentação da maior parte das ações do MEC. Sem um Inep capaz de cumprir suas funções, não haverá gestão responsável na educação do Brasil”, finalizou o manifesto.

Confira, na íntegra, a carta assinada pelos ex-ministros: 

Em defesa do Inep, o órgão que avalia a educação no Brasil

O principal órgão responsável pelas avaliações e indicadores da educação brasileira está em perigo. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, o Inep, vem sendo gravemente enfraquecido e isso coloca em risco políticas públicas cruciais para gestores educacionais, professores, alunos, familiares, além de governantes de todos os níveis.

O Inep é vinculado ao Ministério da Educação e teve em sua liderança acadêmicos de prestígio e gestores experientes no campo educacional ao longo dos seus 84 anos de história. Nos últimos dois anos, no entanto, o cargo foi ocupado por cinco pessoas diferentes. E pior: as posições de gestão não têm sido preenchidas com indicações de quadros técnicos qualificados para as funções.

O corpo técnico de servidores do órgão, que é amplamente reconhecido no meio educacional pela seriedade, especialidade e compromisso público, não é ouvido. O Ministério da Educação exclui constantemente o Inep de debates sobre a atuação de prerrogativa legal do órgão, como a reformulação do Ideb e as avaliações para medir a alfabetização das crianças no 2º ano do ensino fundamental. Além disso, há incertezas sobre a realização da própria prova do Saeb em 2021, logo quando é tão importante mensurar os impactos da pandemia de Covid-19 para o aprendizado dos alunos.

Para se ter uma ideia da importância do Inep, todos os anos, dezenas de milhões de crianças e adolescentes que frequentam as nossas escolas são contabilizadas pelo Censo da Educação Básica. O resultado do Censo forma a base de cálculo para repasses de recursos do Fundeb para estados e municípios, financiando a maior parte da educação básica no Brasil.

Já no Censo da Educação Superior, outras milhões de pessoas são contabilizadas anualmente, com informações valiosas sobre o perfil dos alunos, seus cursos e a taxa de evasão, por exemplo. Parte desses estudantes faz a prova de avaliação da educação superior, o Enade, que conta para o Índice Geral de Cursos (IGC). O IGC impede que cursos e instituições de baixíssima qualidade estejam ao alcance das pessoas. Isso tudo também é organizado pelo Inep. 

Em anos alternados, dezenas de milhões de estudantes do ensino fundamental e médio são avaliados pelo Sistema de Avaliação da Educação Básica, o Saeb. Os resultados dos alunos do 5º e 9º ano do fundamental e 3º ano do médio são usados para compor o Ideb, Índice de Desenvolvimento da Educação Básica. As redes estaduais e municipais anseiam por esses dados para medir a qualidade do ensino que oferecem aos seus estudantes. Sem os dados do Ideb, a educação brasileira fica às cegas e a aplicação dos recursos fica comprometida. Sem o Inep seria impossível.

Isso sem falar dos milhões de jovens e adultos em busca do acesso ao ensino superior que fazem as provas do Enem, elaboradas pelo Inep.

Estamos em um dos momentos mais desafiadores de nosso País, com esta pandemia. Mas não será com cortes no orçamento da Educação, área prioritária para o desenvolvimento social e econômico, que isso irá se resolver. Mesmo porque o Inep produz informações que evitam o desperdício, racionalizando e tornando o Estado brasileiro mais eficiente.

Nós, que tivemos a honra de comandar esse ministério em algum momento da história recente do país, sentimos compelidos a fazer um apelo ao governo e à sociedade: respeitem, valorizem e reconheçam o papel de Estado desta instituição. O Inep é fundamental para a produção de dados sobre a educação brasileira. Por ser tão técnico, seu trabalho talvez não seja suficientemente conhecido pela população, mas asseguramos que é um pilar de sustentação da maior parte das ações do MEC. Sem um Inep capaz de cumprir suas funções, não haverá gestão responsável na educação do Brasil.

Carta assinada, em ordem cronológica, por Tarso Genro, Fernando Haddad, Cid Gomes, José Henrique Paim, Aloizio Mercadante, Mendonça Filho, Rossieli Soares.

O juiz eleitoral Francisco Carlos Inouye Shintate, de São Paulo, determinou o arquivamento do inquérito contra os ex-ministros Aloizio Mercadante e Edinho Silva (Governo Dilma Rousseff) por suposto caixa 2 da Odebrecht na campanha de 2010 - quando Mercadante se candidatou ao governo do Estado.

O inquérito havia sido instaurado com base na delação premiada de Benedicto Barbosa da Silva Junior, o "BJ", e Carlos Armando Paschoal, o "CAP", ex-executivos da empreiteira. Os repasses teriam sido feitos a pedido de Edinho, então presidente do Diretório Regional do PT.

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De acordo com os delatores, Edinho teria procurado "CAP", então diretor-superintendente da área de Infraestrutura da Construtora Norberto Odebrecht, para solicitar R$ 1 milhão para a campanha de Mercadante. O pagamento teria sido feito em três parcelas, entre julho e setembro de 2010, a pessoas indicadas por Edinho.

O inquérito, no entanto, não identificou quem teriam sido essas pessoas. Além disso, destacou o juiz Shintate, "realizadas pesquisas nos materiais fornecidos por Benedicto Junior, não foram encontradas referências aos investigados nos documentos apresentados, mas, sim, o codinome 'Aracaju'."

Edinho negou que tenha exercido qualquer atribuição na campanha eleitoral de Mercadante em 2010, cargo ocupado, segundo ele, por Eduardo Tadeu, então prefeito de Várzea Paulista.

"Concluídas as investigações, não se amealhou provas de materialidade dos fatos narrados neste inquérito policial", ponderou o promotor de Justiça Eleitoral Flávio Eduardo Turessi, que se manifestou pelo arquivamento do inquérito.

"Deste modo, observa-se que os fatos narrados pelos colaboradores não foram confirmados por outras pessoas ou documentos, remanescendo somente as suas versões dos fatos, colhidas pela Procuradoria-Geral da República."

Segundo o promotor, "não há qualquer prova nos autos de que o candidato Aloizio Mercadante tinha conhecimento do suposto pedido de doação formulado por Edinho Silva, o qual, de acordo com os relatos dos colaboradores, atuava em seu nome".

"Em suma, não se vislumbra justa causa para o oferecimento de denúncia pela prática de crime de falsidade ideológica eleitoral."

Defesas

O criminalista Pierpaolo Cruz Bottini disse que "o arquivamento era necessário uma vez que o próprio Supremo Tribunal Federal entende que a mera palavra do delator não é suficiente para a instauração de ação penal".

A presidenta afastada Dilma Rousseff criticou nesta quarta-feira (25) as medidas econômicas anunciadas pelo presidente interino Michel Temer e disse que as ações poderão significar retrocesso para a educação brasileira. Dilma fez os comentários durante mais um bate papo com internautas em sua página no Facebook e estava acompanhada pelo ex-ministro da Educação, Aloizio Mercadante.

Para Dilma, a proposta do governo interino de reajustar os repasses para educação e saúde pela inflação do ano anterior vai trazer perdas significativas para a área da educação. “Estamos muito preocupados porque investimos R$ 54 bilhões além do piso constitucional para a educação, num grande esforço, só no nosso governo. O que eles estão propondo representa acabar com o piso e congelar os recursos para educação para os próximos anos”, disse.

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Atualmente, a lei exige que os governos apliquem um percentual mínimo de suas receitas em educação e saúde. No caso da educação, a Constituição determina que a União invista, no mínimo, 18% da arrecadação com impostos no setor.

No entanto, Temer pretende incluir as áreas de educação e saúde na proposta de emenda à Constituição (PEC) que vai estipular um teto para os gastos públicos, conforme divulgado ontem (24) pela equipe econômica. Logo após o anúncio, no entanto, o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Carlos Hamilton, disse que a aplicação mínima constitucional prevista para saúde e educação não cai com PEC que o governo pretende enviar ao Congresso Nacional limitando gastos. Segundo ele, o que muda é que o total dos gastos, incluindo o piso para essas duas áreas, não pode crescer além da inflação do ano anterior.

Números

Durante a conversa com internautas, a presidenta afastada e o ex-ministro Mercadante também destacaram dados sobre avanços na educação durante os governos do PT, com Dilma e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo Mercadante, em 2002, havia cerca de 3 milhões de estudantes universitários no país e, em 2015, eram 7,8 milhões. “O mais importante: com a ampliação das universidades e institutos federais, com o Fies [Fundo de Financiamento Estudantil] e o Programa Universidade para Todos [ProUni], um em cada três estudantes universitários teve acesso ao estudo superior por estas políticas públicas”, disse o ex-ministro.

Nos últimos dias, a presidenta afastada também respondeu a perguntas pelo Facebook sobre o Bolsa Família e a Previdência, sempre acompanhada dos ex-ministros que comandavam as áreas em seu governo.

Universidades e institutos federais terão 90 dias para apresentar proposta de uma política de inclusão de negros, indígenas e pessoas com deficiência nos programas de pós-graduação. A medida está prevista em portaria assinada nesta quarta-feira (11) pelo ministro da Educação, Aloizio Mercadante. O texto deve ser publicado quinta (12) no Diário Oficial da União.

Como a Agência Brasil adiantou na noite de ontem, a portaria não estabelece uma porcentagem de reserva de vagas; cada instituição e curso terá autonomia para fazê-lo. Para subsidiar as instituições, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) vai disponibilizar dados do ingresso desses estudantes na pós-graduação e desenvolverá indicadores para medir a inclusão, dentro de um mês.

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"É certo que, em muitas áreas, a presença de negros, indígenas e pessoas com deficiência é muito menor que a média da sua presença na graduação e menor ainda que a sua presença na população", disse o secretário de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão do MEC, Paulo Nacif. "Não é possível pensar no desenvolvimento do país sem que essas pessoas integrem todas as dimensões da sociedade brasileira. A gente não vai alcançar o desenvolvimento necessário sem considerar esse percentual altamente relevante", acrescentou.

A portaria vale para cursos de mestrado, mestrado profissional e doutorado. Apesar de estipular prazo para a definição, a portaria não estabelece uma data para que as cotas sejam implementadas. As cotas nos programas de pós-graduação são debatidas em grupo de trabalho do MEC e na Capes desde 2014.

No ano passado, a Agência Brasil publicou um especial sobre a presença de negros na pós-graduação. Na época, a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) informou que finalizaria um projeto de cotas até junho. Em outubro, a pasta deixou de existir.

O número de estudantes negros (soma de pardos e pretos, conforme terminologia usada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) no mestrado e no doutorado mais que duplicou de 2001 a 2013, passando de 48,5 mil para 112 mil, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad). Considerando apenas os estudantes pretos, o número passou de 6 mil para 18,8 mil, um aumento de mais de três vezes.

No entanto, embora sejam a maior parte da população (52,9%), os estudantes negros representam apenas 28,9% do total de pós-graduandos. O número de estudantes brancos nessa etapa de ensino também aumentou nos últimos 12 anos, passando de 218,8 mil para 270,6 mil.

Em tom de despedida, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, afirmou, nesta quarta-feira (11), que é “pós-doutorado” no campo da oposição. Com a possibilidade da presidente Dilma Rousseff (PT) ser afastada do cargo por até 180 dias, a partir de uma decisão do Senado, o ministro pontuou que “hoje é um dia de luto para a democracia”. Mercadante disse que se a admissibilidade do impeachment for aprovada ele entrega o cargo e todos os secretários prometeram seguir o mesmo caminho. 

“Se, não estou dizendo que será, mas se a presidenta for afastada, eu saio com ela imediatamente”, disse Mercadante, se comprometendo em realizar uma transição sadia e fiscalizar o novo governo. “Estamos há 13 anos no governo, mas eu tenho pós-doutorado em oposição, eles que se preparem”, acrescentou. 

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Diante de um auditório lotado por funcionários da Educação, o auxiliar da presidente Dilma Rousseff chamou o impeachment de golpe por não ter base legal e disse que o processo está sendo articulado desde a posse de Dilma. 

“Alguns partidos que hoje querem dar o golpe, na época, eram contra mudanças no Enem [Exame Nacional do Ensino Médio], contra a política de cotas. No mínimo, eles têm que pedir desculpas pelo que fizeram. Se não fossem programas como o ProUni [Programa Universidade para Todos] e o Sisu [Sistema de Seleção Unificada], milhares não chegariam à universidade”, salientou.

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, criticou as propostas do PMDB para a educação em um eventual governo do vice-presidente Michel Temer, caso o peemedebista assuma o Palácio do Planalto no lugar da presidenta Dilma Rousseff. Segundo Mercadante, as ideias, apresentadas no documento A Travessia Social, são "um passo em direção ao passado e não ao futuro”.

No documento, elaborado pela Fundação Ulysses Guimarães e ainda não lançado oficialmente, o PMDB expõe uma série de medidas para a área social. Na educação, o partido sugere, por exemplo, a bonificação de professores, por meio de um programa de certificação federal dos profissionais do ensino fundamental e médio. Pela proposta, a União passaria a custear um pagamento adicional à remuneração regular de acordo com os resultados dos docentes.

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Segundo Mercadante, iniciativas semelhantes não deram bons resultados. “Internacionalmente, academicamente, as pesquisas não mostram que essa é uma política de resultados seguros. Mesmo experiências no Brasil, como em São Paulo, não tiveram o que se esperava em termos de retorno”, disse. 

Orçamento

O petista também criticou a possibilidade de desvinculação de recursos para a educação. A questão é tratada no documento 'Uma Ponte para o Futuro', divulgado pelo PMDB em outubro do ano passado. No texto, o partido de Temer diz ser “necessário, em primeiro lugar, acabar com as vinculações constitucionais estabelecidas, como no caso dos gastos com saúde e com educação, em razão do receio de que o Executivo pudesse contingenciar, ou mesmo cortar esses gastos em caso de necessidade”.

“A desvinculação de receita é um grave retrocesso. É um desmonte do PNE [Plano Nacional de Educação], que é uma estratégia extremamente ousada”, disse Mercadante. O PNE estabelece que até 2024, o Brasil invista pelo menos 10% do Produto Interno Bruto (PIB) em educação. Atualmente, o investimento é de 6,2%. “A meta 20 [que trata do financiamento] não está resolvida. O que o PNE diz é que precisaríamos de mais receitas para educação”, ponderou o ministro.

A Constituição estabelece que União invista um mínimo de 18% do que arrecada em educação e, estados e municípios, 25% de suas receitas. O fim do mínimo constitucional e a desvinculação de receita, segundo Mercadante, inviabilizaria também a Lei do Piso [Lei 11.738/2008], que define um mínimo a ser pago aos professores. Estados e municípios já manifestaram dificuldades em cumprir a lei.

Sociedade civil

Além de Mercadante, as possíveis mudanças na condução das políticas de educação também foram alvo de críticas de entidades que atuam na área. Para o Fórum Nacional de Educação (FNE), composto por 50 entidades representantes da sociedade civil e do Poder Público, a medidas peemedebistas “são contrárias a tudo o que o movimento educacional aponta para a educação”, de acordo com o coordenador da entidade, Heleno Araújo.

“Investir no melhor desempenho [do professor] e deixar de colocar receita [na educação] é um prejuízo geral do PNE. São políticas paliativas que tentam encobrir a falta de financiamento da educação”, acrescentou Araújo.

A presidente-executiva do movimento Todos pela Educação, Priscila Cruz, também apontou problemas nas propostas do PMDB para o setor. “A desvinculação de recursos da educação em um momento em que não se cumpriram sequer as agendas do século passado, em que ainda temos mais de 3 milhões de crianças fora da escola e a minoria aprende o que tem direito, é retrocesso”, disse.

Em relação às bonificação de professores, Priscila disse que a questão é polêmica. Embora bem-sucedida em alguns países, segundo ela, “não há evidência de que a política ajudou a avançar a educação”. A diretora do Todos pela Educação disse que melhorar a formação de professores e tornar a carreira mais atrativa são medidas mais efetivas. O bônus, segundo Priscila, funciona “em países que conseguiram fazer a lição de casa mais forte na base, em que a carreira de professor é muito disputada”, o que não é o caso do Brasil.

Propostas de Temer

Em relação à desvinculação de receitas para educação, o PMDB diz que, no Brasil, a maior parte do Orçamento chega ao Congresso para ser discutido e votado, com a maior parte dos recursos já comprometidos ou contratados, seja por meio de vinculações constitucionais, seja por indexação obrigatória dos valores.

“Assim, a maior parte das despesas públicas tornou-se obrigatória, quer haja recursos ou não. Daí a inevitabilidade dos déficits, quando os recursos previstos não se realizam, ou porque as receitas foram superestimadas, ou porque houve retração na atividade econômica, e, portanto perda de receitas”, diz trecho de Um Ponte para o Futuro.

Já no documento A Travessia Social, o partido de Temer diz que o governo federal precisa “de um protagonismo muito maior do que tem tido até hoje, para assegurar que, na diversidade do país, as crianças brasileiras, onde quer que vivam, tenham as mesmas oportunidades de educação e de conhecimento”.

O senador Delcídio do Amaral (PT-MS) entregou ao Ministério Público Federal (MPF) gravação feita por seu assessor Eduardo Marzagão de três encontros realizados, em dezembro do ano passado, com o ministro Aloizio Mercadante. As informações constam do Termo de Colaboração Premiada nº 5 firmado entre o senador e o MPF.

De acordo com o documento, nesses encontros Mercadante teria oferecido ajuda financeira à família de Delcídio para arcar com custos de advogados “por meio de empresa ligada ao PT”. Mercadante teria dito também que intercederia junto aos presidentes do Supremo Tribunal Federal, ministro Ricardo Lewandowski, e do Senado, Renan Calheiros, no sentido de favorecer a soltura de Delcídio.

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Ainda segundo o documento, Delcídio disse que Mercadante teria agido como emissário da presidenta da República, Dilma Rousseff, e, “portanto, do governo”.

O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), anexou novos fatos sobre o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) e o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, em um inquérito mantido até esta quarta-feira, 24, sob sigilo na corte. Ambos são investigados por supostos crimes eleitorais com base na delação do dono da UTC, Ricardo Pessoa, obtida no âmbito da Operação Lava Jato.

As novas informações integram a delação do diretor financeiro da UTC, Walmir Pinheiro. O delator disse ao Ministério Público que foram feitas três doações eleitorais, de R$ 250 mil cada uma, ao ministro e então candidato petista ao governo de São Paulo em 2010.

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Pinheiro afirmou que jamais esteve pessoalmente com Mercadante. No entanto, ele disse que, das três doações, uma foi feita pela UTC, a segunda pela Constran e a terceira "por fora". Ele não se recordava da forma como o pagamento foi operacionalizado e tampouco para quem o dinheiro em espécie foi entregue.

Ao incluir as informações no inquérito de Mercadante e Aloysio, Mello atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). "O pagamento de vantagens pecuniárias indevidas a Aloysio Nunes Ferreira e Aloizio Mercadante pelo grupo empresarial UTC, em valores em espécie e inclusive sob o disfarce de doação eleitoral 'oficial', pode configurar os crimes de corrupção passiva ou de falsidade ideológica eleitoral e de lavagem de dinheiro", escreveu a vice-procuradora-geral da República, Ela Wiecko, ao STF em novembro.

Wiecko destaca que os fatos já são objeto de investigação no Supremo. Por isso, ela pede o "simples apensamento" das informações prestadas por Pinheiro ao inquérito que corre sob relatoria de Celso de Mello.

Ricardo Pessoa, dono da UTC, já havia relatado em delação premiada que originou a abertura do inquérito uma reunião Mercadante na qual foram acertadas doações políticas. De acordo com o empreiteiro, o ministro, então candidato ao governo paulista em 2010, presenciou um acerto no qual ficou acordado que R$ 250 mil seriam repassados em doação oficial à campanha e outros R$ 250 mil seriam dados em espécie, tendo saído do caixa 2 da empreiteira.

Pessoa afirmou que a reunião ocorreu em um apartamento no bairro de Alto de Pinheiros, região nobre de São Paulo, com a presença também do então coordenador da campanha petista e atualmente presidente do diretório estadual do PT, Emídio Souza. Mercadante sustenta que recebeu R$ 500 mil em doação oficial declarada à Justiça Eleitoral e rechaça a tese de existência de caixa 2.

Sobre Aloysio Nunes, Pinheiro afirmou que soube de um encontro entre o tucano e Ricardo Pessoa, no qual ficou acertada doação oficial de R$ 300 mil para campanha do senador e R$ 200 mil em espécie. Ele afirmou ainda que, normalmente, o pagamento em espécie é utilizado para "pagamento de boca de urna".

A informação vai ao encontro do declarado por Pessoa, que relatou ter acertado com Aloysio Nunes doação para campanha eleitoral no valor de R$ 500 mil, sendo R$ 300 mil feitos por repasses oficiais e R$ 200 mil em dinheiro. O encontro, segundo o dono da UTC, foi feito no escritório político do senador e então candidato, na Avenida 9 de Julho, em São Paulo.

Pedidos

Celso de Mello também autorizou, conforme pedido da PGR, o envio para outros foros competentes de informações sobre o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), o ex-ministro Hélio Costa (PMDB-MG) e o ex-deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP).

No mesmo despacho, o ministro do STF determinou o arquivamento da menção feita sobre os deputados Paulinho da Força (PSD-SP), Luiz Sérgio (PT-RJ) e sobre ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner.

O Brasil lançará programa de pós-graduação em parceria com os países do Brics - grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, segundo o ministro da Educação, Aloizio Mercadante. O edital para escolher as instituições a serem incluídos na iniciativa será lançado em dezembro. A seleção dos alunos será em março.

Os mestrados e doutorados serão em seis áreas: economia, energia, tecnologia da informação e segurança da informação; mudança climática e efeito estufa, estudos sobre o Brics e recursos hídricos e poluição. Para cada uma delas serão oferecidas dez bolsas de doutorado e dez de mestrado.

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Os últimos ajustes são feitos pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. A intenção é que sejam 12 programas de pós-graduação, dois para cada tema, selecionados por edital.

O ministro explica que os estudantes terão dois orientadores, um brasileiro e um estrangeiro. O aluno participará de aulas à distância e presenciais em outros países. O idioma dos cursos será o inglês.

“Todos os países ofertarão os cursos simultaneamente e o próximo passo é criar uma universidade dos Brics”, diz o ministro. 

Em audiência pública na Câmara dos Deputados, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, chamou a atenção para a possibilidade de o Brasil não conseguir atingir as metas do Plano Nacional de Educação (PNE) nos próximos anos devido aos cortes de recursos. Na Comissão de Educação, ele pediu que os parlamentares que garantam a verba quando forem aprovar o orçamento de 2016.

Neste ano, vários programas do MEC sofreram com cortes e reformulações, entre eles o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) - o carro-chefe do governo Dilma no setor - e o Ciência Sem Fronteiras - que permite o intercâmbio de estudantes brasileiros com instituições de ensino no exterior. As greves nas universidades federais também chamaram a atenção para a falta de investimento.

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As duas iniciativas terão reduções no próximo ano. Na previsão orçamentária enviada pelo governo ao Congresso, o Planalto indica pouco mais de R$ 2 bilhões para o CsF, metade do valor que estava previsto para 2015. No Pronatec, a queda no investimento será ainda maior: R$ 1,5 bilhão, contra os R$ 4 bilhões orçados para este ano.

Apesar do cenário, com corte de R$ 9,42 bilhões em 2015, segundo Mercadante, o país está conseguindo alcançar as metas para este ano. No entanto, ele chamou a atenção dos parlamentares sobre a necessidade de garantir novas fontes de recursos, sem as quais o cumprimento das metas do PNE poderá ser comprometido. “Sem dúvida, temos que aumentar a receita para preservar a educação", frisou ele, que fez questão de ressaltar que a decisão sobre novos impostos caberá ao Congresso, embora o governo articule essa proposta nos bastidores.

Como titular do MEC, ele defendeu a criação da nova CPMF, o chamado imposto do cheque. “É um imposto que ninguém sonega e, desde que foi extinto, perdemos R$ 500 bilhões em receitas”, declarou. A contribuição tinha um caráter provisório, mas foi empregada entre 1993 e 2007, ano em que foi derrubada pelo Senado.

Manifestação - Durante todo o ano, servidores da educação protestaram contra a falta de investimento. Nesta quarta-feira (11), a cena se repetiu. Durante a audiência na Câmara, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) reuniu 1,5 mil docentes de todo o Brasil em um ato na Esplanada dos Ministérios, passando pelo Congresso e seguindo para o MEC.

Eles pedem que o critério de reajuste do piso do magistério siga a Lei 11.738 e que sejam instituídos o piso salarial e as diretrizes nacionais de carreira para todos os trabalhadores do setor. A expectativa é que uma comissão se reúna com Mercadante na tarde desta quarta.

 

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, classificou como excelente escolha o tema “A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira” para a redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2015.

Durante coletiva de imprensa neste domingo (25), ele ressaltou que a elaboração do tema foi feita por pesquisadores e professores de competência reconhecida. Ao citar a Lei Maria da Penha e a Lei do Feminicídio, entre outras, Mercadante disse ser inquestionável a persistência da violência contra a mulher no país.

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"Achei um excelente tema. Defendo integralmente essa pauta. Foi uma excelente escolha”, concluiu.

A edição deste ano do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) teve um índice de abstenção de 25,5%. Em coletiva de imprensa realizada na noite deste domingo (25), em Brasília, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, declarou que esse percentual de faltosos é o menor desde 2009. Para Mercadante, a diminuição da quantidade de faltosos mostra que a população brasileira vem valorizando mais o Enem, principalmente por ele ter se tornado a principal forma de ingresso em vários benefícios educacionais. Em 2014, o índice de abstenção foi de 28%.

“A motivação do Enem vem crescendo a cada ano. É um grande fator de interesse dos estudantes brasileiros. O Enem motiva também, inclusive, aqueles que já estão na faculdade e querem mudar de curso’, declarou o ministro da Educação, destacando algumas ações que cobram o Enem, tais como o Sisu, Prouni e recentemente o Fies.

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De acordo com Mercadante, foram eliminados 330 participantes no primeiro dia e 347 neste domingo, último dia do Exame. Só que esses números podem aumentar a qualquer momento. “Eliminação pode acontecer a qualquer hora. Basta que seja confirmado algum tipo de fraude”, comentou o ministro. Dos eliminados de hoje, a causa das eliminações em quase todos os casos foi o uso de equipamentos eletrônicos. Até o momento, também aconteceram três punições por fotos postadas nas redes sociais.

Ainda neste domingo, uma escola no Pará, localizada na cidade de Marituba, teve problemas com energia elétrica. Sobre esse caso, Mercadante garantiu que os 600 feras prejudicados farão a prova do segundo dia novamente em 2 de dezembro.

Mercadante também foi questionado sobre as declarações dos deputados Jair Bolsonaro (PP-RJ) e Marcos Feliciano (PSC-SP), que usaram as redes sociais contra uma questão das provas desse sábado (24), primeiro dia do Exame. O quesito abordou o tema feminismo e levou para os feras um texto da filósofa francesa Simone de Beauvoir. Para os deputados, a abordagem buscou uma “doutrinação”. Em resposta, Mercadante disse que o Enem possibilita um debate pedagógico e político e que as pessoas têm o direito de divergirem, mas que precisam estar abertas para aprenderem.  

O ministro acredita que o Enem 2015 foi um sucesso. Ele também confirmou que o gabarito oficial será divulgado até a próxima quarta-feira (28) “Foi um grande êxito. A prova está feita. O caminho para o Enem é estudar. O Exame é uma grande vitória da educação brasileira”, falou.

 

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, concedeu uma coletiva de imprensa, neste sábado (24), na qual fez o tradicional balanço do primeiro dia das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Em todo o país, mais de 360 candidatos foram eliminados nesta primeira etapa. Destes, 36 foram impedidos de continuar a realização do processo por portarem equipamentos proibidos.

Sobre o transporte das provas aos locais de realização do exame, o ministro confirmou que não houve problema algum. “Nenhum malote foi perdido, nenhuma prova deixou de chegar aos locais. Se somos capazes de planejar isso, pedimos aos candidatos para se planejarem para chegar uma hora antes”, mencionou ao lembrar dos estudantes atrasados.

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De acordo com Mercadante, mais de 834 mil candidatos não acessaram o cartão de confirmação. Quem recebeu isenção na taxa de inscrição e não fez a prova, perde o benefício para o próximo Enem. Já o maior índice de abstenção foi registrado no estado de Roraima, com 34,9%.

Um aparato de guerra. Foi dessa forma que o novo ministro da Educação, Aloizio Mercadante, descreveu a preparação para o Exame Nacional do Ensino (Enem), cujas provas serão realizadas nos dias 24 e 25 deste mês. Em entrevista coletiva realizada na manhã desta sexta-feira (16), em Brasília, foram divulgados números e detalhes da realização da prova mais aguardada do Brasil.

Segundo Mercadante, mais de 915 mil pessoas, entre coordenadores, fiscais de sala, fiscais de banheiro e pessoal de apoio, estão intimadas para ajudar na realização da prova em todo o país. O Exame será realizado em mais de 1,7 mil cidades, contando 14.455 locais de prova. Serão mais de 211 mil salas, cada uma com no máximo 40 candidatos. No ano passado, o número era de 36 feras por sala.

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Para evitar fraudes, o ministro detalhou algumas ações e enfatizou que qualquer tentativa de trapaça ocasionará em anulação da prova. “Havendo qualquer fraude, a prova será anulada, além das punições penais previstas na legislação. Além disso, todos os banheiros terão detectores de metais. Nós dobramos a quantidade desses aparelhos”, afirmou Mercadante. O diretor geral da Polícia Federal, Leandro Daillo, apenas  deu poucos detalhes sobre estratégias de segurança que já estão em operação, porém, ele deixou escapar que existem alguns pontos críticos já identificados.

De acordo com Daillo, está havendo um cruzamento de informações dos nomes dos participantes com os de algumas pessoas que trabalharão no Exame. “São vários parâmetros analisados, mas é fundamental o sigilo dessas informações”, complementou Mercadante, após o depoimento do diretor geral da Polícia Federal.

O ministro voltou a reforçar, no decorrer da coletiva, o combate às tentativas de fraudes e disse que é preciso “ter respeito aos candidatos que estão estudando muito”. “Boa prova todas. Estamos com uma equipe muito bem preparada”, disse Mercadante.

Mais números

Mais de 7,7 milhões candidatos estão inscritos para participar do Enem 2015. Desse total, 57% são mulheres e mais de 9,5 mil se inscreveram como lactantes. Além disso, o MEC divulgou que 16.508.719 provas são consideradas normais e pouco mais de 92 mil são especiais.

Sobre a quilometragem das localidades onde o Exame será realizado, existem mais de 10 mil rotas que percorrerão um total de 326 mil quilômetros. Já no que diz respeito à economia, Aloizio Mercadante afirmou que, graças ao acesso do cartão de inscrição pela internet, evitando assim o envio do documento pelos Correios, houve uma economia de R$ 16,5 milhões para os cofres do governo federal. O custo geral com a realização do Enem apenas será divulgado depois da avaliação.

 

  

 

 

O recém-empossado ministro da Educação, Aloizio Mercadante, definiu como uma de suas prioridades rever o Programa Mais Educação, segundo informou o Ministério da Educação (MEC). Conteúdos com maior foco na melhoria do aprendizado, especialmente português e matemática, serão priorizados, detalhou a pasta. Mercadante tomou posse nessa segunda-feira (5). A transmissão oficial do cargo será nesta quarta-feira (7), de acordo com o ex-ministro Renato Janine Ribeiro.

O Mais Educação, instituído em 2007, é uma estratégia do MEC para ampliar a jornada escolar e a organização curricular na perspectiva da educação integral. As escolas das redes públicas de ensino estaduais, municipais e do Distrito Federal fazem a adesão ao programa e optam por desenvolver atividades em diversas áreas como educação ambiental; esporte e lazer; direitos humanos em educação e cultura e artes. Todas as escolas devem obrigatoriamente oferecer acompanhamento pedagógico.

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O governo federal repassa recursos para a contratação de monitores, aquisição dos kits de materiais e outros gastos com as atividades. Segundo o MEC, mais de 60 mil escolas participam atualmente do programa. São priorizadas escolas com baixo desempenho nas avaliações da pasta.

O anúncio de Mercadante ocorre após a apresentação, segunda-feira (5), do estudo Programa Mais Educação - Avaliação de Impacto e Estudo Qualitativo, feito pela Fundação Itaú Social e Grupo Banco Mundial. Entre as conclusões está a de que o programa não melhora o desempenho dos alunos em português, nem em matemática e não tem impacto na taxa de abandono escolar.

A pesquisa analisou o programa no período de 2008 a 2011 em 600 escolas que participaram do Mais Educação durante todo esse tempo. Foram consideradas também escolas que aderiram ao programa em 2010. Usando dados oficiais do governo, analisou a aprendizagem dos alunos, medida pela nota na Prova Brasil e o abandono escolar. O estudo, no entanto, pondera que, além desses critérios, há fatores não observáveis e/ou não mensuráveis que são relevantes para a avaliação do Mais Educação.

O estudo faz outras considerações, entre elas de que os gestores ainda se sentem inseguros sobre como utilizar os recursos e que ainda faltam instrumentos de monitoramento e avaliação de participação nas atividades.

Ampliar a oferta de educação é uma das metas do Plano Nacional de Educação (PNE), lei que estabelece metas e estratégias para melhorar a educação em dez anos. Entre elas, oferecer educação em tempo integral em, no mínimo, 50% das escolas públicas, de forma a atender, pelo menos, 25% dos alunos da educação básica. Atualmente, a educão em tempo integral chega a 11,6% dos alunos matriculados em toda a educação básica, segundo dados do Censo Escolar de 2013. O Mais Educação tem sido uma das principais ações do governo federal para ampliar a oferta de educação em tempo integral.

O ministro Aloizio Mercadante, da Educação, recebeu nesta terça-feira (6) lideranças do movimento estudantil, reunidas em Brasília em caravana promovida pela União Nacional dos Estudantes (UNE) contra o ajuste fiscal e os recentes cortes nas áreas sociais do país, em especial na educação.

De acordo com Carina Vitral, presidente da UNE, o ministro se comprometeu em lutar por mais investimentos na educação, trabalhar pela consolidação das universidades públicas, com foco na conclusão das obras e implementação dos bandejões, além de criar uma comissão para discutir o fim das aulas de ensino a distância em cursos presenciais.

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“Como alternativa para os cortes (em 2015, a educação teve contingenciados R$ 10,6 bilhões), o ministro afirmou que existem inciativas para taxação de grandes fortunas, por exemplo, de modo a evitar cortes na educação”, acrescentou Carina.

A caravana, que contou com lideranças de todo o país, se reuniu hoje de manhã em frente à Biblioteca Nacional de Brasília.

Os estudantes disseram acreditar que, com Aloizio Mercadante à frente do Ministério da Educação, o ajuste fiscal no setor seja revertido e os investimentos ampliados.

“A gente não acha que a educação seja alvo de cortes para o ajuste fiscal. A educação é que alavanca o desenvolvimento e dá oportunidade para os jovens”, informou Carina antes do encontro com o ministro.

Para Bárbara Melo, presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), “muita gente que chegou a um instituto federal não consegue continuar por falta de bandejão para comer, de política de passe livre estudantil e de laboratórios decentes. É um desperdício colocar um jovem numa escola técnica e não ter estrutura suficiente para que ele se torne um bom profissional. O corte não é a melhor saída para a crise. Só prejudica os estudantes”.

Os estudantes também estão se manifestando contra o Projeto de Lei 131/2015, do senador José Serra (PSDB-SP). A ementa do projeto estabelece a participação mínima da Petrobras no consórcio de exploração do pré-sal.

De acordo com Jessy Dayane, diretora de Politicas Educacionais da UNE, a caravana é contra o projeto porque, em 2013, metade do fundo social do pré-sal foi destinada às áreas sociais: 75% para a educação e 25% para saúde. "Se esse projeto for aprovado, ameaça a conquista que garante mais verbas a longo prazo pra educação no Brasil.”

Segundo a Consultoria Legislativa do Senado, o projeto em discussão na Casa não altera a destinação de recursos.

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